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terça-feira, 8 de setembro de 2015

PREGAÇÃO - PASTOR CHARLES MACIEL VIEIRA - Projeto Metanoia em Macaé (RJ)

Parte da Ministração da Palavra de Deus no Projeto Metanóia 2ºDia 13/03/2015

O WORKSHOP "Acorda Crente".
Realizado pelo Projeto Metanoia em Macaé (RJ)
Ministrante: Pr. Charles Maciel Vieira 









quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A ESPADA DO ESPÍRITO - ANTÔNIO ABUCHAIM


Assim como o mundo começou pela Palavra de Deus, marcha conforme a Palavra de Deus, e se encerrará segundo a Palavra de Deus, este estudo também começa, desenvolve-se e termina com a Palavra de Deus: "Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus." (Ef 6.17.) "Tomai... a espada do Espírito."
Embora estejamos vivendo em plena era de armas modernas, como a bomba atômica, os foguetes, a bomba a hidrogênio. Deus ainda faz o seu combate com a velha espada, a sua Palavra! Nunca houve no mundo uma arma tão poderosa como a Espada do Espírito — a Palavra de Deus! Faz-nos lembrar a guerra de Gideão, quando se levantou contra os midianitas; e a divisa daquela batalha era: "Pela Espada do Senhor e de Gideão". (Jz 7.18-20.) Não se trata de duas espadas. A mesma Espada do Senhor é a de Gideão: "Pela Espada do Senhor e de Gideão". Não diz "e a de Gideão". De modo que pela espada do Senhor e de Gideão, e de Antônio Abuchaim, com toda a humildade, faço questão de lançar-me ao combate: com esta arma única, porque não existe outra.
A Palavra nos diz que o Espírito precisa agir! A sua ação é um combate. E a sua arma é só uma: a Espada — a Palavra de Deus. Que diremos daqueles crentes que querem avivamento, mas deixam a Bíblia guardada a semana inteira? Que diremos daqueles que se submetem ao batismo com o Espírito Santo, aceitam a sua crucificação, mas terminam encostando tudo isto ao largarem a Palavra do Senhor em cima duma mesa durante os trinta dias do mês? Estão liquidados os seus avivamentos!
Examinemos também o propósito desesperado de Satanás. O que ele quer atacar? Um confronto de Gênesis 2.17 com 3.1 mostra-o claramente: "Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás: porque no dia em que dela conteres, certamente morre-rás." (Gn 2.17.) Esta foi a Palavra de Deus a Adão. Deus criou o homem e a mulher, e colocou neles a sua Palavra.
Vamos agora ao primeiro contato do maligno com o ser humano. A serpente, chegando no jardim, disse à mulher: "Ê assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?" (Gn 3.1.) O que é que ele pretendia atingir? Qual foi o seu primeiro, único e principal objetivo? É como um inimigo em combate na guerra: o seu objetivo não é um hospital, uma hospedaria, uma roça, um armazém, mas sim os objetivos bélicos. E qual é o objetivo bélico de Satanás? Atingir diretamente a Palavra de Deus na experiência humana: "£ assim que Deus disse?" Como está escrito: "...vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações." (Mc 4.15; Mt 13.19.) O seu plano é combater a Palavra de Deus.
A grande arma contra as suas forças é a Palavra de Deus. De modo que o ser humano com a Palavra de Deus é alvo impossível para Satanás! Mas o ser humano sem a Palavra de Deus, é presa fácil. A sua primeira atenção é para a Palavra de Deus. Eva deu a Satanás uma explicação, mas não foi fiel à Palavra de Deus: "E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos: mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais." (Gn 3.2,3.) Deus não tinha dito: "Nem nele tocareis". Isto foi acrescentado. Confira com 2.17 e verá que Eva não citou fielmente a Palavra de Deus ao diabo. É um inconveniente muito grande adicionar algo à Palavra de Deus. Jesus disse: "...o que passa disso é de procedência maligna." (Mt 5.37.) Eva citou a Palavra de Deus com adição. E Satanás, por sua vez, também acrescentou à Palavra de Deus mais uma pala¬vra: "Não". Contradição. Qual desses dois é o pior: adi¬ção ou contradição? Ambos. Tanto um como o outro não foram fiéis à Palavra de Deus.
E qual a razão de tanta desgraça neste mundo? Das guerras, dos desentendimentos, das misérias, das mortes à míngua, das enfermidades, de toda a vitória do mali¬gno sobre as forças benignas, de toda a vitória do inferno sobre a raça humana? Tudo isto provém de uma só palavra que o ser humano aceitou do diabo! Será que estou-me dirigindo a pessoas que não respeitam, nem prezam a Palavra de Deus? Uma só palavra do diabo foi aceita, e causou toda a desgraça que este mundo tem experimentado. Qual foi a palavra? "Não." Só uma palavra do diabo foi aceita no começo, e tem germinado e proliferado tanto mal. Mas, tudo porque se menosprezou a Palavra de Deus. Satanás sabe que qualquer pessoa sem a Palavra de Deus, é por ele dominada. Mas ai dele quando alguém se agarra à Palavra de Deus e não a solta!
Lembremo-nos de quando Jesus, depois de ser cheio do Espírito Santo, foi levado por ele para ser tentado pelo diabo; então, Satanás começou a sua obra. E com que arma Jesus venceu a tentação? Com a Espada do Espíri¬to — a Palavra de Deus!
Esta é a única arma que vence o diabo. O diabo é muito astuto. Certa vez alguém me disse que estava batendo no diabo. Mas quem bate já está fazendo a obra do diabo: espancando o seu próximo. E Deus me fez pensar numa coisa interessante: o diabo instiga duas pessoas a brigar. Uma é contra a outra mas ambas são a favor do diabo. Brigando, elas fazem o que o diabo quer. E o diabo ganha. Ele ganha dos dois lados. Se um país luta contra o outro, faz a vontade do diabo. Ambos dão as mãos ao diabo e se chocam e se degladiam. Ele até pa¬rece inteligente! O seu partido está sempre por cima.
Toda e qualquer pessoa que queira fazer o mal, para ele é bem-vinda.
Mas o que diz a Palavra de Deus? Jesus não cedeu a Satanás, mas citou para ele a Palavra de Deus. Não somente citou-a, mas usou-a, apoiou-se e confiou nela. Notemos no capítulo 4 de Mateus que Satanás também citou a Bíblia, mas não para se apoiar nela, ou para confiar nas suas afirmações. Nem sempre quem cita a Bíblia merece crédito. Há livros por aí que contêm textos bíblicos e que parecem ter vindo do inferno! O texto mostra-nos que Jesus citou a Palavra de Deus, confiando nela. Mas Satanás citou a Palavra de Deus para provo¬car, tentar e insultar!
Ouvi contar que alguns crentes procuraram o minis¬tro russo, Molotov, que era conhecedor da Bíblia, para dizer-lhe:
— Nós vimos pedir ao senhor que diminua a pressão do governo contra a liberdade religiosa no país. Nós precisamos trabalhar — precisamos nos sentir felizes com a nossa religião aqui.
Molotov citou-lhes a Bíblia:
— O vosso Mestre não disse que veio trazer espada e perseguições para vós? (Mt 10.34-36.) Ele não disse que terieis aflições? (Jo 16.33.) Aí estão! O vosso Mestre não disse que veio trazer paz, mas a espada! Como quereis paz? Vós não sois de paz!
Citou a Palavra com escárnio. No entanto, se alguém disser:
—  Cito a Palavra de Deus. Com ela lanço a minha sorte, a minha confiança.
Bem, aí é outra coisa. Satanás citou a Bíblia, mas não em confiança. Jesus citou a Bíblia, apoiando-se e firmando-se nela.
—  Não transformo pães em pedra, mas me alimento da Palavra de Deus!
Jesus se apoiou nela e confiou nas suas gloriosas afirmações: "Nem só de pão vive o homem, mas sim de toda a palavra que sai da boca de Deus. " (Dt 8.3.) Isto é autoridade. Citar a Bíblia para tentar, não é autoridade. Cuidado com isto. Duas pessoas podem citar o mesmo texto bíblico e haver diferença no efeito: uma cita-o sem autoridade, a outra, com autoridade.
Eu me recordo de ter ouvido a história de uma criancinha. A mãe lhe ensinara um versículo da Bíblia: "O Senhor é o meu pastor e nada me faltará." Mas ela esqueceu a parte final. Quando foi para a frente da igreja, começou a recitá-lo muito animada:
— "O Senhor é o meu pastor ...e não preciso de mais nada!" "Eu não preciso de mais nada!" Que inspiração! Valeu muito este paralelo, "E eu não preciso de mais nada!" Parece uma confissão confiante de que este Pastor nos satisfaz plenamente. É citar a Bíblia com confiança!
