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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Las ovejas escuchan su voz. Llama a sus ovejas por nombre y las conduce afuera. Juan 10.3 , NVI


Las ovejas escuchan su voz. Llama a sus ovejas por nombre y las conduce afuera.
Juan 10.3 , NVI

CUANDO VEO un rebaño de ovejas veo exactamente eso: un rebaño. Un montón de lana. Una manada de pezuñas. No veo una oveja. Veo ovejas. Todas iguales. Ninguna diferente. Eso es lo que veo.
Pero no así el pastor. Para él cada oveja es diferente. Cada cara es especial. Cada cara tiene una historia. Y cada oveja tiene un nombre. La de los ojos tristes, esa es Droopy. Y aquel que tiene una oreja parada y la otra caída, lo llamo Oscar. Y ese pequeño que tiene la mancha negra en la pata, es huérfano y no tiene hermanos. Lo llamo José.
El pastor conoce a sus ovejas. Las llama por sus nombres.

Cuando vemos una multitud, vemos exactamente eso: una multitud. Llenando un estadio o inundando un centro de compras. Cuando vemos una multitud, vemos gente, no personas, sino gente. Una manada de humanos. Un rebaño de rostros. Eso es lo que vemos.

Pero no así el Pastor. Para Él cada rostro es diferente. Cada cara es una historia. Cada rostro es un niño. Cada niño tiene un nombre. La de los ojos tristes, esa es Sally. Aquel viejito que tiene una ceja levantada y la otra baja, su nombre es Harry. ¿Y ese joven que cojea? Es huérfano y no tiene hermanos. Lo llamo Joey.
El Pastor conoce a sus ovejas. Conoce a cada una por su nombre. El Pastor te conoce. Conoce tu nombre. Y nunca lo olvidará. En las palmas de las manos te tengo esculpida ( Isaías 49.16 ).
Pensamiento sorprendente, ¿no te parece? Tu nombre en la mano de Dios. Tu nombre en los labios de Dios. Tal vez hayas visto tu nombre en algunos sitios especiales. En un premio o un diploma o sobre una puerta de madera de nogal. O quizás hayas escuchado tu nombre de boca de algunas personas importantes: un entrenador, una celebridad, un maestro. Pero pensar que tu nombre está en la mano de Dios y en los labios de Dios... vaya, ¿será eso posible?
O posiblemente nunca has visto que sea honrado tu nombre. Y no puedes recordar si alguna vez escuchaste que lo mencionaran con gentileza. Si ese es el caso, es posible que te resulte aún más difícil creer que Dios conoce tu nombre.
Pero sí lo conoce. Escrito en su mano. Expresado por su boca. Susurrado por sus labios. Tu nombre. Y no sólo el nombre que ahora tienes, sino el nombre que Él te tiene reservado. Un nuevo nombre que te dará... pero aguarda, me estoy adelantando. Te contaré acerca del nuevo nombre en el último capítulo. Esta sólo es la introducción.

Fonte: CUANDO DIOS SUSURRA TU NOMBRE
MAX LUCADO

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A GRANDE CASA DE DEUS - Max Lucado - 2ª Parte



A Sala de Estar

Quando nosso coração necessita de um Pai

Pai nosso...

