Mostrando postagens com marcador Abraão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abraão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

ABRAÃO


ABRAÃO (ou Abrão), filho de Terá e pai do povo escolhido

1. Referências gerais
Gn 11:27,31; 12:1; 13:1,12; 14:14; 15:1; 16:3; 17:1; 18:11; 20:1; 21:2; 22:1; 23:2; 24:1; 25:1,7;
2Cr 20:7; Ne 9:7; Sl 105:6; Rm 4:3; Gl 3:6; Hb 11:8; Tg 2:21

2. Chamado o pai da fé

Características

Obediência — deixou seu lar e seus amigos ao ser chamado por Deus, Gn 12:4.

Generosidade — permitiu a Ló escolher a terra, Gn 13:9.

Coragem — derrotou os reis saqueadores, Gn 14:14.

Benevolência — deu o dízimo a Melquisedeque, o sacerdote, Gn 14:20.

Incorruptibilidade — recusou receber presentes por serviço prestado, Gn 14:23.

Poderoso na oração — Gn 18:23-33.

Admirável na fé — estava disposto a oferecer seu único filho, Isaque, Hb 11:17.

Ver tb: Gn 49:31, 1Cr 1:27, Is 51:2, Mt 1:2, Mt 3:9, Mt 8:11, Mt 22:32, Mc 12:26, Lc 1:73, Lc 3:34, Lc 13:16, Lc 13:28, Lc 20:37, Jo 8:39, Jo 8:56, At 3:13, At 7:2, At 7:32, At 13:26, Rm 9:7, Rm 11:1, Gl 3:7, Gl 3:16, Gl 4:22, Hb 6:13, Tg 2:23, 1Pe 3:6


Fonte: Bíblia de Estudo Thompson

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Gênesis 17.1-14 - A Aliança e a Circuncisão


Gênesis 17.1-14
A aliança e a circuncisão


Quando Abrão tinha noventa e nove anos, o SENHOR Deus apareceu a ele e disse:

— Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo. Eu farei a minha aliança com você e lhe darei muitos descendentes.

Então Abrão se ajoelhou, encostou o rosto no chão, e Deus lhe disse:

— Eu faço com você esta aliança: prometo que você será o pai de muitas nações. Daqui em diante o seu nome será Abraão e não Abrão, pois eu vou fazer com que você seja pai de muitas nações. Farei com que os seus descendentes sejam muito numerosos, e alguns deles serão reis. A aliança que estou fazendo para sempre com você e com os seus descendentes é a seguinte: eu serei para sempre o Deus de você e o Deus dos seus descendentes. Darei a você e a eles a terra onde você está morando como estrangeiro. Toda a terra de Canaã será para sempre dos seus descendentes, e eu serei o Deus deles.

Deus continuou:

— Você, Abraão, será fiel à minha aliança, você e os seus descendentes, para sempre. Pela aliança que estou fazendo com você e com os seus descendentes, todos os homens entre vocês deverão ser circuncidados. A circuncisão servirá como sinal da aliança que há entre mim e vocês. De hoje em diante vocês circuncidarão todos os meninos oito dias depois de nascidos, e também os escravos que nascerem nas casas de vocês, e os que forem comprados de estrangeiros. Tanto uns como outros deverão ser circuncidados, sem falta. Esse será um sinal que vai ficar no seu corpo para mostrar que a minha aliança com vocês é para sempre. Quem não for circuncidado não poderá morar no meio de vocês, pois não respeitou a minha aliança.


Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil

Gênesis 16.1-16 Agar e Ismael


Gênesis 16.1-16
Agar e Ismael
 

Sarai, a mulher de Abrão, não lhe tinha dado filhos. Ela possuía uma escrava egípcia, que se chamava Agar. Um dia Sarai disse a Abrão:

— Já que o SENHOR Deus não me deixa ter filhos, tenha relações com a minha escrava; talvez assim, por meio dela, eu possa ter filhos.

Abrão concordou com o plano de Sarai, e assim ela lhe deu Agar para ser sua concubina. Isso aconteceu quando já fazia dez anos que Abrão estava morando em Canaã. Abrão teve relações com Agar, e ela ficou grávida. Quando descobriu que estava grávida, Agar começou a olhar com desprezo para Sarai, a sua dona. Aí Sarai disse a Abrão:

— Por sua culpa Agar está me desprezando. Eu mesma a entreguei nos seus braços; e, agora que sabe que está grávida, ela fica me tratando com desprezo. Que o SENHOR Deus julgue quem é culpado, se é você ou se sou eu!