Paulo estava consciente dessa grande necessidade; revelou-a quando pediu aos crentes de Éfeso que orassem por ele: "E por mim: pura que me seja dada. no abrir da minha boca. a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho. " (Ef 6.19.) Eu não quero falar titubeando: quero falar com certeza; quero dizer a verdade, confiando nela. Em outras ocasiões, Paulo pediu orações para que a Palavra de Deus não estivesse presa: "Orando também juntamente por nós. para que Deus nos abra a porta da palavra, afim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso." (Cl 4.3.)  Ele queria pregá-la com ousadia.
Paulo recomenda: "Não extinguis o Espírito. Não desprezeis as profecias." (1 Ts 5.19, 20.) Vamos estudar o que significa, "apagar o Espírito", "extinguir o Espíri¬to". Apagar o Espírito é desprezar a profecia, ou seja, a Palavra de Deus.
O Espírito nada tem a fazer no meu ministério, quando me levanto diante de um grupo deixando de lado a Palavra de Deus. Eis aí o que é apagar o Espírito! Se alguém falar de si mesmo, o Espírito não tem o mínimo compromisso de endossar ou sancionar palavras huma¬nas! Ele tem a sua Palavra, de modo que se alguém se levanta para falar o que não seja a Palavra de Deus, o Espírito se apaga, não aparece, não atua, não tem responsabilidade de confirmar aquilo que não disse, aquilo que não inspirou! Apagar o Espírito é querer que ele atue fora da Palavra.   Ele se considera  extinto.
Quantos cultos há que não possuem a expressão do Espírito, porque a sua Palavra é desprezada.
Vejamos o que significa o poder de Deus. Jesus, certa vez, a uma interrogação dos saduceus, respondeu: "...Er¬rais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus." (Mt 22.29.) Porque a Escritura encerra em si o poder de Deus. E mais. Jesus disse: "Errais". É outra advertência contra o fato de não se conduzir pela Palavra de Deus, pela Escritura, pelo poder de Deus. Eis aqui o compromisso divino: esta Escritura contém mesmo o poder de Deus — isto é, Deus empenha todo o seu poder para confirmar a sua Palavra.
Se alguém quer pregar com poder, pregue apenas a Palavra de Deus. E aí está a mensagem do poder. Porque Deus se compromete a operar através de sua Palavra, e nunca de outra maneira.
Temos mais uma palavra de Jesus, mostrando-nos uma tentação terrível. É uma tentação diabólica: "Inva¬lidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição..." (Mc 7.13.)
—  A Bíblia diz assim, mas nós estamos acostumados a outro modo.
E agora, vamos agir pelo que estamos acostumados, ou pelo que a Palavra de Deus está dizendo? Vamos ficar com o nosso costume? Jesus disse: "Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição."
Eu vos preguei o batismo com o Espírito Santo pela Palavra de Deus. Mas há uma tradição por aí que o batismo com o Espírito Santo é obtido pela manifesta¬ção. E, então, alguém cita a sua experiência:
—  Aconteceu comigo assim, assim, assim. Você tem que experimentar isso. Foi assim que aconteceu comigo.
Isto é tradição. Portanto, saindo da Palavra para a tradição. Não tem que ser assim, e assim, como os homens dizem, mas tem que ser como a Palavra de Deus diz: "A lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." (Is 8.20.) Gosto demais desta verdade gloriosa da Palavra. Ou vivemos conforme a luz da Palavra, ou ficaremos em trevas sem a luz da "alva".
Olhemos para um outro aspecto da Palavra: "Pelo que também damos sem cessar graças a Deus. pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus. a recebestes. não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de Deus. a qual também opera em vós, os que crestes." (1 Ts 2.13.)
Que coisa maravilhosa! Eu sei que há pessoas que não gostam de ouvir este tipo de mensagem, porque não contém tradições humanas. "...Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam." (Lc 11.28.)
Há muitos que não são membros de uma igreja evangélica. O apóstolo Paulo está dizendo para eles, como disse aos tessalonicenses:
—  Quando eu cheguei aí em Tessalônica, vocês me ouviram falar, e disseram: "Isto não é palavra de ho¬mem. É Palavra de Deus!"
Essas pessoas, ouvindo a Palavra, disseram:
—  Isto não é "conversa fiada" de um homem. É a Palavra de Deus! Vamos aceitar, não a ele, mas à Palavra!
E Paulo continua:
—  Quando me lembro disso, penso: que coisa maravi¬lhosa, como o coração de vocês era tão nobre, mesmo antes de serem crentes, pois, quando ouviram a pregação, já foram entendendo que não era apenas conversa de um judeu, mas a Palavra que vinha de Deus para os seus corações. Que nobreza! Quando vocês aceitaram a Pala¬vra como sendo a Palavra de Deus, ela operou.
Veja a expressão, "ela operou". A Palavra de Deus opera! Lembre-se de que não há palavra que opere senão a de Deus — a espada do Espírito. Veja Isaías 55.11: "Assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz. e prosperará naquilo para que a enviei." Deus assume o compromisso de que a sua Palavra opera infalivelmente, trazendo o seu fruto, o seu resultado. O que nós estamos demonstrando aqui é o valor da Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. A Bíblia não é um livro qualquer. Ela é a Palavra de Deus, é a Espada do Espírito.
Alguém me disse certa vez:
—  O papel aceita tudo.
—  É verdade.
Peguei, então, um pedaço de jornal velho qualquer e disse:
—  Aqui há alguma coisa escrita, não há?
—  Há.
—  Vamos queimá-lo?
—  Vamos.
—  Escute, o senhor deve ter no bolso uma nota de Cr$50,00. Vamos colocá-la junto para queimar. O papel aceita tudo; vamos por fogo em tudo. O senhor tem fósforos?
—  É papel, mas acontece que tem valor!
—  Este papel aqui também aceitou coisa de valor — a Palavra de Deus. Ela está escrita em papel. E se papel aceita tudo, não vale nada. queime a escritura do seu sítio! A escritura de sua casa, registrada, com tudo pago. Ponha fogo. O papel não vale nada, aceita tudo!
—  Mas há papel que não se pode destruir porque contém coisa de muito valor!
—  Assim é a Palavra de Deus escrita!
A Bíblia Sagrada contém coisa de muito valor. Ela é a Palavra de Deus. "...e prosperará naquilo para que a enviei" (Is 55.11), diz o Senhor. Ela tem que prosperar! Pregamos com esta maravilhosa expectativa. Não estou com receio de ser decepcionado. Não tenho medo disso. Ela tem que prosperar, graças a Deus! Glória a Deus!
Lembro-me de uma experiência que tivemos na ilha do Jacaré, há pouco tempo. Distribuímos bíblias no vale do rio Paraná. Um certo senhor que tinha recebido uma Bíblia, encontrou um amigo que a queria. Disse-lhe:
—  Não posso dar esta Bíblia. Ganhei-a dos missio¬nários que passam por aqui.
—  Então, você ma vende.
—  Bem, vendê-la eu posso.
O homem vendeu a Bíblia por mais do que o preço real. Custava, naquela ocasião. Cr$ 4,00 e ele a vendeu por Cr$ 5,00. Logo em seguida declarou:
—  Eu posso vender esta, porque, quando eles vie¬rem, eu peço outra.
De passagem por lá, o Espírito de Deus me guiou sem que eu soubesse do ocorrido. Tínhamos no nosso depósi¬to de bíblias uma que estava velha, bem usada, mas conservada. Eu a havia trocado com um irmão que me pedira:
—  Estou com dificuldade de ler, pastor. O senhor me troca essa Bíblia por um Novo Testamento de letra grande?
Quando aquele homem, que havia vendido a Bíblia, pediu-me outra pela segunda vez, não conhecendo o que havia ocorrido, dei-lhe a Bíblia velha. Mas fiquei muito contente quando alguém me disse:
—  Ele vendeu a Bíblia que o senhor lhe deu.
Não tive raiva nem tristeza. Pelo contrário, fiquei muito contente! Dei graças a Deus pelas maravilhas que ainda acontecem com a sua Palavra. Alguém a recebeu, achou que não valia nada, teve a bendita graça de entregá-la a alguém que a desejava e que pagou mais do que o seu valor material. Por certo o segundo possuidor teria mais interesse do que o primeiro. E o primeiro, com a Bíblia velha, não poderia vendê-la de novo. O dia em que eu me encontrar com aquele homem, vou dizer-lhe:
—  O senhor fez muito bem! Oxalá, todos a quem tenho dado a Bíblia, e não a querem, que a dêem, que a vendam, que a passem para quem a queira!
