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sexta-feira, 3 de julho de 2020

O PERÍODO PERSA (PERÍODO INTERBÍBLICO)



    A terra ficou completamente desolada durante o exílio, com todos os judeus, menos os mais pobres, espalhados pelo Oriente Médio desde o Egito até a Babilônia. Outros povos começaram a migrar para a terra. Os edomitas, talvez impelidos pelos árabes que pressionavam ao sul, mudaram-se para o norte, e os samaritanos, povo de origem parcialmente israelita e parcialmente pagã, logo emergiram.13 Em 539 a.C., Ciro II da Pérsia conquistou a Babilônia e, por volta de 500 a.C., todo o Oriente Médio estava em poder dos persas.14 Os judeus começaram a retornar, mas a situação era desalentadora, e houve pouco progresso até a chegada de Esdras e Neemias, no século V a.C., para reconstruir Jerusalém e reedificar o templo.

    Do ponto de vista arqueológico, foi um período relativamente obscuro, mas há importantes achados. Por exemplo, um papiro de Samaria contendo documentos legais, datando de cerca de 375-335 a.C., foi descoberto em uádi ed-Daliyeh, na região montanhosa central de Israel. Numerosos sítios têm produzido evidências de níveis de ocupação do período persa, mas, além de nomes reais persas para propósitos de datação, pouca evidência direta da influência persa foi encontrada.


Fonte: Bíblia Arqueológica

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O QUE SIGNIFICA ESTUDAR A GEOGRAFIA BÍBLICA ?




   Estudar a geografia da Bíblia significa…

• Viver as páginas já vivas do Livro Santo.
• Entrar em comunhão com o Éden de Deus, com seus rios Tigre e Eufrates, Giom e Pisom.
• Acompanhar o desenrolar do dilúvio, quando Deus derramou juízo do céu sobre uma humanidade rebelde e desobediente.
• Imitar Sem, Cam e Jafé no repovoamento da Terra.
• Acompanhar de perto a linha semítica de Terá, Abraão e toda a família do primeiro filho de Noé.
• Estar com as sete nações cananeias.
• Assistir ao surto de progresso que viveu o Egito.
• Sofrer com os descendentes de Jacó na terra de Cam.
• Levantar-se com Moisés, retirando Israel do cativeiro egípcio e acompanhá-lo na milagrosa passagem do mar Vermelho, depois da peregrinação do penoso deserto, na entrada e posse de Canaã.
• Lutar ao lado dos juízes, mensageiros de Deus.
• Estar com Saul e com Davi, com Salomão e Roboão e todos os reis de Judá e de Israel.
• Arrastar-se com o povo de Deus caminhando para o cativeiro na Assíria e na Babilônia.
• Voltar com Esdras, Neemias e Zorobabel para a reconstrução de Jerusalém.
• Viver com João Batista no deserto e com o Senhor Jesus nas poentas estradas da Palestina, ao longo das praias do mar de Galileia, nos desertos e nos montes, no Getsêmani e no Calvário, no sepulcro de Arimateia, na ascensão do Olival.
• Participar do poderoso Pentecostes.
• Sofrer com os apóstolos que deram testemunho da ressurreição do Senhor, nas prisões, nos açoites, no martírio.
• Assistir à dispersão dos servos de Jesus, que começou com a perseguição de Paulo.
• Ver surgir a poderosa igreja de Antioquia da Síria.
• Entrar na companhia de Paulo para desfraldar o glorioso pavilhão de Cristo em dois continentes e depois permanecer com ele dois anos no cárcere em Cesareia, acompanhá-lo até Roma e depois assistir ao seu martírio e ao de centenas de outros soldados da cruz.
• Por último, assistir ao crepúsculo de tudo com João em Patmos, aguardando o raiar glorioso do dia em que Jesus será chamado Rei dos reis e Senhor dos senhores.

   Com olhar voltado paralinha de gloriosas realidades, levantemos os olhos e, por instantes, contemplemos a Mesopotâmia com seu Tigre e Eufrates, a Síria, a Fenícia, o Egito, o famoso Império Heteu e toda uma vasta gama de civilizações gloriosas, que dormem hoje em alguns escombros de escavações arqueológicas, ou nos museus escuros e frios.


