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A primeira parte da Santa Escritura no AT tem recebido vários nomes, dependendo dos aspectos considerados. Os cinco livros de Moisés têm recebido o nome comum de PENTATEUCO. A expressão vem de duas palavras gregas: penta (cinco) e teukos (rolos ou livros). O nome simboliza dessa maneira os cinco livros como uma unidade. São 160 Páginas de conteúdo em 16 horas de Curso. Veja a lista de Capítulos.
Um dia os irmãos de José levaram as ovelhas e as cabras do seu pai até os pastos que ficavam perto da cidade de Siquém. Então Jacó disse a José:
— Venha cá. Vou mandar você até Siquém, onde os seus irmãos estão cuidando das ovelhas e das cabras.
— Estou pronto para ir — respondeu José.
Jacó disse:
— Vá lá e veja se os seus irmãos e os animais vão bem e me traga notícias.
Então dali, do vale de Hebrom, Jacó mandou que José fosse até Siquém, e ele foi. Quando chegou lá, ele foi andando pelo campo. Aí um homem o viu e perguntou:
— O que você está procurando?
— Estou procurando os meus irmãos — respondeu José. — Eles estão por aí, em algum pasto, cuidando das ovelhas e das cabras. O senhor sabe aonde foram?
O homem respondeu:
— Eles já foram embora daqui. Eu ouvi quando disseram que iam para Dotã.
Aí José foi procurar os seus irmãos e os achou em Dotã. Eles viram José de longe e, antes que chegasse perto, começaram a fazer planos para matá-lo. Eles disseram:
— Lá vem o sonhador! Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele.
Quando Rúben ouviu isso, quis salvá-lo dos seus irmãos e disse:
— Não vamos matá-lo. Não derramem sangue. Vocês podem jogá-lo neste poço, aqui no deserto, mas não o machuquem.
Rúben disse isso porque planejava salvá-lo dos irmãos e mandá-lo de volta ao pai. Quando José chegou ao lugar onde os seus irmãos estavam, eles arrancaram dele a túnica longa, de mangas compridas, que ele estava vestindo. Depois o pegaram e o jogaram no poço, que estava vazio e seco. E sentaram-se para comer. De repente, viram que ia passando uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade e ia para o Egito. Os seus camelos estavam carregados de perfumes e de especiarias. Aí Judá disse aos irmãos:
— O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte? Em vez de o matarmos, vamos vendê-lo a esses ismaelitas. Afinal de contas ele é nosso irmão, é do nosso sangue.
Os irmãos concordaram. Quando alguns negociantes midianitas passaram por ali, os irmãos de José o tiraram do poço e o venderam aos ismaelitas por vinte barras de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.
Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá dentro, rasgou as suas roupas em sinal de tristeza. Ele voltou para o lugar onde os seus irmãos estavam e disse:
— O rapaz não está mais lá! E agora o que é que eu vou fazer?
Então os irmãos mataram um cabrito e com o sangue mancharam a túnica de José. Depois levaram a túnica ao pai e disseram:
— Achamos isso aí. Será que é a túnica do seu filho?
Jacó a reconheceu e disse:
— Sim, é a túnica do meu filho! Certamente algum animal selvagem o despedaçou e devorou.
Então, em sinal de tristeza, Jacó rasgou as suas roupas e vestiu roupa de luto. E durante muito tempo ficou de luto pelo seu filho. Todos os seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele não quis ser consolado e disse:
— Vou ficar de luto por meu filho até que vá me encontrar com ele no mundo dos mortos.
E continuou de luto por seu filho José. Enquanto isso, os midianitas venderam José a Potifar, oficial e capitão da guarda do rei do Egito.
Jacó ficou morando na terra de Canaã, onde o seu pai tinha vivido. Esta é a história da família de Jacó.
Quando José era um jovem de dezessete anos, cuidava das ovelhas e das cabras, junto com os seus irmãos, os filhos de Bila e de Zilpa, que eram mulheres do seu pai. E José contava ao pai as coisas erradas que os seus irmãos faziam.
Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas. Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.
Certa vez José teve um sonho e o contou aos seus irmãos. Aí é que ficaram com mais raiva dele porque ele disse assim:
— Escutem, que eu vou contar o sonho que tive. Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele.
Então os irmãos perguntaram:
— Quer dizer que você vai ser nosso rei e que vai mandar em nós?
E ficaram com mais ódio dele ainda por causa dos seus sonhos e do jeito que ele os contava.
Depois José sonhou outra vez e contou também esse sonho aos seus irmãos. Ele disse assim:
— Eu tive outro sonho. Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim.
Quando José contou esse sonho ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e disse:
— O que quer dizer esse sonho que você teve? Por acaso a sua mãe, os seus irmãos e eu vamos nos ajoelhar diante de você e encostar o rosto no chão?