Aliás, lembro-me do meu erro. A primeira Bíblia que me deram, levei-a para casa, meti-a no fundo duma mala. e lá ficou por seis meses, guardada. Guardada, não. Esquecida, omitida, desprezada. Eu não tinha nenhum interesse pela Bíblia! Uma pessoa insistiu comi¬go para que a lesse. Não lhe dei ouvidos. Mas depois que comecei a lê-la, nunca mais parei. Cheguei à conclusão de que perdi seis meses da minha vida, pois tive a Bíblia guardada, sem tocá-la. Foi um tempo perdido.
Continuaremos afirmando que esta Palavra de Deus opera maravilhosamente. Há pessoas que cantam assim nos corinhos:
—  Manda fogo, Senhor, manda fogo...
Donde vem este fogo? Favor me mostrar! Em Curiti¬ba, um irmão, há pouco tempo, ia à igreja num domingo de manhã. Encontrou-se com um outro e perguntou:
—  Aonde você vai?
—  Vou ao culto da minha igreja.
—  Ah. eu vou para a igreja do fogo!
A igreja do fogo. O que é fogo? Eu não sei o que é fogo do modo como está sendo dito por aí.
Um dia um pastor do "fogo", mostrando-me uma certa moça de sua igreja, comentou:
—  Essa moça aí é de fogo.
Fiquei até um tanto escandalizado com esta expres¬são. Que é fogo? A Bíblia diz: "Não é a minha palavra como o fogo. diz o Senhor, e como um martelo que esmiuça a penha?" (Jr 23.29.)
Se é para sair fogo do púlpito, eu concordo. Billy Graham, no dia em que creu que a Bíblia é a Palavra de Deus, disse:
—  Eu senti que a Bíblia em minhas mãos se tornara em chamas de fogo!
Sim! A Palavra de Deus é fogo. Jeremias fala outra vez. desta maravilhosa verdade: "Portanto assim diz o Senhor, o Deus dos Exércitos: Porquanto disseste tal palavra, eis que converterei as minhas palavras na tua boca em fogo. e a este povo em lenha, e eles serão consumidos." (Jr 5.14.)  Que coisa maravilhosa!
Este é o avivamento que queremos. Já o tenho, graças a Deus! Sua Palavra para mim é fogo divino em minha vida e na vida daquele que dela participa. Ela não me cansa de ser gloriosa. Eu acho que tenho muitas vezes que pensar nesse particular, para não me tornar prega¬dor de uma expressão só, mas a verdade é esta: A PALAVRA DE DEUS Ê ESTE FOGO: "...Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." (Mt 3.11.) Esta é a Palavra que começou a incendiar, depois do batismo com o Espírito Santo, nos crentes ali na cidade de Jerusalém. O livro de Atos mostra-nos como os apóstolos ficaram compenetrados do valor da Palavra de Deus, mediante o batismo com o Espírito Santo: "E os doze. convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. " (At 6.2.)   "Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra." (At 6.4.) "E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. e crescia a palavra de Deus. e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia a fé." (At 6.6, 7.)
A meditação na Palavra de Deus traz fogo aos nossos corações: "Incendeu-se dentro de mim o meu coração: enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua." (SI 39.3.)
A razão por que sete homens foram escolhidos para servirem às mesas (At 6.5) está explícita no verso 4: "Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da pala¬vra." Isto é a Palavra de Deus. Devemos cuidar somente disto. Não entremos no problema da Igreja. O problema ficará com outras pessoas. Somos ministros da Palavra. Vamos cuidar da Palavra.
Crescia a Palavra de Deus em Jerusalém. Grande parte dos sacerdotes obedeciam à fé. Sabem quem eram esses sacerdotes? Eram os que mataram a Jesus! Eles aceitaram a Palavra. Vejam o fogo. Pegou até nos inimigos. É a Palavra.
Que é que entendemos por "fogo de avivamento"? É a Palavra de Deus prevalecendo poderosamente: "E a palavra de Deus crescia e se multiplicava." (At 12.24.) Esta é a verdade: a Palavra crescendo como um incên¬dio!
O que queremos que cresça? Eu sei que alguém está preocupado:
—  Prefiro que a igreja cresça. Mas Deus diz:
—  Meu plano é fazer crescer a Palavra. Vejamos esta verdade: "E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província." (At 13.49.) "E a palavra de Deus crescia e se multiplicava" (At 12.24) e "Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia." (At 19.20.)  A Palavra é o poder.
Queremos que o Espírito Santo trabalhe. Achamos importante que ele trabalhe. Mas o Espírito nos impõe unia condição:
—  Eu só trabalharei mediante a minha Espada. Só trabalharei mediante a Palavra!
De modo que a Palavra é a Espada do Espírito, e é a minha também. Que cada crente resolva no seu coração ser uma bênção:
— Senhor, a tua Palavra é a Espada do Espírito, mas é a minha também! Eu não quero mais falar senão os textos da tua Palavra, porque sei que a tua manifestação só poderá ocorrer por meio da Palavra! Porque este é o teu propósito. "E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confir¬mando a palavra com os sinais que se seguiram." (Mc 16.20.) "Confirmando a Palavra", diz o texto.
Lembremo-nos da expressão maravilhosa de Jesus: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. " (Jo 7.38.) A Escritura é que o diz: "rios d'água viva correrão do seu ventre". Então, Senhor, eu creio na tua Palavra. Eu creio em ti. Eu creio, que conforme a tua Escritura, estes rios d'água viva, tu mesmo farás sair do meu interior!
Você deve receber a Palavra. O que diz a Bíblia?
"Quem crê em mim. como diz a Escritura, rios d'água viva correrão do seu interior." Senhor, eu creio na tua Escritura, creio em ti, Senhor, a tua Escritura fará brotar em mim   rios d'água viva!
Jesus está falando segundo as Escrituras. Ele cita a Escritura! Ele também sabe que o Espírito não sanciona quaisquer palavras. Ele sanciona a Escritura! É impor¬tante pensarmos nisto: por que Jesus morreu? Por que ressuscitou? A Palavra de Deus nos diz por que Jesus morreu e por que ressuscitou: "Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras."(1 Co 15.3,4.) A vinda de Cristo, sua morte e ressurreição ocorreram segundo as Escrituras. Então Cristo morreu para cumprir as Escrituras e ressuscitou para cumprir as Escrituras.
Você sabe qual é o fato mais importante de toda a história universal? Para mim, no capítulo 19 de Apoca¬lipse, está o maior episódio da história universal! Jamais alguém escreveu ou escreverá um capítulo mais belo sobre a história do universo! "E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco: e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas: e tinha um nome escrito, que ninguém subiu senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a PALAVRA DE DEUS." (Ap 19.11, 12, 13.) Eu acho tão glorioso este nome! O nome de Jesus no combate final é: PALAVRA DE DEUS. Satanás estava amarrado e veio a ser solto para o último combate do universo. A vitória final é da Palavra de Deus! E Jesus desce, vestido de branco, embora com suas vestes man¬chadas de sangue, acompanhado de um exército de anjos, todos vestidos de branco. Satanás é solto, e se levanta (capítulo 20.7-10) para preparar a grande e final batalha. Observem com que Jesus venceu Satanás: "E subiram sobre a largura da terra (aí mostra que Satanás já tinha arregimentado a sua tropa para a grande batalha) e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada: mas desceu fogo do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, jòi lançado no lago de jogo e enxofre, onde está a besta e o falso projeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre." (Ap 20.9, 10.) Temos aqui a gloriosa vitória de Jesus, maravilhosa vitória! A vitória final. Mas ele vem com este título: PALAVRA DE DEUS — a espada do Espírito. Ela é o poder de Deus, na obra deste mundo. Ela é o fogo que incendeia os corações para a salvação. Quer ver o que a Palavra de Deus é? Eis aqui: ela declara que Deus nos deu o seu Filho Jesus Cristo. (Jo 3.16.) A Palavra de Deus declara que se uma pessoa aceitar Jesus Cristo pela Palavra de Deus, tal pessoa ganha a vida eterna. A Palavra fala que Deus o ama. Ele lhe deu Jesus para que, se você aceitá-lo, alcance a vida eterna. Quem quer a vida eterna? Eis que a Palavra de Deus transmite-lhe a vida por Cristo Jesus.
Levanto uma pergunta: quem aceita a Palavra de Deus? Ela veio na pessoa de Jesus como Salvador, e todo aquele que crê nela e a aceita, deve dar este testemunho: — Eu aceito a Palavra de Deus e quero que Jesus seja o meu Salvador.
Pela Palavra de Deus o Espírito Santo opera: "Reten¬do firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes." (Tt 1.9.) Amém.