   Fonte: Geografia da Terra Santa e das Terras Bíblicas - Enéas Tognini (Editora Hagnos)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Arqueólogos encontram selo que comprova relato do Antigo Testamento sobre Jerusalém

Shlomit Weksler-Bdolah


Uma nova descoberta arqueológica em Jerusalém foi revelada e traz consigo a comprovação dos relatos bíblicos do Antigo Testamento sobre o “governador de Jerusalém”, mencionado em livros como II Reis e II Crônicas.

O item descoberto é um selo de argila, encontrado a pouco mais de 100 metros do Muro das Lamentações. O artefato traz a inscrição “governador da cidade” e data do período do reinado de Salomão, no século 7 a. C., durante a construção do primeiro templo de Jerusalém.

As escavações foram lideradas pela pesquisadora Dra. Shlomit Weksler-Bdolah, segundo informações do portal Times of Israel. “Esta é a primeira vez que esse tipo de impressão é descoberta em uma escavação arqueológica em Jerusalém. Ele comprova os relatos bíblicos que já existia um governador da cidade em Jerusalém, há cerca de 2.700 anos”.

O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, participou do anúncio da descoberta: “É incrível receber essa peça histórica da Jerusalém do período do Primeiro Templo. Ela apenas comprova que Jerusalém, a capital de Israel, era uma cidade forte e central para o país há uns 2.700 anos”.

Segundo os pesquisadores, a minúscula peça (com cerca de 1,5 cm de diâmetro e 3 mm de espessura) era usada para selar correspondências e documentos oficiais assinados pelo governador da cidade.

No selo há uma inscrição com duas figuras humanas, voltadas uma para a outra, e uma lua entre eles, acompanhado de uma frase em hebraico antigo no rodapé, o mesmo usado para escrever os livros do Antigo Testamento.

As escavações no local foram iniciadas em 2005 pela Autoridade de Antiguidades de Israel, um departamento do governo voltado para a preservação de artefatos que ajudam a contar a história da nação. Antes da atua descoberta, apenas itens relacionados ao período do Segundo Templo haviam sido encontrados.

“A impressão no selo foi anexada no envio de algo importante e servia como uma espécie logotipo, ou uma pequena lembrança, que o documento vinha do governador da cidade”, contextualizou a professora Weksler-Bdolah.

Os professores Tallay Ornan e Benjamin Sass, especialistas das universidades Hebraica e de Tel-Aviv, respectivamente, examinaram o artefato antes de sua revelação ao público, e reiteraram as avaliações feitas pelos responsáveis pela escavação, dizendo que o título da inscrição no selo é o equivalente ao cargo que atualmente se descreve como “prefeito”.

Existem referências a esse título nos textos bíblicos de II Reis 23:8 – quando Josué governava a capital nos dias do rei Ezequias – e II Crônicas 34:8, onde Maaséias era governador de Jerusalém nos dias do rei Josias.

O selo foi achado no complexo chamado de “Esplanada do Muro Ocidental”, um prédio que já revelou uma série de artefatos arqueológicos, incluindo peças vindas do Egito e da Assíria. “[O prédio] provavelmente serviu como um centro administrativo. Pessoas em posição de liderança enviavam documentos daqui. Também pode ter sido um lugar para os ricos, as pessoas mais importantes, pois sua localização é realmente importante”, pontuaram os arqueólogos.

“Ele ficava nas encostas ocidentais da antiga Jerusalém, distando 100 metros a oeste do Monte do Templo, onde provavelmente viviam os altos funcionários durante o período do Primeiro Templo”, concluiu a doutora Shlomit.

A revelação deste selo acontece em um momento decisivo para Israel, que enfrenta críticas e ataques de diversos países na ONU, como o Brasil, que não reconhecem Jerusalém como a capital do país. Em situação oposta, a descoberta funciona como um referendo à escolha de Donald Trump, presidente dos EUA, que reconheceram a cidade como a sede do governo israelense.


