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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

COMENTÁRIO 2º CORÍNTIOS 1.3 - JOÃO CALVINO



2 Co 1.3. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e o Deus de todo conforto"

3. Bendito seja Deus. Ele começa (como já observamos) com esta nota de ação de graças, em parte com o propósito de enaltecer a bondade de Deus; em parte, para estimular os coríntios, por meio de seu exemplo, a suportarem perseguições de maneira resoluta; e, em parte, para magnificar-se num refrão de piedosa glorificação, em oposição às calúnias malignas dos falsos apóstolos. Pois tal é a depravação do mundo, que trata com escárnio os mártires, a quem deveriam ter em admiração, e tudo fazem para encontrar motivo de censura nos esplêndidos troféus dos piedosos. Bendito seja Deus, diz ele. Por qual razão? Que nos conforta. O pronome relativo que tem aqui um sentido causal e equivale a porquê. Paulo suportou suas aflições com ânimo e alegria e atribui a Deus essa sua intrepidez, porque era devido ao suporte oriundo da consolação divina que ele não desfalecia.

  Paulo O denomina de o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e não sem boa razão, quando se refere às bênçãos, pois, onde Cristo não está, ali também não existe nenhuma bênção. Em contrapartida, onde Cristo intervém, por cujo nome é chamada toda a família, no céu e na terra [Ef 3.15], ali se acham presentes todas as misericórdias e consolações de Deus e, mais ainda, está presente seu amor paterno, a fonte de onde emanam todas as demais bênçãos.


Fonte: Comentário 2 Coríntios - João Calvino

COMENTÁRIO 2º CORÍNTIOS 1.1. - JOÃO CALVINO



2 Co 1.1. "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e Timóteo, nosso irmão, à igreja de Deus que está em Corinto, com todos os santos que se acham em toda a Acaia".

1. Paulo, apóstolo. Suas razões para designar-se apóstolo de Cristo e esclarecer que obtivera essa honra pela vontade de Deus podem ser encontradas na epístola anterior, onde foi realçado que as únicas pessoas que têm o direito de ser ouvidas são aquelas que Deus enviou e falam a palavra de sua boca. Assim, para assegurar autoridade a alguém, duas coisas são necessárias: a vocação e o desempenho fiel do ofício por aquele que foi chamado. Paulo reivindica para si ambas as coisas. É verdade que os falsos apóstolos faziam o mesmo; visto, porém, que reivindicavam um título ao qual não têm nenhum direito, eles nada conseguem entre os filhos de Deus, os quais podem, com a maior facilidade, convencê-los de impertinência. Daí, o mero título não é suficiente, se não traz consigo a realidade; de modo que aquele que alega ser apóstolo deve também provar sua pretensão por meio de sua obra.

À igreja de Deus. É preciso que tenham sempre em vista o fato de que Paulo sempre reconhece a existência da Igreja mesmo onde havia tantos males em seu seio. Uma Igreja que tem em si as marcas genuínas da religião pode ser reconhecida a despeito das falhas de seus membros individuais. Mas, o que ele quis dizer com a expressão com todos os santos? Estes santos não estavam associados à igreja? Minha resposta é que esta frase se refere aos crentes que viviam dispersos aqui e ali, nos diversos distritos da província. É bem provável que naqueles tempos conturbados, quando os inimigos de Cristo viviam enfurecendo a todos ao redor, muitos crentes se achassem espalhados por lugares onde não podiam manter convenientemente as assembleias sacras.


Fonte: Comentário 2 Coríntios - João Calvino

sábado, 16 de setembro de 2017

AS PECULIARIDADES DA CARTA ENVIADA À IGREJA DE FILIPOS – REV. HERNANDES DIAS LOPES



  A carta à igreja de Filipos é considerada a mais bela do Novo Testamento. Ela transborda de alegria, generosidade e entusiasmo. Destacamos alguns pontos:

  Em primeiro lugar, o autor da carta. O apóstolo Paulo, corajoso missionário, ilustrado mestre, articulado apologista, estadista cristão e fundador da igreja de Filipos, é o remetente da carta.