Antonio Abuchaim - Barros em Suas Mãos

sábado, 7 de dezembro de 2013

ALCOOLISMO - A Bíblia e a Bebida Alcoólica


O CONTEÚDO ABAIXO NESTA POSTAGEM NÃO É DE MINHA AUTORIA. TAMBÉM NÃO SEI QUEM É O AUTOR, MAS ACHEI INTERESSANTE POSTA-LA AQUI. DEUS VOS ABENÇOE.

PR. CHARLES MACIEL VIEIRA

A Bíblia e a Bebida Alcoólica

Às vezes parece difícil saber ao certo que postura o cristão deve tomar diante das bebidas alcoólicas.  De um lado, acham-se muitos textos que parecem incentivar a abstinência, mas, por outro lado, há trechos em que Jesus transformou a água em vinho, bebeu vinho etc.  Qual é o ensino das Escrituras acerca do uso do álcool?  Para entendermos esse assunto corretamente, é necessário começar com uma postura adequada.  Devemos descartar as idéias preconcebidas e não procurar encaixar as Escrituras à força na posição que preferimos ou já concluímos ser a mais correta.  Precisamos tratar da questão com a mente aberta e tentando apenas descobrir o que a Palavra de Deus ensina sobre o assunto.  Este artigo tratará de vários aspectos das Escrituras e, somente após de analisarmos vários textos e conceitos, chegaremos em uma conclusão sobre o cristão e as bebidas alcoólicas.  Quando ler esses trechos que mencionaremos, procure entender cada um por vez, mas aguarde para só no fim do estudo formular uma conclusão que leve em conta todos os aspectos em questão.

