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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A ALMA SENTE DEUS


Um homem certa vez tentou zombar da idéia de Deus. Ele perguntou a seu vizinho crente se ele já havia visto Deus. O crente admitiu que não. Em seguida perguntou se ele havia ouvido a voz de Deus, ou sentido o gosto de Deus, ou mesmo o cheiro de Deus. O crente admitiu que ele nunca tinha percebido Deus através dos sentidos físicos. Em seguida o crente fechou a boca do ateu perguntando se ele já havia contado uma mentira. Quando admitiu que sim, o crente perguntou que sensação tal ato havia deixado. O ateu admitiu que fora uma sensação de culpa e desconforto. Esta sensação era o testemunho da consciência dizendo-lhe que Deus existia, o Doador da lei moral, a quem ele teria que prestar contas. O motivo de um homem pagar ou prestar serviço a um outro a quem ele ofendeu é aplacar a um Deus ofendido. Todo homem sente Deus a não ser que sua consciência tenha sido cauterizada. O ateu é o louco educado. Não há ateus teóricos entre os pagãos. Não existe ateu entre os demônios; eles crêem e estremecem. Tiago 2:19.


Fonte: A Doutrina de Deus - C. D. Cole

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - CAPÍTULO 8: DE CRISTO, O MEDIADOR


1. Aprouve a Deus, em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o Cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do mundo; e deu-lhe, desde toda a eternidade, um povo para ser sua semente, e para, no tempo devido, ser por ele remido, chamado, justificado, santificado e glorificado.

2. O Filho de Deus, a segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria, e da substância dela. As duas naturezas inteiras, perfeitas e distintas - a Divindade e a Humanidade - foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão, verdadeiro homem, porém um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem.

3. O Senhor Jesus, em sua natureza humana unida à divina, foi santificado e sem medida ungido com o Espírito Santo, tendo em si todos os tesouros da sabedoria e da ciência. Aprouve ao Pai que nele habitasse toda a plenitude, a fim de que, sendo santo, inocente, incontaminado e cheio de graça e verdade, estivesse perfeitamente preparado para exercer o ofício de Mediador e Fiador. Este ofício ele não tomou para si, mas para ele foi chamado pelo Pai, que lhe pôs nas mãos todo o poder e todo o juízo, e lhe ordenou que os exercesse.

4. Este ofício o Senhor Jesus empreendeu mui voluntariamente. Para que pudesse exercê-lo, ele se fez sujeito à lei, a qual cumpriu perfeitamente, padeceu imediatamente em sua alma os mais cruéis tormentos, e em seu corpo, os mais penosos sofrimentos; foi sepultado e ficou sob o poder da morte, mas não viu a corrupção; ao terceiro dia ressuscitou dois mortos, com esse corpo subiu ao céu, onde está sentado à destra do Pai, fazendo intercessão; de lá voltará no fim do mundo para julgar os homens e os anjos.

5. O Senhor Jesus, pela sua perfeita obediência e pelo sacrifício de si mesmo, sacrifício que, pelo Eterno Espírito, ofereceu a Deus uma só vez, satisfez plenamente à justiça de seu Pai, e, para todos aqueles que o Pai lhe deu, adquiriu não só a reconciliação, como também uma herança perdurável no Reino dos Céus.

6. Ainda que a obra da redenção não fora realmente realizada por Cristo senão depois de sua encarnação, contudo a virtude, a eficácia e os benefícios dela, em todas as épocas sucessivas desde o princípio do mundo foram comunicados aos eleitos por meio das promessas, tipos e sacrifícios, pelos quais ele devia esmagar a cabeça da serpente, como o cordeiro morto desde o princípio do mundo, sendo ele o mesmo ontem, hoje e para sempre.

7. Cristo, na obra de mediação, age de conformidade com as suas duas naturezas, fazendo cada uma o que lhe é próprio; contudo, em razão da unidade de uma pessoa, o que é próprio de uma natureza é, às vezes, nas Escrituras, atribuído à pessoa denominada pela outra natureza.

8. Cristo, com toda certeza e de forma eficaz, aplica e comunica a salvação a todos aqueles para quem a adquiriu. Isto ele consegue, fazendo intercessão por eles e revelando-lhes na Palavra e pela Palavra os mistérios da salvação, persuadindo-os, eficazmente, pelo seu Espírito, subjugando todos os seus inimigos por meio de sua onipotência e sabedoria, da maneira e pelos meios mais condizentes com a sua admirável e inescrutável dispensação.

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - CAPÍTULO 7: DO PACTO DE DEUS COM O HOMEM


1. Tão grande é à distância entre Deus e a criatura, que, embora as criaturas racionais lhe devam obediência como seu Criador, nunca poderiam fruir nada dele, como bem-aventurança e recompensa, senão por alguma voluntária condescendência da parte de Deus, a qual agradou-lhe expressar por meio de um pacto.

2. O primeiro pacto feito com o homem era um pacto de obras; nesse pacto foi a vida prometida a Adão e, nele, à sua posteridade, sob a condição de perfeita e pessoal obediência.

3. Tendo-se o homem tornado, pela sua queda, incapaz de ter vida por meio deste pacto, o Senhor dignou-se a fazer um segundo pacto, geralmente chamado de pacto da graça; neste pacto da graça ele livremente oferece aos pecadores a vida e salvação através de Jesus Cristo, exigindo deles a fé, para que sejam salvos, e prometendo o seu Santo Espírito a todos os que estão ordenados para a vida, a fim de dispô-los e habilitá-los a crer.

4. Este pacto da graça é freqüentemente apresentado nas Escrituras pelo nome de testamento, em referência à morte de Cristo, o Testador, e à eterna herança, com tudo o que lhe pertence, legada neste pacto.

5. Este pacto, no tempo da Lei, não foi administrado como no tempo do Evangelho. Sob a Lei, foi administrado por meio de promessas, profecias, sacrifícios, da circuncisão, do cordeiro pascal e de outros tipos e ordenanças dados ao povo judeu, tudo prefigurando Cristo que havia de vir. Por aquele tempo, essas coisas, pela operação do Espírito Santo, foram suficientes e eficazes para instruir e edificar os eleitos na fé do Messias prometido, por quem tinham plena remissão dos pecados e a salvação eterna; este se chama o Antigo Testamento.

6. Sob o Evangelho, quando Cristo, a Substância, se manifestou, as ordenanças, nas quais este pacto é ministrado, passaram a ser a pregação da Palavra e a administração dos Sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor; por estas ordenanças, posto que em número menor e administradas com mais simplicidade e menos glória externa, o pacto se manifesta com mais plenitude, evidência e eficácia espiritual, a todas as nações - tanto aos judeus como aos gentios. Isto é chamado Novo Testamento. Não há, pois, dois pactos da graça diferentes em substância, mas um e o mesmo sob várias dispensações.

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - CAPÍTULO 5: DA PROVIDÊNCIA


1. Pela mui sábia e santa providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho de sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória de sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as criaturas, todas as ações delas e todas as coisas, desde a maior até a menor.

2. Posto que, em relação à presciência e ao decreto de Deus, que é a causa primária, todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, contudo, pela mesma providência, Deus ordena que elas sucedam, necessária, livre ou contingentemente, conforme a natureza das causas secundárias.

3. Na sua providência comum, Deus emprega meios; todavia, ele é livre para operar sem eles, sobre eles ou contra eles, segundo o seu beneplácito.

4. A onipotência, a sabedoria inescrutável e a bondade infinita de Deus, de tal maneira se manifestam na sua providência, que esta se estende até a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens, e isto não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, para os seus próprios e santos desígnios, sábia e poderosamente os limita, regula e governa em uma múltipla dispensação; mas essa permissão é tal, que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão somente da criatura e não de Deus, que, sendo santíssimo e justíssimo, não pode ser o autor do pecado e nem pode aprová-lo.

5. O muitíssimo sábio, justo e gracioso Deus muitas vezes deixa, por algum tempo, seus filhos entregues a muitas tentações e à corrupção de seus próprios corações, para castigá-los pelos seus pecados anteriores ou fazer-lhes conhecer o poder oculto da corrupção e dolo de seus corações, a fim de que eles sejam humilhados; para animá-los a dependerem mais íntima e constantemente do apoio dele e torná-los mais vigilantes contra as futuras ocasiões de pecar, bem como para vários outros fins justos e santos.

6. Quanto aos homens perversos e ímpios que Deus, como justo juiz, cega e endurece em razão de pecados anteriores, ele não só lhes recusa a graça pela qual poderiam ser iluminados em seus entendimentos e movidos em seus corações, mas às vezes tira os dons que já possuíam, e os expõe a objetos que, por sua corrupção, tornam ocasiões de pecado; além disso, os entrega às suas próprias paixões, às tentações do mundo e ao poder de Satanás; assim, acontece que eles se endurecem sob as influências dos meios que Deus emprega para o abrandamento dos outros.