  Há abundantes evidências internas e externas que provam conclusivamente que Paulo foi o autor dessa carta. Os pais da Igreja primitiva Policarpo, Irineu, Clemente de Alexandria, Eusébio e outros afirmam a autoria paulina dessa carta.

  Paulo recebeu uma refinada educação secular e religiosa (At 22.3). Ele era um líder do judaísmo na cidade de Jerusalém. Era um fariseu, ilustre membro do Sinédrio, que deu seu voto para matar alguns seguidores de Cristo (At 26.5,10). Convertido a Cristo, foi destinado como apóstolo aos gentios. Foi enviado pela igreja de Antioquia como missionário transcultural, e, na sua segunda viagem missionária, esteve em Filipos, onde plantou a igreja. Dez anos depois, quando preso em Roma, escreveu a carta à igreja de Filipos.

  Em segundo lugar, onde e quando a carta foi escrita. Essa é uma carta da prisão. Paulo esteve preso três vezes: em Filipos (At 16.23), em Jerusalém e Cesaréia (At 21.27-23.31) e finalmente em Roma (At 28.30,31), nesta última em duas etapas. Há evidências abundantes de que Paulo escreveu de Roma, essa carta no final da sua primeira prisão. Três fatores parecem provar essa tese: Primeiro, as demais cartas da prisão foram escritas de Roma (Efésios, Colossenses, Filemom), onde Paulo passou mais tempo em cativeiro. Segundo, em Filipenses 1.13 Paulo menciona a guarda pretoriana (o pretório). Terceiro, em Filipenses 4.22 Paulo envia saudações dos “da casa de César”, todos os que faziam parte das lides domésticas do imperador. Werner de Boor afirma que quando essas três coisas — prisão, pretorianos, casa de César — convergem, não faltam muitos argumentos para tomar a decisão a favor de “Roma”.

  Essa carta foi escrita no final da primeira prisão em Roma, e não durante a segunda prisão, visto que Paulo tem vívida esperança de rever os filipenses (1.19,25) e ainda desfrutava certa liberdade a ponto de receber livremente seus visitantes (At 28.17-30). Paulo ficou preso em Roma, nessa primeira reclusão, cerca de dois anos, aproximadamente nos anos 60 a 62 d.C. Ele escreveu a Carta aos Filipenses já no final de 61 d.C. Evidentemente essa foi a última carta escrita no período dessa primeira prisão, argumenta Bruce B. Barton. Na segunda prisão em Roma, entretanto, de onde escreveu sua última carta, 2Timóteo, Paulo estava sofrendo cadeias como um criminoso (2Tm 2.9). Ele fora abandonado (2Tm 4.10,16), sentia frio (2Tm 4.13) e esperava o martírio (2Tm 4.6,7,18).

  Em terceiro lugar, por que Paulo escreveu esta carta? Paulo escreveu a Carta aos Filipenses com dois propósitos em mente:

  Para agradecer à igreja de Filipos sua generosidade. Essa é uma carta de gratidão à igreja pelo seu envolvimento com o velho apóstolo em suas necessidades. Essa igreja foi a única que se associou a Paulo desde o início para sustentá-lo (4.15). Enquanto Paulo esteve emTessalônica, eles enviaram sustento para ele duas vezes (4.16). Enquanto Paulo esteve em Corinto, a igreja de Filipos o socorreu financeiramente (2Co 11.8,9). Quando Paulo foi para Jerusalém depois da sua terceira viagem missionária, aquela igreja levantou ofertas generosas e sacrificais para atender os pobres da Judéia (2Co 8.1-5). Quando Paulo esteve preso em Roma, a igreja de Filipos enviou a ele Epafrodito com donativos e para lhe prestar assistência na prisão (4.18).