Analise vários textos

Esses textos serão citados com poucos comentários.  Estude cada um e analise com cuidado o seu significado.  "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio" (Provérbios 20:1). O sábio mostra que há um perigo no vinho e que ele é enganador. "Ouve, filho meu, e sê sabio; guia retamente no caminho o teu coração.  Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne.  Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem" (Provérbios 23:19-21).  "Para quem são os ais?  Para quem, os pesares?  Para quem, as rixas?  Para quem, as queixas?  Para quem, as feridas sem causa?  E para quem, os olhos vermelhos?  Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.  Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.  Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.  Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.  Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás:  Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei?  Então tornarei e beber" (Provérbios 23:29-35).  Que cena patética a do homem que se deixou vencer pelo álcool.  "Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe.  Que ti direi, filho meu?  Ó filho do meu ventre?  Que ti direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis.  Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte.  Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos.  Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lebrem mais" (Provérbios 31:1-7).  O vinho não serve para os reis, mas sim para os que não têm nada por que viverem.  "Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!" (Isaías 5:11).  "Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte" (Isaías 5:22).  "O Senhor derramou no coração deles um espírito estonteante; eles fizeram estontear o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando cambaleia no seu vômito." (Isaías 19:14).  "Mas também estes cambaleiam por causa do vinho e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo.  Porque todas as mesas estão cheias de vômitos, e não há lugar sem imundícia" (Isaías 28:7-8).  Junto com a vergonha da embriaguez, as Escrituras geralmente frisam o efeito causado sobre a mente.  Quando sacerdotes, profetas e juízes bebem, eles desviam os homens de Deus.  O texto a seguir ressalta o mesmo pensamento:  "A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento" (Oséias 4:11).  "Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas!  Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da mão direita do SENHOR, e ignomínia cairá sobre a tua glória" (Habacuque 2:15-16).  "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?  Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6:9-10).  "Ora, as obras da carne são conhecidas e são:  prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam" (Gálatas 5:19-21).  "Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias.  Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão" (1 Pedro 4:3-4).  A embriaguez é um pecado muitas vezes condenado.

Analise a História

A bebida forte tem um passado sórdido.  O justo Noé caiu por causa do vinho:  "Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda" (Gênesis 9:21).  Parece que a bebida alcoólica influencia a pessoa para fazer o que jamais faria se estivesse sóbria.  Quando as filhas de Ló desejaram ter filhos do pai, elas o embriagaram e depois o procuraram.  O álcool em si não estimulou a concepção, mas elas sabiam que Ló ficaria muito mais passível de cometer essa imoralidade se estivesse bêbado.  "Subiu Ló de Zoar e habitou no monte, ele e suas duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar; e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas.  Então, a primogênita disse à mais moça:  Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra.  Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai.  Naquela noite, pois, deram a beber vinho a seu pai, e, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou.  No dia seguinte, disse a primogênita à mais nova: Deitei-me, ontem, à noite, com o meu pai.  Demos-lhe a beber vinho também esta noite; entra e deita-te com ele, para que preservemos a descendência de nosso pai. De novo, pois, deram aquela noite, a beber vinho a seu pai, e, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou.  E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai" (Gênesis 19:30-36).  Absalão decidiu matar Amnom enquanto este bebia, talvez por crer que ele seria menos capaz de se defender se estivesse num estado um tanto inebriado:  "Absalão deu ordem aos seus moços, dizendo:  Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre de vinho, e eu vos disser:  Feri a Amnom, então, o matareis.  Não temais, pois não sou eu quem vo-lo ordena?  Sede fortes e valentes" (2 Samuel 13:28).  Um dos pecados de Belsazar, na noite em que viu a mão na parede e em que seu reino foi tomado, foi o fato de estar bebendo:  "Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra" (Daniel 5:4).

Analise a palavra vinho na Bíblia

O termo vinho na Bíblia tem vários significados.  Nos textos acima, está claro que a palavra se refere à bebida alcoólica.  Mas, em outras ocasiões, significa suco de uva.  Examine, por exemplo, Lucas 5:36-38:  "Também lhes disse uma parábola:  Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha.  E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão.  Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos."  O vinho novo nesse texto diz respeito ao suco de uva fresco.  A idéia é que quando o suco é posto nos odres, ele aumenta durante o processo de fermentação.  Se colocado em odres velhos que já estão esticados, estes se romperão.  É um fato geralmente aceito, como mostra claramente esse texto, que o vinho na Bíblia nem sempre era alcoólico.  Talvez as nossas palavras beber e bebida possam ser um bom exemplo da mesma duplicidade de sentido.  Dependendo do contexto, beber pode certamente estar relacionado com bebidas alcoólicas ou apenas significar a ingestão de algum líquido qualquer.  É muito importante lembrarmos desse sentido duplo da palavra vinho.  Em João 2, Jesus transformou perto de 600 litros de água em vinho.  Fez isso depois que os convidados da festa "beberam fartamente".  Jesus fez vinho suco de uva ou vinho alcoólico?  Lembre-se que as duas coisas são possíveis tendo em vista a própria definição do termo vinho.  Mas há duas considerações que nos levam a crer firmemente que se tratava de suco e não de bebida alcoólica. Em primeiro lugar, Jesus o fez na hora.  No primeiro momento em que o vinho daquela época era produzido, ele era suco. Somente após um processo de envelhecimento e de fermentação é que se tornava alcoólico.  Em segundo lugar, o que é mais importante, se Jesus tivesse feito vinho alcoólico, ele teria estado incentivando a embriaguez.  A questão aqui não é um ou dois copos de vinho.  Essas pessoas, após já terem bebido muito, receberam mais umas centenas de litros.  Jesus jamais incentivou os pecados do homem, tampouco contribuiu para eles.  Portanto, parece claro que esse vinho era do tipo não-alcoólico.

É também útil entender algumas coisas sobre os vinhos alcoólicos das terras bíblicas.  Naquela época, só havia fermentação natural.  Eles ainda não tinham inventado a tecnologia para acrescentar mais álcool às bebidas fermentadas por processo natural.  Isso significa que o mais alcoólico dos vinhos da Palestina tinha cerca de 8% de álcool.  Pela lei, esses vinhos eram diluídos em água, normalmente três ou quatro partes de água para uma parte de vinho.  Esses vinhos fracos, enfraquecidos mais ainda pela adição de enormes quantidades de água, passaram a ser usados como bebidas para acompanhar as refeições.  Não eram usados como bebidas, mas apenas como se usa um copo de água ou uma xícara de café que se bebe com a refeição.  Vários textos bíblicos parecem apontar para esse uso do vinho --como uma bebida para acompanhar as refeições (observe 1 Timóteo 3:3, 8; Tito 1:7; Mateus 11:18-19).

Analise algumas conclusões

Provérbios 23, já citado, condena o uso do vinho "vermelho" que brilha no copo.  O tipo de bebidas alcoólicas usado em nossa sociedade é o mesmo tipo sistematicamente condenado na Bíblia.  Jamais fiquei sabendo de alguém que tomasse um pequeno copo de vinho fraco diluído na proporção 4:1 de água como acompanhamento de uma refeição. Os vinhos, as cervejas e os licores de hoje enquadram-se na categoria de bebida forte, e nenhum texto sequer pode ser encontrado na Bíblia que permita que sejam consumidos por um filho de Deus.
- Paulo estimulou a Timóteo de modo especial para que tomasse "um pouco de vinho" por questões de saúde (1 Timóteo 5:23).


