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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Juízes 8.22-28 Gideão recusa governar


Juízes 8.22-28
Gideão recusa governar


Os homens de Israel disseram a Gideão:
— Você nos salvou dos midianitas. Portanto, seja nosso governador. E, depois de você, o seu filho e o seu neto.

Gideão respondeu:
— Eu não serei governador de vocês, e o meu filho também não. O SENHOR Deus é quem será o governador de vocês.

E continuou:
— Mas vou fazer um pedido: cada um me dê um dos brincos que tirou dos vencidos.
Os midianitas usavam argolas de ouro nas orelhas porque eram gente do deserto.

Os homens de Gideão responderam:
— Nós os daremos com prazer a você.

Então estenderam uma capa, e cada um pôs nela os brincos que tinha tomado dos midianitas. Os brincos de ouro que Gideão pediu pesaram quase trinta quilos. Isso fora os enfeites, os colares e as roupas de púrpura que os chefes de Midiã usavam. E sem contar também os enfeites que estavam no pescoço dos seus camelos. Com o ouro Gideão fez um ídolo e o colocou em Ofra, a sua cidade. Então todos os israelitas abandonaram a Deus e iam lá para adorar o ídolo. E isso foi uma armadilha para Gideão e a sua gente.

Os midianitas foram derrotados pelos israelitas e por muito tempo deixaram de ser uma ameaça para eles. E a terra ficou em paz durante quarenta anos enquanto Gideão viveu.

Fonte: SBB

Juízes 7.15-22 Gideão derrota os midianitas (2)


Juízes 7.15-22
Gideão derrota os midianitas (2)


Quando Gideão ouviu esse sonho e entendeu o que ele queria dizer, ajoelhou-se e adorou a Deus. Então voltou para o acampamento israelita e disse:
— Levantem-se! O SENHOR Deus entregou o exército dos midianitas nas mãos de vocês!

Gideão separou os trezentos em três grupos e deu a cada homem uma corneta de chifre de carneiro e um jarro com uma tocha dentro. E disse:
— Olhem para mim! E, quando eu chegar perto do acampamento inimigo, façam o que eu fizer. Quando eu e o meu grupo tocarmos as cornetas, então vocês, que estarão cercando o acampamento, toquem as cornetas e gritem: “Pelo SENHOR e por Gideão!”

Um pouco antes da meia-noite, na hora de ser trocada a guarda, Gideão e os seus cem homens chegaram bem perto do acampamento. Então tocaram as cornetas e quebraram os jarros que levavam. Os três grupos tocaram as cornetas e quebraram os jarros. Eles seguravam a tocha na mão esquerda e a corneta na direita e gritavam: “Uma espada pelo SENHOR e por Gideão!” E cada um ficou parado no seu lugar em volta do acampamento. Então todo o exército inimigo fugiu, gritando. Enquanto os trezentos homens tocavam as cornetas, o SENHOR Deus fez com que os homens do acampamento atacassem uns aos outros com as suas espadas. Eles fugiram na direção de Zererá e foram a Bete-Sita e até a divisa de Abel-Meolá, perto de Tabate.

Fonte: SBB

Juízes 7.8b-14 Gideão derrota os midianitas (1)


Juízes 7.8b-14
Gideão derrota os midianitas (1)

O acampamento dos midianitas estava abaixo deles, no vale.
Naquela noite o SENHOR Deus disse a Gideão:
— Levante-se e ataque o acampamento dos midianitas. Eu já dei a vitória a você. Mas, se você estiver com medo de atacar, desça até o acampamento deles. Leve junto Purá, o seu ajudante. Você vai ouvir o que eles estão dizendo e então terá coragem para atacar o acampamento.
Gideão e Purá desceram até bem perto do acampamento inimigo. Os midianitas, os amalequitas e os povos do deserto estavam espalhados no vale, como uma nuvem de gafanhotos. Eles e os seus camelos eram tantos como os grãos de areia da praia do mar. Quando Gideão chegou, ouviu um homem contando o seu sonho a um amigo. 

Ele dizia:
— Eu sonhei que um pão de cevada rolou para dentro do nosso acampamento. Veio e bateu numa barraca. Ela caiu, virou no avesso e ficou estendida no chão.