Os irmãos de José tinham inveja dele, mas o seu pai ficou pensando no caso.
Quando Abrão tinha noventa e nove anos, o SENHOR Deus apareceu a ele e disse: — Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo. Eu farei a minha aliança com você e lhe darei muitos descendentes. Então Abrão se ajoelhou, encostou o rosto no chão, e Deus lhe disse: — Eu faço com você esta aliança: prometo que você será o pai de muitas nações. Daqui em diante o seu nome será Abraão e não Abrão, pois eu vou fazer com que você seja pai de muitas nações. Farei com que os seus descendentes sejam muito numerosos, e alguns deles serão reis. A aliança que estou fazendo para sempre com você e com os seus descendentes é a seguinte: eu serei para sempre o Deus de você e o Deus dos seus descendentes. Darei a você e a eles a terra onde você está morando como estrangeiro. Toda a terra de Canaã será para sempre dos seus descendentes, e eu serei o Deus deles. Deus continuou: — Você, Abraão, será fiel à minha aliança, você e os seus descendentes, para sempre. Pela aliança que estou fazendo com você e com os seus descendentes, todos os homens entre vocês deverão ser circuncidados. A circuncisão servirá como sinal da aliança que há entre mim e vocês. De hoje em diante vocês circuncidarão todos os meninos oito dias depois de nascidos, e também os escravos que nascerem nas casas de vocês, e os que forem comprados de estrangeiros. Tanto uns como outros deverão ser circuncidados, sem falta. Esse será um sinal que vai ficar no seu corpo para mostrar que a minha aliança com vocês é para sempre. Quem não for circuncidado não poderá morar no meio de vocês, pois não respeitou a minha aliança. Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil
Gênesis 16.1-16 Agar e Ismael Sarai, a mulher de Abrão, não lhe tinha dado filhos. Ela possuía uma escrava egípcia, que se chamava Agar. Um dia Sarai disse a Abrão: — Já que o SENHOR Deus não me deixa ter filhos, tenha relações com a minha escrava; talvez assim, por meio dela, eu possa ter filhos. Abrão concordou com o plano de Sarai, e assim ela lhe deu Agar para ser sua concubina. Isso aconteceu quando já fazia dez anos que Abrão estava morando em Canaã. Abrão teve relações com Agar, e ela ficou grávida. Quando descobriu que estava grávida, Agar começou a olhar com desprezo para Sarai, a sua dona. Aí Sarai disse a Abrão: — Por sua culpa Agar está me desprezando. Eu mesma a entreguei nos seus braços; e, agora que sabe que está grávida, ela fica me tratando com desprezo. Que o SENHOR Deus julgue quem é culpado, se é você ou se sou eu! Abrão respondeu: — Está bem. Agar é sua escrava, você manda nela. Faça com ela o que quiser. Aí Sarai começou a maltratá-la tanto, que ela fugiu. Mas o Anjo do SENHOR a encontrou no deserto, perto de uma fonte que fica no caminho de Sur, e perguntou: — Agar, escrava de Sarai, de onde você vem e para onde está indo? — Estou fugindo da minha dona — respondeu ela. Então o Anjo do SENHOR deu a seguinte ordem: — Volte para a sua dona e seja obediente a ela em tudo. E o Anjo do SENHOR disse também:
“Eu farei com que o número dos seus descendentes seja grande; eles serão tantos, que ninguém poderá contá-los. Você está grávida, e terá um filho, e porá nele o nome de Ismael, pois o SENHOR Deus ouviu o seu grito de aflição. Esse filho será como um jumento selvagem; ele lutará contra todos, e todos lutarão contra ele. E ele viverá longe de todos os seus parentes.”
Então Agar deu ao SENHOR este nome: “O Deus que Vê.” Isso porque ele havia falado com ela, e ela havia perguntado a si mesma: “Será verdade que eu vi Aquele que Me Vê?” É por isso que esse poço, que fica entre Cades e Berede, é chamado de “Poço Daquele que Vive e Me Vê”. Agar deu um filho a Abrão, e ele pôs no menino o nome de Ismael. Abrão tinha oitenta e seis anos quando Ismael nasceu. Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil
Gênesis 14.17-24 Melquisedeque abençoa Abrão Depois de haver derrotado Quedorlaomer e os outros reis, Abrão estava voltando para casa quando o rei de Sodoma foi encontrar-se com ele no vale de Savé, também chamado de vale do Rei. E Melquisedeque, que era rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho. Melquisedeque abençoou Abrão, dizendo:
“Abrão seja abençoado pelo Deus Altíssimo, que criou o céu e a terra! Seja louvado o Deus Altíssimo, que entregou os inimigos de você nas suas mãos!”