7. Como a providência de Deus se estende, em geral, a todas as criaturas, assim, pois, de um modo muitíssimo especial, essa mesma providência cuida de sua igreja e tudo dispõe a bem dela.

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - CAPÍTULO 4: DA CRIAÇÃO


1. Ao princípio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para manifestação da glória de seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, quer as coisas visíveis quer as invisíveis.

2. Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea, com as almas racionais e imortais, e dotou-os de inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus corações e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade de sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio sobre as criaturas.

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - CAPÍTULO 3: DOS ETERNOS DECRETOS DE DEUS


CAPÍTULO 3: DOS ETERNOS DECRETOS DE DEUS

1. Desde toda a eternidade e pelo mui sábio e santo conselho de sua própria vontade, Deus ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é à vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.

2. Ainda que sabe tudo quanto pode ou há de acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, Deus não decreta coisa alguma por havê-la previsto como futura, ou como coisa que havia de acontecer em tais condições.

3. Pelo decreto de Deus e para a manifestação da sua glória, alguns homens e alguns anjos são predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna.

4. Esses homens e esses anjos, assim predestinados e preordenados, são particular e imutavelmente designados; o seu número é tão certo e definido, que não pode ser nem aumentado nem diminuído.

5. Segundo o seu eterno e imutável propósito, e segundo o santo conselho e beneplácito de sua vontade, antes que fosse o mundo criado, Deus escolheu em Cristo, para a glória eterna, os homens que são predestinados para a vida; para o louvor da sua gloriosa graça ele os escolheu de sua mera e livre graça e amor, e não por previsão de fé, ou de boas obras e perseverança nelas, ou de qualquer outra coisa na criatura que a isso o movesse, como condição ou causa.

6. Assim como Deus destinou os eleitos para a glória, assim também, pelo eterno e mui livre propósito de sua vontade, preordenou todos os meios conducentes a esse fim; os que, portanto, são eleitos, achando-se caídos em Adão, são remidos por Cristo, são eficazmente chamados para a fé em Cristo, pelo seu Espírito que opera no tempo devido, são justificados, adotados, santificados e guardados pelo seu poder, por meio da fé salvadora. Além dos eleitos não há nenhum outro que seja remido por Cristo, eficazmente chamado, justificado, adotado, santificado e salvo.

7. Segundo o inescrutável conselho de sua própria vontade, pela qual ele concede ou recusa misericórdia, como lhe apraz, para a glória de seu soberano poder sobre as suas criaturas, para louvor de sua gloriosa justiça, o resto dos homens foi Deus servido não contemplar e ordená-los para a desonra e ira por causa de seus pecados.

8. A doutrina deste alto mistério de predestinação deve ser tratada com especial prudência e cuidado, a fim de que os homens, atendendo à vontade de Deus, revelada em sua Palavra, e prestando obediência a ela, possam, pela evidência de sua vocação eficaz, certificar-se de sua eterna eleição. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho, esta doutrina traz motivo de louvor, reverência e admiração para com Deus, bem como de humildade, diligência e abundante consolação.

A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - CAPÍTULO 2: DE DEUS E DA SANTÍSSIMA TRINDADE


1. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e em perfeição. Ele é um Espírito puríssimo, invisível, sem corpo, sem membros, não sujeito a paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, e tudo faz segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável, e para a sua própria glória. É cheio de amor, gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro galardoador dos que o buscam, e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.

2. Deus tem, em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade, e bem-aventurança. Ele é todo-suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência; não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo culto, todo serviço e toda obediência, que ele houve por bem exigir deles.

3. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade: Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. O Pai não é de ninguém: não é gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.

terça-feira, 23 de julho de 2013

ATRIBUTOS INCOMUNICÁVEIS DE DEUS


Atributos Incomunicáveis - Salientam o Ser absoluto de Deus . Considerando absoluto como aquilo que é livre de todas as condições ( ou Incondicionado ou Auto-existente), de todas as rela
ções ( o Irrelacionado) , de todas as imperfeições ( o Perfeito) , ou livre de todas as diferenças ou distinções fenomenológicas, como matéria e espírito, ser e atributos , sujeito e objeto , aparência e
realidade ( O real , a realidade última).

A. A Existência Autônoma de Deus. - É como o Ser auto-existente
e independente que Deus pode dar a certeza de que permanecer
á eternamente o mesmo, com relação ao seu povo. Encontram-
se indicações adicionais disso na afirmação presente em (
Jo 5:26) . Na declaração de que ele é independente de todas as
coisas e que todas as coisas só existem por meio dele (Sl 94:8
s.; Is 40:18 s.; At 7:25 ) e nas afirmações que implicam que Ele
é independente em seu pensamento ( Rm 11:33 ,34) em sua
vontade ( Dn 4:35 ; Rm 9:19; Ef 1:5 ; Ap 4:11) em seu poder (Sl
115:3 , e em seu conselho (Sl 33:11).

B.A Imutabilidade de Deus . Em virtude deste atributo , Ele é
exaltado acima de tudo quanto há , e é imune de todo acréscimo
ou diminuição e de todo desenvolvimento ou diminuição e de
todo desenvolvimento ou decadência em seu ser e em suas perfei
ções. A imutabilidade de Deus é claramente ensinada em passagens
da Escritura com (Ex 3:14 ; Sl 102:26-28 ; Is 41:4 ; 48:12; Ml 3:6 ; Rm 1:23, Hb 1:11,12 ; Tg 1:17).

C.A infinidade de Deus. 1) Sua perfeição absoluta - O poder infinito não é um quantum absoluto, mas, sim, um potencial
inexaurível de energia, e a santidade infinita não é um quantum
ilimitado de santidade, mas , sim, uma santidade qualitativamente
livre de toda limitação ou defeito. A prova bíblica disto achase
em ( Jó 11:7 - 10 ; Sl 145 : 3 ; Mt 5:48 ). 2) Sua eternidade
- A infinidade de Deus em relação ao tempo é denominada eternidade
- Sua eternidade. A forma em que a Bíblia apresenta a
eternidade de Deus está nas passagens bíblicas de (Sl 90:2 ;
102,12 ; Ef 3:21).3) Sua imensidade - A infinidade de Deus tamb
ém pode ser vista com referência ao espaço, sendo, então, denominada imensidade. Em certo sentido, os termos “imensidade
“e “onipresença”, como são aplicados a Deus, denotam a mesma
coisa e, portanto, podem ser considerados sinônimos. A
onipresença de Deus é revelada claramente na Escritura ( 1 Rs
8:27 ; Is 66:1 ; At 7:48,49 ; Sl 139:7-10 ; Jr 23:23,24 ; At
17:27,28 ).

D.A unidade De Deus. 1) Unitas Singularitatis - este atributo salienta a unidade e a unicidade de Deus , o fato de que Ele é numericamente um e que, como tal , Ele é único. Provas Bíblicas
comprovam com passagens de texto em ( 1 Rs 8:60 ; 1 Co 8:6 ;
1 Tm 2:5 ) . Outras passagens salientam, não a unidade , mas a
sua unicidade ( Dt 6:4 , Zc 14:9 , Êx 15:11). 2) Unitas
Simplicitatis - quando falamos da simplicidade de Deus, empregamos o termo para descrever o estado ou qualidade que consiste em ser simples , a condição de estar livre de divisão em partes e, portanto, de composição. A perfeição agora em foco expressa a unidade interior e qualitativa do ser divino. A escritura não a afirma explicitamente, mas ela está implícita onde a Bíblia fala de Deus como Justiça , verdade , sabedoria, luz, vida , amor, etc. E, assim, indica que cada uma destas propriedades, devido a sua perfeição absoluta, é idêntica ao seu ser.

Pesquisa: Pastor Charles Maciel Vieira

quarta-feira, 25 de maio de 2011

NATURE AND ATTRIBUTES OF GOD (Inglês)

Natureza e Atributos de Deus

NATURE AND ATTRIBUTES OF GOD

§ 1. Definitions of God.

 THE question whether God can be defined, depends for its answer on what is meant by definition.
 Cicero says, “Est definitio, earum rerum, quæ sunt ejus rei propriæ, quam definire volumus, brevis et circumscripta quædam explicatio.” In this sense God cannot be defined. No creature, much less man, can know all that is proper to God; and, therefore, no creature can give an exhaustive statement of all that God is.