Pai nosso que estás nos céus... Com estas palavras, Jesus escolta-nos à grande Casa de Deus. Devemos segui-lo? Há tanto para ver. Cada sala revela o coração do Pai; cada parada confortará a sua alma. E nenhuma sala é tão essencial quanto esta onde entramos primeiro. Caminhemos atrás dEle, enquanto nos introduz na sala de estar de Deus.
Sente-se na cadeira que foi feita para você e aqueça as mãos no fogo que nunca se apaga. Tire um tempinho para olhar as fotos emolduradas e achar a sua. Não se esqueça de pegar o álbum de recortes e localizar a história de sua vida. Mas, por favor, antes disso, poste-se ante a lareira e examine o quadro pendurado acima dela.
Seu Pai estima muito esse retrato. Ele o pendurou onde todos o possam ver.
Pare diante dele milhares de vezes, e cada olhada será como a primeira. Deixe que um milhão de pessoas fitem a pintura, e cada uma verá a si própria. E todas estarão certas.
Capturada no retrato está a terna cena de um pai e um filho. Atrás deles há uma grande casa sobre a colina. Sob seus pés passa um caminho estreito. Descendo da casa, o pai vem correndo. Subindo a trilha, o filho se arrasta. E ambos encontram-se no portão.
Não podemos enxergar a face do filho, mas podemos ver-lhe o manto esfarrapado e o cabelo pegajoso. Podemos notar a lama atrás de suas pernas, a sujeira em seus ombros, e a bolsa vazia no chão. Um dia, essa bolsa já foi cheia de dinheiro. Um dia, esse rapaz já foi cheio de orgulho. Isso, porém, uma dúzia de tabernas atrás. Agora, a bolsa e o orgulho esvaziaram-se. O pródigo não oferece presente nem explicação. Tudo o que ele oferece é o cheiro de porcos e uma desculpa ensaiada: "Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho" (Lc 15.21).
Ele não se sente merecedor de seus direitos de primogenitura. "Degrada-me. Pune-me. Tira meu nome da caixa do correio e minhas iniciais da árvore genealógica. Estou disposto a desistir de meu lugar à mesa".
O moço contenta-se em ser um empregado. Há apenas um problema: embora o jovem esteja disposto a deixar de ser filho, o pai não está disposto a deixar de ser pai.

Nosso Aba
Dentre todos os seus nomes, o favorito de Deus é Pai. Sabemos que Ele ama este nome, porque é o que Ele mais usa. Enquanto esteve na Terra, Jesus chamou Deus de Pai mais de duzentas vezes. Em suas primeiras palavras registradas, Jesus elucidou: "Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?" (Lc 2.49, ARA). Em sua última e triunfante oração, Ele proclamou: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23.46). Só no Evangelho de João, o Senhor Jesus repetiu este nome 156 vezes. Deus gosta de ser chamado de Pai. Além do que, Jesus não nos ensinou a começar nossa oração com a frase "Aba nosso"?
É difícil para nós entendermos o quanto foi revolucionário haver Jesus chamado Jeová de Aba. O que hoje é uma prática habitual, nos dias de Jesus era algo incomum. Joachim Jeremias, erudito no Novo Testamento, descreve quão raramente o termo era usado:
Com a ajuda de meus assistentes, examinei a literatura devocional do antigo judaísmo... O resultado desses exames foi que, em lugar algum dessa vasta literatura, foi achada a invocação de Deus como "Aba, Pai". Aba era uma palavra comum; uma palavra familiar e corriqueira. Nenhum judeu teria ousado tratar Deus dessa maneira. Não obstante, Jesus o fez em todas as suas orações a nós legadas, com uma única exceção: o brado da cruz — "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Na oração do Senhor, Jesus autorizou os discípulos a repetirem a palavra Aba depois dEle, dando-lhes o direito de partilharem sua condição de Filho. Autorizou-os a falar com o seu Pai celeste de um modo mais confiante e familiar.1
As duas primeiras palavras da oração do Senhor são plenas de significado: "Pai nosso" lembra-nos que somos bem-vindos à Casa de Deus porque fomos adotados pelo dono.