Aí Abrão deu a Melquisedeque a décima parte de tudo o que havia trazido de volta. Depois o rei de Sodoma disse a Abrão: — Fique com as coisas e me devolva somente as pessoas. Mas Abrão respondeu: — Eu levanto a mão diante do SENHOR, o Deus Altíssimo, criador do céu e da terra, e juro que não ficarei com nada do que é seu, nem um fio de linha ou uma tira de sandália. Assim você nunca poderá dizer: “Eu fiz com que Abrão ficasse rico.” Não quero nada para mim, a não ser a comida que os meus empregados comeram. Mas os meus aliados Aner, Escol e Manre podem ficar com a parte deles. Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil
Gênesis 14.1-16 Abrão liberta Ló Nesse tempo Anrafel era rei de Sinar, Arioque era rei de Elasar, Quedorlaomer era rei de Elão, e Tidal era rei de Goim. Esses quatro fizeram guerra contra os seguintes reis: Bera, de Sodoma; Birsa, de Gomorra; Sinabe, de Admá; Semeber, de Zeboim; e contra o rei de Bela, cidade que também se chamava Zoar. Esses cinco reis juntaram os seus exércitos no vale de Sidim, onde fica o mar Morto. O rei Quedorlaomer os havia dominado por doze anos, mas no décimo terceiro ano eles se revoltaram contra ele. No décimo quarto ano Quedorlaomer e os seus aliados derrotaram os refains em Asterote-Carnaim, os zuzins em Hã, os emins em Savé-Quiriataim e os horeus nas montanhas de Seir, perseguindo-os até El-Parã, onde começa o deserto. Depois voltaram até Cades, que naquele tempo se chamava En-Mispate. Eles arrasaram a terra dos amalequitas e derrotaram os amorreus que viviam em Hazazão-Tamar. Então os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Bela saíram com os seus exércitos para o vale de Sidim a fim de lutar contra os reis de Elão, de Goim, de Sinar e de Elasar. Eram quatro reis contra cinco. Acontece que o vale de Sidim era cheio de buracos em que havia piche; e, quando tentaram fugir da batalha, os reis de Sodoma e de Gomorra caíram nesses buracos. Mas os outros reis fugiram para as montanhas. Os quatro reis pegaram todo o mantimento e os objetos de valor que havia em Sodoma e em Gomorra e foram embora. Ló, o sobrinho de Abrão, vivia em Sodoma e por isso também foi levado como prisioneiro. E levaram também tudo o que era dele. Mas um homem escapou e foi contar tudo a Abrão, o hebreu, que morava perto das árvores sagradas que pertenciam a Manre, o amorreu. Manre e os seus irmãos Escol e Aner eram aliados de Abrão. Quando Abrão ficou sabendo que o seu sobrinho tinha sido levado como prisioneiro, reuniu os seus homens treinados para a guerra, todos eles nascidos na sua casa. Eram trezentos e dezoito ao todo. Abrão foi com eles, perseguindo os quatro reis até a cidade de Dã. Ali Abrão dividiu os seus homens em dois grupos, atacou os inimigos de noite e os derrotou. Ele continuou a persegui-los até Hoba, que fica ao norte da cidade de Damasco, e trouxe de volta tudo o que os inimigos haviam levado. Abrão trouxe também o seu sobrinho Ló, e tudo o que era dele, e também as suas mulheres, e o resto da sua gente. Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil
Gênesis 13.1-18 Promessa de Deus a Abrão Abrão saiu do Egito com a sua mulher e com tudo o que tinha e foi para o sul de Canaã. E Ló, o seu sobrinho, foi com ele. Abrão era muito rico; tinha gado, prata e ouro. Ele foi de um lugar para outro até chegar à cidade de Betel; e dali foi para o lugar que fica entre Betel e Ai, onde já havia acampado antes. Abrão chegou ao altar que ele havia construído e adorou a Deus, o Senhor. Ló, que ia com Abrão, também levava ovelhas, cabras, gado, empregados e a sua família. Não havia pastos que dessem para os dois ficarem juntos, pois eles tinham muitos animais. Por isso os homens que cuidavam dos animais de Abrão brigavam com os que tomavam conta dos animais de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus ainda estavam vivendo ali. Um dia Abrão disse a Ló: — Nós somos parentes chegados, e não é bom que a gente fique brigando, nem que os meus empregados briguem com os seus. Vamos nos separar. Escolha! A terra está aí, toda ela. Se você for para a esquerda, eu irei para a direita; se você for para a direita, eu irei para a esquerda. Ló olhou em volta e viu que o vale do Jordão, até chegar à cidade de Zoar, tinha bastante água. Era como o Jardim do Senhor ou como a terra do Egito. O vale era assim antes de o Senhor haver destruído as cidades de Sodoma e de Gomorra. Ló escolheu todo o vale do Jordão e foi na direção leste. E assim os dois se separaram. Abrão ficou na terra de Canaã, e Ló foi morar nas cidades do vale. Ló foi acampando até chegar a Sodoma, onde vivia uma gente má, que cometia pecados horríveis contra o Senhor. Depois que Ló foi embora, o Senhor Deus disse a Abrão: — De onde você está, olhe bem para o norte e para o sul, para o leste e para o oeste. Eu vou dar a você e aos seus descendentes, para sempre, toda a terra que você está vendo. Farei com que os seus descendentes sejam tantos como o pó da terra. Assim como ninguém pode contar os grãozinhos de pó, assim também não será possível contar os seus descendentes. Agora vá e ande por esta terra, de norte a sul e de leste a oeste, pois eu a darei a você. Assim, Abrão desarmou o seu acampamento e foi morar perto das árvores sagradas de Manre, na cidade de Hebrom. E ali Abrão construiu um altar para Deus, o Senhor. Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil
Gênesis 12.10-20 Abrão no Egito Naquele tempo houve em Canaã uma fome tão grande, que Abrão foi morar por algum tempo no Egito. Quando ia chegando ao Egito, Abrão disse a Sarai, a sua mulher: — Escute! Você é uma mulher muito bonita, e, quando os egípcios a virem, vão dizer: “Essa aí é a mulher dele.” Por isso me matarão e deixarão que você viva. Diga, então, que você é minha irmã. Assim, por sua causa, eles me deixarão viver e me tratarão bem. Quando Abrão chegou ao Egito, os egípcios viram que Sarai, a sua mulher, era, de fato, muito bonita. Alguns altos funcionários do rei do Egito também a viram e contaram a ele como era linda aquela mulher. Por isso ela foi levada para o palácio do rei. Por causa dela o rei tratou bem Abrão e lhe deu ovelhas, bois, jumentos, escravos e escravas, jumentas e camelos. Mas, por causa de Sarai, o Senhor Deus castigou o rei e a sua família com doenças horríveis. Por isso o rei mandou chamar Abrão e perguntou: — Por que você me fez uma coisa dessas? Por que não me disse que ela é a sua mulher? Você disse que ela era sua irmã, e por isso eu casei com ela. Portanto, aqui está a sua mulher; saia daqui com ela! Então o rei deu ordem, e os seus guardas levaram Abrão para fora do Egito, junto com a sua mulher e com todas as coisas que eram dele Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil
Certo dia o SENHOR Deus disse a Abrão: — Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o abençoarei, o seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo. Abrão tinha setenta e cinco anos quando partiu de Harã, como o SENHOR havia ordenado. E Ló foi com ele. Abrão levou a sua mulher Sarai, o seu sobrinho Ló, filho do seu irmão, e todas as riquezas e escravos que havia conseguido em Harã. Quando chegaram a Canaã, Abrão atravessou o país até que chegou a Siquém, um lugar santo, onde ficava a árvore sagrada de Moré. Naquele tempo os cananeus viviam nessa região. Ali o SENHOR apareceu a Abrão e disse: — Eu vou dar esta terra aos seus descendentes. Naquele lugar Abrão construiu um altar a Deus, o SENHOR, pois ali o SENHOR havia aparecido a ele. Depois disso Abrão foi para a região montanhosa que fica a leste da cidade de Betel e ali armou o seu acampamento. Betel ficava a oeste do acampamento, e a cidade de Ai ficava a leste. Também nesse lugar Abrão construiu um altar e adorou o SENHOR. Dali ele foi andando de um lugar para outro, sempre na direção sul da terra de Canaã. Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil
Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma. Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito, e vos resgatou da casa da servidão, para te apartar do caminho que te ordenou o Senhor teu Deus, para andares nele: assim tirarás o mal do meio de ti. Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio, ou teu amigo, que te é como a tua alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; Dentre os deuses dos povos que estão em redor de vós, perto ou longe de ti, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade; Não consentirás com ele, nem o ouvirás; nem o teu olho o poupará, nem terás piedade dele, nem o esconderás; Mas certamente o matarás; a tua mão será a primeira contra ele, para o matar; e depois a mão de todo o povo. E o apedrejarás, até que morra, pois te procurou apartar do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão; Para que todo o Israel o ouça e o tema, e não torne a fazer semelhante maldade no meio de ti. Quando ouvires dizer, de alguma das tuas cidades que o Senhor teu Deus te dá para ali habitar: Uns homens, filhos de Belial, que saíram do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conhecestes; Então inquirirás e investigarás, e com diligência perguntarás; e eis que, sendo verdade, e certo que se fez tal abominação no meio de ti; Certamente ferirás, ao fio da espada, os moradores daquela cidade, destruindo a ela e a tudo o que nela houver, até os animais. E ajuntarás todo o seu despojo no meio da sua praça; e a cidade e todo o seu despojo queimarás totalmente para o Senhor teu Deus, e será montão perpétuo, nunca mais se edificará. Também não se pegará à tua mão nada do anátema, para que o Senhor se aparte do ardor da sua ira, e te faça misericórdia, e tenha piedade de ti, e te multiplique, como jurou a teus pais; Quando ouvires a voz do Senhor teu Deus, para guardares todos os seus mandamentos que hoje te ordeno; para fazeres o que for reto aos olhos do Senhor teu Deus. Deuteronômio 13:1-18 Almeida Corrigida e Revisada Fiel Fonte: http://www.bibliaonline.com.br/acf/dt/13
1, 2 - NO COMEÇO, quando Deus
criou os céus e a terra, a terra era vazia e sem forma definida. O Espírito de
Deus estava em cima das águas.