  To define, however, is simply to bound, to separate, or distinguish; so that the thing defined may be discriminated from all other things. This may be done (1.) By stating its characteristics. (2.) By stating its genus and its specific difference. (3.) By analyzing the idea as it lies in our minds. (4.) By an explanation of the term or name by which it is denoted. All these methods amount to much the same thing. When we say we can define God, all that is meant is, that we can analyze the idea of God as it lies in our mind; or, that we can state the class of beings to which He belongs, and the attributes by which He is distinguished from all other beings. Thus, in the simple definition, God is ens perfectissimum, the word ens designates Him as a being, not an idea, but as that which has real, objective existence; and absolute perfection distinguishes Him from all other beings. The objection to this and most other definitions of God is, that they do not bring out with sufficient fulness the contents of the idea. This objection bears against such definitions as the following: Ens absolutum, the self-existent, independent being; and that by Calovius, “Deus est essentia spiritualis infinita;” and Reinhard’s373 “Deus est, Natura necessaria, a mundo diversa, summas complexa perfectiones et ipsius mundi causa;” or Baumgarten’s “Spiritus perfectissimus, rationem qui ipsius rerumque contingentium omnium seu mundi continens;” or, that of Morus, “Spiritus perfectissimus, conditor, conservator, et gubernator mundi.” Probably the best definition of God ever penned by man, is that given in the “Westminster Catechism”: “God is a Spirit, infinite, eternal, and unchangeable, in his being, wisdom, power, holiness, justice, goodness, and truth.” This is a true definition; for it states the class of beings to which God is to be referred. He is a Spirit; and He is distinguished from all other spirits in that He is infinite, eternal, and unchangeable in his being and perfections. It is also a complete definition, in so far as it is an exhaustive statement of the contents of our idea of God.

  In what sense, however, are these terms used? What is meant by the words “being,” and “perfections,” or “attributes” of God? In what relation do his attributes stand to his essence and to each other? These are questions on which theologians, especially during the scholastic period, expended much time and labor.

Being of God.

  By being is here meant that which has a real, substantive existence. It is equivalent to substance, or essence. It is opposed to what is merely thought, and to a mere force or power. We get this idea, in the first place, from consciousness. We are conscious of self as the subject of the thoughts, feelings, and volitions, which are its varying states and acts. This consciousness of substance is involved in that of personal identity. In the second place, a law of our reason constrains us to believe that there is something which underlies the phenomena of matter and mind, of which those phenomena are the manifestation. It is impossible for us to think of thought and feeling, unless there be something that thinks and feels. It is no less impossible to think of action, unless there be something that acts; or of motion, unless there be something that moves. To assume, therefore, that mind is only a series of acts and states, and that matter is nothing but force, is to assume that nothing (nonentity) can produce effects.

  God, therefore, is in his nature a substance, or essence, which is infinite, eternal, and unchangeable; the common subject of all divine perfections, and the common agent of all divine acts. This is as far as we can go, or need to go.  We have no definite idea of substance, whether of matter or mind, as distinct from its attributes. The two are inseparable. In knowing the one we know the other. We cannot know hardness except as we know something hard. We have, therefore, the same knowledge of the essence of God, as we have of the substance of the soul. All we have to do in reference to the divine essence, as a Spirit, is to deny of it, as we do of our own spiritual essence, what belongs to material substances; and to affirm of it, that in itself and its attributes it is infinite, eternal, and unchangeable. When, therefore, we say there is a God, we do not assert merely that there is in our minds the idea of an infinite Spirit; but that, entirely independent of our idea of Him, such a Being really exists. Augustine  says, “Deus est quædam substantia; nam quod nulla substantia est, nihil omnino est. Substantia ergo aliquid esse est.”

  If, therefore, a divine essence, infinite, eternal, and unchangeable, exists, this essence existed before and independent of the world. It follows also that the essence of God is distinct from the world The Scriptural doctrine of God is consequently opposed to the several forms of error already mentioned; to Hylozoism, which assumes that God, like man, is a composite being, the world being to Him what the body is to us; to Materialism, which denies the existence of any spiritual substance, and affirms that the material alone is real; to extreme Idealism, which denies not only the reality of the internal world, but all real objective existence, and affirms that the subjective alone is real; to Pantheism, which either makes the world the existence form of God, or, denying the reality of the world, makes God the only real existence. That is, it either makes nature God, or, denying nature, makes God everything.

§ 2. Divine Attributes.

  To the divine essence, which in itself is infinite, eternal, and unchangeable, belong certain perfections revealed to us in the constitution of our nature and in the word of God. These divine perfections are called attributes as essential to the nature of a divine Being, and necessarily involved in our idea of God. The older theologians distinguished the attributes of God, (1.) From predicates which refer to God in the concrete, and indicate his relation to his creatures, as creator, preserver, ruler, etc. (2.) From properties, which are technically the distinguishing characteristics of the several persons of the Trinity. There are certain acts or relations peculiar or proper to the Father, others to the Son, and others to the Spirit. And (3.) From accidents or qualities which may or may not belong to a substance, which may be acquired or lost. Thus holiness was not an attribute of the nature of Adam, but an accident, something which he might lose and still remain a man; whereas intelligence was an attribute, because the loss of intelligence involves the loss of humanity. The perfections of God, therefore, are attributes, without which He would cease to be God.

Relation of the Attributes to the Essence of God.

  In attempting to explain the relation in which the attributes of God stand to his essence and to each other, there are two extremes to be avoided. First, we must not represent God as a composite being, composed of different elements; and, secondly, we must not confound the attributes, making them all mean the same thing, which is equivalent to denying them all together. The Realists of the Middle Ages tended to the former of these extremes, and the Nominalists to the other. Realists held that general terms express not merely thoughts, or abstract conceptions in our minds, but real or substantive, objective existence. And hence they were disposed to represent the divine attributes as differing from each other realiter, as one res or thing differs from another. The Nominalists, on the other hand, said general terms are mere words answering to abstractions formed by the mind.

  And consequently when we speak of different attributes in God, we only use different words for one and the same thing. Occam, Biel, and other Nominalists, therefore, taught that “Attributa divina nec rei, nec rationis distinctione, inter se aut ab essentia divina distingui; sed omnem distinctionem esse solum in nominibus.” The Lutheran and Reformed theologians tended much more to the latter of these extremes than to the former. They generally taught, in the first place, that the unity and simplicity of the divine essence precludes not only all physical composition of constituent elements, or of matter and form, or of subject and accidents; but also all metaphysical distinction as of act and power, essence and existence, nature and personality; and even of logical difference, as genus and specific difference.

  In the second place, the theologians were accustomed to say that the attributes of God differ from his essence non re, sed ratione. This is explained by saying that things differ ex natura rei, when they are essentially different as soul and body; while a difference ex ratione is merely a difference in us, i.e., in our conceptions, i.e., “quod distincte solum concipitur, cum in re ipsa distinctum non sit.” Hence the divine attributes are defined as “conceptus essentiæ divinæ inadequatæ, ex parte rei ipsam essentiam involventes, eandemque intrinsice denominantes.” Aquinas says, “Deus est unus re et plures ratione, quia intellectus noster ita multipliciter apprehendit Deum, sicuti res multipliciter ipsum representant.” The language of the Lutheran theologian Quenstedt  exhibits the usual mode of representing this subject: “Si proprie et accurate loqui velimus, Deus nullas habet proprietates, sed mera et simplicissima est essentia quæ nec realem differentiam nec ullam vel rerum vel modorum admittit compositionem. Quia vero simplicissimam Dei essentiam uno adequato conceptu adequate concipere non possumus, ideo inadequatis et distinctis conceptibus, inadequate essentiam divinam repræsentantibus, eam apprehendimus, quos inadequatos conceptus, qui a parte rei essentiæ divinæ identificantur, et a nobis per modum affectionum apprehenduntur, attributa
vocamus.” And again, “Attributa divina a parte rei et in se non multa sunt, sed ut ipsa essentia divina, ita et attributa, quæ cum illa identificantur, simplicissima unitas sunt; multa vero dicuntur (1.) συγκαταβατικῶς, ad nostrum concipiendi modum, . . . . (2.) ἐνεργητικῶς, in ordine ad effecta.”

  The favorite illustration to explain what was meant by this unity of the divine attributes, was drawn from the sun. His ray, by one and the same power (as was then assumed) illuminates, warms, and produces chemical changes, not from any diversity in it, but from diversity in the nature of the objects on which it operates. The force is the same; the effects are different. The meaning of these theologians is further determined by their denying that the relation of attribute and essence in God is analogous to the relation of intelligence and will to the essence of the soul in man; and also by the frequently recurring declaration, borrowed from the schoolmen, that God is actus purus.

  Schleiermacher goes still further in the same direction. With him the divine attributes are mere Beziehungen, or relations of God to us. He commonly resolves them into mere causality. Thus he defines the holiness of God to be that causality in Him which produces conscience in us.

Divine Attributes.

  A third and less objectionable way of representing the matter is adopted by those who say with Hollazius: “Attributa divina ab essentia divina et a se invicem, distinguuntur non nominaliter neque realiter sed formaliter, secundum nostrum concipiendi modum, non sine certo distinctionis fundamento.” This is very different from saying that they differ ratione tantum. Turrettin says the attributes are to be distinguished not realiter, but virtualiter; that is, there is a real foundation in the divine nature for the several attributes ascribed to Him.

  It is evident that this question of the relation of the divine attributes to the divine essence merges itself into the general question of the relation between attributes and substance. It is also evident that this is a subject about which one man knows just as much as another; because all that can be known about it is given immediately in consciousness.