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Pastor Claudio Duarte 2013 - (NOVA) Família, o berço das grandes crises


Mensagem Pregado na Catedral da Bênção em Brasília - Julho de 2013
PR. CLÁUDIO DUARTE
Ministro da palavra, conferencista e pregador, membro da Igreja Batista Monte Horebe em Campo Grande e na Barra - RJ, casado com Jane Mary, pai de Caio e Filipe.
Se tornou conhecido por suas mensagens direcionadas à casais, no entanto, seu ministério é bem amplo, tendo mensagens com atuação em várias áreas, inclusive em liderança (como na ESLAVEC - Escola de Líderes da Associação Vitória em Cristo).
Deus o levantou como uma voz profética para a restauração de vidas, à partir de uma revelação surpreendente de textos bíblicos, com muito humor e alegria como grande diferencial do seu Ministério.



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Comportamento do Cristão


Segundo o apóstolo Paulo ‘todas as coisas são lícitas’ para o crente e, se todas elas são lícitas, nada se excetua. O crente em Cristo pode fazer de tudo, pois é liberto do Senhor, porém, após demonstrar que todas as coisas são licitas, o apóstolo Paulo apela para a consciência dos seus interlocutores demonstrando que, apesar de tudo ser lícito, nem tudo convêm e nem tudo edifica "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam" ( 1Co 10:23 ).

No Tratado de Lucas a Teófilo, temos uma pequena lista de recomendações aos crentes convertidos dentre os gentios: “Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá” ( At 15:28 -29).

No concilio de Jerusalém onde estavam presentes os apóstolos e os anciões da igreja ( At 15:6 ), foi deliberado não impor encargo (ordenança, proibição) algum aos cristãos convertidos dentre os gentios, excetuando três questões: a) Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos; b) do sangue, e da carne sufocada, e; c) da prostituição. 

O que foi determinado aos cristãos convertidos dentre os gentios foi classificado pelos apóstolos como o necessário e, sendo o necessário, isto significa que o que foi prescrito estava na medida certa, exata, ou seja, não é para impor nada mais.

Segundo o apóstolo Paulo ‘todas as coisas são lícitas’ para o crente e, se todas elas são lícitas, nada se excetua. O crente em Cristo pode fazer de tudo, pois é liberto do Senhor, porém, após demonstrar que todas as coisas são licitas, o apóstolo Paulo apela para a consciência dos seus interlocutores demonstrando que, apesar de tudo ser lícito, nem tudo convêm e nem tudo edifica "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam" ( 1Co 10:23 ).

Esta questão já havia sido abordada na mesma carta: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” ( 1Co 3:12 ). Ou seja, um cristão não pode se deixar dominar por nada, mesmo que tais coisas sejam lícitas.

O apóstolo Paulo não impõe nenhuma obrigação aos cristãos sobre o que podem ou não fazer, no entanto, faz-se necessário observarem o que o apóstolo dos gentios escreveu aos cristãos em Colossos: “Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne” ( Cl 2:20 -23).

É de se estranhar que ainda em nossos dias muitos cristãos se sobrecarregam de inúmeras ordenanças tais como não tocar, não provar, não manusear, e deixam de considerar que tudo quanto o homem toca, prova ou manuseia não tem valor algum, antes o que é de valor é a obediência do evangelho "Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor" ( Gl 5:6 ).

À época do apóstolo Paulo os judaizantes impunham obrigações sobre os cristãos convertidos dentre os gentios, porém, estas obrigações não passavam de preceitos e doutrinas dos homens. Daí a pergunta: qual deve ser o porte do cristão na sociedade em que convive, visto que o padrão de comportamento muda de sociedade para sociedade e de tempos em tempos?

Primeiro o crente deve compreender que todos os homens, antes de crerem em Cristo, andavam segundo o curso deste mundo. Todos, antes de crerem em Cristo, possuíam um coração enganoso e estavam entregues as suas próprias paixões, aos sentimentos perversos e faziam o que era inconveniente. 

É por isso que o profeta Miqueias deixou registrado que dentre os filhos da ira (filhos de Adão) o mais reto dos homens é como um espinho e o mais justo (religioso) pior que um sebe de espinhos ( Mq 7: 4 ). Por que o mais justo é pior que uma sebe de espinhos? Porque é duas vezes mais filho do inferno ( Mt 23:15 ). 

Qual o curso do mundo? Andar nos desejos da carne (instinto), fazendo a vontade da carne e dos pensamentos ( Ef 2:3 ; Ef 4:22 ). Todos os homens sem Cristo estão corrompidos, ou seja, impróprios para a glória de Deus por causa da ofensa de Adão, e estes, por sua vez, se entregam aos seus instintos carnais e deleitam-se na vaidade dos seus pensamentos “E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza” ( Ef 4:17 -19).

Ao aceitar a Cristo como Salvador, o cristão é criado de novo em verdadeira justiça e santidade, pois em Cristo adquire um novo coração e um novo espírito. Apesar de o crente ter morrido com Cristo, ter sido sepultado e ressurgido dentre os mortos para a glória de Deus, quanto à mentalidade e maneira de interagir com as pessoas no mundo não houve uma mudança. A mudança que ocorrerá é gradativa, paulatina, pois demanda a renovação do entendimento ( Rm 12:2 ).

É somente através da renovação do entendimento que o cristão deixará de agir conforme o mundo. O crente em Cristo é apto para ir morar no céu no dia em que crê na mensagem do Evangelho, porém, se não for instruído segundo a palavra da verdade, não saberá discernir entre o bem e o mal, não sofrerá a correção necessária "Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal" ( Hb 5:14 ); "E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela" ( Hb 12:11 ); "Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz" ( Cl 1:12 ).

O cristão não deve conformar-se (amoldar-se) com o mundo, mas qual é a regra que estabelece o comportamento do cristão no mundo?



Amar o próximo como a si mesmo 

O apóstolo João evidencia que os mandamentos de Deus não são pesados ( 1Jo 5:3 ), e os mandamentos d’Ele se resumem em dois: a) crer em Cristo como o enviado de Deus, e; b) que os que n’Ele creram amem o próximo segundo o mandamento que Ele nos deu “Ora, o seu mandamento é este, que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou” ( 1Jo 3:23 ). 

Isto significa que, se obedecemos a Deus, devemos anunciar Cristo ao próximo, pois Cristo é o amor que Deus concedeu à humanidade, e é concedendo (anunciando) Cristo aos outros que amamos os nossos semelhantes ( Jo 3:16 ; 1Jo 4:14 -16 ). O evangelista João enfatizou que os mandamentos de Deus não são pesados, visto que o mandamento de Deus é crer em Cristo, e após crer, resta ao cristão anunciar ao próximo que Jesus Cristo é o Senhor. 

A bíblia não impõe regras, antes aponta princípios, como:



Humildade 

Tudo que o crente faz deve ser realizado por ‘humildade’.  De acordo com o apóstolo Paulo, ‘humildade’ significa obediência a Deus. Veja: "humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” ( Fl 2:8 ). 

O conceito de humildade em nossos dias possui diversos significados por causa do pensamento do homem da atualidade. Por exemplo: em nossa sociedade é humilde a pessoa sem luxo, apática, sem brilho, simples. Por causa deste conceito as pessoas procuram humildade nas vestes, no carro, na casa, na fala, etc. Esta não é a humildade bíblica. 