  Para alertara igreja sobre os perigos que estava enfrentando. A igreja de Filipos enfrentava dois sérios problemas: um interno e outro externo.

  Primeiro, a quebra da comunhão. A desunião dos crentes era um pecado que atacava o coração da igreja. Era uma arma destruidora que estava roubando a eficácia da igreja diante do mundo. Ralph Martin diz que a igreja filipense sofria com problemas de presunção (2.3), de vaidosa superioridade (2.3), que induziam ao egoísmo (2.4), quebrando a koinonia, espírito de boa vontade para com a comunidade. Isso gerava pequenas disputas (4.2) e espírito de reclamação (2.14). Havia um espírito individualista e elitista em alguns membros da igreja de Filipos que colocava em risco a harmonia na igreja. Havia partidarismo e vanglória. Havia falta de comunhão entre os crentes. Problemas pessoais interferiam na unidade espiritual da igreja. Até mesmo duas irmãs, líderes da igreja, estavam em desacordo dentro dela (4.2). J. A. Motyer descreve com vivacidade a gravidade desse problema:

  Nas duas principais ocasiões quando Paulo chama os crentes de Filipos à unidade (2.2; 4.2), ele introduz seu mandamento alertando os crentes sobre dois fatos ou verdades sobre a igreja. Em Filipenses 2.1, Paulo os relembra de que eles estão em Cristo, que o amor do Pai foi derramado sobre eles e que, pelo Espírito, a eles foi dado o dom da comunhão. É essa obra trinitariana que fez deles o que são. Viver em desarmonia, em vez de em união, é um pecado contra a obra e a Pessoa de Deus. Em Filipenses 4.1, não é acidentalmente que Paulo se dirige a eles duas vezes, chamando-os de “amados” e uma vez de “irmãos”. Antes de exortá-los à unidade, ele os relembra de sua posição: eles pertencem à mesma família (irmãos) em que o espírito vivificador é o verdadeiro amor (amados). A luz desses fatos, a desunião é uma ofensa abominável.


  Segundo, a heresia doutrinária. A igreja estava sob ataque também pelo perigo dos falsos mestres (3.2). O judaísmo e o perfeccionismo atacavam a igreja. Paulo os chama de adversários (1.28), inimigos da cruz de Cristo (3.17). Ralph Martin diz que os mestres discutidos em Filipenses 3.12-14 são judeus. Eles se vangloriavam da circuncisão (3.2), a que Paulo replica com uma afirmação de que a igreja é o verdadeiro Israel (3.3). Eles se gloriavam na “carne”, cortada na execução do rito; ele se gloria apenas em Cristo. Eles se orgulhavam de suas vantagens, especialmente de seu conhecimento de Deus; ele só encontra verdadeiro conhecimento de Deus em Cristo. A justiça deles era baseada na lei (3.9); a confiança de Paulo descança na dádiva de Deus. Os judeus buscavam e esperavam obter justiça; Paulo fixa os seus olhos em alvos diferentes e anseia por ganhar a Cristo. Esses falsos mestres viviam como inimigos da cruz - em seu comportamento, deificando seus apetites, honrando valores vergonhosos, só pensando nas coisas deste mundo (3.19).

  Paulo tem de lidar também com os missionários gnósticos perfeccionistas. Eles alardeavam seu “conhecimento” (3.8) e professavam ter alcançado uma ressurreição, já experimentada, dentre os mortos (3.10). São “perfeitos” (3.12). Esses gnósticos são, de fato, inimigos da cruz de Cristo (3.18), libertinos e condenados (3.19).