O amigo respondeu:
— É a espada de Gideão, o israelita, o filho de Joás! Isso quer dizer que Deus entregou a ele o nosso povo e todo o nosso exército!

Fonte: SBB

Juízes 6.11-24 O Anjo do SENHOR fala com Gideão


Juízes 6.11-24
O Anjo do SENHOR fala com Gideão  
 
Então o Anjo do SENHOR veio e sentou-se debaixo de um carvalho que havia perto do povoado de Ofra. Esse carvalho pertencia a Joás, que era da família de Abiezer. O seu filho, Gideão, estava malhando trigo no tanque de pisar uvas, escondido, para que os midianitas não o encontrassem. Então o Anjo do SENHOR apareceu a ele e disse:
— Você é corajoso, e o SENHOR está com você!

Gideão respondeu:
— Se o SENHOR Deus está com o nosso povo, por que está acontecendo tudo isso com a gente? Onde estão aquelas coisas maravilhosas que os nossos antepassados nos contaram que o SENHOR costumava fazer quando nos trouxe do Egito? Ele nos abandonou e nos entregou aos midianitas.
Então o SENHOR Deus ordenou a Gideão:
— Vá com toda a sua força e livre o povo de Israel dos midianitas. Sou eu quem está mandando que você vá.

Gideão respondeu:
— Senhor, como posso libertar Israel? A minha família é a mais pobre da tribo de Manassés, e eu sou a pessoa menos importante da minha família.
Mas o SENHOR disse:
— Você pode fazer isso porque eu o ajudarei. Você esmagará todos os midianitas como se eles fossem um só homem.

Gideão respondeu:
— Se tu estás contente comigo, então dá-me uma prova de que és tu mesmo que estás falando. E, por favor, não vás embora até que eu te traga uma oferta.
— Eu ficarei aqui até você voltar! — disse Deus.

Então Gideão entrou, cozinhou um cabrito e fez pão sem fermento com mais ou menos dez quilos de farinha. Pôs a comida numa cesta e pôs o caldo numa panela. Levou tudo e entregou ao Anjo do SENHOR, que estava debaixo do carvalho. Então o Anjo ordenou:
— Ponha a carne e o pão nesta pedra e derrame o caldo em cima.

Gideão fez o que ele mandou. Em seguida o Anjo estendeu o bastão que tinha na mão e tocou com a sua ponta a carne e o pão. Então saiu fogo da pedra e queimou a carne e o pão. E o Anjo desapareceu. Aí Gideão compreendeu que era mesmo o Anjo do SENHOR que ele tinha visto. E disse, apavorado:
— Ai de mim, SENHOR, meu Deus! Eu vi o Anjo do SENHOR face a face!

Mas o SENHOR respondeu:
— Não fique com medo. Tudo está bem. Você não morrerá.

Gideão construiu ali um altar para Deus, o SENHOR, e o chamou de “O SENHOR é paz”. E até hoje esse altar está em Ofra, cidade que pertence às famílias de Abiezer.

 Fonte: SBB

domingo, 22 de dezembro de 2013

Sansão - Juízes - Capítulos 14 a 16


Juízes capítulos 14 a 16

Sansão fora preparado por Deus para a missão de começar a livrar Israel do jugo dos filisteus: seu nascimento foi especial, de uma mulher estéril, foi nazireu desde o berço, cresceu sob a bênção do SENHOR, e o Espírito do SENHOR veio sobre ele para executar proezas físicas extraordinárias em prejuízo dos filisteus. No entanto, do ponto de vista moral e espiritual, ele deixava muito a desejar, sem dúvida por causa do baixo nível espiritual ao qual o povo de Israel havia descido.

Sua história consiste de vários episódios em que ele confrontou os filisteus:

Seu casamento

Ele apenas viu e logo se enamorou de uma das filhas dos filisteus, e quis casar-se com ela. Seus pais não aprovaram, porque os filisteus eram inimigos dos israelitas; no entanto, não seria desobediência à lei de Deus, porquanto os filisteus não eram uma das sete nações condenadas ao extermínio (Êxodo 34:11-16; Deuteronômio 7:1-4).