Para muitos, humildade é sinônimo de quem não tem boa condição financeira. Outros entendem a humildade como despojamento, aquele que não faz caso dos bens que possui. Alguns entendem que humildade é reconhecer seus próprios limites, ou ser modesto. Há até aqueles que entendem que a humildade decorre de um sentimento de inferioridade, fraqueza diante de algo ou alguém. 

No entanto, a humildade que a bíblia prescreve é humilhar a si mesmo, ou seja, oferecer-se a Deus voluntariamente como servo. Aquele que voluntariamente se sujeita a obedecer a Deus se humilhou, ou seja, tornou-se escravo. Aquele que abre mão da sua condição social (livre) para tornar-se escravo humilhou-se a si mesmo. 

Se o cristão quer ser discípulo de Cristo, deve imitar o nosso Senhor: obedecendo a Deus. Daí a ordem: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo" ( Fl 2:3 ). Ora, tudo é lícito, porém, nada deve ser feito por contenda ou por vanglória, antes por humildade (em obediência ao seu senhor). 

É por isso que o apóstolo Paulo roga aos cristãos na condição de prisioneiro de Cristo que andem com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando uns aos outros ( Ef 4:2 ). Os verbos amar e suportar não são contraditórios. Quem suporta é porque ama (obedece), mesmo que a afeição não seja suficiente, pois a obediência a Deus supre a falta de afeição. 

Ser humilde, manso e longânime é o modo digno da vocação celestial. O que é exigido do cristão em sociedade é superior à moral e à ética exigida pela sociedade. O cristão deve portar-se de modo a não dar escândalo a judeus, gregos e nem a igreja de Deus "Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado" ( 2Co 6:3 ; 1Co 10:32 ). 

O apóstolo João na sua terceira carta deixou registrado ao irmão Gaio que em tudo ele procedeu fielmente no que fazia para com os irmãos e para com os estranhos ( 3Jo 1:5 ). O fato de Gaio permanecer na fé e ensina-la aos homens é amar, e proceder fielmente em tudo o que fazia para com os irmãos e para com os estranhos é o modo é digno de se portar. Para andar de modo digno é necessário pautar-se em valores nobres como honra e dignidade, portanto não se deve levar em conta diferenças de nacionalidade, povo, língua, condição social, etc. 

Através da leitura da terceira carta do evangelista João ao irmão Gaio é possível perceber que ele dispensava o mesmo tratamento a todos os congregados, que fossem gentios ou judeus ( 3Jo 1:7 ), o que permitiu ao evangelista escrever solicitando que providenciasse o necessário para a viagem de alguns cristãos, visto que eles não quiseram receber a contribuição providenciada por cristãos convertidos dentre os gentios, o que indica que eram judeus que creram em Cristo e que precisavam viajar ( 3Jo 1:7 ).  

Um cristão sabedor de que tudo é lícito pode comer todo e qualquer tipo de carne que se vende no açougue ( 1Co 10:25 ). Este conhecimento também faculta ao cristão comer até mesmo as carnes sacrificadas aos ídolos, pois é instruído de que o ídolo nada é ( 1Co 8:4 ). No entanto, apesar da plena liberdade de decidir entre comer e não comer, o cristão não deve assentar-se à mesa dos ídolos, pois induzirá quem não tem o conhecimento necessário a comer. 

Quais seriam as conclusões de quem não tem maturidade ao assentar-se na mesa dos ídolos? Tal atitude não faria perecer o irmão de consciência fraca? ( 1Co 8:10 -11). O cristão pode comer de tudo o que se vende no mercado! Olha a extensão da liberdade cristã. Mas, apesar da liberdade, o cristão não deve usar da liberdade para dar ocasião à malicia, de modo que se comer carne escandaliza o irmão, a regra é nunca mais comer carne. 

Nunca mais comer carne evitando que o irmão se escandalize é o mesmo que o crente apresentar o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Como? Tal atitude é render um culto racional a Deus, pois o crente transformou o seu comportamento à medida da renovação do entendimento ( Rm 12:1 -2). Não causar escândalo algum tanto aos gentios, quanto aos judeus e a igreja de Cristo é render um culto racional. Quando o cristão porta-se de modo digno do evangelho diante dos homens e sabe discernir o corpo do Senhor, na verdade está oferecendo um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. 

Outro exemplo: se uma pessoa que não crê em Cristo convida um cristão para uma refeição, e ele desejar ir, não há nenhuma proibição. Primeiro porque o cristão pode comer de tudo o que for posto na mesa, e segundo porque não há a necessidade de questionar de onde veio o alimento, ou como foi processada a bebida, ou quais os ingredientes do molho, etc. ( 1Co 10:27 ). Mas, se alguém alertar que aquela comida foi ofertada aos ídolos, o cristão não deve comer. Não deve comer, não porque Deus proibiu, ou porque é pecado, antes não deve comer por causa da consciência de quem avisou ( 1Co 10:28 ). 

Mas, se o cristão se assentar a mesa sabendo que é ofertada a ídolos e comer para contender ou para se vangloriar da liberdade que possui, não o fez por humildade, pois a bíblia nos ensina quando o cristão não deve fazer coisa alguma, apesar de tudo ser lícito: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo" ( Fl 2:3 ). 

O crente não deve agir por disputa! Em uma disputa o outro é considerado oponente. A bíblia informa claramente quem é o oponente do cristão, o inimigo de nossas almas, portanto, com certeza os seus semelhantes não são os seus oponentes "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" ( Ef 6:12 ). 

O que se opõe ao cristão é todo engano e mentira de demônios que surge para deturpar a verdade do evangelho de Cristo. 

O objetivo de quem é contencioso é desarticular, humilhar ou até mesmo destruir o oponente. A contenda não aceita soluções de paz. A contenda é como fogo, enquanto houver combustível não para de se alastrar, destruindo tudo à sua volta "Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens" ( Rm 12:18 ). 

Quando o cristão lida com os irmãos em Cristo, tem que ter em mente que somos membros uns dos outros, logo, não deve haver contendas entre nós. E, quando lidamos com o pecador, sabemos que Cristo derramou sua alma na morte para resgatá-los do pecado, portanto não há lugar onde o servo de Deus possa agir por contenda. 

É sem valor querer mostrar ou provar superioridade quando se está em Cristo, pois em Cristo ninguém é melhor ou pior “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” ( Gl 3:27 -28). 

Portanto, nada se deve fazer por vanglória! O dicionário descreve vanglória como presunção infundada de valor próprio "Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?" ( 1Co 4:7 ). Quando a motivação é mostrar superioridade, o cristão não se deve fazer. 

Nenhum crente é isento de ser tentado a agir por vanglória, mas deve resistir a esta tentação porque a vanglória é maligna "Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna" ( Tg 4:16 ). Agir por vanglória é aceitar a sugestão de Satanás, portanto, se for se gloriar, que se glorie no Senhor "... Aquele que se gloria glorie-se no Senhor" ( 1Co 1:31 ); "Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém" ( 1Pd 4:11 ). 

O adversário, continuamente, lança setas contra os cristãos. ‘Setas’ são mensagens malignas que procuram distorcer a compreensão do cristão no que tange à verdade das Escrituras. Assim como Satanás tentou dissuadir o Senhor Jesus, até mesmo nos últimos segundos de vida, de morrer na cruz por nós, igualmente ele tenta dissuadir os cristãos de experimentarem a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. 

