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sábado, 8 de junho de 2013

A Oração Toca A Eternidade


A estatura espiritual de um crente é determinada pelas suas
orações. O pastor ou crente que não ora está-se desviando. O
púlpito pode ser uma vitrine onde o pregador exibe seus talentos.
Mas no aposento da oração não temos como dar um jeito de
aparecer.

Embora a igreja seja pobre sob muitos aspectos, é mais pobre
ainda na questão da oração. Contamos com muitas pessoas que
sabem organizar, mas poucas dispostas a agonizar; muitas que
contribuem, mas poucas que oram; muitos pastores, mas pouco
fervor; muitos temores, mas poucas lágrimas; muitas que interferem, mas poucas que intercedem; muitas que escrevem, poucas que combatem. Se fracassarmos na oração, fracassaremos em todas as frentes de batalha.

Os dois requisitos para se ter uma vida cristã vitoriosa são visão e
fervor. Ambos nascem da oração e dela se nutrem. O ministério da
pregação é de poucos; o da oração — a mais importante de todas as
atividades humanas — está aberta a todos. Porém, as “criancinhas”
espirituais comentam sem o menor constrangimento: “Hoje, não vou à igreja. É dia de reunião de oração”.

É bem possível que Satanás não tema grande parte das pregações
de hoje. Mas a experiência do passado leva-o a arregimentar todo o
seu exército infernal para lutar contra o crente que ora. Os crentes de hoje não têm muito conhecimento da prática espiritual de “ligar e desligar”, embora essa responsabilidade nos tenha sido delegada por Deus: “O que (tu) ligares na terra..”. Você tem feito isso? Deus não desperdiça seu poder. Se quisermos ser poderosos na obra dele,
temos que ser poderosos com ele.

O mundo está marchando para o inferno a um ritmo tão rápido que,
se comparado aos modernos aviões supersônicos, estes pareceriam
tartarugas. E, no entanto, para vergonha nossa, nem recordamos
quando foi a última vez que passamos uma noite toda em oração a
Deus, suplicando-lhe que derrame sobre nós um avivamento que
abale o mundo. Não temos compaixão pelas almas. Estamos
pensando que os andaimes são o prédio. As pregações de hoje, com
sua falha interpretação das verdades bíblicas, nos levam a confundir
agitação com unção, e comoção com avivamento.
O segredo da oração é orar em secreto. Quem se entrega ao
pecado pára de orar. Mas aquele que ora pára de pecar. O fato é que somos pobres, mas não humildes de espírito.

A oração é profundamente simples, e ao mesmo tempo profunda.
“É uma forma de expressão tão simples que até uma criancinha pode exercitá-la”. Mas é igualmente tão sublime que ultrapassa os recursos da linguagem humana, e esgota seu vocabulário. Lançar diante de Deus uma torrente de palavras não irá necessariamente impressioná-Io ou comovê-lo. Uma das mais significativas orações do Velho Testamento foi feita por uma pessoa que não pronunciou palavras:
“Seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma”. (1Sm 1.13). De fato ela não tinha grandes dons de oratória. Sem dúvida existem “gemidos inexprimíveis”.

Será que nos encontramos num padrão tão inferior ao dos cristãos
neotestamentários que não possuímos mais a fé dos nossos
antepassados (com todas as suas realizações e implicações), mas
somente a fé emocional de nossos contemporâneos? A oração é para o crente o que o capital é para um homem de negócios.
Não se pode negar que a maior preocupação da igreja hoje são as
finanças. E, no entanto, esse problema que tanto inquieta as igrejas
modernas era o que menos perturbava a do Novo Testamento. Hoje
damos mais ênfase à contribuição; eles a davam à oração.
Em nossos dias são muito poucos os que estão dispostos a
assumir a responsabilidade de orar inspirados pelo Espírito, e para
esse tipo de oração não há substitutos. Temos que orar, senão
pereceremos!

“A pior maldição que um povo pode sofrer é ter uma religião movida à base de mera emoção e sensacionalismo. A ausência de realidade espiritual já é trágica; mas o aumento da falsa espiritualidade é pecado mortal”.
S. Chadwick.

“Seria muito bom se nos libertássemos da idéia de que fé é uma questão de heroísmo espiritual, que apenas alguns cristãos seletos conseguem ter. Existem os heróis da fé, é verdade; mas a fé não é apenas para heróis. É uma questão de maturidade espiritual; é para adultos em Cristo”.
P. T. Forsyth.

“Sempre que Deus tenciona exercer misericórdia para com seu povo, a primeira coisa que faz é levá-lo a orar”.
Matthew Henry.

“A verdade sem entusiasmo, a moralidade sem emoção e o ritual vazio de realidade são coisas que Cristo condena severamente. Sem fervor espiritual, elas não passam de uma filosofia ímpia, um sistema ético ou de mera superstição”.
S. Chadwick.

