segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

L’Existence de Dieu (A Existencia de Deus - em frances)



    «Celui qui vient à Dieu doit croire qu’Il existe, et qu’Il récompense ceux qui Le cherchent avec diligence» (Hébreux 11:6). L’objet de ces études est d’aider ceux qui veulent venir à Dieu, ayant cru, en premier, «Qu’Il existe»; par conséquent, on ne se concernera pas au sujet de l’évidence qui confirme la foi en l’existence de Dieu. L’examen de la structure compliquée du corps humain (cp. Psaume 139:14), du dessein évident dans la fleur, la contemplation de l’immensité de l’espace par une nuit étoilée, et d’autres réflexions attentives sans nombre sur la vie, sûrement, font de l’athéisme une chose incroyable. Croire qu’il n’y a pas de Dieu, sûrement, demande plus de foi que de croire qu’Il existe. Sans Dieu, il ne pourrait y avoir ni ordre, ni direction, ni explication finale dans l’univers; et cela se refletera donc dans la vie de l’athée. Tenant compte de cela, il n’est pas surprenant que la majorité des êtres humains admet un certain degré de croyance en un Dieu - même dans les sociétés où le matérialisme est le ‘Dieu’ prédominant dans la vie des gens.

    Mais il y a une différence énorme entre la vague notion d’un Être plus élevé, et le fait d’être certain de ce qu’Il offre en retour de notre fidèle service envers Lui. Hébreux 11:6 fait ressortir ce point : on «doit croire que (Dieu) existe, ET qu’Il est un récompenseur de ceux qui Le cherchent avec diligence».

    Une bonne partie de la Bible est un exposé de l’histoire du peuple Israël de Dieu; à maintes reprises, on fait remarquer que leur acceptance de l’existence de Dieu n’était pas suivie par leur foi en Ses promesses. Leur grand chef Moïse leur disait : «sache donc… et considère -le dans ton coeur, que, le Seigneur, il est le Dieu du ciel et de la terre; il n’y en a pas d’autre. Tu devras donc garder ses ordonnances, et ses commandments » (Deutéronomy 4:39, 40).

    Ainsi pour nous; notre conscience de l’existence de Dieu ne nous rend pas automatiquement acceptable à Dieu. Si nous acceptons sérieusement le fait qu’il y a, en effet, un créateur, on devrait «donc garder ses… commandements». C’est le but de cette série d’études d’expliquer ce que sont ces commandments, et comment les garder. En recherchant les Écritures pour accomplir cela, on verra notre foi en l’existence de Dieu se raffermir.

    «La foi vient d’un message, et le message par la parole de Dieu» (Romains 10:17). Ésaïe 43:9-12 aussi nous montre comment une compréhension des prophètes divins sur l’avenir nous fait savoir «que Jesuis lui» (Ésaïe 43:13), c’est-à-dire, le Nom de Dieu, «Je suis ce que Je serai», est parfaitement vrai (Exode 3:14). L’apôtre Paul visitait une ville appelée Bérée, dans la partie nord de la Grèce. Comme d’habitude, il prêchait l’Évangile (‘bonne nouvelle’) de Dieu; mais, les gens ne faisaient pas qu’accepter la parole de Paul sur l’Évangile, «ils recevaient la parole (de Dieu, non de Paul), avec toute vivacité d’esprit, et recherchaient les Écritures quotidiennement, pour voir si ces choses étaient vraies. Par conséquent, plusieurs d’entre eux croyaient» (Actes 17:11:12). Leur croyance était due à leur recherche de la Bible avec un esprit ouvert, avec régularité, et avec système (recherchant «ces choses-là»). Leur gain d’une vraie foi n’était donc pas dû à quelque soudaine opération spirituelle du coeur par Dieu, n’ayant aucun rapport à Son parole. Alors, comment des gens peuvent-ils participer à une croisade de Billy Graham ou à réunion de ranimation des Pentecôtes, et en sortir des ‘croyants’? Combien de recherche journalière de l’Écriture a-t-il eu lieu dans ces cas? Ce manque d’une foi vraiment basée sur la Bible est sans doute la raison de cette absence de signification que plusieurs de ces ‘convertis’ trouvent par la suite dans leur vie Chrétienne, et pourquoi tant délaissent le mouvement évangélique.