Eles não sabiam que isto vinha do SENHOR, e resultaria em prejuízo para os filisteus. Os seus pais, enfim, concordaram em descer com Sansão para conhecê-la melhor.

No caminho Sansão, no poder do Espírito do Senhor, matou um leão só com suas mãos. Resolvido que iriam casar, voltaram para casa.

Depois de alguns dias, desceram outra vez para o casamento e, no caminho, Sansão viu que havia mel na carcassa do leão, que ele tomou e comeu, e deu a seus pais.

Para as bodas houve uma festa de uma semana, quando Sansão propôs um enigma sobre o leão e o mel aos trinta companheiros ali presentes e uma aposta. Mediante chantagem eles conseguiram que a noiva obtivesse a resposta de Sansão e lhes contasse. Novamente o Espírito do SENHOR se apossou de Sansão de tal maneira que ele foi a uma cidade dos filisteus, Ascalon, matou trinta homens dali e levou as vestes deles como despojo para pagar a aposta.

Depois, desgostoso, deixou a noiva e voltou para casa. Ela foi entregue como esposa ao companheiro de honra de Sansão.

Sua vingança

Algum tempo mais tarde, Sansão decidiu voltar para sua mulher - evidentemente não sabia que seu sogro a havia dado a outro. Quando descobriu, ele se enfureceu contra os filisteus, e pôs fogo às suas plantações de cereal, que estavam prontas para ceifar, bem como às suas vinhas e olivais, usando raposas para isso.

Os filisteus, por sua vez, queimaram a fogo a sua ex-mulher e o pai dela porque tinham sido a causa da vingança de Sansão. Irado, Sansão matou os que haviam feito isso, depois desceu e foi habitar na fenda de uma rocha.

Os filisteus formaram um exército e se acamparam contra a tribo de Judá, exigindo que lhe entregassem Sansão para tomarem vingança dele.
Três mil homens da tribo de Judá, com medo dos filisteus que os dominavam, foram até a fenda da rocha para amarrar Sansão e entregá-lo aos filisteus. Sansão permitiu que o fizessem.

Quando foi entregue aos filisteus, o Espírito do SENHOR se apossou dele, ele arrebentou as cordas que o amarravam, e matou mil filisteus com apenas uma queixada de jumento. O lugar ficou famoso - passou a chamar-se Ramate-Leí (a colina da queixada).

Juizado

Depois disto, aparentemente houve paz e ele julgou Israel durante vinte anos.

Dalila

O relato de como ele levou as portas da cidade de Gaza com suas umbreiras e a tranca até o cume de um monte (61 quilômetros) é um prelúdio ao episódio envolvendo Dalila. Depois de todos aqueles anos de tranqüilidade, os filisteus novamente foram lembrados da imensa força e dos assombrosos feitos de Sansão, e procuravam ocasião para prendê-lo, pois se achavam desmoralizados.

A oportunidade dos filisteus surgiu quando ele se afeiçoou por outra mulher dentre eles, Dalila. Os príncipes dos filisteus ofereceram a ela uma fortuna (15,5 quilos de prata cada um) para descobrir qual era o segredo da sua força descomunal.

Depois de mentir para Dalila três vezes, e de ser importunado e molestado por ela todos os dias, ele finalmente contou-lhe que era nazireu. Seu cabelo era o sinal do seu nazireado, ou dedicação a Deus, e se sua cabeça fosse rapada essa dedicação terminaria, e ele se enfraqueceria e seria como qualquer homem.

Dalila se apressou em comunicar o fato aos príncipes dos filisteus, recebendo o seu pagamento. Ela própria cortou as sete tranças de cabelo de Sansão, e os filisteus facilmente o subjugaram, vazaram os seus olhos e o levaram prisioneiro.

Vitória final

Mas a vida de Sansão terminou numa vitória espetacular. O cabelo não foi mais cortado e começou a crescer novamente. Numa festa dedicada ao deus Dagom, num templo imenso onde, só no teto, havia uns três mil homens e mulheres, ele foi trazido para divertir a população.