Abrão respondeu:

— Está bem. Agar é sua escrava, você manda nela. Faça com ela o que quiser.

Aí Sarai começou a maltratá-la tanto, que ela fugiu. Mas o Anjo do SENHOR a encontrou no deserto, perto de uma fonte que fica no caminho de Sur, e perguntou:

— Agar, escrava de Sarai, de onde você vem e para onde está indo?

— Estou fugindo da minha dona — respondeu ela.

Então o Anjo do SENHOR deu a seguinte ordem:

— Volte para a sua dona e seja obediente a ela em tudo.

E o Anjo do SENHOR disse também:



“Eu farei com que o número

dos seus descendentes seja grande;

eles serão tantos, que ninguém

poderá contá-los.

Você está grávida, e terá um filho,

e porá nele o nome de Ismael,

pois o SENHOR Deus ouviu o seu grito de aflição.

Esse filho será

como um jumento selvagem;

ele lutará contra todos,

e todos lutarão contra ele.

E ele viverá longe de todos

os seus parentes.”



Então Agar deu ao SENHOR este nome: “O Deus que Vê.” Isso porque ele havia falado com ela, e ela havia perguntado a si mesma: “Será verdade que eu vi Aquele que Me Vê?” É por isso que esse poço, que fica entre Cades e Berede, é chamado de “Poço Daquele que Vive e Me Vê”.

Agar deu um filho a Abrão, e ele pôs no menino o nome de Ismael. Abrão tinha oitenta e seis anos quando Ismael nasceu.


Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil

Gênesis 14.17-24 - Melquisedeque abençoa Abrão


Gênesis 14.17-24
Melquisedeque abençoa Abrão

Depois de haver derrotado Quedorlaomer e os outros reis, Abrão estava voltando para casa quando o rei de Sodoma foi encontrar-se com ele no vale de Savé, também chamado de vale do Rei. E Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho. Melquisedeque abençoou Abrão, dizendo:



“Abrão seja abençoado

pelo Deus Altíssimo,

que criou o céu e a terra!

Seja louvado o Deus Altíssimo,

que entregou os inimigos de você

nas suas mãos!”



Aí Abrão deu a Melquisedeque a décima parte de tudo o que havia trazido de volta.

Depois o rei de Sodoma disse a Abrão:

— Fique com as coisas e me devolva somente as pessoas.

Mas Abrão respondeu:

— Eu levanto a mão diante do SENHOR, o Deus Altíssimo, criador do céu e da terra, e juro que não ficarei com nada do que é seu, nem um fio de linha ou uma tira de sandália. Assim você nunca poderá dizer: “Eu fiz com que Abrão ficasse rico.” Não quero nada para mim, a não ser a comida que os meus empregados comeram. Mas os meus aliados Aner, Escol e Manre podem ficar com a parte deles.


Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil

Gênesis 14.1-16 Abrão liberta Ló


Gênesis 14.1-16
Abrão liberta Ló

Nesse tempo Anrafel era rei de Sinar, Arioque era rei de Elasar, Quedorlaomer era rei de Elão, e Tidal era rei de Goim. Esses quatro fizeram guerra contra os seguintes reis: Bera, de Sodoma; Birsa, de Gomorra; Sinabe, de Admá; Semeber, de Zeboim; e contra o rei de Bela, cidade que também se chamava Zoar. Esses cinco reis juntaram os seus exércitos no vale de Sidim, onde fica o mar Morto. O rei Quedorlaomer os havia dominado por doze anos, mas no décimo terceiro ano eles se revoltaram contra ele. No décimo quarto ano Quedorlaomer e os seus aliados derrotaram os refains em Asterote-Carnaim, os zuzins em Hã, os emins em Savé-Quiriataim e os horeus nas montanhas de Seir, perseguindo-os até El-Parã, onde começa o deserto. Depois voltaram até Cades, que naquele tempo se chamava En-Mispate. Eles arrasaram a terra dos amalequitas e derrotaram os amorreus que viviam em Hazazão-Tamar. Então os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Bela saíram com os seus exércitos para o vale de Sidim a fim de lutar contra os reis de Elão, de Goim, de Sinar e de Elasar. Eram quatro reis contra cinco. Acontece que o vale de Sidim era cheio de buracos em que havia piche; e, quando tentaram fugir da batalha, os reis de Sodoma e de Gomorra caíram nesses buracos. Mas os outros reis fugiram para as montanhas. Os quatro reis pegaram todo o mantimento e os objetos de valor que havia em Sodoma e em Gomorra e foram embora. Ló, o sobrinho de Abrão, vivia em Sodoma e por isso também foi levado como prisioneiro. E levaram também tudo o que era dele.