Fonte: https://noticias.gospelmais.com.br

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

NOTÍCIA: MANUSCRITOS DE QUMRAN - ISRAEL DESCOBRE A 12ª CAVERNA


A Universidade Hebraica anunciou quinta-feira a descoberta de uma nova caverna que abrigava a Manuscritos do Mar Morto, um dos "mais importantes descobertas" sobre estes escritos famosos desde a sua descoberta há sessenta anos. 

Estes textos, que datam do século 3 aC ao século 1 dC, são um conjunto de quase mil pergaminhos principalmente em hebraico, e também em aramaico e grego, entre os quais muitos livros do Antigo Testamento. Eles são os mais antigos manuscritos conhecidos da Bíblia hebraica. 

Até agora, os arqueólogos estabelecido que os manuscritos encontrados por um pastor beduíno no noroeste do Mar Morto entre 1947 e 1956, perto do sítio arqueológico de Qumran, tinha sido armazenado em 11 cavernas. 

"Esta descoberta de uma caverna 12 pode revolucionar a informação que temos sobre os manuscritos do Mar Morto", disse à AFP Oren Gutfeld, arqueólogo do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, responsável pelas escavações. 

Localizado a oeste de Qumran na ocupada Cisjordânia, a caverna não contém manuscritos, mas ampla evidência de sua presença antes foram encontrados, incluindo fragmentos de cerâmica em que foram colocados e tiras de couro em torno deles, tem disse o arqueólogo. 

As cavernas que continham manuscritos foram em grande parte saqueados nos anos de 1950. Marcas de escavações deste período, foram encontradas na caverna, afirmando que ela tinha tido o mesmo destino, de acordo com um comunicado da Universidade Hebraica. 

"Esperamos encontrar outras cavernas que contenham manuscritos, como parte da operação lançada pela Autoridade de Antiguidades," que realiza escavações nas cavernas do deserto da Judéia, onde o Mar Morto está localizado, disse Mr. Gutfeld. 

Muitos especialistas acreditam que os manuscritos do Mar Morto foram escritos pelos essênios, uma seita judaica dissidente, que havia se retirado para o deserto. Outros pensam que eles podem vir de bibliotecas do Templo Judaico, em Jerusalém e bibliotecas privadas devem ser armazenados em cavernas na abordagem dos romanos que destruiu o Templo em 70 dC 

A a maior parte dos 900 manuscritos descobertos em Qumran são mantidos no Santuário do Livro, no Museu de Israel em Jerusalém.


(OBS. TEXTO TRADUZIDO DO FRANCES)


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Achado arqueológico reforça narrativa bíblica sobre a expulsão de legião de demônios por Jesus

 

Arqueólogos descobriram uma laje de mármore raro perto do Mar da Galiléia, e a divulgação de alguns detalhes apontam para o episódio em que Jesus expulsou uma legião de demônios de um homem que vivia entre os túmulos para uma manada de porcos.

A narrativa dessa passagem do ministério de Jesus está no capítulo 8 do evangelho de Lucas. A antiga laje, datada de 1.500 anos, foi encontrada no local onde acredita-se que tenha sido uma sinagoga de Kursi, e contém inscrições em hebraico que inclui frases como “lembradas para sempre” e “Amém”.

De acordo com informações do site Noticias Cristianas, a pesquisa e escavação foi conduzida pelo doutor Haim Cohen e pelo professor Michal Artzy, da Universidade de Haifa, em cooperação com a Autoridade de Antiguidades de Israel e a Autoridade de Parques e Natureza.

Cohen afirmou que a descoberta é a prova de que havia um assentamento judeu ou cristão naquele sítio arqueológico: “A presença de um sítio judaico na costa oriental do Mar da Galiléia, é um fenômeno muito raro. Até agora não tínhamos nenhuma prova de que os assentamentos judaicos existiram durante este período ao longo da costa oriental do Mar da Galiléia”, disse.

O professor Artzy considera a descoberta um achado raro e fascinante. “A dedicação é composto por oito linhas, o que é muito detalhada e expansiva. Na maioria dos casos há muitas palavras em letras hebraicas gravadas na pedra, de modo que a pessoa a quem foi dedicado o registro deve ter tido uma enorme influência sobre a população local”, afirmou.