3, 4, e 5 - Disse Deus:
"Haja luz". E a luz apareceu. Deus ficou satisfeito, e separou a luz
da escuridão. Assim, Ele deixou a luz brilhar um pouco, e depois escureceu de
novo. Deus chamou "dia" à luz, e à escuridão chamou
"noite". O dia e a noite juntos formaram o primeiro dia.
6, 7 e 8 - Disse Deus:
"Que as águas se separem para formar a expansão do céu em cima e os
oceanos embaixo". Deste modo, Deus fez o céu, separando as águas de cima
das águas de baixo. Tudo isso aconteceu no segundo dia.
9, 10, 11, 12 e 13 - E disse Deus:
"Que as águas que estão embaixo do céu se juntem e formem os oceanos, de
modo que apareça a parte seca". E foi assim. Deus deu o nome de
"terra" à parte seca e de "mares" às águas. Deus ficou
satisfeito, e disse: "Que a terra faça brotar toda espécie de ervas e de
plantas que dão semente, e também árvores frutíferas que têm sementes nas
frutas que elas dão. Isso para que as sementes façam nascer as espécies de plantas
e de frutas que tinham produzido essas sementes. E foi assim, e Deus ficou
satisfeito. Tudo isso aconteceu no terceiro dia.
14 e 15 - Disse Deus:
"Haja luzeiros na expansão do céu para iluminarem a terra e para fazerem diferença
entre o dia e a noite. Eles servirão para dirigir as estações e para marcar os
dias e anos". E foi assim.
16, 17, 18 e 19 - Deus fez
dois enormes luzeiros para iluminarem a terra. O maior, que é o sol, para
dirigir o dia, e o menor, que é a lua, é para dirigir a noite. Fez também as
estrelas. Deus colocou os luzeiros na expansão do céu para iluminarem a terra
e para fazerem separação entre a luz e a escuridão. E Deus ficou satisfeito. Tudo
isso aconteceu no quarto dia.
20, 21, 22 e 23 - Então disse
Deus: "Que as águas fiquem cheias de peixes e de outras formas de vida, e
que os céus fiquem cheios de aves de toda espécie". Assim Deus criou os
grandes animais marinhos e toda espécie de peixes e de aves. Deus ficou satisfeito
e abençoou essas criaturas que fez."Multipliquem, enchendo as águas dos
mares, " falou. E às aves disse: "Sejam cada vez mais numerosas. Encham
a terra!" Com isso o quinto dia terminou.
24, 25 - Disse Deus:
"Que a terra produza os animais. Animais domésticos, répteis e animais do
mato". E assim foi. Deus fez os animais, cada um de uma espécie. Os
animais que vivem nas selvas e nos campos, incluindo os répteis, e os animais domésticos.
E Deus ficou satisfeito com o que fez.
26 - Depois disse Deus:
"Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Tenha ele domínio sobre os
animais marinhos, sobre as aves, sobre os animais domésticos e sobre os
répteis. Domine a terra toda!
27 - Assim Deus criou o homem
à imagem do seu Criador. Deus fez o homem conforme a semelhança dele. Deus
criou o homem e a mulher.
28, 29, 30 e 31 - Deus
abençoou os dois e disse: "Multipliquem, encham a terra e tenham domínio
sobre a terra. Vocês são os senhores dos peixes, das aves e de todos os
animais. Olhem! Eu dou a vocês todas as plantas que dão sementes, e todas as árvores
frutíferas para alimento. E dou todo capim e toda erva aos animais e às aves
para alimento deles."
Então Deus olhou tudo que
tinha feito. Era excelente em todos os aspectos! Assim terminou o sexto dia.