    Le but de ce cours d’étude est de fournir un plan de travail pour votre propre recherche systematique de l’Écriture, de sorte que vous aussi pussiez «par conséquent» croire. La relation entre l’audition du vrai Évangile et l’obtention d’une vraie foi est souvent soulignée dans le récit de la prediction de l’Évangile: «Plusieurs des Corinthiens ayant écouté croyaient et étaient baptisés» (Actes 18:8). Les gens «écoutent la parole de l’Évangile et croient» (Actes 15:7). «Ainsi nous prêchons, et ainsi vous croyiez» (1 Corinthiens 15:11). La «semence» dans la parabole du semeur est la parole de Dieu (Luc 8:11); tandis que, dans celle de la graine de moutarde, elle est la foi (Luc 17:6), vu que la foi vient en acceptant «la parole de la foi» (Romains 10:8), «Les paroles de la foi et de la bonne doctrine » (1 Timothée 4:4), dans un coeur qui est ouvert à la croyance en Dieu et en Sa parole (Galates 2:2); cp. Hébreux 4:2).

    - L’apôtre Jean dit, du récit de la vie de notre Seigneur que «il dit vrai (i.e. la vérité) afin que vous puissiez croire» (Jean 19:35). Ainsi, la parole de Dieu est appelée «la vérité» (Jean 17:17) - afin que l’on puisse croire.

    Fonte: Principles Bibliques - Duncan Heaster

GOVERNO DA IGREJA - CONGREGACIONAL




    Congregacional. O sistema congregacional é a forma de governo da igreja adotada pelos cristãos que enfatizam a autonomia e independência da congregação local. Esses afirmam que ninguém está em posição de exercer autoridade sobre uma congregação local da igreja cristã. Nenhuma “ordem de ministério” é reconhecida, no sentido de classe de homens separados por algum dom especial da graça divina, que lhes seja conferido numa cerimônia de ordenação. Na verdade, homens ordenados são, estritamente falando, pessoas leigas que fazem o trabalho da igreja em tempo integral. Dá-se ênfase ao fato de que apenas Cristo é Cabeça de sua igreja (Cl 1.18, etc.). Quando dois ou três crentes se reúnem, o Senhor está com eles (Mt 18.20). Como os crentes em geral representam o sacerdócio, não há mais, sob a nova aliança, espaço para a interposição de uma classe especial de sacerdotes. A função sacerdotal é agora exercida por todos. Se o crente comum tem direito de acesso imediato a Deus (Hb 10.19-22), então é impossível vislumbrar um ministério que exerça qualquer função mediadora essencial. Freqüentemente se aponta que a ênfase do NT, em geral, está na congregação local. Há pouca evidência de qualquer controle episcopal ou presbiteriano sobre a igreja como um todo. Os presbíteros-bispos parecem ter exercido sua autoridade na esfera da congregação local, mas não além dela. O ministério cristão é simplesmente o ministério de Cristo através de homens chamados e comissionados por ele.

    A evidência do NT é insuficiente para se saber precisamente qual era a posição da igreja primitiva nesse assunto. Sabe-se que havia alguns oficiais, tais como presbíteros-bispos e diáconos, mas não se sabe exatamente quais eram suas funções e posição. Nenhum dos sistemas atuais de governo da igreja pode reivindicar ser o único justificado nas Escrituras, embora existam elementos no NT que levaram ao surgimento de cada um deles. E significativo que, no correr da história, Deus tenha se agradado de dar sua bênção a mais de uma forma de organização cristã.


Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 3 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

GOVERNO DA IGREJA - PRESBITERIANO



    Presbiteriano. O sistema de governo da Igreja, através de presbíteros ou anciãos também reivindica precedência nas Escrituras. Os Reformadores viam os presbíteros do NT como oficiais que mantinham o governo nas igrejas. Em cada Igreja local havia um grupo de presbíteros que formavam um tipo de comitê responsável pelos assuntos da igreja. Em Atos 15, encontramos os presbíteros agindo em conjunto com os apóstolos num concílio solene. Quando, no decorrer do tempo, os apóstolos saíram de cena, os presbíteros permaneceram como os oficiais mais importantes da igreja. Muitos presbiterianos diriam que este sistema é mais fiel ao espírito e à letra do NT, do que qualquer outro sistema moderno. Tendo em mente passagens do NT, tais quais Atos 1.15ss. e Atos 13.1-3, os presbiterianos reconhecem que a congregação deve ter voz na seleção dos homens para o ministério. Uma distinção é feita entre prespresbíteros docentes e presbíteros regentes (1 Tm 5.17). O presbítero docente é ordenado pela imposição de mãos de outros presbíteros, depois de receber o “chamado” de uma congregação local. Presbíteros regentes são escolhidos pela congregação e admitidos ao ofício por meio de ordenação. Eles podem não assumir o ministério da Palavra e dos sacramentos, mas assistem no governo da igreja e no exercício da disciplina. Possuem também responsabilidade na administração das finanças da igreja.


Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 3 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

GOVERNO DA IGREJA - EPISCOPAL

    


    Episcopal. O sistema episcopal é o govemo da igreja por bispos (epíscopoi). Os episcopais reconhecem o triplo ministério de bispos, sacerdotes e diáconos, como básicos para a vida da igreja. O único ministro capacitado para ordenar é o bispo, a quem foram passadas algumas funções originalmente associadas aos próprios apóstolos. Indo ainda mais longe, alguns argumentam que os apóstolos ordenavam seus sucessores e que estes, por sua vez, ordenaram seus sucessores, numa linha ininterrupta até ao dia de hoje. Essa teoria, entretanto, é passível de sério questionamento. O elaborado sistema episcopal, como é conhecido hoje, não é encontrado no NT, exceto possivelmente em estado embrionário. O moderno bispo anglicano, por exemplo, diferente do presbítero do NT, exerce a supervisão de um número grande de igrejas em sua “diocese” e tem autoridade sobre os clérigos dessa área. Os presbíteros, no NT, têm um chamado estritamente local e são subordinados apenas ao sumo Pastor. O moderno bispo monárquico considera-se mais próximo dos apóstolos e do ministério que eles exerciam, do que dos presbíteros-bispos, cujo ministério era em grande parte, se não inteiramente, confinado à igreja local. E verdade que, embora Timóteo e Tito parecessem ter tido autoridade significativa sobre diversas igrejas, eles estavam mais localizados do que os apóstolos, e isso não é um equivalente adequado do moderno bispo monárquico. Tiago, a quem Paulo descreve como apóstolo (Gl 1.19), ocupava uma posição proeminente na Igreja de Jerusalém e parece não ter viajado tanto quanto os outros apóstolos. Em certos aspectos, ele seria um protótipo mais acurado do hodierno bispo anglicano, embora sua autoridade não fosse de maneira nenhuma absoluta. O sistema episcopal é o resultado de um processo de desenvolvimento constante e a sua forma atual não se encontra no NT.


Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 3 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

PRESBÍTEROS - BISPOS (BÍBLIA)