Mas um homem escapou e foi contar tudo a Abrão, o hebreu, que morava perto das árvores sagradas que pertenciam a Manre, o amorreu. Manre e os seus irmãos Escol e Aner eram aliados de Abrão. Quando Abrão ficou sabendo que o seu sobrinho tinha sido levado como prisioneiro, reuniu os seus homens treinados para a guerra, todos eles nascidos na sua casa. Eram trezentos e dezoito ao todo. Abrão foi com eles, perseguindo os quatro reis até a cidade de Dã. Ali Abrão dividiu os seus homens em dois grupos, atacou os inimigos de noite e os derrotou. Ele continuou a persegui-los até Hoba, que fica ao norte da cidade de Damasco, e trouxe de volta tudo o que os inimigos haviam levado. Abrão trouxe também o seu sobrinho Ló, e tudo o que era dele, e também as suas mulheres, e o resto da sua gente.


Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil

Gênesis 13.1-18 Promessa de Deus a Abrão


Gênesis 13.1-18
Promessa de Deus a Abrão  

Abrão saiu do Egito com a sua mulher e com tudo o que tinha e foi para o sul de Canaã. E Ló, o seu sobrinho, foi com ele. Abrão era muito rico; tinha gado, prata e ouro. Ele foi de um lugar para outro até chegar à cidade de Betel; e dali foi para o lugar que fica entre Betel e Ai, onde já havia acampado antes. Abrão chegou ao altar que ele havia construído e adorou a Deus, o Senhor.

Ló, que ia com Abrão, também levava ovelhas, cabras, gado, empregados e a sua família. Não havia pastos que dessem para os dois ficarem juntos, pois eles tinham muitos animais. Por isso os homens que cuidavam dos animais de Abrão brigavam com os que tomavam conta dos animais de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus ainda estavam vivendo ali. Um dia Abrão disse a Ló:

— Nós somos parentes chegados, e não é bom que a gente fique brigando, nem que os meus empregados briguem com os seus. Vamos nos separar. Escolha! A terra está aí, toda ela. Se você for para a esquerda, eu irei para a direita; se você for para a direita, eu irei para a esquerda.

Ló olhou em volta e viu que o vale do Jordão, até chegar à cidade de Zoar, tinha bastante água. Era como o Jardim do Senhor ou como a terra do Egito. O vale era assim antes de o Senhor haver destruído as cidades de Sodoma e de Gomorra. Ló escolheu todo o vale do Jordão e foi na direção leste. E assim os dois se separaram. Abrão ficou na terra de Canaã, e Ló foi morar nas cidades do vale. Ló foi acampando até chegar a Sodoma, onde vivia uma gente má, que cometia pecados horríveis contra o Senhor.

Depois que Ló foi embora, o Senhor Deus disse a Abrão:

— De onde você está, olhe bem para o norte e para o sul, para o leste e para o oeste. Eu vou dar a você e aos seus descendentes, para sempre, toda a terra que você está vendo. Farei com que os seus descendentes sejam tantos como o pó da terra. Assim como ninguém pode contar os grãozinhos de pó, assim também não será possível contar os seus descendentes. Agora vá e ande por esta terra, de norte a sul e de leste a oeste, pois eu a darei a você.

Assim, Abrão desarmou o seu acampamento e foi morar perto das árvores sagradas de Manre, na cidade de Hebrom. E ali Abrão construiu um altar para Deus, o Senhor.


Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil

Gênesis 12.10-20 Abrão no Egito


Gênesis 12.10-20
Abrão no Egito

Naquele tempo houve em Canaã uma fome tão grande, que Abrão foi morar por algum tempo no Egito. Quando ia chegando ao Egito, Abrão disse a Sarai, a sua mulher:

— Escute! Você é uma mulher muito bonita, e, quando os egípcios a virem, vão dizer: “Essa aí é a mulher dele.” Por isso me matarão e deixarão que você viva. Diga, então, que você é minha irmã. Assim, por sua causa, eles me deixarão viver e me tratarão bem.