Sansão abraçou as duas colunas principais que sustinham a casa e rogou ao SENHOR que lhe desse força só mais uma vez para que pudesse se vingar dos filisteus ao menos por um dos seus olhos. O seu pedido lhe foi concedido, e a ele foi dada força suficiente para inclinar as colunas e trazer a casa para baixo sobre si: o desabamento matou mais filisteus, incluindo seus príncipes, do que ele matara durante toda a sua vida.

Seus irmãos, com sua família, vieram buscar o seu corpo e o sepultaram no sepulcro do seu pai.



R David Jones



Fonte: http://www.bible-facts.info

Ibsã, Elom e Abdom e o nascimento de Sansão Juízes - Capítulos 12:8 a 13:25


Ibsã, Elom e Abdom e o
nascimento de Sansão

Juizes capítulos 12:8 a 13:25

Ibsã (Ilustre), o nono juiz, julgou Israel por sete anos. Era de Belém, uma das cidades de Judá ao sul da terra de Israel. Nada sabemos além da grande quantidade de filhas e filhos que teve, trinta de cada, e do seu empenho em obter maridos e mulheres para eles.

Depois que ele faleceu e foi sepultado em Belém, Elom (Carvalho) julgou Israel por dez anos. Dele só sabemos que era da tribo de Zebulom que ficava bem mais ao norte.

Ao falecer Elom e ser sepultado em sua terra, Israel foi julgado por Abdom (Servil) da cidade de Piraton, em Efraim, um pouco ao norte de Belém, por um período de oito anos. Este também tinha uma grande família, com quarenta filhos e trinta netos, cada um dos quais cavalgava um jumento. Também faleceu e foi sepultado em sua cidade.

Nada mais sabemos sobre estes três juizes. Podemos deduzir que pelo menos dois tinham mais de uma esposa e esses dois eram muito abastados, ou lutavam para sustentar tantos dependentes. Já deviam ter bastante idade quando se tornaram juizes. Enquanto julgavam Israel, havia paz porque o povo servia ao SENHOR.

Jsrael novamente fez o que era mau aos olhos do SENHOR, após a morte de Abdom. Provavelmente o povo voltou para a idolatria. Geração após geração eles se voltavam para o mal e era necessário que passassem por sofrimento, opressão e servidão para fazer com que se voltassem ao SENHOR, para render-lhe culto e obediência. O SENHOR não era a causa do seu sofrimento, e sim o seu pecado e desobediência.

Os israelitas eram um povo fraco do ponto de vista militar, dedicando-se principalmente à agricultura e à pecuária. Era necessária a poderosa mão do SENHOR para livrá-los dos inimigos em redor. Mas o SENHOR se afastava deles quando lhe eram infiéis e desobedientes, e o inimigo os sobrepujava.

Por quarenta anos o SENHOR os deixou nas mãos dos filisteus. Os filisteus viviam ao ocidente de Canaã, ao longo do litoral do mar Mediterrâneo. Desde aquela época até o reino de Davi, eles foram o maior inimigo com quem os israelitas tiverem que contender, e eram uma ameaça constante. Os filisteus eram guerreiros valentes e tinham vantagens sobre Israel em termos de número de guerreiros, tática de guerra, e tecnologia. Conheciam como fazer armas de guerra de ferro (1 Samuel 13:19-22). Nada disso adiantava, porém, contra o poder do SENHOR quando Ele apoiava Israel. Mas, durante esses quarenta anos, Israel estava sem o Seu apoio.

Mas o SENHOR estava preparando um libertador, desde a sua concepção: Sansão. Os únicos dois juizes que o SENHOR designou antecipadamente para livrar Israel foram Gideão e Sansão. Débora já julgava Israel quando foi convocada, e Samuel foi designado para ser profeta. Tanto Sansão como Samuel foram resultado de intervenção divina, sendo filhos de mães tidas por estéreis. A missão de livrar Israel foi dada a Sansão antes do seu nascimento.