A missão de Deus: adoção
Quando vamos a Cristo, Deus não apenas nos perdoa, como também nos adota. Através de uma série de eventos dramáticos, passamos de órfãos condenados sem nenhuma esperança a filhos adotados sem qualquer medo. Veja como acontece: você chega perante a cadeira de julgamento de Deus cheio de erros e rebeliões. Por causa de sua justiça, Ele não pode deixar de lado o seu pecado, mas por causa de seu amor, Ele não pode deixar você de lado. Então, num ato que atordoa os céus, Ele pune a si mesmo sobre a cruz, por seus pecados. A justiça e o amor de Deus são igualmente honrados. E você, criação de Deus, é perdoado. Entretanto, a história não termina com o perdão de Deus.
Porque não recebestes o espírito de escravidão para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual chamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16).
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos (Gl 4.4,5).
Seria suficiente se Deus apenas limpasse seu nome, mas Ele fez mais: deu a você seu próprio nome. Bastaria se Deus apenas o tivesse posto livre, mas Ele fez mais. Ele levou você para casa. Levou-o para a grande Casa de Deus.
Pais adotivos compreendem isso melhor que ninguém. Certamente não quero ofender qualquer pai biológico — eu mesmo sou um. Nós, pais biológicos, conhecemos bem a ânsia de ter um filho. Porém, em muitos casos, nossos berços são facilmente preenchidos. Decidimos ter um filho, e o filho vem. Na verdade, às vezes ele vem sem que tenha havido qualquer decisão. Tenho sabido de gravidezes não planejadas, mas nunca ouvi falar de uma adoção sem planejamento.
Eis porque os pais adotivos compreendem a paixão de Deus ao nos adotar. Eles sabem o que significa sentir um espaço vazio dentro de casa. Sabem o que significa a longa procura, o colocar-se a caminho de uma missão e aceitar a responsabilidade por uma criança com um passado maculado e um futuro incerto. Se há alguém que compreende a paixão de Deus por seus filhos, é aquele que livrou um órfão do desespero, pois foi isto o que Deus fez por nós.
Deus adotou-nos. Deus procurou você, achou-o, assinou os papéis e levou-o para casa.

O motivo de Deus: devoção
Como pastor, tenho tido o privilégio de testemunhar — de perto — a emoção do processo de adoção. Certa vez, uma senhora de outro Estado que me ouvira pregar ligou e perguntou-me se eu conhecia algumas pessoas que tinham a perspectiva de se tornarem pais adotivos. Sua filha grávida estava procurando um lar para o bebê que nasceria. Coloquei-a em contato com uma família de nossa congregação e tomei o primeiro assento na fila de bancos da igreja, enquanto o drama se desenrolava.