Quando Abrão chegou ao Egito, os egípcios viram que Sarai, a sua mulher, era, de fato, muito bonita. Alguns altos funcionários do rei do Egito também a viram e contaram a ele como era linda aquela mulher. Por isso ela foi levada para o palácio do rei.

Por causa dela o rei tratou bem Abrão e lhe deu ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos. Mas, por causa de Sarai, o Senhor Deus castigou o rei e a sua família com doenças horríveis. Por isso o rei mandou chamar Abrão e perguntou:

— Por que você me fez uma coisa dessas? Por que não me disse que ela é a sua mulher? Você disse que ela era sua irmã, e por isso eu casei com ela. Portanto, aqui está a sua mulher; saia daqui com ela!

Então o rei deu ordem, e os seus guardas levaram Abrão para fora do Egito, junto com a sua mulher e com todas as coisas que eram dele


Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil

Gênesis 12.1-9 Deus chama Abrão


Gênesis 12.1-9
Deus chama Abrão


 Certo dia o SENHOR Deus disse a Abrão:

— Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo.

Abrão tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã, como o SENHOR havia ordenado. E Ló foi com ele. Abrão levou a sua mulher Sarai, o seu sobrinho Ló, filho do seu irmão, e todas as riquezas e escravos que havia conseguido em Harã. Quando chegaram a Canaã, Abrão atravessou o país até que chegou a Siquém, um lugar santo, onde ficava a árvore sagrada de Moré. Naquele tempo os cananeus viviam nessa região. Ali o SENHOR apareceu a Abrão e disse:

— Eu vou dar esta terra aos seus descendentes.

Naquele lugar Abrão construiu um altar a Deus, o SENHOR, pois ali o SENHOR havia aparecido a ele. Depois disso Abrão foi para a região montanhosa que fica a leste da cidade de Betel e ali armou o seu acampamento. Betel ficava a oeste do acampamento, e a cidade de Ai ficava a leste. Também nesse lugar Abrão construiu um altar e adorou o SENHOR. Dali ele foi andando de um lugar para outro, sempre na direção sul da terra de Canaã.


Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ABRAÃO



Abraão (Gn 12.1-25.18)
I. Abraham estabelecido em Canaán                                     12.1-14.24
    Transição desde Harã a Siquem, Betel e o País do Sul       12.1-9
    Permanência em Egito                                                 12.10-20
    Separação de Abraão e Ló                                           13.1-13
    A terra prometida                                                       13.14-18
    Ló resgatado                                                             14.1-16
    Abraão abençoado por Melquisedeque                            14.17-24

II. Abraão espera o filho prometido                                       15.1-22.24
    O filho prometido                                                        15.1-21
    O nascimento de Ismael                                               16.1-16
    A promessa renovada – A aliança e seu filho                   17.1-27
    Abraão, o intercessor – Ló resgatado                             18.1-19.38
    Abraão liberado de Abimeleque                                     20.1-18
    Nascimento de Isaque – Expulsão de Ismael                    21.1-21
    Abraão habita em Berseba                                           21.22-34
    A aliança confirmada em obediência                               22.1-24

III. Abraão provê pela posteridade                                        23.1-25.18
    Abraão adquire um local de sepultamento                       23.1-20
    A noiva para o filho prometido                                      24.1-67
    Isaque designado como herdeiro – Morte de Abraão          25.1-18