    Presbíteros — Bispos. A primeira referência a anciãos ou presbíteros aparece em ligação com a igreja em Jerusalém (Atos 11.30). Não há referência a presbíteros em Antioquia (Atos 13.1), nem são mencionados nas cartas mais antigas dos apóstolos. Paulo e Bamabé, entretanto, em sua primeira viagem missionária, ordenaram presbíteros em todas as igrejas que eles fundaram (Atos 14.23). É claro que os presbíteros, aos quais Paulo se dirigiu em Éfeso (Atos 20.17ss.), e aqueles citados na primeira epístola de Pedro e na epístola a Tito, tiveram um papel importante a desempenhar na vida da igreja. Nesse estágio da história da igreja, os termos presbyteros e epís- copos eram usados de forma permutável. Paulo, por exemplo, chama os presbíteros da Igreja de Éfeso (Atos 20.17) e então se dirige a eles como bispos ou guardiães (v.28). Semelhantemente, Pedro exorta os presbíteros das igrejas a cumprirem o seu ofício de bispos, ou superintendente, dignamente (I Pe 5.1,2). As qualificações para o presbiterato são descritas na primeira carta de Paulo a Timóteo (l Tm 3.1-7). Uma das funções principais dos presbíteros era a superintendência pastoral geral da igreja. Os presbíteros também possuíam certos poderes executivos (Hb 13.17) e se afadigavam na palavra e no ensino (1 Tm 5.17). Eles visitavam os doentes (Tg 5.14) e também tinham a responsabilidade de ordenar outros (Tt 1.5). Um fato interessante é que, assim como o termo “ancião” era familiar àqueles que haviam crescido num ambiente judaico, também o termo “bispo” ou “supervisor” era freqüentemente usado pelos gregos para descrever o supervisor de um clube religioso ou sociedade. Da mesma forma, deve-se notar que os presbíteros possuem as funções tanto de pastores (Atos 20.28; I Pe 5.2) como de mestres (l Tm 3.2; Tt 1.9). As funções principais do presbítero eram as de pregar o Evangelho, fazer a superintendência pastoral e exercer liderança espiritual. Não há instruções claramente descritas acerca de quem tinha o poder de presidir a Ceia do Senhor ou de batizar. De fato, há uma notável ausência de instruções precisas no NT sobre tais assuntos. Parece que os vários ministérios cresceram conforme as situações demandavam e o Espírito de Deus dirigia. Uma coisa é certa — não há referência no NT a nenhum ministro cristão representando como um sacerdote que apresentasse oferta sacrifical. A igreja como um todo é considerada como um sacerdócio (I Pe 2.5, 9) e o Senhor é citado como o grande Sumo Sacerdote. A função do sacerdote que oferecia sacrifícios no AT não era mais requerida, uma vez que o grande sacrifício do Calvário já havia acontecido. Ainda que o NT dê suporte à idéia de certos homens sendo separados para ministérios específicos, ele não encoraja o surgimento de uma casta clerical com funções sacerdotais. Ao mesmo tempo, o NT toma claro que alguma forma de ministério é essencial para a estabilidade e vida da igreja. Não existem regras rígidas e fixas. Há, ao contrário, uma constante espera em Deus e prontidão em ouvir a voz do Espírito Santo e obedecer ao que é ouvido. Nos primeiros dias do Cristianismo parece ter havido uma variedade considerável de ministérios na igreja.


Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 3 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

HIRÃO REI DE TIRO (BÍBLIA)


    HIRÃO (2 Sm 5.11 e l Cr 14.1). O rei de Tiro nos reinados de Davi e Salomão, com quem ele viveu em termos muito amigáveis. Após Davi conquistar Jerusalém e tomá-la sua capital, Hirão lhe enviou madeira, carpinteiros e pedreiros para construir seu palácio (2Sm 5.11). Na ascensão de Salomão ao trono, Hirão lhe escreveu na esperança de conservar com Salomão a longa amizade que existia entre Davi e ele. Salomão pediu sua ajuda na construção de um templo e um palácio novo, projetos que foram terminados após vinte anos. Hirão lhe enviou madeira de cedro, cipreste e sândalo das florestas do Líbano e todo ouro que ele necessitava (l Rs 5. Is; 2Cr 2.3s), juntamente com todos os trabalhadores especializados necessários para levantá-los e mobiliá-los. Em troca Salomão enviava todo ano comida para sua família — vinte mil odres de vinho e vinte mil odres de azeitonas (l Rs 9.10-14). Ele também deu a Hirão vinte cidades na Galiléia, mas quando Hirão as inspecionou, disse a Salomão que não estava muito satisfeito com elas (lRs 9.10-14). Quando Salomão construiu uma esquadra de navios em Eziom-Geber, na costa do Mar Vermelho, em Edom, Hirão lhe enviou marinheiros especializados para trabalhar com os homens de Salomão nos navios. Uma vez a cada três anos eles levavam ouro, prata, marfim, macacos e pavões para Salomão.