“Portanto, o chamado da cruz é para que participemos da paixão de
Cristo. Precisamos trazer em nós as marcas dos cravos”.
Gordon Watt.

“Minha pobreza se encontra com tua riqueza. E assim, em ti, tenho tudo”.
Anônimo.

“Sede fervorosos no espírito; servindo ao Senhor”.
Apóstolo Paulo.


Fonte: Livro - Por que tarda o pleno avivamento ?
           Autor - Leonard Havenhil

Com Tudo Que Possuis, Adquire A Unção


Na igreja moderna, a reunião de oração é uma espécie de
Cinderela. Essa serva do Senhor é desprezada e desdenhada porque
não se adorna com as pérolas do intelectualismo, nem se veste com as sedas da Filosofia; nem se acha ataviada com o diadema da Psicologia. Mas se apresenta com a roupagem simples da sinceridade e da humildade, e por isso não tem receio de se ajoelhar.

O “mal” da oração é que ela não se acha necessariamente
associada a grandes façanhas mentais. (Não quero dizer, porém, que se confunda com preguiça mental). A oração só exige um requisito: a espiritualidade. Ninguém precisa ser espiritual para pregar, isto é, a preparação e pregação de um sermão perfeito segundo as regras da homilética e com exatidão exegética, não requer espiritualidade.

Qualquer um que possua boa memória, vasto conhecimento, forte
personalidade, vontade, autoconfiança e uma boa biblioteca pode
pregar em qualquer púlpito hoje em dia. E uma pregação dessas pode sensibilizar as pessoas; mas a oração move o coração de Deus. A pregação toca o que é temporal; a oração, o que é eterno. O púlpito pode ser uma vitrine onde expomos nossos talentos; o aposento da oração, pelo contrário, desestimula toda a vaidade pessoal.

A grande tragédia de nossos dias é que existem muitos pregadores
sem vida, no púlpito, entregando sermões sem vida, a ouvintes sem
vida. Que lástima! Tenho constatado um fato muito estranho que
ocorre até mesmo em igrejas fundamentalistas: a pregação sem
unção. E o que é unção? Não sei. Mas sei muito bem o que é não ter unção (ou pelo menos sei quando não estou ungido). Uma pregação sem unção mata a alma do ouvinte, em vez de vivificá-la. Se o pregador não estiver ungido, a Palavra não tem vida. Pregador, com tudo que possuis, adquire unção.

Irmão, nós poderíamos ter a metade da capacidade intelectual que
possuímos se fôssemos duas vezes mais espirituais. A pregação é
uma tarefa espiritual. Um sermão gerado na mente só atinge a mente de quem a ouve. Mas gerada no coração, chega ao coração. Um pregador espiritual, sob o poder de Deus, produz mentalidade
espiritual em seus ouvintes. A unção não é uma pombinha mansa
esvoaçando à janela da alma do pregador; não. Pelo contrário; temos que batalhar por ela e conquistá-la. Também não é algo que se aprenda; é bênção que se obtém pela oração. Ela é o prêmio que
Deus concede ao combatente da fé, que luta em oração, e consegue
a vitória. E não é com piadinhas e tiradas intelectuais que se chega à vitória no púlpito, não. Essa batalha é ganha ou perdida antes mesmo de o pregador pôr os pés lá. A unção é como dinamite. Não é recebida pela imposição de mãos, nem tampouco cria mofo se o
pregador for lançado numa prisão. Ela penetra e permeia a alma;
abranda-a e tempera-a. E se o martelo da lógica e o fogo do zelo
humano não conseguirem quebrar o coração de pedra, a unção o
fará.

Que febre de construção de templos estamos presenciando hoje.
No entanto, sem pregadores ungidos, o altar dessas igrejas não verá
pecadores rendidos a Cristo. Suponhamos que todos os dias diversos pescadores saiam para o alto-mar com seus barcos, levando o mais moderno equipamento que existe para o exercício desse ofício, mas retornem sempre sem apanhar um só peixe. Que desculpa poderiam dar para tal fracasso? No entanto é isso que acontece nas igrejas.

Milhares delas estão abrindo as portas dominicalmente, mas não
vêem conversão. Depois tentam encobrir sua esterilidade
interpretando textos bíblicos a seu bel-prazer. Mas a Bíblia diz:
“Assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia...”

E o mais triste em tudo isso é que o fogo que devia haver nesses
altares encontra-se apagado ou arde em combustão muito lenta. A
reunião de oração está morrendo ou já morreu. Com a atitude que
temos em relação à oração, estamos dizendo ao Senhor que o que
ele começou no Espírito, nós terminaremos na carne. Qual é a igreja
que pergunta a um candidato ao ministério quanto tempo ele passa
diariamente em oração? A verdade é que o pregador que não passa
pelo menos duas horas por dia em oração, não vale um vintém, por
mais títulos que possua.