 
Mesopotâmia, a terra entre dois rios, foi o lar e a pátria de Abraão (Gn 12.6; 24.10 e At 7.2). situada sobre o rio Balik, um tributário do rio Eufrates, Harã constituiu o centro de cultura onde viveu com seus parentes. Os nomes da parentela de Abraão, Taré, Nacor, Peleg, Serug e outros, estão testemunhados nos documentos Mari e assírios como nomes de cidades nesta zona [1]. Em obediência ao mandado de Deus, de deixar a terra e parentela, Abraão deixou Harã para estabelecer-se com um novo lar na terra de Canaã.
Abraão tinha vivido em Ur dos caldeus antes de chegar a Harã (Gn 11.28-31). A identificação mais geralmente aceitada de Ur é a moderna Tell el-Muqayyar, que está situada a 14 quilômetros a oeste de Nasiriyeh, sobre o rio Eufrates, ao sul do Iraque. Foram dadas algumas considerações para as notações geográficas modernas nos tempos de Abraão a uma cidade chamada Ur, localizada no norte da Mesopotâmia [2]. O lugar meridional de Ur (Uri) foi escavado em 1922-34, conjuntamente pelo Museu Britânico e o Museu da Universidade de Filadélfia, sob a direção de Sir Leonard Wooley. Traçou a história de Ur desde o quarto milênio a.C. até o ano 3000 a.C., quando esta cidade foi abandonada. Neste lugar foram encontradas as ruínas do zigurate que tinha sido reconstruído pelo próspero rei sumério Ur Nammu, quem governou por pouco tempo antes do 2000 a.C. Esta cidade continua sendo a grande capital da Terceira Dinastia de Ur. A deusa-lua Nannar que foi adorada em Ur foi também a principal deidade em Harã [3]. A vida de Abraão conduz por si mesma a uma variedade de tratamentos.
Geograficamente se podem traçar seus movimentos começando com a cidade altamente civilizada de Harã. Deixando seus parentes, embora acompanhado de Ló, seu sobrinho, viajou por volta de 647 quilômetros até a terra de Canaã, onde se deteve em Siquem, aproximadamente a 48 quilômetros ao norte de Jerusalém. Além de uma excursão ao Egito obrigado pela fome, Abraão se deteve em lugares tão bem conhecidos como Betel, Hebrom, Gerar e Berseba. Sodoma e Gomorra, as cidades da planície para as quais emigrou Ló, estavam diretamente espalhadas ao leste do País do Sul ou Negueve, onde se estabeleceu Abraão.
Freqüentes referências indicam que Abraão foi um homem de considerável riqueza e prestigio. Longe de ser um nômade errabundo no sentido beduíno, Abraão dispunha de interesses mercantis. Embora a valoração de seus possessões seja modestamente resumida e expressada numa simples declaração "todas as coisas que haviam reunido e as almas que haviam conseguido em Harã" (12.5) é muito verossímil que esta riqueza sua estivesse representada por uma grande caravana quando emigrou à Palestina. Uma força de 318 servos utilizada para liberar a Ló (14.14) e uma caravana de dez camelos (24.10) não significa senão uma indicação dos recursos com que contava Abraão [4]. Os servos estavam acumulados por compra, doação e nascimento (16.1; 17.23; 20.14). Seus rebanhos e manadas de gado em constante crescimento, a prata e o ouro, e os servos para cuidar tão extensas possessões, indicam que Abraão foi um homem de grandes médios. Os líderes palestinos reconheceram a Abraão como a um príncipe com quem podiam fazer alianças e concluir tratados (Gn 14.13; 21.22; 23.6).
Desde o ponto de vista das instituições sociais, o relato do Gênesis de Abraão resulta um estudo fascinante. Os planos de Abraão para fazer de Eliézer herdeiro de suas possessões, já que não tivera um filho (Gn 15.2) refletem as leis de Nuzu, que determinavam que um casal sem filhos podia adotar como filho um servo fiel, que pudesse ostentar direitos legais e quem podia ser recompensado com a herança, como pagamento por seus cuidados constantes e o enterro em cãs de falecimento. Os costumes maritais de Nuzu, o mesmo que o código de Hamurabi, proviam que, se a esposa de um homem casado não tinha filhos, o filho de uma criada podia ser reconhecido como legítimo herdeiro. A relação de Agar com Abraão e Sara é algo típico dos costumes que prevaleciam na Mesopotâmia. A preocupação de Abraão pelo bem-estar de Agar pode também ser explicada pelo fato de que legalmente uma criada que parisse um filho não podia ser vendida para a escravidão.
Um estudo devocional de Abraão pode resultar altamente proveitoso. A promessa sêxtupla feita ao patriarca tem um grande alcance nas implicações da história. A promessa de Deus de fazer dele uma grande nação se realiza subseqüentemente nos acontecimentos do Antigo Testamento. "Eu te abençoarei", logo se tornou uma realidade em sua experiência pessoal.
O nome de Abraão se fez grande não somente como pai dos israelitas e maometanos, senão também como o grande exemplo de fé para os crentes cristãos, segundo os escritos do Novo Testamento, em Romanos, Gálatas, Hebreus e Tiago. Além disso, a atitude do homem para Abraão e seus descendentes teria uma direta influência na bênção ou maldição sobre o gênero humano; isto assegurou a Abraão um lugar único no desígnio providencial para a raça humana. Certamente, a promessa de que Abraão seria bendito foi literalmente cumprida durante sua vida, o mesmo que nos tempos subseqüentes. Finalmente, a promessa de abençoar todas as famílias da terra se descobre em seu alcance a escala mundial quando Mateus começa seu relato da vida de Jesus Cristo, estabelecendo que Ele é o "filho de Abraão".
A aliança joga um papel importante na experiência de Abraão. Notem-se as sucessivas revelações de Deus após a promessa inicial à qual Abraão responde com obediência. A medida que Deus acrescenta sua promessa, Abraão exerceu a fé, que lhe foi reconhecida como justiça em Gênesis 15. nesta aliança, a terra de Canaã foi especificamente dada em prenda aos descendentes de Abraão. Com a promessa do filho, a circuncisão se converte no sinal do pacto (Gn 17). Esta promessa da aliança foi selada finalmente no ato de obediência de Abraão, quando esteve disposto a executar o sacrifício de seu único filho Isaque (Gn 22).
A religião de Abraão é um tema vital nos relatos bíblicos, patriarcais. Procedente de um fundo politeísta onde a deusa-lunar Nannar era reconhecida como o deus principal na cultura de Babilônia, Abraão chega a Canaã. Que sua família serviu a outros deuses fica claramente estabelecido em Josué 24.2. em Canaã, e em meio de um entorno idólatra e pagão, a meta de Abraão foi a de "construir um altar ao Senhor". Depois de resgatar a Ló e ao rei de Sodoma, recusou uma recompensa, reconhecendo que ele estava por completo dedicado por devoção única a Deus, o "fazedor dos céus e da terra". A íntima comunhão e camaradagem existente entre Deus e Abraão estão belamente retratadas no capítulo 18, onde ele intercede por Sodoma e Gomorra. Talvez seja sobre a base de Is 41.8 e Tg 2.23 que a Septuaginta inseriu as palavras "meu amigo" em 18.17. Através dos séculos, a porta meridional de Jerusalém, que conduz a Hebrom e Berseba, tem sido sempre citada como a "porta da amizade", em memória da relação íntima entre Deus e Abraão.
Isaque, o filho prometido, foi o herdeiro de tudo o que Abraão possuía. Outros filhos de Abraão, tal como Ismael, de onde descendem os árabes e Midiã, o pai dos midianitas, receberam presentes quando partiram de Canaã, deixando o território a Isaque. Antes de sua morte, Abraão deixou a Rebeca por esposa de Isaque. Abraão também comprou a cova de Macpela [5], que se converteu no sepulcro de Abraão, Isaque e Jacó, assim como o de suas esposas.