Hernandes Dias Lopes




Fonte: Comentário Bíblico Filipenses - A Alegria Triunfante no Meio das Provas - Hernandes Dias Lopes - Editora Hagnos

terça-feira, 31 de maio de 2016

A CIDADE DE CORINTO NA GRÉCIA - RELIGIÃO E CULTURA - TEOLOGIA


Autores gregos e romanos nos séculos que antecederam o surgimento do Cristianismo referiram-se muitas vezes a Corinto como a cidade da fornicação e da prostituição. Os gregos haviam cunhado o termo corinthiazesthai (literalmente, “viver uma vida coríntia”) para descrever a imoralidade da cidade. Corinto tinha uma dúzia de templos ou mais, dos quais, um, dedicado à deusa do amor, Afrodite, era conhecido na Antigüidade por sua imoralidade. Estrabão escreve sobre a cidade de Corinto em época anterior à sua destruição pelos romanos, em 146 a. C., e registra a presença de mil prostitutas no templo de Afrodite, embora a exatidão dessa afirmação tenha sido questionada por muitos estudiosos.6 Supomos que a cidade de Corinto e seus dois portos, que recebiam uma multidão de navegantes, mercadores e soldados, dificilmente era um lugar para altos padrões morais. As claras exortações de Paulo para fugir da imoralidade (5.1; 6.9; 15-20; 10.8) deixam a nítida impressão de que a promiscuidade não era rara nessa cidade.

Os coríntios também permitiam que muitos grupos religiosos diferentes praticassem sua fé. Além do culto a Afrodite, os coríntios cultuavam Asclépio, Apolo e Posêidon. Havia também vários altares e templos para as divindades gregas Atenas, Hera e Hermes, além de santuários para o culto dos deuses egípcios Ísis e Serapis.

Entre os diversos grupos religiosos presentes em Corinto, incluíam- se os judeus. Os imperadores Júlio César e Tibério haviam dado aos judeus liberdade para praticarem sua religião desde que se abstivessem de atos de rebelião contra o governo romano. O imperador Cláudio, também, havia reeditado esse decreto imperial. Os judeus em Corinto tinham sua própria sinagoga, onde, no início, convidaram Paulo a pregar, mas da qual logo o expulsaram. Lucas narra que os líderes judeus arrastaram Paulo até o tribunal (bhma) do procônsul Gálio e o acusaram de ensinar uma religião contrária à lei (At 18.12,13). Gálio, sabendo da legitimidade da religião judaica, recusou-se a ouvir os judeus porque sua acusação nada tinha que ver com a lei romana. Para ele, o assunto era uma controvérsia religiosa interna, não uma questão civil e, por esse motivo, recusou a acusação.

À vista das várias correntes religiosas existentes em Corinto, a introdução do Cristianismo, vista como uma variante da fé judaica, não era, absolutamente, ofensiva à população em geral. Os gentios coríntios mais facilmente poderiam aceitar a fé cristã do que a religião judaica. Paulo ensinava que os gentios convertidos ao Cristianismo não precisavam se submeter aos rituais da fé judaica, nem mesmo à circuncisão.

Por esse motivo, seus ensinamentos enfureceram os oficiais da sinagoga local, que arrastaram Paulo até a presença de Gálio. Mas depois que perderam sua causa no tribunal do procônsul, Paulo e a igreja continuaram a pregar o evangelho sem medo de que lhes fizessem mal (ver At 18.10). Porque o Senhor tinham muitas pessoas nessa cidade, a igreja continuou a crescer. Ao contrário dos judeus, os cristãos encontravam-se nas casas de membros da igreja - em Corinto, na casa de Tício Justo, que morava ao lado da sinagoga. Os cristãos fundaram igrejas domésticas que, em casas grandes, reuniam no máximo cinqüenta pessoas e, em casas menores, talvez trinta.

Um acontecimento importante na Corinto cosmopolita do século I eram os Jogos do Istmo. Esses jogos eram o segundo em importância - o primeiro lugar pertencia aos Jogos Olímpicos - e eram realizados a cada dois anos, na primavera. Os jogos incluíam corridas, lutas e corrida de bigas (comparar com 9.24-27). Durante seus dezoito meses em Corinto, Paulo deve ter assistido aos Jogos do Istmo na primavera de 51. Supomos que Paulo tenha se ocupado em seu ofício de fabricante de tendas durante esses eventos e, fazendo-se tudo para com todos, proclamava o evangelho da salvação (ver 9.22, 27).