    Josefo diz (Apion I. 17,18) que o pai de Hirão era Abibalus, que fora rei de Tiro antes dele; que Hirão e Salomão escreveram muitas cartas um para o outro, consultando um ao outro sobre problemas que tinham — nas quais Salomão era o melhor em oferecer soluções; e que ele morreu com cinqüenta e três anos, após o reinado próspero de trinta e quatro anos.


Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 3 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

 

MAGNIFICAT



    Título de um antigo hino litúrgico, extraído da Vulgata, do salmo de louvor de Maria (Lc 1.46-55). A Vulgata declara: Magnificai anima mea Dominum, “A minha alma engrandece ao Senhor”. A passagem é similar à oração ou canção de Ana (ISm 2.1-10) e contém alusões a ela. Trata-se de um dos três salmos em estilo poético hebraico, com construções paralelística, nesta narrativa, do nascimento de nosso Senhor Jesus. No v. 46, que afirma na Vulgata Et ait Maria (“Então, disse Maria”), manuscritos da Lat. Ant. dizem: “Et ait Elizabet”, (“Então disse Isabel”).

    Essas versões são os códices Vercelense (42 séc.); Veronese (4S e 52 sécs.) e Rehdigeriano (72 séc.) e esta tradução é apoiada por poucas citações da Patrística latina. Contra elas há uma abundância de antigos papiros e unciais gregos e até Syr MSS. Westcott e Hort consideraram esta como uma das "traduções dignas de serem rejeitadas”. Aparentemente, tratava-se de um comentário litúrgico incluído posteriormente no texto, em algum momento do período medieval. O texto dá um final muito mais adequado às expectativas da aliança do AT, as quais olhavam adiante, para a consumação da bênção prometida a Abraão, no servo, o Messias do Senhor. A total humildade dos meios pelos quais Deus tem prazer em trazer esta graça ao seu povo é glorificada como um exemplo singular de seu poder soberano. O salmo também introduz a era do cumprimento messiânico, como poucos textos nas Escrituras.

    As várias objeções críticas quanto à origem tradicional da peça, que era o louvor proferido pela Virgem Maria, não são dignas de uma discussão séria. O texto, em sua forma medieval, como “O cântico da Virgem Abençoada”, tem ampla aceitação em todas as ramificações da cristandade. Desde a codificação dos cultos de adoração pelo Papa Gregório, o Grande (590-604) e a aceitação oficial da regra de São Benedito (480-543), o Magnificai tem sido cantado de manhã ou nas orações da noite. No entanto, nas igrejas evangélicas e reformadas ele é parafraseado e cantado como um hino congregacional. Algumas das maiores obras da arte cristã foram produzidas em tomo dos temas do Magnificai. Artistas, poetas e músicos têm celebrado seu tema de alegria pela salvação agora graciosamente oferecida à humanidade, mediante o dom do Messias do Senhor.


W. White Jr.
 

Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 4 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

MATATIAS MACABEU (166 a.C.)