[1] Esta terra era também conhecida como Padã-Harã, de tal forma que o nome "aramaico" foi aplicado a Abraão e a seus familiares. Ver Gn 25.20, 28.5, 31.20,24 e Dt 26.5. Também Labão falava aramaico. Gn 31-47.
[2] Gordon, op. cit., p. 1?2. Ver também as citas de Nuzu numa tese não publicada por Loren Fisher na Universidade de Brandeis, "Nuzu Geographical Names".
[3] G. E. Wrght, op. cit , p. 41, observa: "De qualquer modo, estamos seguros ao dizer que o lar com o qual os patriarcas estiveram mais intimamente relacionados foi Harã, existindo muito poucas evidências de qualquer influencia do sul da Mesopotâmia sobre suas tradições".
[4] Gordon, op. cit., p. 124.

[5] A compra de Abraão de tal propriedade (Gn 23) reflete a lei hitita. Efrom insistiu em vendê-lhe o campo inteiro, e assim Abraão se fez responsável pela tributação e outros impostos que desejava evitar, ao interesar-se somente pela cova. Ver J. F. Lehman, "Bulletin of ¡he American Schools of Oriental Research", nº 129 (1953), pp. 15-18. Ver Gordon, op. cit., p. 124 e Wright, op. cit., p. 51.