  This subject has already been referred to. We arc conscious of ourselves as a thinking substance.
 That is, we are conscious that that which is ourselves has identity, continuance, and power. We are further conscious that the substance self thinks, wills, and feels. Intelligence, will, and sensibility, are its functions, or attributes, and consequently the attributes of a spirit. These are the ways in which a spirit acts. Anything which does not thus act, which has not these functions or attributes, is not a spirit. If you take from a spirit its intelligence, will, and sensibility, nothing remains its, substance is gone; at least it ceases to be a spirit. Substance and attributes are inseparable. The one is known in the other. A substance without attributes is nothing, i.e., no real existence. What is true of spiritual substances is true of matter. Matter, without the essential properties of matter, is a contradiction.

  We know, therefore, from consciousness, as far as it can be known, the relation between substance and its attributes. And all that can be done, or need be done, is to deny or correct the false representations which are so often made on the subject.

The Divine Attributes do not differ merely in our Conception.

  To say, as the schoolmen, and so many even of Protestant theologians, ancient and modern, were accustomed to say, that the divine attributes differ only in name, or in our conceptions, or in their effects, is to destroy all true knowledge of God. Thus even Augustine confounds knowledge and power, when he says, “Nos ista, quæ fecisti videmus quia sunt: tu autem quia vides ea, sunt.” So Scotus Erigena379 says, “Non aliud est ei videre, aliud facere; sed visio illius voluntas ejus est, et voluntas operatio.” Thomas Aquinas says the same thing: “Deus per intellectum suum causat res, cum suum esse sit suum intelligere.” And again, “Scientia (Dei) causat res; nostra vero causatur rebus et dependat ab eis.” Even Mr. Mansel,381 to aggravate our ignorance of God, speaks of Him as “an intellect whose thought creates its own object.” It is obvious that, according to this view, God is simply a force of which we know nothing but its effects. If in God eternity is identical with knowledge, knowledge with power, power with ubiquity, and ubiquity with holiness, we are using words without meaning when we attribute any perfection to God. We must, therefore, either give up the attempt to determine the divine attributes from our speculative idea of an infinite essence, or renounce all knowledge of God, and all faith in the revelation of Himself, which He has made in the constitution of our nature, in the external world, and in his Word. Knowledge is no more identical with power in God than it is in us. Thought in Him is no more creative than is thought in us. Otherwise creation is eternal, and God creates everything — all the thoughts, feelings, and volitions of his creatures, good and evil; and God is the only real agent, and the only real being in the universe. According to this doctrine, also, there can be no difference between the actual and the possible, for the one as well as the other is always present to the divine mind. It would also follow that the creation must be infinite, or God finite. For if knowledge is causative, God creates all He knows, and you must limit his knowledge if you limit creation. It need hardly be remarked that this doctrine is derogatory to God. It is not only a much higher idea, but one essential to personality, that there should be a real distinction between the divine attributes.
 
  That which from its nature and by necessity does all that it can do, is a force, and not a person. It can have no will.
  The doctrine in question, therefore, is essentially pantheistic. “However much,” says Martensen, “we must guard our idea of God from being degraded by anything that is merely human, from all false Anthropomorphism, yet we can find in Nominalism only the denial of God as He is revealed in the Scriptures. It is the denial of the very essence of faith, if it is only in our thoughts that God is holy and righteous, and not in his own nature; if it is we who so address Him, and not He who so reveals Himself. We teach, therefore, with the Realists (of one class), that the attributes of God are objectrvely true as revealed, and therefore have their ground in the divine essence.” There is a kind of Realism, as Martensen admits, which is as destructive of the true idea of God as the Nominalism which makes his attributes differ only in name. It grants, indeed, objective reality to our ideas; but these ideas, according to it, have no real subject. “The idea of omnipotence, righteousness, and holiness,” he says, “is a mere blind thought, if there be not an omnipotent, righteous, and holy One.”


Pesquisa: Pr.Charles Maciel Vieira
Fonte: Systematic Theology - Volume I Charles Hodge

segunda-feira, 23 de maio de 2011

TEOLOGIA - DEUS - 6ª Parte

 

IV. O Triúno Deus

1. A doutrina declarada.

  As Escrituras ensinam que Deus é Um, e que além dele não existe outro Deus. Poderia surgir a pergunta: "Como podia Deus ter comunhão com alguém antes que existissem as criaturas finitas?" A resposta é que a Unidade Divina é uma Unidade composta, e que nesta unidade há realmente três Pessoas distintas, cada uma das quais é a Divindade, e que, no entanto, cada uma está sumamente consciente das outras duas. Assim, vemos que havia comunhão antes que fossem criadas quaisquer criaturas finitas. Portanto, Deus nunca esteve só. Não é o caso de haver três Deuses, todos três independentes e de existência própria. Os três cooperam unidos e num mesmo propósito, de maneira que no pleno sentido da palavra, são "um". O Pai cria, o Filho redime, e o Espírito Santo santifica; e, no entanto, em cada uma dessas operações divinas os Três estão presentes. O Pai é preeminentemente o Criador, mas o Filho e o Espírito são tidos como cooperadores na mesma obra. O Filho é preeminentemente o Redentor, mas Deus o Pai e o Espírito são considerados como Pessoas que enviam o Filho a redimir. O Espírito Santo é o Santificador, mas o Pai e o Filho cooperam nessa obra. A Trindade é uma comunhão eterna, mas a obra da redenção do homem evocou a sua manifestação histórica. O Filho entrou no mundo duma maneira nova ao tomar sobre si a natureza humana e lhe foi dado um novo nome, Jesus. O Espírito Santo entrou no mundo duma maneira nova, isto é, como o Espírito de Cristo incorporado na igreja. Mas ao mesmo tempo, os três cooperaram. O Pai testificou do Filho (Mat. 3:17); e o Filho testificou do Pai (João 5:19). O Filho testificou do Espírito (João 14:26), e mais tarde o Espírito testificou do Filho (João 15:26). Será tudo isso difícil de compreender? Como poderia ser de outra maneira visto que estamos tentando explicar a vida íntima do Deus Todo-poderoso! A doutrina da Trindade é claramente uma doutrina revelada, e não doutrina concebida pela razão humana. De que maneira poderíamos aprender acerca da natureza íntima da Divindade a não ser pela revelação? (1 Cor. 2:16.) É verdade que a palavra "Trindade" não aparece no Novo Testamento; é uma expressão teológica, que surgiu no segundo século para descrever a Divindade. Mas o planeta Júpiter existiu antes de receber ele este nome; e a doutrina da Trindade encontrava-se na Bíblia antes que fosse tecnicamente chamada a Trindade.

2. A doutrina definida.

  Bem podemos compreender porque a doutrina da Trindade era às vezes mal entendida e mal explicada. Era muito difícil achar termos humanos que pudessem expressar a unidade da Divindade e ao mesmo tempo, a realidade e a distinção das Pessoas. Ao acentuar a realidade da Divindade de Jesus, e da personalidade do Espírito Santo, alguns escritores corriam o perigo de cair no triteísmo, ou a crença em três deuses. Outros escritores, acentuando a unidade de Deus, corriam perigo de esquecer-se da distinção entre as Pessoas. Este último erro é comumente conhecido como sabelianismo, doutrina do bispo Sabélio que ensinou que Pai, Filho, e Espírito Santo são simplesmente três aspectos ou manifestações de Deus. Este erro tem surgido muitas vezes na história da igreja e existe ainda hoje. Essa doutrina do sabelianismo é claramente antibíblica e carece de aceitação, por causa das distinções bíblicas entre o Pai, o Filho, e o Espírito. O Pai ama e envia o Filho, o Filho veio do Pai e voltou para o Pai. O Pai e o Filho enviam o Espírito; o Espírito intercede junto ao Pai. Se, então, o Pai, o Filho e o Espírito são apenas um Deus sob diferentes aspectos ou nomes, então o Novo Testamento é uma confusão. Por exemplo, a leitura da oração intercessória (João 17) com pensamento de que Pai, Filho e Espírito fossem uma só Pessoa, revelaria o absurdo dessa doutrina, isto é, seria mais ou menos isto: "Assim como eu me dei poder sobre toda a carne, para que eu dê a vida eterna a todos quantos dei a mim mesmo... eu me glorifiquei na terra, tendo consumado a obra que me dei a fazer. E agora eu me glorifico a mim mesmo com a glória que eu tinha comigo antes que o mundo existisse." Como foi preservada a doutrina da Trindade de não se deslocar para os extremos, nem para o lado da Unidade (sabelianismo) nem para o lado da Tri-unidade (triteismo)? Foi pela formulação de dogmas, isto é, interpretações que definissem a doutrina e a "protegessem" contra o erro. O seguinte exemplo de dogma acha-se no Credo de Atanásio formulado no quinto século: Adoramos um Deus em trindade, e trindade em unidade. Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância. Pois a pessoa do Pai é uma, a do Filho outra, e a do Espírito Santo, outra. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma divindade, glória igual e majestade co-eterna. Tal qual é o Pai, o mesmo são o Filho e o Espírito Santo. O Pai é incriado, o Filho incriado, o Espírito incriado. O Pai é imensurável, o Filho é imensurável, o Espírito Santo é imensurável. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno. E, não obstante, não há três eternos, mas sim um eterno. Da mesma forma não há três (seres) incriados, nem três imensuráveis, mas um incriado e um imensurável. Da mesma maneira o Pai é onipotente. No entanto, não há três seres onipotentes, mas sim um Onipotente. Assim o Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. No entanto, não há três Deuses, mas um Deus. Assim o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor. Todavia não há três Senhores, mas um Senhor. Assim como a veracidade cristã nos obriga a confessar cada Pessoa individualmente como sendo Deus e Senhor, assim também ficamos privados de dizer que haja três Deuses ou Senhores. O Pai não foi feito de coisa alguma nem criado, nem gerado. O Filho procede do Pai somente, não foi feito, nem criado, mas gerado.   O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procedente. Há, portanto, um Pai, três Pais; um Filho, não três Filhos; um Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E nesta trindade não existe primeiro nem último; maior nem menor. Mas as três Pessoas co-eternas são iguais entre si mesmas; de sorte que por meio de todas, como acima foi dito, tanto a unidade na trindade como a trindade na unidade devem ser adoradas.
  A declaração acima pode parecer-nos complicada, por tratar-se de pontos sutis; mas nos dias primitivos demonstrou ser um meio eficaz de preservar a declaração correta sobre verdades tão preciosas e vitais para a igreja.