O Anjo do SENHOR apareceu primeiro à mulher de Manoá: é curioso que seu nome não é dado. Ela era estéril, sem filhos. Mas o Anjo do SENHOR lhe disse que, embora fosse estéril, ela conceberia e daria à luz um filho, que seria consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe, para começar a livrar a Israel do poder dos filisteus: foi só no tempo do rei Davi que o livramento se completou (2 Samuel 8:1). Ela deveria agora se abster de bebida alcoólica e comida "imunda" (Levítico 11:27 - 47), e seu filho seria nazireu, em sinal de consagração.

Nazireu era o nome dado a uma pessoa que tivesse feito voto para servir ao SENHOR (Números 6:1-21). Geralmente era só por algum tempo, mas no caso de Sansão era para a vida inteira, e sem que ele próprio tivesse feito o voto. Foi um caso singular.

Os nazireus (os que se separam, ou se abstêm) se abstinham de:

Cortar o cabelo. O cabelo comprido é desonra para o homem, segundo a Palavra de Deus (1 Coríntios 11:14), mas o nazireu se dispunha a sofrer a humilhação de ter cabelo comprido, e ficava claro aos outros que tinha feito o voto (Atos 18:18).

Aproximar-se de um cadáver, mesmo que fosse de seu pai, mãe, irmão ou irmã. A sua consagração impedia que ele colocasse a sua família antes de Deus (Lucas 14:26-27).

Beber qualquer bebida alcoólica, uvas ou qualquer coisa feita de uvas. O vinho é usado muitas vezes na Bíblia como símbolo de prazer mundano, para alegrar o coração. O nazireu devia encontrar sua alegria no SENHOR. Também, se quisermos agradar a Cristo, não devemos nos embriagar com vinho, mas encher-nos do Espírito Santo (Efésios 5:18). A alegria é característica do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22).

A mulher cuidou que fosse um homem enviado pelo SENHOR e contou ao seu marido, Manoá, o que ele havia dito, mas não mencionou que o filho prometido iria começar a livrar o povo dos filisteus.

Parece que Manoá não deu muito crédito ao que sua mulher lhe contou, e rogou ao SENHOR que mandasse o homem de Deus novamente para ensinar o que deveriam fazer ao menino que haveria de nascer. Embora não ousando duvidar da promessa que fora feita à sua mulher, ele não queria correr o risco de fazer alguma coisa errada depois que nascesse, pois seria uma vida muito preciosa para ele.

Deus o atendeu, e o Anjo de Deus veio novamente: primeiro à mulher no campo, e ela logo foi correndo chamar seu marido. Manoá foi falar com ele e fez a pergunta que lhe preocupava: qual seria a maneira de vida do menino, e como seria o seu serviço? Ele agora queria uma revelação do futuro, mas Deus não iria dá-la. O Anjo do SENHOR apenas reiterou o que a mulher deveria fazer quanto ao comer e ao beber, e que ela obedecesse ao que Ele já lhe havia dito.

Até aqui, Manoá e a sua mulher julgavam que se tratava apenas de um homem, talvez um profeta, embora sua aparência parecera tremenda a ela, semelhante à dum anjo de Deus.

Querendo ser hospitaleiro, Manoá ofereceu uma refeição a este senhor desconhecido que parecia conhecer bem a ele e a sua esposa. O Desconhecido lhe disse que não iria comer mas se fosse sacrificar um cabrito para a refeição, que o oferecesse ao SENHOR.

Manoá então perguntou-lhe o nome, para que pudesse honrá-lo, ou seja, agradecer e recompensá-lo, se realmente tivessem um filho. Mas o Desconhecido recusou-se a dar-lhe um nome, dizendo que era maravilhoso, ou seja, um segredo além da sua compreensão. O nome do Senhor Jesus Cristo é Maravilhoso (Isaías 9:6): era Ele o "Anjo do SENHOR" que apareceu a Manoá, como já aparecera várias vezes anteriormente aos patriarcas.

Manoá ofereceu então um holocausto (um cabrito) e uma oferta de manjares (cereal, azeite e farinha) em símbolo de adoração a Deus, sobre fogo numa rocha. Quando a chama subiu, o Anjo do SENHOR subiu junto, fazendo com que Manoá percebesse que era o próprio Deus. Ele teve muito medo porque havia visto a Deus, mas sua mulher o convenceu que não havia razão para isto.