Depois disso José deu ao administrador da sua casa a seguinte ordem: — Encha de mantimento os sacos que esses homens trouxeram, o quanto puderem carregar, e ponha na boca dos sacos o dinheiro de cada um. E, na boca do saco de mantimentos que pertence ao irmão mais moço, ponha o meu copo de prata, junto com o dinheiro que ele pagou pelo seu mantimento. O administrador fez tudo como José havia mandado. De manhã bem cedo os irmãos de José saíram de viagem, com os seus jumentos. Quando eles já tinham saído da cidade, mas ainda não estavam longe, José disse ao seu administrador: — Vá depressa atrás daqueles homens e, quando os alcançar, diga o seguinte: “Por que vocês pagaram o bem com o mal? Por que roubaram o copo de prata do meu patrão? Ele usa esse copo para beber e para adivinhar as coisas. Vocês cometeram um crime.” Quando o administrador os alcançou e disse o que José havia ordenado, eles responderam: — Por que o senhor está falando desse jeito? Nós não seríamos capazes de fazer uma coisa dessas! Nós lhe trouxemos de volta do país de Canaã o dinheiro que encontramos na boca dos sacos de mantimentos de cada um de nós. Então por que iríamos roubar prata ou ouro da casa do seu patrão? Se o senhor encontrar o copo com algum de nós, ele será morto, e nós ficaremos seus escravos. O administrador disse: — Concordo com vocês, mas só aquele com quem estiver o copo é que será meu escravo; os outros poderão ir embora. Então eles puseram depressa os sacos de mantimentos no chão, e cada um abriu o seu. O administrador de José procurou em cada saco de mantimentos, começando pelo do mais velho até o do mais moço; e o copo foi encontrado na boca do saco de mantimentos de Benjamim. Então os irmãos rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza, colocaram de novo as cargas em cima dos jumentos e voltaram para a cidade. Quando Judá e os seus irmãos chegaram à casa de José, ele ainda estava ali. Eles se ajoelharam na frente dele e encostaram o rosto no chão. Aí José perguntou: — Por que foi que vocês fizeram isso? Vocês não sabiam que um homem como eu é capaz de adivinhar as coisas? Judá respondeu: — Senhor, o que podemos falar ou responder? Como podemos provar que somos inocentes? Deus descobriu o nosso pecado. Aqui estamos e somos todos seus escravos, nós e aquele com quem estava o copo. José disse: — De jeito nenhum! Eu nunca faria uma coisa dessas! Só aquele que estava com o meu copo é que será meu escravo. Os outros podem voltar em paz para a casa do pai. Fonte: SBB
Moisés nasceu num momento crítico. O povo dele, os
descendentes de Abraão escolhidos para receber grandes promessas, estava sofrendo
terrivelmente. Os egípcios dominavam os hebreus com tirania, e até matavam os
filhos recém-nascidos para controlar o crescimento da nação escrava. A mãe de
Moisés escondeu o próprio filho e, depois, deixou que ele fosse adotado por uma
princesa do Egito.
Moisés viu a injustiça e tentou defender seu povo. Ele matou
um egípcio que espancava um dos hebreus, imaginando que o povo lhe daria apoio.
Mas, o povo medroso não entendeu o que Moisés queria fazer, e ele tinha que
fugir do Egito. Dos 40 aos 80 anos de idade, ele ficou longe do Egito, servindo
como humilde pastor de ovelhas. Neste tempo, ele casou e teve filhos. Talvez
ele conseguiu esquecer um pouco do sofrimento dos parentes no Egito. Até um
dia, quando Deus apareceu no monte Sinai, numa moita que ardia mas não se
queimava. Deus mandou que Moisés descesse para o Egito para livrar o povo da
escravidão.
Moisés, com 40 anos de idade e com todo o vigor físico e o desejo ardente de
ajudar os parentes, não conseguiu fazer nada. Agora, com 80 anos, vai fazer o
que? Vai entrar na presença do rei do país mais poderoso do mundo e exigir a
libertação de milhões de escravos? Moisés se considerava um libertador pouco
provável, e começou a oferecer suas desculpas ao Senhor. Vamos examinar as
cinco desculpas que ele deu, e a maneira que Deus respondeu a cada uma. O
relato se econtra em Êxodo 3 e 4.
- Quem sou eu?
"Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a
Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?" (3:11). Que convite para uma
pregação positiva! Dá para ouvir alguns pastores, hoje em dia, fazendo belas
pregações elogiando tal pobre sujeito que não reconhece sua força interior.