3. A doutrina provada.

  Visto como a doutrina da Trindade concerne à natureza íntima da Trindade, não poderia ser conhecida, exceto por meio de revelação. Essa revelação encontra-se nas Escrituras.

  (a) O Antigo Testamento. O Antigo Testamento não ensina clara e diretamente sobre a Trindade, e a razão é evidente. Num mundo onde o culto de muitos deuses era comum, tornava-se necessário acentuar esta verdade em Israel, a verdade de que Deus é Um, e de que não havia outro além dele. Se no princípio a doutrina da Trindade fosse ensinada diretamente, poderia ter sido mal entendida e mal interpretada. Muito embora essa doutrina não fosse explicitamente mencionada, sua origem pode ser vista no Antigo Testamento. Sempre que um hebreu pronunciava o nome de Deus (Elohim) ele estava realmente dizendo "Deuses", pois a palavra é plural, e às vezes se usa em hebraico acompanhada de adjetivo plural (Jos. 24:18, 19) e com verbo no plural. (Gên. 35:7.)
  Imaginemos um hebreu devoto e esclarecido ponderando o fato de que Deus é Um, e no entanto é Elohim — "Deuses". Facilmente podemos imaginar que ele chegasse à conclusão de que exista pluralidade de pessoas dentro de um Deus. Paulo, o apóstolo, nunca cessou de crer na unidade de Deus como lhe fora ensinada desde a sua mocidade (1 Tim. 2:5; 1 Cor. 8:4); de fato, Paulo insistia em que não ensinava outra coisa senão aquelas que se encontravam na Lei e nos Profetas. Seu Deus era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. No entanto, pregava a divindade de Cristo (Fil. 2:6-8; 1 Tim. 3:16) e a personalidade do Espírito Santo (Efés. 4:30) e incluiu as três Pessoas juntas na bênção apostólica. (2 Cor. 13:14.) Todos os membros da Trindade são mencionados no Antigo Testamento:
1) O Pai. (Isa. 63:16; Mal. 2:10.)
2) O Filho de Jeová . (Sal. 45:6, 7; 2:6, 7, 12; Prov. 30:4.) O Messias é descrito com títulos divinos. (Jer. 23:5, 6; Isa. 9:6.) Faz-se menção do misterioso Anjo de Jeová que leva o nome de Deus e tem poder tanto para perdoar como para reter os pecados. (Êxo. 23:20,21.)
3) O Espírito Santo. (Gên. 1:2; Isa. 11:2, 3; 48:16; 61:1; 63:10.) Prenúncios da Trindade vêem-se na tríplice bênção de Num. 6:24-26 e na tríplice doxologia de Isa. 6:3.

(b) O Novo Testamento. Os cristãos primitivos mantinham como um dos fundamentos da fé o fato da unidade de Deus. Tanto ao judeu como ao pagão podiam testificar: "Cremos em um Deus." Mas ao mesmo tempo eles tinham as palavras claras de Jesus para provar que ele arrogou a si uma posição e uma autoridade que seriam blasfêmia se não fosse ele Deus. Os escritores do Novo Testamento, ao referirem-se a Jesus, usaram uma linguagem que indicava reconhecerem a Jesus como sendo "sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre" (Rom. 9:5). E a experiência espiritual dos cristãos apoiava estas afirmações. Ao conhecer a Jesus, conheciam-no como Deus. O mesmo se verifica em relação a Deus e ao Espírito Santo. Os primitivos cristãos criam que o Espírito Santo, que morava neles, ensinando-os, guiando-os, e inspirando-os a andar em novidade de vida, não era meramente uma influência ou um sentimento, mas um ser ao qual poderiam conhecer e com o qual suas almas poderiam ter verdadeira comunhão. E, ao examinarem o Novo Testamento, ali acharam que ele era descrito como possuindo os atributos de uma personalidade. Assim a igreja primitiva se defrontava com estes dois fatos: que Deus é Um, e que o Pai é Deus; o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. E estes dois grandes fatos concernentes a Deus constituem a doutrina da Trindade. Deus, o Pai, era para eles uma realidade; o Filho era para eles uma realidade; e da mesma forma, o Espírito Santo. E, diante desses fatos, a única conclusão a que se podia chegar era a seguinte: que havia na Divindade uma verdadeira, embora misteriosa, distinção de personalidades, distinção que se tomou manifesta na obra divina para redimir o homem. Várias passagens do Novo Testamento mencionam as três Pessoas Divinas. (Vide Mat. 3:16, 17; 28:19; João 14:16, 17, 26; 15:26; 2 Cor. 13:14; Gál. 4:6; Efés. 2:18; 2 Tes. 3:5; 1Ped. 1:2; Efés. 1:3, 13; Heb. 9:14.) Uma comparação de textos tomados de todas as partos das Escrituras mostra o seguinte:
1) Cada uma das três Pessoas é Criador, embora se declare que há um só Criador. (Jo 33:4 e Isa. 44:24.)
2) Cada uma é chamada Jeová (Deut. 6:4)

4. A doutrina ilustrada.

Como podem três Pessoas ser um Deus? — é uma pergunta que deixa muita gente perplexa. Não nos admiramos dessa estranheza, pois, ao considerar a natureza interna do eterno Deus, estamos tratando de uma forma de existência muito diferente da nossa. Assim escreve o Dr. Peter Green: Suponhamos que houvesse um ser, uma espécie de anjo, ou visitante do planeta Marte, que nunca tivesse visto nenhum ser vivo. Quão difícil seria para ele compreender o fato do crescimento. Poderia talvez compreender que uma coisa pudesse aumentar de volume, por assim dizer, por acréscimo, como um montão de pedras se torna sempre maior ao serem nele colocadas outras pedras. Mas teria dificuldade em compreender como uma coisa pudesse crescer, por assim dizer, de dentro e por si mesma. A idéia de crescimento seria para ele uma coisa muito difícil de ser compreendida. E se ele fosse orgulhoso, impaciente, e sem vontade de aprender, é quase certo que não a entenderia.
Agora suponhamos que esse mesmo ser estranho, tendo aprendido algo acerca da vida e do crescimento, como se vê nas árvores e nas plantas, fosse apresentado a um novo fato, a saber, o da inteligência, como se manifesta nos animais de ordem superior. Quão difícil seria para ele compreender o significado de gosto e desgosto, escolha e recusa, sabedoria ou ignorância. Se a vida já é difícil de entender, quanto mais o é a mente. Aqui, também, seria necessário ser humilde, paciente e ter vontade de aprender para entender essas idéias. Mas no momento em que começasse a compreender o que significa a mente e como funciona, teria que procurar entender algo mais elevado do que a mente, como a encontramos nos seres humanos. Aqui, outra vez, enfrentaria ele algo novo, estranho, e que não se explicaria por referência a coisa alguma que até então houvesse conhecido. Teria que ser cuidadoso, humilde, e estar disposto a ser instruído.
Ele, então, o tal anjo ou visitante de Marte, esperaria, e nós também faríamos bem em esperar, que ao passarmos da consideração da natureza do homem para a consideração da natureza de Deus encontraremos algo novo.
Mas existe um método pelo qual as verdades que estão além do alcance da razão ainda podem, até certo ponto, tomar-se perceptíveis a ela. Referimo-nos ao uso da ilustração ou da analogia. Porém elas devem ser usadas com cuidado, e não forçadamente.
"Toda comparação manca", disse um sábio da antiga Grécia. Até as melhores são imperfeitas e inadequadas. Elas podem ser comparadas a minúsculas lanternas elétricas que nos ajudam a enxergar algum tênue vislumbre da razão das verdades imensuráveis, vastas demais para serem perfeitamente compreendidas.
Obtemos de três fontes as ilustrações: a natureza; a personalidade humana; e as relações humanas.
(a) A natureza proporciona muitas analogias.
1) A água é uma, mas esta também é conhecida sob três formas — água, gelo e vapor.
2) Há uma eletricidade, mas no bonde ela funciona sob a forma de movimento, luz e calor.
3) O sol é um, mas se manifesta como luz, calor e fogo.
4) Quando São Patrício evangelizava os irlandeses, explicou a doutrina da Trindade usando o trevo como ilustração.
5) é de conhecimento geral que todo raio de luz realmente se compõe de três raios: primeiro, o actinico, que é invisível; segundo, o luminoso, que é visível; terceiro, o calorífero, que produz calor, o qual se sente mas não se vê. Onde há estes três, ali há luz; onde há luz, temos estes três. João o apóstolo, disse: "Deus é luz". Deus o Pai é invisível; ele se tomou visível em seu Filho, e opera no mundo por meio do Espírito, que é invisível, no entanto, é eficaz.
6) Três velas num quarto darão uma só luz.
7) O triângulo tem três lados e três ângulos; tirai-lhe um lado e não é mais triângulo. Onde há três ângulos há um triângulo.