Vi a alegria naquela possibilidade e o coração partido frente aos obstáculos. Vi a resolução nos olhos do pai e a determinação nos olhos da mãe. Eles viajariam tão longe quanto necessário e gastariam cada centavo do que tinham. Queriam adotar aquela criança. E o fizeram. Apenas alguns momentos após o nascimento, o bebê estava em seus braços. E isso não é exagero: eles sorriram por um mês depois que levaram o filho para casa. Do púlpito, eu podia vê-los na congregação, embalando o bebê e sorrindo. Penso que se tivesse pregado um sermão sobre a agonia do Inferno, eles teriam rido em cada frase. Por quê? Porque, finalmente, um filho havia chegado ao seu lar.
Deixe-me perguntar-lhe: Por que esse casal adotou aquela criança? Eles tinham um matrimônio feliz. Eram bem empregados e tinham segurança financeira. O que eles esperavam lucrar? Teriam adotado o bebê só para que pudessem ter pouco dinheiro em caixa e noites sem dormir? Você bem sabe. O suprimento de ambos começou a diminuir no minuto em que trouxeram o bebê para casa. Então, por quê? Por que as pessoas adotam crianças? Enquanto você pensa, deixe-me contar-lhe por que Deus o faz.
Deleite-se nestas palavras:
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo. Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade. E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade (Ef 1.3-5, ênfase minha).
E você achava que Deus o tivesse adotado porque você era bonito. Achava que Ele precisava de seu dinheiro ou sabedoria. Sinto muito. Deus o adotou simplesmente porque quis. Foi um gesto de sua boa vontade e favor. Conhecendo muito bem o problema que você seria, e o preço que pagaria, Deus escreveu o nome dEle junto ao seu, trocou seu nome pelo dEle e levou você para casa. Seu Aba o adotou e tornou-se seu Pai.
Posso fazer uma pausa de apenas um segundo? A maioria está comigo... mas alguns meneiam a cabeça. Posso até ver o piscar de olhos. Você não me acredita, não é? Está esperando pela cláusula de rodapé impressa em letras miúdas; querendo ver onde está o truque. Você sabe que na vida não existe "boca-livre"; então fica esperando pela conta.
Seu desconforto é óbvio. Nem aqui, na sala de estar de Deus, você se solta. Os outros calçam chinelos, você veste peitilho. Os outros relaxam, você entesa. Sempre bem-comportado, receando tropeçar e ser posto para fora por Deus haver notado o deslize.
Entendo sua ansiedade. Nossa experiência com as pessoas tem nos ensinado que aquilo que é prometido e aquilo que é dado nem sempre são a mesma coisa. E, para alguns, a idéia de confiar num Pai celeste é duplamente difícil, já que seus pais terrenos foram fonte de desapontamentos ou maus-tratos.
Se é este o caso, insisto com você: não confunda seu Pai celeste com os pais que você vê na Terra. Seu Pai do céu não é propenso a dores de cabeça e acessos de raiva. Ele não pega no colo num dia e espanca no outro. O homem que você tem por pai pode fazer tais coisas, mas o Deus que o ama jamais o fará. Posso provar meu ponto de vista?