“Não há paralelo por tais achados arqueológicos em Israel tão detalhados até a data pesquisada”, acrescentou.

O achado, enfim, aponta para o ato de exorcismo feito por Jesus porque corrobora a narrativa de que havia judeus naquela região há milênios atrás. Os pesquisadores há muito acreditam que Kursi poderia ter sido o “país dos gadarenos”, a região costeira que é mencionada nas Escrituras.


Fonte:  http://noticias.gospelmais.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Arqueólogos anunciam descoberta de pergaminhos antigos que sugerem que Jesus era negro


Que a aparência de Jesus Cristo provavelmente não era nada parecida com as descrições de pinturas e filmes de Hollywood, muita gente já sabe. Mas agora, documentos datados de séculos atrás oferecem novas pistas sobre a aparência do Filho de Deus e sugerem que ele foi negro.

Os manuscritos em questão, com origem entre 318 e 408 d. C., foram estudados por uma equipe de arqueólogos da Universidade de Tel Aviv, em Israel, de acordo com informações do Global Research.

A equipe liderada pelo professor Hans Schummer chegou à conclusão de que Jesus tinha a pele de cor “mais escura” do que a de seus pais por causa dos relatos na coleção de pergaminhos, que tem autoria atribuída por um pequeno grupo sectário judaico chamado essênios.

Os pergaminhos foram encontrados na região de West Bank, mesmo local onde os documentos conhecidos como Manuscritos do Mar Morto foram descobertos em 1947.

Pelas inscrições encontradas, os estudiosos chegaram à conclusão de que os autores acreditavam que Jesus tinha uma cor de pele “mais escura” do que a de seus pais: “A criança era a cor da noite”, diz parte do texto em um fragmento do pergaminho. “No escuro da noite, nada do bebê podia ser visto, exceto o branco de seus olhos”, acrescenta outra parte do documento.

No material, há, segundo o professor Schummer, uma referência a um homem chamado Hamshet, que supostamente seria um meio-irmão de José, marido de Maria e pai de Jesus. Nos textos, Hamshet é apontado como alguém também de pele escura e “não confiável” e “malfadado”.

Ainda não há maiores informações sobre o documento e se existem outras evidências que corroborem a alegação dos autores desses manuscritos. O que se sabe é que a aparência de Jesus não interferiu em seu ministério e que, com certeza, ele revolucionou o mundo com a mensagem do Evangelho.


segunda-feira, 16 de março de 2015

PERÍODOS DA HISTORIA - A REVOLUÇÃO NEOLÍTICA - TEOLOGIA


A Revolução Neolítica. 

Antes do período neolítico ou "Nova Era da Pedra", que parece ter durado até ao quarto milênio antes de Cristo, a maioria dos povos da Europa e do Oriente Médio viviam em pequenos bandos migratórios. Eram, provavelmente, grupos de famílias que caçavam veado selvagem ou seguiam manadas semi-selvagens que lhes serviam de alimento. Não estabeleciam pontos permanentes de colonização, mas com freqüência retornavam aos mesmos locais e usavam os antigos acampamentos de caça por muitos anos, até mesmo por gerações. Alguns deles continuaram com esta prática muito tempo depois de estabelecerem comunidades permanentes. Os patriarcas, por certo, o fizeram (Gênesis 5—9). Os povos neolíticos domesticaram animais selvagens e desenvolveram a agricultura, com seus métodos de irrigação e armazenamento. Com efeito, a Bíblia diz: "Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha" (Gênesis 9:20). Têm-se encontrado as mais antigas aldeias neolíticas nas montanhas do Norte do Iraque — a área geral onde se diz ter pousado a Arca. Relíquias neolíticas também têm sido encontradas em Jericó e noutras localidades bíblicas em Israel.

Assim, durante a Era Neolítica, os caçadores que viviam perambulando acomodaram-se para começar o cultivo da terra. Isto significava que diversas gerações viveriam juntas em um lugar. Seus prédios, muros, poços e outras estruturas passavam de uma geração a outra.


Fonte:  
Livro: O Mundo do Antigo Testamento
Autores: J. I. Packer,  Merril C. Tenney, William White, Jr.
Editora: Vida