"Você é alguém", diriam para Moisés. "Com pensamentos positivos,
você pode realizar seus sonhos." Mas esses pastores não estão pregando a
palavra do Deus que chamou Moisés. Deus não elogiou Moisés. Ele não fez algum
grande discurso para mostrar que Moisés era alguém. Deus, implicitamente,
concordou com Moisés. É verdade. Você não é ninguém. Mas eu sou o Criador
do universo e "Eu serei contigo" (3:12).
Muitas pessoas recusam cumprir os papéis que Deus lhes tem dado, porque se
julgam incapazes. Olham para outras pessoas mais talentosas e acham desculpas
por não fazer a vontade de Deus. O fato é que sempre encontraremos ao nosso redor
pessoas mais inteligentes, mais fortes, mais eloqüentes e mais conhecidas. Mas,
Deus nunca usou tais qualidades para medir seus servos. Ele não quer pessoas
auto-confiantes, mas pessoas que confiam nele. Se você tende a fugir da
responsabilidade porque não é ninguém, está olhando na direção errada. Pare de
olhar no espelho para ver suas limitações, e comece a olhar para Deus
Todo-Poderoso.
- O que direi?
Deus respondeu à primeira desculpa, e Moisés já ofereceu a
segunda. Tudo bem, eu vou lá para falar com o povo sobre a libertação, e eles
vão perguntar para mim. Vão querer saber o nome do Deus que me enviou. O que eu
direi para eles? (3:13).
Os egípcios serviam muitos deuses, e os hebreus foram corrompidos pela
influência deles (veja Josué 24:14). Para alguém chegar no meio deles e dizer
que "Deus me mandou" seria uma mensagem vaga. Ao mesmo tempo, Deus já
tinha se identificado para Moisés (3:6). Da mesma maneira que Deus usa muitas
descrições de si nos outros livros da Bíblia, ele usou várias neste capítulo.
Além de ser o Deus de Abraão, Isaque, Jacó e do pai de Moisés (3:6), ele se
descreve como "Eu Sou o Que Eu Sou" (3:14). Esta descrição, a mesma
usada por Jesus em João 8:24 e 58, é uma afirmação da eternidade de Deus. Ele
é, e sempre existia. Mais ainda, Deus usou o nome traduzido na maioria das
Bíblias atuais com maiúsculos: SENHOR. Este nome vem do tetragrama, ou nome de
quatro letras (YHWH). Sem vogais, ninguém sabe a pronuncia correta deste nome
(alguns sugerem Javé). Alguns séculos depois de Moisés, os judeus acrescentaram
vogais e começaram pronunciar o nome como "Jeová". A tradução grega
do Antigo Testamento usa a palavra "Kyrios" que é traduzida em nossas
Bíblias como "Senhor".
Algumas pessoas hoje, incluindo as Testemunhas de Jeová, têm
insistido que "Jeová" ou alguma forma semelhante é o único nome de
Deus, e que devemos usar este nome exclusivamente. Usam passagens como Êxodo
3:15 ("este é o meu nome eternamente"). Algumas observações na Bíblia
mostram claramente que Deus não estava dizendo que os servos dele usassem este
nome como a única maneira de falar sobre Deus. Outras passagens usam diversos
nomes ou descrições de Deus, mostrando seu poder, sua eternidade, etc. Um
versículo é suficiente para provar o erro da doutrina de "um único nome"
para Deus. Amós 5:27 diz: "...diz o SENHOR, cujo nome é Deus dos
Exércitos". Se o próprio SENHOR (YHWH) diz que seu nome é Deus
(Elohim) dos Exércitos, nenhum homem tem direito de proibir o uso de descrições
bíblicas de Deus. Para tirar qualquer dúvida, podemos ver o exemplo de Jesus.
Ele citou, várias vezes, a tradução grega do Velho Testamento, que usa a
palavra Kyrios (Senhor) no lugar de YHWH. (Por exemplo, ele cita a Septuaginta,
que usa a palavra Kyrios, em Marcos 12:11). Mais uma observação nos ajudará: o
nome YHWH não aplica somente a Deus Pai, como alguns falsos mestres sugerem.
Mateus 3:3 fala sobre o papel de João Batista em preparar o caminho de Jesus, e
cita Isaías 40:3. YHWH (Javé ou Jeová) de Isaías 40:3 é Jesus!
A resposta do Senhor a Moisés não foi dada para sugerir que haveria apenas um
nome oficial de Deus. O Deus eterno e soberano queria se destacar dos falsos
deuses adorados pelos egípcios e até pelos próprios hebreus.
- Eles não crerão
A terceira desculpa de Moisés mostra que ele continua
preocupado com sua própria credibilidade. Eles não crerão na minha palavra, ele
diz (4:1). Deus reconheceu que esta preocupação era válida, e ofereceu três
sinais para confirmar a palavra de Moisés (4:2-9). O bordão se virou em
serpente, a mão se tornou leprosa e a água tirada do rio se tornou em sangue.