(b) A personalidade humana.
1) Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança." O homem é um, e, no entanto, tripartido, constituído de espírito, alma e corpo.
2) O conhecimento humano assinala divisões na personalidade. Não temos sido cônscios, às vezes, de arrazoarmos com nós mesmos e de estarmos ouvindo a conversação? Eu falo comigo mesmo, e me escuto falando comigo mesmo!

(c) Relação
1) Deus é amor. Era eternamente Amante. Mas o amor requer um objeto a ser amado; e, sendo eterno, deve ter tido um objeto de amor eterno, a saber, seu filho. O Amante eterno e o Amado eterno! O Vínculo eterno e o caudal desse amor é o Espírito Santo.
2) Nosso governo é um, mas é constituído de três poderes: legislativo, judiciário e executivo.


Fonte: Conhecendo as Doutrinas da Biblia - Myer Pearlman



Pesquisa: Pr. Charles Maciel Vieira

TEOLOGIA - DEUS - 5ª Parte

III. Os atributos de Deus

  Sendo Deus um ser infinito, é impossível que qualquer criatura o conheça exatamente como ele é. No entanto, ele bondosamente revelou-se mediante linguagem compreensível a nós. São as Escrituras essa revelação. Por exemplo, Deus diz acerca de si mesmo: "Eu sou Santo"; portanto, podemos afirmar: Deus é Santo. A santidade, então, é um atributo de Deus, porque a santidade é uma qualidade que podemos atribuir ou aplicar a ele. Dessa forma, com a ajuda da revelação que Deus deu de si mesmo, podemos regular os nossos pensamentos acerca de Deus. Qual a diferença entre os nomes de Deus e os seus atributos? Os nomes de Deus expressam as qualidades do seu ser inteiro, enquanto os seus atributos indicam vários aspectos do seu caráter. Muito se pode dizer de um ser tão grande como Deus, mas facilitaremos a nossa tarefa se classificarmos os seus atributos.
  Compreender a Deus em sua plenitude seria tão difícil como encerrar o Oceano Atlântico numa xícara; mas ele se tem revelado a si mesmo o suficiente para esgotar a nossa capacidade. A classificação seguinte talvez nos facilite a compreensão: 1. Atributos sem relação entre si, ou seja, o que Deus é em si próprio, à parte da criação. Estes respondem à pergunta: quais são as qualidades que caracterizavam a Deus antes que alguma coisa existisse? 2. Atributos ativos, ou seja, o que Deus é em relação ao universo. 3. Atributos morais, ou seja, o que Deus é em relação aos seres morais por ele criados.

1. Atributos não relacionados (a natureza íntima de Deus).

(a) Espiritualidade. Deus é Espírito. (João 4:24). Deus é Espírito com personalidade; ele pensa, sente e fala; portanto, pode ter comunhão direta com suas criaturas feitas à sua imagem.
  Sendo Espírito, Deus não está sujeito as limitações às quais estão sujeitos os seres humanos dotados de corpo físico. Ele não possui partes corporais nem está sujeito às paixões; sua pessoa não se compõe de nenhum elemento material, e não está sujeito às condições de existência natural. Portanto, não pode ser visto com os olhos naturais nem apreendido pelos sentidos naturais. Isto não implica que Deus leve uma existência sombria e irreal, pois Jesus se referiu à "forma" de Deus. (João 5:37; vide Fil. 2:6.) Deus é uma Pessoa real, mas de natureza tão infinita que não se pode apreendê-lo plenamente pelo conhecimento humano, nem tampouco satisfatoriamente descrevê-lo em linguagem humana. "Ninguém jamais viu a Deus", declara o apóstolo João (João 1:18; vide Êxo. 33:20); no entanto, em Êxo. 24:9,10 lemos que Moisés, e certos anciãos, "viram a Deus". Nisto não há contradição; João quer dizer que nenhum homem jamais viu a Deus como ele é. Mas sabemos que o Espírito pode manifestar-se em forma corpórea (Mat. 3:16); portanto, Deus pode manifestar-se duma maneira perceptível ao homem. Deus também descreve a sua personalidade infinita em linguagem compreensível às mentes finitas; portanto, a Bíblia fala de Deus como ser que tem mãos, braços, olhos e ouvidos, e descreve-o como vendo, sentindo, ouvindo, arrependendo-se, etc. Mas Deus também é insondável e inescrutável. "Porventura... chegarás à perfeição do Todo-poderoso?" (Jo 11:7) — e nossa resposta só pode ser: "não temos com que tirar, e o poço é fundo" (João 4:11), usando a expressão da mulher samaritana.

(b) Infinitude. Deus é Infinito, isto é, não está sujeito às limitações naturais e humanas. A sua infinitude é vista de duas maneiras: (1) em relação ao espaço. Deus caracteriza-se pela imensidade (1 Reis 8:27); isto é, a natureza da Divindade está presente de modo igual em todo o espaço infinito e em todas as suas partes. Nenhuma parte existente está separada da sua presença ou de sua energia, e nenhum ponto do espaço escapa à sua influência. "Seu centro está em toda parte e sua circunferência em parte nenhuma." Mas, ao mesmo tempo, não devemos esquecer que existe um lugar especial onde sua presença e glória são reveladas duma maneira extraordinária; esse lugar é o céu. (2) Em relação ao tempo, Deus é eterno. (Êxo. 15:18; Deut. 33:27; Nee. 5:5; Sal. 90:2; Jer. 10:10; Apoc. 4:8-10.) Ele existe desde a eternidade e existirá por toda a eternidade. O passado, o presente e o futuro são todos como o presente à sua compreensão. Sendo eterno, ele é imutável — "o mesmo ontem, hoje, e eternamente". Esta é para o crente uma verdade confortadora, podendo assim descansar na confiança de que "O Deus da antiguidade é uma morada, e por baixo estão os braços eternos" (Deut. 33:27).

(c) Unidade. Deus é o único Deus. (Êxo. 20:3; Deut. 4:35,39; 6:4; 1 Sam. 2:2; 2 Sam. 7:22; 1 Reis 8:60; 2 Reis 19:15; Nee. 9:6; Isa. 44:6-8; 1 Tim. 1:17.) "Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor." Era esse um dos fundamentos da religião do Antigo Testamento, sendo também essa a mensagem especial a um mundo que adorava a muitos deuses falsos. Haverá contradição entre este ensino da unidade de Deus e o ensino da Trindade do Novo Testamento? É necessário distinguir entre duas qualidades de unidade — unidade absoluta e unidade composta. A expressão "um homem" traz a idéia de unidade absoluta, porque se refere a uma só pessoa. Mas quando lemos que homem e mulher serão "uma só carne" (Gên. 2:24), essa é uma unidade composta, visto que se refere à união de duas pessoas. Vide também Esd. 3:1; Ezeq. 37:17; estas referências bíblicas empregam a mesma palavra para significar "um só" ("echad" na língua hebraica) como se usa em Deut. 6:4. Existe outra palavra ("yachidh" no hebraico) que se usa para exprimir a idéia de unidade absoluta. (Gên. 22:2, 12; Amós 8:10; Jer. 6:26; Zac. 12:10; Prov. 4:3; Jui. 11:34.) A qual classe de unidade se refere Deut. 6:4? Pelo fato de a palavra "nosso Deus" estar no plural (ELOHIM no hebraico), concluímos que se refere à unidade composta. A doutrina da Trindade ensina a unidade de Deus como unidade composta, inclusive de três Pessoas Divinas unidas na essencial unidade eterna.