O menino nasceu, como havia sido anunciado, e sua mãe lhe deu o nome de Sansão (Pequeno Sol). Ele cresceu, com a bênção de Deus, e o Espírito do SENHOR passou a incitá-lo. Sua força não estava em seus músculos, nem em suas costas, nem em seus cabelos, como muitos poderiam pensar (inclusive ele), mas estava no fato que tinha a presença do Espírito Santo com ele. Enquanto ele mantivesse seu nazireado, representando a sua consagração ao SENHOR, ele teria a Sua força.



R David Jones


Fonte: http://www.bible-facts.info

Otniel, Eúde e Sangar Juizes - Capítulos 3:7 a 31


O povo de Israel, depois da morte de Josué e dos "anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué" (capítulo 2:7), se acomodaram à terra de Canaã, casando-se com o restante dos cananeus que haviam permitido ficassem. Pior, eles:

Fizeram o que era mau perante o SENHOR.

Esqueceram do SENHOR.

Renderam culto aos baalins e ao poste-ídolo. Os baalins eram estatuetas de Baal, geralmente na forma de um touro, e os postes-ídolos, chamados "aserotes" em hebraico, eram representações em madeira da divindade feminina Astarte, ou Aserá.
Era uma sequência desastrosa, mas tão típica daqueles que, sentindo-se livres e independentes, afrouxam seu padrão moral, esquecem-se de Deus, e dedicam-se aos seus próprios deuses: atividades, passatempos e prioridades que passam a absorver toda a sua atenção.

Em consequência, o SENHOR irou-se e tirou-lhes a independência de que haviam gozado desde a saída do Egito: eles passaram ao domínio de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia, a quem tiveram que servir. A Mesopotâmia, chamada Síria dos dois rios no original hebraico, também Planície de Arã, é uma grande região ao nordeste da terra de Canaã, naquele tempo habitada por várias tribos independentes, guerreiras, e que usavam carros de batalha. Depois do reinado de Daví todas essa tribos foram absorvidas pelo império assírio (2 Reis 19:13).

A opressão que sofreram foi tal, que após oito anos os israelitas lembraram-se do SENHOR, e clamaram a Ele. É a situação do pecador que sente desespero pela inutilidade da sua vida e a opressão do meio em que vive, sendo então movido a procurar a Deus.

O SENHOR, porém, mostrou sua graça e compaixão, suscitando-lhes um libertador: Otniel (Leão de Deus), sobrinho e genro de Calebe. O Espírito do SENHOR veio sobre ele: esta é a terceira pessoa da Trindade.

Antigamente Ele veio sobre muitas pessoas, como Otniel, esteve em algumas pessoas (Números 27:18, Daniel 4:8, 6:3, 1 Pedro 1:11) e encheu alguns para serviços especiais (Êxodo 31:3). Tais relacionamentos eram caracterizados, segundo o SENHOR, pela presença do Espírito de Deus com eles. A partir daquele notável dia de Pentecostes depois da ressurreição de Cristo, o Espírito Santo veio habitar de forma permanente em todo o crente em Cristo.

Otniel foi o primeiro juiz de Israel, e talvez um dos melhores, pois pouco se diz a respeito dele, e nada de mal. Seu parentesco com Josué é mencionado quase sempre que aparece o seu nome. Teria esse parentesco sido o principal motivo porque o povo aceitou a sua liderança? É possível, mas foi o SENHOR quem o escolhera primeiro.

Otniel julgou a Israel: ele foi aceito como uma autoridade pelo povo e, estando sobre ele o Espírito do Senhor, ele teria mostrado ao povo o seu pecado e conduzido o povo ao arrependimento e reconciliação com Deus.

O SENHOR então os livrou das mãos de Cusã-Risataim, a quem Ele os havia entregue, mediante a instrumentalidade de Otniel, que anteriormente havia mostrado bravura derrotando e tomando a cidade-fortaleza de Quiritate-Sefer (capítulo 1:12-13). Ele viveu ainda por mais quarenta anos, durante os quais o povo deve ter se comportado ao agrado do SENHOR, pois a terra ficou em paz durante esse tempo.