Fonte: Samuel J. Schultz - A História de Israel no AT


Pesquisa: Pr.Charles Maciel Vieira


CANAÃ, ABRAÃO


Canaã

O nome de "Canaã" se aplica à terra que existe entre gaza ao sul e Hamã no norte, ao longo da costa oriental do Mediterrâneo (Gn 10.15-19). Os gregos, em seu comércio com Canaã, durante o primeiro milênio a.C. se referem a seus habitantes como fenícios, um nome que provavelmente teve origem na palavra grega para designar a "púrpura" [1], uma tintura têxtil de cor avermelhada desenvolvida em Canaã. Já no século XV a.C. o nome "Canaã" se aplicava em geral à província egípcia na Síria ou pelo menos à costa fenícia, um centro da industria da púrpura. Conseqüentemente, as palavras "cananeu" e "fenício" têm a mesma origem cultural geográfica e histórica. Mais tarde, esta zona se conheceu como Síria e Palestina. A designação "Palestina" tem sua origem no nome "filisteu".
Com a emigração de Abraão para o Canaã, esta terra chegou a ser o ponto focal do interesse no desenvolvimento histórico e geográfico dos tempos da Bíblia. Estando estrategicamente localizado entre os dois grandes centros que ninavam as primitivas civilizações, Canaã serviu como uma ponte natural que agia de ligação entre o Egito e a Mesopotâmia.
Conseqüentemente, não é surpreendente achar uma população misturada naquela terra [2]. Cidades de Canaã, tais como Jericó, Dotã e outras, foram ocupadas séculos antes dos tempos patriarcais [3]. Com o primeiro grande movimento semítico (amorreu) na Mesopotâmia, parece provável que os amorreus estenderam seus estabelecimentos para a Palestina. Durante o Reino Médio os egípcios avançaram seus interesses políticos e comerciais até chegar na Síria pelo norte [4]. Muito antes de 1500 a.C., o povo de Caftor ficou estabelecido sobre a Planície Marítima [5]. Não menos entre os invasores, foram os hititas, que penetraram no Canaã procedentes do norte e apareceram como cidadãos bem estabelecidos quando Abraão comprou a cova de Macpela (Gn 23). Os refains, um povo algo escuro além das referências escriturais, tem sido recentemente identificados na literatura ugarítica [6]. Se conhece muito pouco a respeito dos outros habitantes que se anotam no relato do Gênesis. A designação "cananeu" muito verossimilmente abraça a mistura composta de gentes que ocupavam a terra na época patriarcal.



[1] Ver Merrill F. Unger, "Israel and the Arameans of Damascus" (Londres, James Clarke & Co., 1957), p. 19.
[2] Comparar Gn 12.6; 14.13; 15.16,19-21; 21.34; 23.3, e outros. Aqui estão anotados os cananeus, amorreus, queneus, quenezeus, jebuseus, filisteus, e outros.
[3] Para su traducción ver James B. Pritchard. "Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament" (Prmceton University Press, 1955), p. 467.
[4] Sinuhé, um oficial egípcio durante o Reino Médio, reflete o contato com os comerciantes egípcios e residentes na Palestina. Para uma tradução deste clássico egípcio, feita por John A. Wilson, ver James Bem. Pritchard, "Ancient Near Eastern Texts", op. cit. pp. 18-22.
[5] Cyrus H. Gordon, "The world of the Old Testament" (Garden City, Doubleday & Co., 1958), pp. 121-122. Este povo não semita incluía também os filisteus.
[6] Ibidem, pp. 97-98.