Esta é a primeira vez na Bíblia que Deus concedeu ao homem o poder para
realizar milagres. O propósito dos milagres é bem explicado pelo contexto: para
confirmar a palavra falada. Quando Elias e Eliseu introduziram a época de
profecia do Velho Testamento, realizaram milagres. Quando Jesus e os apóstolos
introduziram o evangelho, operaram vários sinais. Os milagres deles tinham o
mesmo propósito: "...confirmando a palavra por meio de sinais..."
(Marcos 16:20); "... a salvação, ... tendo sido anunciada inicialmente
pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus
testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por
distribuições do Espírito Santo..." (Hebreus 2:3-4). Quando Deus mandou
pessoas com novas revelações, ele confirmou a palavra com sinais milagrosos.
- Eu nunca fui eloqüente
Moisés ainda não foi convencido (4:10). Mesmo depois de ver
os sinais, ele tinha dúvida! Parece que ele não conseguiu entender que o
mensageiro não é ninguém. É a mensagem que importa. Sobre esta desculpa de
Moisés, podemos observar: ì Que não tinha base em fato. Estêvão, comentando
sobre os primeiros anos da vida de Moisés, disse que ele "foi educado em
toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras" (Atos
7:22). í Que não tinha importância. Mesmo se Moisés havia esquecido tudo que já
aprendeu e não se achava eloqüente, foi o Senhor que fez a boca do homem
(4:11). O mesmo Deus que concedeu dons miraculosos para Moisés, o mesmo que fez
o universo, o mesmo que escolheu o povo de Israel e o mesmo que apareceu na
sarça ardente fez a boca do homem. Deus controlaria a língua de Moisés para
comunicar o que ele queria.
Ainda hoje, os homens tendem a supervalorizar a eloqüência. Enfatizam a
homilética ao invés de ensinar como estudar e entender as Escrituras. Em muitos
púlpitos, a embalagem se tornou mais importante do que o produto.
Paulo recusou valorizar a eloqüência acima do conteúdo: "Eu, irmãos,
quando fui ter convosco, anunciando_vos o testemunho de Deus, não o fiz com
ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós,
senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande
tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não
consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do
Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e
sim no poder de Deus" (1 Coríntios 2:1-5).
Observamos a mesma coisa quando estudamos as qualificações
de obreiros na igreja (presbíteros, diáconos, etc.). Deus quer homens com
conhecimento que mostram obediência nas suas vidas (1 Timóteo 3:1-13; Tito
1:5-9; Atos 6:3). Os homens querem homens que têm sido formados em seminários e
institutos de teologia. Vamos seguir a sabedoria de Deus ou a dos homens?
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Pode ser que as primeiras "desculpas" de Moisés
mostraram uma preocupão válida sobre sua própria capacidade. Assim, Deus
respondeu a cada objeção que ele ofereceu. Mas, agora, ele ultrapassou o
limite. Moisés não tinha mais motivo para recusar, mas ainda não queria assumir
a grande responsabilidade de tirar o povo do Egito. Quando Moisés pediu que Deus
enviasse outro, o Senhor se irou contra ele. Ele resumiu todas as outras
respostas, dizendo que tinha o bordão, que Arão iria com ele, etc. e mandou que
Moisés fosse.
É natural se sentir inadequado para as responsabilidades da vida. Muitos homens
não se sentem capazes de ser bons maridos e pais. Muitas mulheres não querem
assumir a grande responsabilidade de ser donas de casa e mães dedicadas. Muitos
cristãos têm medo de ensinar a palavra de Deus, de corrigir um irmão ou de
ajudar com os problemas dos outros. Mas, nem sempre dá para fugir! Às vezes,
somos as pessoas indicadas para determinados trabalhos. O pai de família tem
que protegê-la. A mãe de filhos tem que cuidar deles. Os pastores de igrejas
têm que alimentar e proteger as ovelhas.
E se fugirmos da responsabilidade que Deus tem nos dado? A ira do Senhor se
acendeu contra Moisés. Será que ele ficará contente conosco, se recusamos fazer
a vontade dele?
Conclusão: Moisés obedeceu!
Depois de todas as desculpas, Moisés fez o que Deus pediu. Ele era um servo
fiel na casa do Senhor (Hebreus 3:5), e ainda é um bom exemplo para nós. Às
vezes, somos tentados fugir de alguma responsabilidade. Daqui para frente,
vamos procurar ser servos fiéis, fazendo tudo que Deus pede de nós. O poder não
está em nós, porque realmente não somos ninguém. O poder está em Deus.
Precisamos aprender o que Paulo aprendeu: "tudo posso naquele que me
fortalece" (Filipenses 4:13).