2. Atributos ativos (Deus e o universo).

(a) Onipotência. Deus é onipotente. (Gên. 1:1; 17:1; 18:14; Êxo. 15:7; Deut. 3:24; 32:39; 1 Crôn. 16:25; Jo 40:2; Isa. 40:12-15; Jer. 32:17; Ezeq. 10:5; Dan. 3:17;4:35; Amós 4:13; 5:8; Zac. 12:1; Mat. 19:26; Apoc. 15:3; 19:6.) A onipotência de Deus significa duas coisas:
1) Sua liberdade e poder para fazer tudo que esteja em harmonia com a sua natureza. "Pois para Deus nada será impossível." Isto naturalmente não significa que ele possa ou queira fazer alguma coisa contrária à sua própria natureza — por exemplo, mentir ou roubar; ou que faria alguma coisa absurda ou contraditória em si mesma, tal como fazer um circulo triangular, ou fazer água seca.
2) Seu controle e sabedoria sobre tudo que existe ou que pode existir. Mas sendo assim, por que se pratica o mal neste mundo? É porque Deus dotou o homem de livre arbítrio, cujo arbítrio Deus não violará; portanto, ele permite os atos maus, mas com um sábio propósito de, finalmente, dominar todo o mal. Somente Deus é Todo-poderoso e até mesmo Satanás nada pode fazer sem a sua permissão. (Vide Jó caps. 1 e 2.) Toda a vida é sustentada por Deus. (Heb. 1:3; Atos 17:25, 28; Dan. 5:23.) A existência do homem é qual som de nota de harmônio que soa enquanto os dedos comprimem as teclas. Assim, sempre que a pessoa peca, está usando o poder do próprio Criador para ultrajá-lo. Todo pecado é um insulto contra Deus.

(b) Onipresença. Deus é onipresente, isto é, o espaço material não o limita em ponto algum. (Gên. 28:15, 16; Deut. 4:39; Jos. 2:11; Sal. 139:7-10; Prov. 15:3,11; Isa. 66:1; Jer. 23:23,24; Amós 9:2-4,6; Atos 7:48,49; Efés. 1:23.)
Qual a diferença entre imensidade e onipresença? Imensidade é a presença de Deus em relação ao espaço, enquanto onipresença é sua presença considerada em relação às criaturas. Para suas criaturas ele está presente nas seguintes maneiras:
1) Em glória, para as hostes adoradoras do céu. (Isa. 6:1-3.)
2) Eficazmente, na ordem natural. (Naúm 1:3.)
3) Providencialmente, nos assuntos relacionados com os homens. (Sal. 68:7, 8.)
4) Atentamente, àqueles que o buscam. (Mat. 18:19, 20; Atos 17:27.)
5) Judicialmente, às consciências dos ímpios. ( Gên. 3:8; Sal. 68:1, 2.) O homem não deve iludir-se com o pensamento de que existe um cantinho no universo onde possa escapar à lei do seu Criador. "Se o seu Deus está em toda parte, então deve estar também no inferno", disse um chinês a um cristão na China. "Sua ira sim está no inferno", foi a pronta resposta.
6) Corporalmente em seu Filho. "Deus conosco" (Col. 2:9).
7) Misticamente na igreja. (Efés. 2:12-22.)
8) Oficialmente, com seus obreiros. (Mat. 28:19, 20.) Embora Deus esteja em todo lugar, ele não habita em todo lugar. Somente ao entrar em relação pessoal com um grupo ou com um indivíduo se diz que ele habita com eles.

(c) Onisciência. Deus é onisciente, porque conhece todas as coisas. (Gên. 18:18,19; 2 Reis 8:10,13; 1 Crôn. 28:9; Sal. 94:9; 139:1-16; 147:4-5; Prov. 15:3; Isa. 29:15,16; 40:28; Jer. 1:4-5; Ezeq. 11:5; Dan.2:22,28; Amós 4:13; Luc. 16:15; Atos 15:8, 18; Rom. 8:27, 29; 1 Cor. 3:20; 2 Tim. 2:19; Heb. 4:13; 1 Ped. 1:2; 1 João 3:20.) O conhecimento de Deus é perfeito, ele não precisa arrazoar, ou pesquisar as coisas, nem aprender gradualmente — seu conhecimento do passado, do presente e do futuro é instantâneo.
  Há grande conforto na consideração deste atributo. Em todas as provas da vida o crente tem a certeza de que "vosso Pai celestial sabe" (Mat. 6:8). A seguinte dificuldade se apresenta a alguns: sendo Deus conhecedor de todas as coisas, ele sabe quem se perderá; portanto, como pode essa pessoa evitar o perder-se? Mas a presciência de Deus sobre o uso que a pessoa fará do livre arbítrio não obriga a escolher este ou aquele destino. Deus prevê sem intervir.

(d) Sabedoria. Deus é sábio. (Sal. 104:24; Prov. 3:19; Jer. 10:12; Dan. 2:20,21; Rom. 11:33; 1 Cor. 1:24, 25, 30; 2:6, 7; Efés. 3:10; Col. 2:2, 3.) A sabedoria de Deus reúne a sua onisciência e sua onipotência. Ele tem poder para levar a efeito seu conhecimento de tal maneira que se realizem os melhores propósitos possíveis pelos melhores meios possíveis. Deus sempre faz o bem de maneira certa e no tempo certo. "Ele fez tudo bem." Esta ação da parte de Deus, de organizar todas as coisas e executar a sua vontade no curso dos eventos com a finalidade de realizar o seu bom propósito, chama-se Providência. A divina providência geral relaciona-se com o universo como um todo; sua providência particular relaciona-se com os detalhes da vida do homem.

(e) Soberania. Deus é soberano, isto é, ele tem o direito absoluto de governar suas criaturas e delas dispor como lhe apraz. (Dan. 4:35; Mat. 20:15; Rom. 9:21.) Ele possui esse direito em virtude de sua infinita superioridade, de sua posse absoluta de todas as coisas, e da absoluta dependência delas perante ele para que continuem a existir. Desta maneira, tanto é insensatez, como transgressão, censurar os seus caminhos. Observa D. S. Clarke: A doutrina da soberania de Deus é uma doutrina muito útil e animadora. Se fosse para escolher, qual seria preferível — ser governado pelo fatalismo cego, pela sorte caprichosa, pela lei natural irrevogável, pelo "eu" pervertido e de curta visão, ou ser governado por um Deus sábio, santo, amoroso e poderoso? Quem rejeita a soberania de Deus, pode escolher ser governado dentre o que sobra.

3. Atributos morais (Deus e as criaturas morais).

  Passando em revista o registro das obras de Deus para com os homens, aprendemos que:
  (a) Santidade. Deus é santo. (Êxo. 15:11; Lev. 11:44, 45; 20:26; Jos. 24:19; l Sam. 2:2; Sal. 5:4; 111:9; 145:17; Isa. 6:3; 43:14,15; Jer. 23:9; Luc. 1:49; Tia. 1:13; 1 Ped. 1:15, 16; Apoc. 4:8; 15:3, 4.) A santidade de Deus significa a sua absoluta pureza moral; ele não pode pecar nem tolerar o pecado. O sentido original da palavra "santo" é "separado". Em que sentido está Deus separado? Ele está separado do homem no espaço — ele está no céu, o homem na terra. Ele está separado do homem quanto à natureza e caráter — ele é perfeito, o homem é imperfeito; ele é divino, o homem é humano; ele é moralmente perfeito, o homem é pecaminoso. Vemos, então, que a santidade é o atributo que mantém a distinção entre Deus e a criatura. não denota apenas um atributo de Deus, mas a própria natureza divina. Portanto, quando Deus se revela a si mesmo de modo a impressionar o homem com a sua Divindade, diz-se que ele se santificou (Ezeq. 36:23; 38:23), isto é, "revela-se a si mesmo como o Santo".  Quando os serafins descrevem o resplendor divino que emana daquele que está sentado sobre o trono, exclamam: "Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos" (Isa. 6:3). Diz-se que os homens santificam a Deus quando o honram e o reverenciam como Divino. (Num. 20:12; Lev. 10:3; Isa. 8:13.) Quando o desonram, pela violação de seus mandamentos, se diz que "profanam" seu nome — que é o contrário de santificar seu nome. (Mat. 6:9.) Somente Deus é santo em si mesmo. Descrevem-se desta maneira o povo, os edifícios, e objetos santos porque Deus os fez santos e os tem santificado. A palavra "santo", quando se aplica a pessoas ou a objetos, é termo que expressa relação com Jeová — pelo fato de estar separado para o seu serviço. Sendo separados, os objetos precisam estar limpos; e as pessoas devem consagrar-se e viver de acordo com a lei da santidade. Esses fatos constituem a base da doutrina da santificação.