A igreja hoje se acha como que postada na calçada assistindo,
entre aflita e frustrada, à parada dos maus espíritos de Moscou, que
marcham pomposamente no meio da rua respirando ameaças contra
“tudo que é amável e de boa fama”. Além disso, no lugar da
regeneração, o diabo colocou a reencarnação; no lugar do Espírito
Santo, os espíritos-guias; no lugar do verdadeiro Cristo, o anticristo.
E o que a igreja tem para contrapor aos males do comunismo?
Onde está o poder espiritual? A impressão que se tem é que,
ultimamente, uma forte sonolência tomou o lugar da oposição
religiosa, nos púlpitos e também nas publicações evangélicas. Quem
hoje batalha “diligentemente pela fé que uma vez por todas foi
entregue aos santos”? Onde estão os combatentes divinamente
ungidos de nossos púlpitos? Os pregadores que deviam estar
“pescando homens”, parecem estar pescando mais é o elogio deles.

Os que costumavam espalhar a semente, agora estão colecionando
pérolas intelectuais. (Imagine só, semear pérolas num campo!)
Chega dessa pregação estéril, espiritualmente vazia, que é
ineficaz, porque foi gerada num túmulo e não num ventre, e se
desenvolveu numa alma sem oração, sem fogo espiritual! É possível
alguém pregar e ainda assim se perder; mas é impossível orar e
perecer. Se Deus nos chamou para o seu ministério, então, prezados
irmãos, insisto em que precisamos de unção. Com tudo que possuis,
adquire a unção, senão os altares vazios de nossas igrejas serão
exemplos vivos de nosso intelectualismo ressequido.

“Nossas orações precisam ser apoiadas numa energia que nunca
esmorece, numa persistência que não aceita não como resposta, e numa coragem que nunca se rende”.
E. M. Bounds.

“Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo”.
Judas20.

“Ah, se pudéssemos sentir-nos mais preocupados com o estado de
inanição em que se encontra hoje a causa de Cristo na terra, com os
avanços do inimigo em Sião e com a devastação que o diabo tem
efetuado nele. Mas infelizmente um espírito de indiferença vem
imobilizando muitos de nós”.
A. W. Pink.

“A oração era seu interesse máximo!”
O biógrafo de Edwin Payson.

“Tenho passado dias e até semanas prostrado ao chão, orando,
silenciosamente ou em voz alta”.
George Whitefield.

“Todo declínio espiritual começa com a negligência da oração. Nenhum coração pode desenvolver-se bem sem muita comunhão íntima com Deus; não existe nada que possa compensar a falta dela”.
Berridge.

“A impressão que tive foi que ele já havia subido para o céu, e se achava imerso em Deus. Muitas vezes, após terminar seu momento de oração, ele estava branco como a cal da parede”.
Comentário de um amigo de Tersteegen, após um contato com ele em Kronenberg.


Fonte: Livro - Por que tarda o pleno avivamento ?
            Autor - Leonard Havenhil

PALAVRAS SOBRE AVIVAMENTO NA HISTORIA DA IGREJA


“Por mais erudito que um homem seja, por mais perfeita que seja sua capacidade de expressão, mais ampla sua visão das coisas, mais
grandiosa sua eloqüência, mais simpática sua aparência, nada disso
toma o lugar do fervor espiritual. É pelo fogo que a oração sobe aos céus.
O fogo empresta asas à oração, dando-lhe acesso a Deus; comunica-lhe energias e torna-a aceitável diante do Senhor. Sem fogo não há incenso; sem fervor não há oração”.
E. M. Bounds.

“Pela fé e pela oração, fortaleça as mãos frouxas e firme os joelhos
vacilantes. Você ora e jejua? Importune o trono da graça e seja
persistente em oração. Só assim receberá a misericórdia de Deus”.
João Wesley.

“Antes de ocorrer o grande avivamento de Gallneukirchen, Martin Boos passava horas e horas, dias e dias, e até noites em oração, intercedendo sozinho, agonizando perante Deus. Mas quando ele pregava, sua palavra era como fogo, e o coração dos ouvintes, como capim seco”.
D. M. Mclntyre, D. D.

“Existem muitos crentes que não sabem orar, mas tentam cultivar a
“santa arte da intercessão” por meio de esforço pessoal e determinação, e freqüentando grupos de oração. Mas nada conseguem. Na verdade, o segredo de uma verdadeira vida de oração para esses, bem como para todos nos, é: “Enchei-vos do Espírito”, que é o mesmo "espírito de graça e de súplicas”.
Rev. J. Stuart Holden.

Fonte: Livro - Por que tarda o pleno avivamento ?
            Autor - Leonard Havenhil