O método de Deus: redenção
Retornemos às passagens que descrevem sua adoção. Leia-as uma segunda vez e veja se pode achar o verbo que precede a palavra "adoção" em ambos os versículos.
Porque não recebestes o espírito de escravidão para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual chamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16).
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos (Gl 4.4,5).
Achou? Não é tão difícil ver, é? Antes da palavra "adoção" está o verbo "receber".
Poderia Paulo ter usado outra frase? Poderia ele haver dito "merecestes o espírito de adoção de filhos"? ou "a fim de merecermos a adoção de filhos"? Suponho que ele poderia ter dito isso, mas nós não teríamos engolido. Você e eu sabemos que uma adoção não é algo que merecemos; é algo que recebemos. Ser adotado por uma família não é uma façanha que alguém realiza, mas um presente que se aceita.
Os pais são os ativos. As agências de adoção não treinam filhos para recrutar pais; elas procuram pais para adotar filhos. Os pais fazem a solicitação, preenchem os papéis, suportam as entrevistas, pagam a taxa e encaram a demora. Você pode imaginar um casal de futuros pais adotivos dizendo: "Gostaríamos de adotar o Joãozinho, mas primeiro queremos saber algumas coisas. Ele tem uma casa para viver? Ele tem dinheiro para custear sua instrução? Ele tem transporte para ir à escola todas as manhãs e roupas para usar todos os dias? Ele pode preparar sua própria refeição e remendar suas próprias roupas?"
Nenhuma agência tolera tal conversa. Sua representante levantaria a mão e diria: "Um momento. Você não entende. Você não adota o Joãozinho pelo que ele tem; você o adota pelo que ele necessita. Ele necessita de um lar".
O mesmo se aplica a Deus. Ele não nos adota pelo que possuímos. Não nos dá seu nome por causa de nossa inteligência, ou nossa carteira, ou nosso bom comportamento. Paulo explica o fato duas vezes porque está duplamente interessado em que compreendamos que a adoção é algo recebido, não conquistado.
É muito bom saber disso. Por quê? Pense cuidadosamente. Se pudéssemos obter nossa adoção através de nossa performance espetacular, poderíamos perdê-la por causa de nossa pobreza?
Quando eu tinha sete anos, fugi de casa. Eu estava cheio das regras de minha mãe, e decidi que podia fazer as coisas do meu jeito. Com minhas roupas numa sacola de papel, saí pisando duro pelo portão dos fundos e marchei rua abaixo. Igual ao filho pródigo, resolvi que não precisava de pai. Diferente do filho pródigo, não fui muito longe. Cheguei ao final da aléia e lembrei-me de que estava com fome; então voltei para casa.
Não obstante curta, aquilo foi uma rebelião. E, houvesse você me parado naquele caminho pródigo, entre as sebes, e me perguntado quem era meu pai, eu poderia ter-lhe contado como me sentia. Eu simplesmente poderia ter dito: "Não preciso de um pai. Sou grande demais para as regras de minha família. Sou apenas eu. Eu e minha bolsa de papel". Não me lembro de haver dito isso a alguém, mas lembro-me de havê-lo pensado. E também me recordo de meu embaraço ao entrar pela porta dos fundos e tomar meu lugar à mesa do jantar, diante do pai verdadeiro que eu tinha e que, momentos antes, eu renegara.
Ele sabia de minha insurreição? Suspeito que sim. Ele sabia de minha rejeição? Os pais geralmente sabem. Eu ainda era seu filho? Aparentemente, sim. (Ninguém havia sentado em meu lugar.) Houvesse você ido ao meu pai, depois de conversar comigo, e dito: "Seu Lucado, seu filho disse que não precisa de um pai. Você ainda o considera seu filho?", o que teria respondido ele? Nem preciso supor qual seria a sua resposta. Ele diria ser meu pai, mesmo quando eu negasse minha filiação. Seu comprometimento comigo era maior que o meu com ele.
Não ouvi o canto do galo como Pedro. Não experimentei o que é ser vomitado por um peixe, como Jonas. Não ganhei um manto, um anel e um par de sandálias, como o pródigo. Contudo, aprendi de meu pai terreno o que esses três aprenderam de seu Pai celeste. Nosso Deus não é um Pai só nos bons momentos. Ele não entra nessa de "ame-o e deixe-o engordar". Posso contar com Ele em meus apuros, não importa qual seja meu desempenho. Você também pode.
Posso mostrar-lhe algo? Olhe para a moldura inferior da tela. Vê as palavras gravadas a ouro? O apóstolo Paulo escreveu-as, porém seu Pai as inspirou.
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor (Rm 8.38,39).
Seu Pai nunca o rejeitará. As portas desse aposento nunca estarão fechadas. Aprenda a demorar-se na sala de estar de seu Pai. Quando as palavras de alguém o ferirem, ou quando suas próprias faltas o afligirem, venha até a sala. Fite a pintura e lembre-se de seu Deus: é certo chamá-lo de Santo; dizemos a verdade quando o chamamos de Rei. Porém, se você quer tocar-lhe o coração, use o nome que Ele gosta de ouvir. Chame-o de Pai.