Deus quer compartilhar a sua glória com o homem, mas o adversário do crente tenta minar o entendimento com questões desta vida para que permaneça com o que é passageiro. A glória do homem é efêmera, passageira: "... não é aprovado quem a si mesmo se louva, mas, sim, aquele a quem o Senhor louva" ( 2Co 10:18 ); "Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor" ( 1Pd 1:24 ). 

Embora bom comportamento não torne o homem pior nem melhor diante de Deus, quem prima por um bom comportamento terá uma existência neste mundo mais aprazível. Sabemos que quando o homem crê em Cristo, Deus cria um novo homem em verdadeira justiça e santidade. Mas, com relação ao comportamento da nova criatura é necessário transformar-se, o que é gradativo. Fica a cargo do crente se desfazer do comportamento que era pertinente ao velho homem que foi crucificado e sepultado com Cristo, o que demanda instrução segundo a palavra de Deus para que haja mudança de entendimento. Somente através de uma mudança continua do entendimento é que o cristão transforma o seu comportamento em sociedade "E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus" ( Rm 12:2 ; ).



Comportamento familiar do cristão 

Certa feita o apóstolo Pedro juntamente com os demais apóstolos disseram: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" ( At 5:29 ), isto porque as autoridades judaicas estavam proibindo os cristãos de anunciarem o Evangelho de Cristo ( At 5:27 -28), porém, a tônica da vida cristã não é a insurgência sociopolítica "TODA a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus" ( Rm 13:1 ). 

É muito importante notar que apóstolo Pedro falou esta frase porque as autoridades religiosas do povo o proibiram de anunciar as Palavras de Cristo, quando horas antes um anjo retirou o apóstolo da prisão e mandou que anunciasse a palavra do Evangelho exatamente ali no templo onde estavam. Os apóstolos não utilizaram a fala “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” para fugir de suas obrigações junto aos irmãos e a sociedade "Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior" ( 1Pd 2:13 ). 

Porém, em nossos dias muitos filhos de Deus utilizam este verso para ‘injustamente’ desobedecer a Deus. Por exemplo: não cabe à mulher desobedecer ao marido, pois há uma ordem direta de Deus às mulheres com relação aos maridos. Alegar que: - “Obedeço a Deus e não o homem (marido)”, ou “Todas as coisas me são licitas...”, de nada adianta diante de Deus “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao SENHOR” ( Ef 5:22 ); "De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos" ( Ef 5:24 ). 

A mulher deve obedecer ao marido por causa da ordem dada aos maridos "Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo" ( Ef 5:28 ); "Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido" ( Ef 5:33 ). O marido cuida da esposa com o objetivo de apresenta-la a si mesmo em obediência a palavra de Deus. O que está em voga é o objetivo da ordem: a obediência, e não o mérito da mulher: vou cuidar se ela for obediente. Os homens propõe cuidar com base no mérito (se a mulher merecer eu cuido) invertendo a responsabilidade.

Nenhum um cristão pode utilizar a Palavra de Deus para justificar sua rebeldia contra as autoridades instituídas, principalmente a estabelecida na família. 

Na bíblia a ideia de autoridade está atrelada ao dever de cuidar, portanto, não se deve conceber a ideia bíblica de autoridade segundo o curso deste mundo que é: buscar regalias negligenciando o dever. O princípio da autoridade na bíblia não contempla arbitrariedades e abusos. 

Na bíblia autoridade e obediência são faces de uma mesma moeda, de modo que o marido é apresentado positivamente como tendo autoridade sobre a mulher porque tem o dever de cuidar. A mulher tem o dever de obediência, pois a obediência fará com que ela usufrua do cuidado do marido. 

Da mesma maneira, os filhos devem obediência aos pais. Quando o filho casa deve obediência às autoridades constituídas e ao pastor. Já a mulher deve obediência ao marido e as autoridades constituídas, não mais aos pais ou aos pastores, pois um corpo só possui uma cabeça. 



Homens 

Os homens são instruídos a obedecerem aos seus pastores. A obediência que os homens devem aos pastores é concernente à palavra de Deus, pois é dever do pastor zelar pelas almas como aqueles que hão de dar conta delas a Deus. O cuidado não está em determinar o que o cristão precisa comprar, vender, investir, etc. "Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil" ( Hb 13:17 ). 

Com relação as questões desta vida o pastor deve instruir os cristãos em como cuidar das esposas, educar os filhos, ser fiel no trato, etc. O pastor orienta, diferente de impor ou determinar o que fazer.



Mulheres e Filhos

As mulheres são instadas a obedecerem aos seus maridos, como se obedecessem ao Senhor “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao SENHOR; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” ( Ef 5:22 -23); “Vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra” ( 1Pe 3:1 e 5). 

Os filhos devem obediência aos pais, pois os pais tem o dever de cuidado sobre os filhos “VÓS, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” ( Ef 6:1 -2). 



Servos / empregados

Os servos deviam obediência aos seus senhores, de modo que os empregados devem obediência aos seus empregadores “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo; não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens. Sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre” ( Ef 6:5 -8); “TODOS os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados. E os que têm senhores crentes não os desprezem, por serem irmãos; antes os sirvam melhor, porque eles, que participam do benefício, são crentes e amados. Isto ensina e exorta” ( 1Tm 6:2 ); “Exorta os servos a que se sujeitem a seus senhores, e em tudo agradem, não contradizendo, Não defraudando, antes mostrando toda a boa lealdade, para que em tudo sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador” ( Tt 2:10 ); "Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus" ( 1Pe 2:18 ).



Todos

O apóstolo Pedro instrui a todos os cristãos, quer sejam servos, ou livros, ricos ou pobres, judeus ou gentios, homens e mulheres a sujeitarem-se a toda ordenação humana por obediência ao Senhor “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus. Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei” ( 1Pe 2:13 -17). 

Por que esta ordenança a todos os cristãos? Porque surgiriam homens que, por presidirem um ajuntamento de cristãos, utilizariam a sua posição para barganhar prestigio politico e social neste mundo. Outros apoiariam revoluções sociopolíticas em nome de Deus, outros estabeleceriam impérios corporativos, etc. O cristão busca as coisas que são de cima porque não mais pertence a este mundo "Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia" ( Jo 15:19 ). 

A ordem é clara a todos: "E não nos cansemos de fazer bem, porque à seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido" ( Gl 6:9 ). 

Há cristãos que desprezam os deveres domésticos, como o dever de cuidado do marido para com a esposa e a esposa o dever de obediência para com o marido, mas devemos ter em mente que o apóstolo Paulo, quando falou dos deveres domésticos, fez o seguinte alerta: "Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis" ( Cl 3:24 ). 

É bem verdade que em nossos dias cumprir com deveres não é agradável, pois o pensamento que domina as sociedades da atualidade é a grita por direitos, mas todo filho de Deus não agrada a si mesmo, antes deve agradar aquele que o alistou para a guerra!

Fonte: http://www.estudobiblico.org/