    Todas as vilas da Palestina receberam ordem de erigir o altar pagão e emissários imperiais deviam estar presentes para supervisionar a oferta dos sacrifícios. Na vila de Modim (27 km ao noroeste de Jerusalém) vivia um idoso sacerdote chamado Matatias, que morava junto com seus cinco filhos: João, Simão, Judas, Eleazar e Jônatas. O emissário de Antíoco chegou a Modim, compelindo o povo a renunciar a Deus e a oferecer sacrifícios impuros. Matatias, como líder reconhecido na vila, foi instruído a dar o exemplo, sendo o primeiro a oferecer o sacrifício; ele, porém, recusou. Quando outro judeu se adiantou para oferecer o sacrifício, Matatias matou-o e ao emissário imperial. Depois, destruiu o altar e proclamou: “Todo o que tiver zelo da Lei e quiser manter firme a Aliança, saia após mim” (IMac 2.15-27; Jos. Ant. xii. 6.1,2 § 265-272; Dn 11.32-35). Matatias, seus filhos e muitos seguidores fugiram para as montanhas. Este fato marcou o início da revolta dos Macabeus. Enquanto ainda estavam escondidos, ouviram a notícia de que mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças, tinham sido mortas porque se recusaram a lutar no Shabbath (Sábado). Para evitar o extermínio, Matatias e seus amigos decidiram que podiam se defender mesmo no Sábado (I Mac 2.19-41). Foi por este tempo que os assideus, um grupo religioso dentro do Judaísmo com um grande zelo pela Lei de Deus, se uniram a Matatias na luta contra a helenização. As tropas de Matatias declararam guerra contra os judeus que se aliaram a Antíoco, destruíram altares pagãos, circuncidaram as crianças que tinham sido deixadas incircuncisas e exortaram os judeus em toda parte a se unirem à sua luta. Matatias morreu durante este conflito (166 a.C.), deixando a causa nas mãos de seu terceiro filho, Judas, com quem se iniciou uma nova era na luta (I Mac 2.42-70; Jos. Ant. xii. 6.2-4 § 273-286).

Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 4 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

ISRAEL SOB O DOMÍNIO DOS PTOLOMEUS (323-198 a.C.)




    Israel sob o domínio dos Ptolomeus (323-198 a.C.). Depois da morte de Alexandre, houve muita disputa entre seus generais, que tentavam adquirir e manter suas porções do império. Por volta de 311 a.C., Selêuco foi reconhecido como governante da Babilônia, marcando assim o início da dinastia/era selêucida. A Palestina foi o campo de batalha durante a maior parte dessa disputa. De 323 a 315 a.C. a região esteve sob o controle dos Ptolomeus, mas foi conquistada por Antígono (governante da Ásia Menor e norte da Síria) em 315 a.C., reconquistada por Ptolomeu em 312 a.C.; este, porém, teve de se retirar deixando a região sob o controle de Antígono. No entanto, em 301 a.C., Antígono foi morto numa batalha decisiva em Ipsus, na Frigia, e foi feito um acordo (em 303 a.C.), que dizia que, no caso de sua derrota, a Síria seria dada a Ptolomeu. Este não tomara parte na batalha e por isso os envolvidos decidiram dar a região a Selêuco. Ptolomeu, porém, se antecipou a Selêuco e tomou posse da Palestina. Esta ação foi o ponto de contenda entre as duas casas durante as décadas que se seguiram. A Palestina permaneceu sob controle ptolemaico até que foi perdida para os selêucidas na pessoa de Antíoco III (o Grande) na Batalha de Panias (Cesaréia de Filipe no NT) em 198 a.C. Os selêucidas tinham assim conquistado a terra que consideravam sua por direito.

Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 4 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

ALEXANDRE O GRANDE (356-323 a.C.)

    

    Alexandre nasceu em 356 a.C. e, apartir dos treze anos de idade, foi ensinado por Aristóteles. Ele tinha convicção da forma grega de viver e, conseqüentemente, seu sonho era helenizar o mundo (veja Helenismo, Helenistas). Com a morte de seu pai Filipe da Macedônia em 336 a.C., Alexandre fez planos imediatos de atacar o Império Persa. Invadiu a Ásia Menor na primavera de 334 a.C., derrotando os persas no Rio Granico e continuou a empurrá-los para fora da região. Em outubro de 333 a.C., derrotou Dario III em Issus e marchou para o sul conquistando Tiro e Gaza. Finalmente assumiu o controle do Egito, por volta do inverno de 332/1 a.C. Enquanto estava na Palestina (difícil determinar a seqüência exata de eventos), de acordo com Josefo (Ant. xi. 8,5 § 329-39; cp. também BT: Yoma 69a), ele visitou Jerusalém e ofereceu sacrifícios a Deus no Templo, sob a direção do sumo sacerdote Jadua. Os sacerdotes lhe mostraram, com base no livro de Daniel, que ele era aquele que fora predito que destruiria o Império Persa (Dn 8.5-7,20,21). Ele aceitou esta interpretação e, numa atitude favorável, cedeu ao pedido e permitiu que os judeus da Palestina, Babilônia e Média tivessem permissão de viver segundo suas leis ancestrais e fossem isentos de qualquer imposto em todos os anos sabáticos. Daí surgiu um relacionamento amigável entre Alexandre e os judeus. Na primavera de 331 a.C. ele marchou em direção leste, derrotou a Pérsia e declarou-se rei dos persas (por volta de julho de 330 a.C.). Alexandre morreu em 323 a.C.

Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 4 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

FILOSOFIA - ESTOICISMO

    


    O estoicismo teve origem com Zenão (334-262 a.C.), de Cítio, cidade localizada na Ilha de Cipre. Aos 22 anos, foi para Atenas, dedicando-se à filosofia e, em 300 a.C., funda a sua famosa escola. Recebeu o nome de estoicismo, porque se reuniam em um dos pórticos da cidade, chamado de Stoa.

    A grande virtude para os estóicos era a indiferença (apatheia, algo que a nossa tradução, “apatia”, em português, dá uma idéia inexata). Essa seria a única forma de se conseguir a paz e a felicidade neste mundo — tornando-se indiferente aos sofrimentos e às paixões da vida. Renúncia é outra palavra que serve para descrever bem o estoicismo. Ou seja, devemos renunciar aos bens desta vida, porque, caso os percamos, não teremos qualquer tipo de amargura.

    Os estóicos acreditavam em uma lei universal superior a tudo, e ensinavam que o homem deve seguir seus ditames. Essa “lei” se manifesta em nós, nos deveres e obrigações que devem ficar acima de tudo. Enfim, todas as coisas fazem parte de um sistema único, que é a natureza. A vida humana só está em harmonia com a natureza quando a vontade individual é dirigida para algum fim que esteja de acordo com os desígnios da natureza.

    O estoicismo foi muito comum entre os pensadores romanos do século 1o antes de Cristo. Teve, entre um de seus maiores representantes, o imperador romano Marco Aurélio, autor das Meditações.

FILOSOFIA - EPICURISMO

     


    Epicuro foi um filósofo grego que viveu entre 341 e 270 a.C. Criador do epicurismo, corrente filosófica que postula, como objetivo central do ser humano, a busca da felicidade e do prazer.

    Por causa de seu pensamento, muito prático, acabou se opondo aos pensamentos de Platão e Aristóteles. O epicurismo é mal interpretado pelos adversários, para os quais o filósofo prega a exaltação do corpo e o desestímulo ao espírito e à cultura. Suas obras principais são: Carta a Heródoto, Carta a Meneceu e Doutrinas capitais. Supõe-se que, até morrer, em Atenas, tenha escrito mais de trezentos volumes, a maior parte dos quais se perdeu.

    Vale lembrar que, quando de sua permanência em Atenas, o apóstolo Paulo entrou em contato com alguns pensadores dessa escola e procurou lhes explicar os fundamentos do cristianismo.

    Os epicuristas viam no prazer, obtido pela prática da virtude, o bem. O prazer consiste no não-sofrimento do corpo e na não-perturbação da alma. Epicuro ensinava que viver é buscar o prazer. Embora, em um primeiro momento, isso possa soar como pura libertinagem, não era essa a tônica do epicurismo. Na verdade, ensinava a evitar qualquer prazer que pudesse trazer maior dor. Por exemplo, alguém poderia dizer que beber vinho seria mais prazeroso do que não beber. Todavia, a embriaguez produziria maior dor do que a sobriedade. Logo, deve-se escolher a sobriedade.

    Após sua morte, o epicurismo não sofreu modificações. Seus seguidores imediatos se limitaram a cultuar a memória do mestre e a preservar e divulgar suas idéias. Mesmo que boa parte de seus escritos tenha se perdido, uma grande porção do seu pensamento se perpetuou pela instrumentalidade de Lucrécio, um dos maiores poetas latinos.