Pesquisa: Pastor Charles Maciel Vieira

A GRANDE CASA DE DEUS - Max Lucado - 1ª Parte


Gostaria de conversar com você sobre a sua casa. Vamos entrar pela porta da frente e andar um pouco. De vez em quando é bom fazer uma inspeção no lar, você sabe — checar o telhado para ver se não há goteiras, examinar as paredes e a fundação para ver se não há rachaduras. Veremos se os armários da cozinha estão abastecidos e daremos uma olhada nos livros que estão sobre a estante de sua sala de estudos.
Mas o que é isso? Você acha que é curiosidade minha querer olhar sua casa? Você pensou que este fosse um livro de temas espirituais? E é. Perdoe-me, eu deveria ter sido mais claro. Não estou falando de sua casa visível, de pedra ou estuque, de madeira ou palha, mas daquela invisível, feita de pensamentos, verdades, convicções e esperanças. Estou falando de sua casa espiritual.
Você tem uma, você sabe. E não é uma casa típica. Convoque suas mais aficionadas idéias sobre o assunto, e a casa da qual estou falando excederá a todas elas. Um grande castelo tem sido construído para o seu coração. Assim como a casa física existe para a proteção do corpo, a casa espiritual existe para a proteção da alma.
Você nunca viu uma casa mais sólida:
o telhado nunca goteja, as paredes nunca racham, e o alicerce nunca estremece.
Você nunca viu um castelo mais esplêndido:
o mirante alargar-lhe-á a visão, a capela o tornará humilde,
a sala de estudos lhe dará direção, e a cozinha o nutrirá.
Já morou numa casa como essa? Possivelmente não. É mais provável que você tenha dado pouca importância ao alojamento de sua alma. Criamos casas elaboradas para nossos corpos, mas nossas almas são relegadas a uma choupana na encosta, onde o frio da noite nos envolve e a chuva nos encharca. É de admirar que o mundo esteja tão cheio de corações gelados?
Não tem de ser desse jeito. Não temos de morar do lado de fora. Não é plano de Deus que o seu coração perambule como um beduíno. Deus quer que você saia do frio exterior e viva... com Ele. Sob seu teto há espaço disponível. À sua mesa, um lugar está posto. Em sua sala de estar, há uma cadeira reservada para você. E Ele quer que você vá morar em sua casa. Mas... por que desejaria Ele que você lhe partilhasse o lar?
Simples. Ele é seu Pai.
Você foi feito para viver na casa de seu Pai. Qualquer lugar menos que o dEle é insuficiente. Qualquer lugar longe dEle é perigoso. O único lugar capaz de proteger-lhe o coração é o lugar para o qual ele foi construído. E seu Pai quer que você habite nEle.
Não, você não leu errado a frase, nem eu a escrevi mal. Seu Pai não apenas o convida a morar com Ele, mas a viver nEle. É como escreveu Paulo — " Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos" (At 17.28).
Não pense que você está separado de Deus; Ele no topo de uma grande escada de mão, e você em outra. Não admita a idéia de que Deus está em Vênus e você na Terra. Já que Deus é Espírito (Jo 4.23), Ele está perto de você: o próprio Deus é o seu teto. O próprio Deus é a sua parede. E o próprio Deus é o seu alicerce.
Moisés sabia disso. "Senhor", orou ele, "tu tens sido a nossa habitação desde o princípio" (SI 90.1). Que pensamento poderoso! Deus como sua habitação! Sua casa é o lugar onde você pode arrancar os sapatos, comer picles com cream cracker, e não se preocupar com o que as pessoas vão pensar se o virem de roupão.
Sua casa lhe é familiar. Ninguém tem de lhe dizer onde fica seu quarto. Você não precisa ser dirigido até a cozinha. Após um árduo dia debatendo-se para achar seu caminho no mundo, é animador vir para casa — um lugar que você conhece. Deus pode ser igualmente familiar. Com o tempo, você aprenderá aonde ir para alimentar-se, onde esconder-se para sentir-se protegido, onde receber orientação. Assim como sua casa terrena é um lugar de refúgio, a Casa de Deus é um lugar de paz. A Casa de Deus nunca foi saqueada; suas paredes nunca foram violadas.