Em seguida à sua morte, o povo de Israel tornou a fazer o que era mau perante o SENHOR, e sofreu novo castigo: Eglom, rei dos moabitas, que tinham seu território ao sudeste do mar Morto, aliou-se com os filhos de Amom e os amalequitas, e com eles invadiu o território ao oriente do Jordão ocupado por Israel; depois atravessou o rio Jordão e tomou a "cidade das palmeiras", Jericó re-construída. Fazendo dessa cidade a sua capital, ele submeteu os israelitas à servidão por dezoito anos.

O povo finalmente clamou ao SENHOR em sua aflição, e novamente o SENHOR lhes suscitou um libertador. Chamava-se Eúde (União), da tribo de Benjamim. Mediante um estratagema, Eúde aproveitou-se da sua particularidade de ser canhoto, e matou Eglon com uma punhalada dada com a mão esquerda depois de lhe entregar o tributo exigido dos israelitas. Em seguida ele convocou os israelitas e, tomando a liderança, com eles derrotou os moabitas nos vaus do rio Jordão, matando uns dez mil soldados deles. Depois disso a terra teve paz por oitenta anos.

Nada mais nos é informado a respeito de Eúde. Como ele atribuiu sua vitória ao SENHOR, sabemos que confiava nEle, e considerava que fora usado como instrumento nas mãos de Deus para aliviar o povo da opressão. A Bíblia não diz se o Espírito Santo veio sobre ele, apezar dos detalhes minuciosos de como agiu para matar Eglom; os métodos empregados por ele, a mentira e o homicídio parecem indicar que não foi movido pelo Espírito Santo.

Em seguida temos o relato sobre Sangar e da sua façanha: com uma aguilhada de bois - uma haste de madeira ainda usada no oriente médio, que pode medir até 2,5 m, tendo uma extremidade pontiaguda e a outra em forma de cinzel - ele feriu a seiscentos homens dos filisteus. Os filisteus, que viviam no litoral do mar Mediterrâneo, frequentemente faziam pilhagem em partes próximas do território ocupado por Israel, fazendo sofrer o povo que lá habitava.

Com esta ação corajosa e extraordinariamente vitoriosa, Sangar retirou a opressão do povo. Sem dúvida, sem o poder de Deus com ele, Sangar não teria tido a habilidade e a força necessária para vencer um número tão grande de adversários. Sem que ele tivesse fé no poder de Deus para ajudá-lo, ele não teria a temeridade de, com tão poucos recursos, enfrentar o inimigo.

Começamos com Otniel, o Leão de Deus, que julgou e livrou os israelitas quando eles se haviam aprofundado em seu pecado, e, apostatando da sua fé, se entregado à idolatria. Otniel, fortalecido pelo Espírito Santo, trouxe a nação de volta ao SENHOR e libertou-a dos seus algozes. É uma boa figura de como o Senhor Jesus nos purifica do nosso pecado e nos liberta do poder do diabo.

Em seguida temos Eúde, através de quem Deus libertou o povo da servidão em que havia caido em decorrência do seu pecado. Muitas vezes é necessário que Deus nos traga algum castigo para nos lembrarmos dEle quando nos desviamos do Seu caminho. É a disciplina do SENHOR (Provérbios 15:10, Hebreus 12:5-7). Deus também usa de vários instrumentos, alguns inesperados, muitas vezes outros crentes, para nos conscientizar da nossa situação e trazer-nos de volta, libertando-nos do castigo que nos atormenta.

Finalmente vem Sangar, uma boa ilustração de como Deus pode nos usar para o seu serviço, fracos como somos, desde que confiemos nEle. Grandes coisas têm sido feitas por pessoas que, de um ponto de vista humano, nos pareceriam totalmente incapazes de realizá-las. Por exemplo, William Carey foi um humilde sapateiro que Deus usou para levar o Evangelho até a Índia e deu início a uma grande sociedade missionária para evangelizar o oriente. E assim houve inumeráveis outros. Só Deus sabe o que Ele pode fazer com qualquer um que se coloque inteiramente à Sua disposição, incondicionalmente, para serví-lO.



R David Jones


Fonte: http://www.bible-facts.info