(b) Justiça. Deus é justo. Qual a diferença entre a santidade e a justiça? "A justiça é santidade em ação", esta é uma das respostas. A justiça é a santidade de Deus manifesta no tratar retamente com suas criaturas. "não fará justiça o Juiz de toda a terra?" (Gên. 18:25). A justiça é obediência a uma norma reta; é conduta reta em relação a outrem. Quando é que Deus manifesta este atributo?
1) Quando livra o inocente, condena o ímpio e exige que se faça justiça. Deus julga, não como o fazem os juízes modernos, que baseiam seu julgamento sobre a evidência apresentada perante eles por outrem. Deus mesmo descobre a evidência. Desta maneira o Messias, cheio do Espírito Divino, não julgará "segundo a vista dos seus olhos, nem reprovar segundo o ouvir dos seus ouvidos", mas julgará com justiça. (Isa. 11:3.)
2) Quando perdoa o penitente. (Sal. 51:14; 1 João 1:9; Heb. 6:10.)
3) Quando castiga e julga seu povo. (Isa. 8:17; Amós 3:2.)
4) Quando salva seu povo. A interposição de Deus a favor do seu povo se chama sua justiça. (Isa. 46:13; 45:24,25.) A salvação é o lado negativo, a justiça é o positivo. Ele livra seu povo dos seus pecados e de seus inimigos, e o resultado é a retidão de coração. (Isa. 51:6; 54:13; 60:21; 61:10.)
5) Quando dá vitória à causa de seus servos fiéis. (Isa. 50:4-9.) Depois de Deus haver libertado seu povo e julgado os ímpios então teremos "novos céus e uma nova terra, em que habita a justiça" (2 Pedro 3:13). Deus não somente trata justamente como também requer justiça. Mas que sucederá no caso de o homem haver pecado? Então ele graciosamente justifica o penitente. (Rom. 4:5.) Esta é a base da doutrina da justificação.Notar-se-á que a natureza divina é a base das relações de Deus para com os homens. Como ele é, assim ele opera. O Santo santifica, o Justo justifica.

[c) Fidelidade. Deus é fiel. Ele é absolutamente digno de confiança; as suas palavras não falharão. Portanto, seu povo pode descansar em suas promessas. (Êxo. 34:6; Num. 23:19; Deut. 4:31; Jos. 21:43-45; 23:14; 1 Sam. 15:29; Jer. 4:28; Isa. 25:1; Ezeq. 12:25; Dan. 9:4; Miq. 7:20; Luc. 18:7,8; Rom. 3:4; 15:8; 1 Cor. 1:9; 10:13; 2 Cor. 1:20; 1Tess. 5:24; 2 Tess. 3:3; 2 Tim. 2:13; Heb. 6:18; 10:23; 1 Ped. 4:19; Apoc. 15:3.)

(d) Misericórdia. Deus é misericordioso. "A misericórdia de Deus é a divina bondade em ação com respeito às misérias de suas criaturas, bondade que se comove a favor deles, provendo o seu alivio, e, no caso de pecadores impenitentes, demonstrando paciência longânima" (Hodges). (Tito 3:5; Lam. 3:22; Dan. 9:9; Jer. 3:12; Sal. 32:5; Isa. 49:13; 54:7.) Uma das mais belas descrições da misericórdia de Deus encontra-se no Salmo 103:8-18. O conhecimento de sua misericórdia toma-se a base da esperança (Sal. 130:7) como também da confiança (Sal. 52:8). A misericórdia de Deus manifestou-se de maneira eloqüente ao enviar Cristo ao mundo. (Luc. 1:78.)

(e) Amor. Deus é amor. O amor é o atributo de Deus em razão do qual ele deseja relação pessoal com aqueles que possuem a sua imagem e, mui especialmente, com aqueles que foram santificados em caráter, feitos semelhantes a ele. Notamos a descrição do amor de Deus (Deut. 7:8; Efés. 2:4; Sof. 3:17; Isa. 49:15, 16; Rom. 8:39; Osé. 11:4; Jer. 31:3); notamos a quem é manifestado (João 3:16; 16:27; 17:23; Deut. 10:18); notamos como foi demonstrado (João 3:16; 1 João 3:1; 4:9, 10; Rom. 9:11-13; Isa. 38:17; 43:3, 4; 63:9; Tito 3:4-7; Efés. 2:4, 5; Osé. 11:4; Deut. 7:13; Rom. 5:5).

(f) Bondade. Deus é bom. A bondade de Deus é o atributo em razão do qual ele concede vida e outras bênçãos às suas criaturas. (Sal. 25:8; Naúm 1:7; Sal. 145:9;Rom. 2:4; Mat. 5:45; Sal. 31:19; Atos 14:17; Sal. 68:10; 85:5.) Escreve o Dr. Howard Agnew Johnson:
  Há alguns anos fui convidado para almoçar em certa casa. O dono da casa me pediu que orasse. Depois de pedir a bênção e expressar a nossa gratidão pelos dons de Deus, ele disse com certa franqueza: "Realmente não vejo razão para isto: pois eu mesmo provi esta refeição."
  Em resposta perguntamos: "O senhor nunca pensou que se falhassem a sementeira e a colheita uma só vez em toda a terra, a metade do povo morreria antes da próxima colheita? E não pensou também que se falhassem a sementeira e a colheita em dois anos sucessivos em todo o planeta, todos os homens morreriam antes da seguinte colheita?
  Evidentemente assombrado, ele admitiu que nunca pensara em tal possibilidade. Então sugerimos estar muito equivocado em dizer que fora ele quem fornecera aquela refeição para nós. Ele devia a Deus a sua própria vida e as forças para ganhar o dinheiro. Deus havia posto vida no grão e no animal que usávamos como alimento, coisa que ele nunca poderia fazer. Lembramos-lhe que ele havia sido um cooperador com Deus, participando das leis divinas para suprir as nossas necessidades. Então perguntamos: "Se alguém lhe desse alguma coisa, o senhor não diria "obrigado"? E se fossem repetidas as dádivas duas ou três vezes ao dia, o senhor não diria "obrigado" cada vez'? Com isso ele prontamente concordou. "Então o senhor entende por que dizemos 'obrigado' a Deus cada vez que recebemos suas bênçãos."
  A isto ele exclamou: "Ah! isto não é mais do que boa educação, sem falar em ser inteligentemente agradecido!"
  Para certas pessoas a existência do mal e do sofrimento apresenta um obstáculo à crença na bondade de Deus. "Por que um Deus de amor criou um mundo cheio de sofrimento?" perguntam alguns. As considerações seguintes poderão esclarecer o problema:
1) Deus não é responsável pelo mal. Se um trabalhador descuidado jogar areia numa máquina delicada, deve-se responsabilizar o fabricante? Deus fez tudo bom mas o homem danificou a sua obra. Praticamente todo o sofrimento que há no mundo é conseqüência da desobediência deliberada do homem.
2) Sendo Deus Todo-poderoso, o mal existe por sua permissão. Nem sempre podemos compreender porque ele permite o mal, pois os seus caminhos são inescrutáveis. Ao extremamente curioso ele diria: "Que tens tu com isso? Segue-me tu." No entanto, podemos compreender parte dos seus caminhos — o suficiente para saber que ele não erra. Assim escreveu Stevenson, notável autor: "Se eu, através do buraquinho de guarita, puder enxergar com os meus olhos míopes minúscula fração do universo, e ainda receber no meu próprio destino algumas evidências dum plano e algumas evidências duma bondade dominante, seria eu, então, tão insensato a ponto de queixar-me de não poder entender tudo? não deveria eu sentir surpresa infinita e grata, pelo fato de, em um empreendimento ao vasto, poder eu entender algo, por pouco que seja, e fazer com que este pouco inspire minha fé?"
3) Deus é tão grande que pode fazer o mal cooperar para o bem. Recordemos como dominou a maldade dos irmãos de José, e de Faraó, e de Herodes, e daqueles que rejeitaram e crucificaram a Cristo. Acertadamente disse um erudito da antiguidade: "Deus Todo-poderoso não permitiria, de maneira alguma, a existência do mal na sua obra se não fosse tão onipotente e tão bom que até mesmo do mal ele pudesse operar o bem." Muitos cristãos já saíram dos fogos do sofrimento com o caráter purificado e a fé fortalecida. O sofrimento os tem impelido ao seio de Deus. O sofrimento foi a moeda que comprou o caráter provado no fogo.
4) Deus formou o universo segundo leis naturais, e estas leis implicam a possibilidade de acidentes. Por exemplo, se a pessoa descuidada ou deliberadamente se deixar cair em um precipício, essa pessoa sofrerá as conseqüências de ter violado a lei da gravidade. Mas, ao mesmo tempo, estamos satisfeitos com estas leis, pois de outra forma o mundo estaria num estado de confusão.
5) é bom lembrar sempre que tal não é o estado perfeito das coisas. Deus tem em reserva outra vida e uma época futura em que mostrará a razão de todos os seus tratados e ações. Visto que ele opera segundo a "Hora Oficial Celestial", às vezes pensamos que ele esteja tardando, mas "bem depressa" fará justiça a seus escolhidos. (Luc. 18:7, 8.) Não se deve julgar a Deus enquanto não descer a cortina sobre a última cena do grande Drama dos Séculos. Então veremos que "Ele tudo fez bem".

Continua.............


Pesquisa: Pastor Charles Maciel Vieira