Deus pode ser sua habitação
Deus quer ser sua habitação. Ele não tem interesse em ser um refúgio para o fim de semana, um bangalô para o domingo, ou um chalé para o verão. Não cogite usar Deus como uma cabana de férias, ou um retiro ocasional. Ele quer você sob o seu teto agora e sempre. Ele quer ser seu endereço, seu ponto de referência; quer ser o seu lar. Ouça a promessa de seu Filho: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo 14.23).
Para muitos, esta é uma idéia nova. Pensamos em Deus como uma deidade a ser estudada, não um lugar para morar. Pensamos em Deus como um fazedor de milagres, não um lar para viver. Pensamos em Deus como um Criador a quem apelar, não uma casa onde residir. Mas nosso Pai quer ser muito mais. Ele quer ser aquele em quem "vivemos, nos movemos e existimos" (At 17.28).
Quando Jeová guiou os filhos de Israel através do deserto, não aparecia uma vez ao dia e em seguida os abandonava. A coluna de fogo estava presente toda a noite; a nuvem estava presente todo o dia. Nosso Deus nunca nos deixa. "Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos", prometeu Ele em Mateus 28.20. Nossa fé dá um salto quando compreendemos a perpétua presença do Pai. Nosso Jeová é o fogo de nossa noite e a nuvem de nosso dia. Ele nunca nos abandona.
O céu não conhece diferença entre manhã de domingo e tarde de quarta-feira. Deus fala claro em nosso local de trabalho, tanto quanto o faz no santuário. Ele tanto pode ser adorado em nossa mesa de jantar, como em sua mesa de comunhão. Você pode passar dias sem pensar nEle, mas Ele não passa um momento sem pensar em você.
Sabendo disso, compreendemos o rigor da meta de Paulo: "... levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo" (2 Co 10.5). Podemos perceber por que ele insiste conosco — "orai sem cessar" (1 Ts 5.17), "perseverai na oração" (Rm 12.12), "orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito" (Ef 6.18), "ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor" (Hb 13.15), e "deixe que o céu se encha com seus pensamentos" (versão livre de Cl 4.2).
Davi, o homem segundo o próprio coração de Deus, confessou: "Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor e aprender no seu templo. Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá" (SI 27.4,5). O que é esta Casa de Deus tão aspirada por Davi? Estaria o salmista descrevendo uma estrutura física? Estaria almejando um edifício com quatro paredes e uma porta, através da qual pudesse entrar, mas nunca sair? Não. "Deus... não habita em templos feitos por mãos de homens" (At 17.24). Ao afirmar que habitaria "na casa do Senhor para todo o sempre" (SI 23.6, Almeida Revista e Atualizada, ARA), Davi não estava dizendo que queria viver separado do povo, mas que ansiava por estar na presença de Deus, onde quer que fosse.
Davi anelava estar na Casa de Deus.
Sei o que você está pensando: Certo, Max, mas ele era Davi. Era o poeta, o príncipe, o matador de gigantes. Ele nunca teve tanques de carro para abastecer, ou fraldas para trocar, ou um patrão respirando prazos, como um dragão soltando fogo pelas narinas. Eu também adoraria viver na Casa de Deus, mas por ora estou emperrado no mundo real.
Perdão, permita-me discordar. Você não está emperrado no mundo. E justamente o oposto: você está a um passo da Casa de Deus. Onde quer que você esteja. Qualquer que seja o momento. Quer esteja no escritório em plena quinta-feira, ou pescando num sábado, apenas uma decisão o separa da presença do Pai. Você nunca precisa deixar a Casa de Deus. Não necessita mudar seu CEP, nem trocar de vizinhos. Tudo o que precisa mudar é a sua percepção.
Quando seu carro fica preso no tráfego, você pode entrar na capela do Pai. Quando o vento da tentação lhe desequilibrar os passos, ande junto ao muro da sua força. Quando os empregados o depreciarem, sente-se no balanço do alpendre com o seu Pai; Ele o confortará. Lembre-se, esta não é uma casa de tijolos. Você não a encontrará no mapa. Não achará a sua descrição nos classificados de imóveis.
Não obstante, há de encontrá-la em sua Bíblia. Você já viu a planta. Leu os nomes dos aposentos e declamou o layout. Você está familiarizado com o design, mas há chances de que você jamais o tenha considerado um projeto de casa. Você enxergou nos versículos uma oração.
De fato, eles são. São a oração do Senhor. Seria difícil encontrar alguém que não tivesse recitado a oração ou lido as palavras:
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino.
Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.
E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal;
porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre.
Amém!
Mateus 6.9-13
Crianças a memorizam. Fariseus a recitam. Estudiosos a esquadrinham... Quero, porém, desafiar a nós mesmos a fazer algo diferente. Quero que moremos nela; quero que a vejamos como o assoalho de nossa casa espiritual. Nesses versículos, Cristo providenciou-nos mais que um modelo de oração; providenciou-nos um modelo de vida. Essas palavras fazem mais do que nos ensinar o que dizer a Deus; ensinam-nos como existir com Ele. Elas descrevem uma grande casa, dentro da qual os filhos de Deus foram programados a viver — com Ele, para sempre.
Gostaria de dar uma olhada? Eu também. Conheço o lugar perfeito para se começar. Na sala de estar, um quadro está pendurado acima da lareira. O dono da casa o aprecia. Ele convida todos os que entram a começarem sua jornada fitando atentamente o quadro e aprendendo a verdade sobre o nosso Pai.

continua...................


Pesquisa: Pastor Charles Maciel Vieira