Fonte: Samuel J. Schultz - A História de Israel no AT



Pesquisa: Pr.Charles Maciel Vieira

EGITO, ABRAÃO



Egito, Abraão

Quando Abraão chegou ao Egito, esta terra podia presumir de uma cultura de mais de um milênio de antigüidade. O começo da história do Egito se inicia usualmente com o rei Menes (3000 a.C.), quem uniu dois reinos, um do Delta do Nilo e outro do Vale [1]. Os governantes do primeiro e segundo período dinastia, tiveram sua capital no Alto Egito, perto de Tebas [2]. Os túmulos reais escavados em Abydos mostraram vasos de pedra, jóias, vasilhas de cobre e outros objetos enterrados com os reis, refletindo assim uma elevada civilização durante aquele primitivo período. Foi a primeira era do comércio internacional em tempos históricos.
A idade clássica da civilização egípcia, conhecida como o período do Antigo Reino (2700-2200 a.C.), e que compreende as dinastias III-VI, testemunha um número de notáveis logros.
Gigantescas pirâmides, as maravilhas dos séculos que seguiriam, provêem um amplo testemunho da avançada cultura destes primitivos governantes. A Pirâmide escalonada de Saqqara, a mais primitiva grande estrutura feita em pedra, foi construída como um mausoléu real por Inhotep, um arquiteto que também ganhou renome como sacerdote, autor de provérbios e mágico.
A Grande Pirâmide em Gizeh alcança um teto de 147 m por uma base de quase 40.000 m²  de base. A gigantesca esfinge que representa o Rei Kefrén da Quarta Dinastia é outra obra que não teve comparação. Os "Textos das Pirâmides", inscritos durante a Quinta e Sexta Dinastias sobre os muros das câmaras e salões, indicam que os egípcios em sua adoração ao sol se anteciparam à posteridade. Os provérbios de Pathotep, que serviu como Grande Vizir sob um Faraó da Quinta Dinastia, são realmente notáveis por seus conselhos práticos [3]. As seguintes cinco dinastias que governaram o Egito (2200-200 a.C.), surgiram num período de decadência. Decresceu o governo centralizado. A capital foi trasladada de Mênfis a Herakleópolis. A literatura clássica deste período reflete um governo débil e mutável.
Para o final deste período, a Undécima Dinastia, sob o agressivo Intefs e Mentuhoteps, se construiu um estado forte em tebas.
O Reino Médio (2000-2780 a.C.) marca a reaparição de um poderoso governo centralizado. Embora nativa para Tebas, a Dinastia Décimo Segunda estabeleceu sua capital perto de Mênfis. A riqueza do Egito aumentou de valor por um projeto de irrigação que abriu o fértil Fajum com seu vale para a agricultura. Simultaneamente uma enorme atividade em construir grandes edifícios se produziu em Karnak, perto de Tebas, e em outros lugares do país. Além de promover operações de mineração para a extração do cobre na península do Sinai, os governantes também construíram um canal que conectava o Mar Vermelho com o Nilo; isto os capacitou para manter melhores relações comerciais com a costa somali da África oriental.
Para o sul, Núbia foi anexada até a terceira cachoeira do Nilo, e ali se manteve uma colina comercial fortificada. Os objetos egípcios encontrados pelos arqueólogos na Síria, Palestina e Creta, testemunham as poderosas atividades comerciais dos egípcios na esfera do Mediterrâneo oriental.
Enquanto que o Antigo Reino é lembrado por sua originalidade e seu gênio na arte, o Reino Médio fez sua contribuição na literatura clássica. As escolas de Palácio treinavam oficiais em ler e escrever durante o próspero reinado dos Amenhemets e Sen-userts da Décimo Segunda Dinastia. Embora a massa permanecia na pobreza, resultava possível para o indivíduo médio naquela época de feudalismo entrar no serviço do governo por meio da educação, treinamento, e especial capacidade. Os textos de instrução escritos nos ataúdes de pessoas alheias à realeza, indicam que muitas pessoas então gozavam da possibilidade de entrar "na outra vida". "A história de Sinhué" é o mais fino exemplo da literatura procedente do antigo Egito destinado a entreter. "O Canto do Harpista" é outra obra mestra do Reino Médio, enriquece os homens para que gozem dos prazeres da vida [4]. Dois séculos de desintegração, declive e invasão, seguiram ao Reino Médio; conseqüentemente este período é bastante escuro para o historiador. As débeis dinastias XIII e XIV deram passo aos hicsos ou povo amurito. Estes intrusos, que provavelmente chegaram desde a Ásia Menor, destruíram os egípcios por meio de carros guerreiros tirados por cavalos e do arco composto, ambas armas desconhecidas para as tropas egípcias. Os hicsos estabeleceram Avaris no Delta como sua capital. Contudo, os egípcios foram autorizados para manter uma espécie de autoridade em Tebas. Pouco depois do 1600 a.C., os governantes de Tebas se fizeram poderosos o bastante como para expulsar aquele poder estranho e estabelecer a Dinastia XVIII, introduzindo assim o Novo Reino.


[1] O nome hebraico de Egito é Mizraim, que indica dois reinos por seu conceito dual.
[2] Manetho, um sacerdote do Egito, sob Ptolomeu Filadélfio (285-246), realizou um estudo e uma analise da história do Egito. Sua divisão da história do Egito em trinta dinastias se preserva nos escritos de Josefo (95 a.C.), Sextus Julius Africanus (221 a.C.) e Eusebius. Para uma lista completa de dinastias, ver Steindorf & Steele, "When Egypt ruled the east" (rev. Ed. University of Chicago Press, 1957), pp. 274-275.
[3] Para a história do Egito anterior a 1600 a.C., ver W. C. Hayes, "The Scepíer of Egypt, parte I (Nova Iorque, Harper and Brothers, 1953).
[4] Para sua tradução ver James B. Pritchard, "Ancient Near Eastern texts relating to the Old Testament" (Princeton University Press, 1955), p. 467.


Fonte: Samuel J. Schultz - A História de Israel no AT



Pesquisa: Pastor Charles Maciel Vieira