Livro: Comentário do Novo Testamento, Primeira Epístola aos Coríntios - Simon J. Kistemaker - Editora Cultura Cristã

A CIDADE DE CORINTO NA GRÉCIA - POVO - TEOLOGIA

 
Como um colônia sujeita à lei romana, Corinto tinha um governo semelhante ao da cidade imperial. A língua oficial era o latim, embora o grego permanecesse a língua do povo simples. Paulo menciona nomes latinos de pessoas que viviam em Corinto: Tércio, Gaio e Quarto (Rm 16.22,23), o casal judeu Priscila e Áqüila; Tício Justo; Crispo, o principal da sinagoga, e Fortunato (At 18.2, 7; 1Co 1.14; 16.17). Oficiais romanos civis e militares, entre os quais estava o procônsul Gálio (At 18.12), residiam em Corinto junto com uma multidão de colonos formada de ex-soldados e libertos (ex-escravos) vindos de Roma. Havia também mercadores, artesãos, artistas, filósofos, mestres e trabalhadores de muitos países ao redor do Mediterrâneo. A população da cidade incluía certo número de judeus de Israel e de outros lugares, gregos nativos, expatriados e escravos. Todas essas pessoas viviam e trabalhavam em Corinto ou em suas duas cidades portuárias. 

Aumentavam a população de Corinto, contribuíam para sua diversidade e fortaleciam sua economia. O interior contribuia para a base agrícola de Corinto. A própria cidade era um centro manufatureiro e os dois portos faziam de Corinto um centro do comércio internacional. Em resumo, Corinto desfrutava de reconhecimento internacional.



Livro: Comentário do Novo Testamento, Primeira Epístola aos Coríntios - Simon J. Kistemaker - Editora Cultura Cristã

A CIDADE DE CORINTO NA GRÉCIA - HISTÓRIA - TEOLOGIA

 
A cidade de Corinto aparece na Ilíada de Homero e, portanto, data do segundo milênio antes de Cristo. Exerceu influência sobre toda a península, o istmo e parte da Grécia central. No século VII a. C., Corinto alcançou o seu apogeu devido à sua atração para o comércio. Periander impulsionou o poder comercial de Corinto suprindo o equipamento necessário para transportar navios menores através do istmo. Mas, durante o dois séculos seguintes, Corinto teve de enfrentar o poder rival de Atenas.

Durante a Guerra do Peloponeso (431-404 a. C.), entre Atenas e Esparta, Corinto aliou-se a Atenas. Essa guerra enfraqueceu Atenas e Corinto de tal forma que Filipe II da Macedônia subjugou Corinto no ano 338 a. C. Seu filho, Alexandre o Grande, usou Corinto como um centro comercial e atração turística. Depois da morte de Alexandre (323 a. C.), Corinto assumiu a liderança das cidades-estados gregas no Peloponeso e no sul da Grécia.

Mais tarde, em 196 a. C., os romanos conquistaram a Grécia e concederam a Corinto o direito de liderar a liga das cidades na província da Acaia. Quando os corintos se rebelaram, cinqüenta anos mais tarde, os romanos, sob Lúcio Mummius, destruíram a cidade. Por um século, a cidade permaneceu em ruínas, até que Júlio César a reedificou em 44 a. C. e reconstruiu os dois portos de Lacaeum e Cencréia. Corinto tornou-se uma colônia romana conhecida então como Colonia Laus Julia Corinthiensis (a colônia coríntia é louvor juliano), isto é, esta colônia honra Júlio César. A cidade prosperou novamente como um entreposto e centro comercial que atraiu pessoas de várias partes do mundo.



Livro: Comentário do Novo Testamento, Primeira Epístola aos Coríntios - Simon J. Kistemaker - Editora Cultura Cristã

sábado, 15 de agosto de 2015

COMENTÁRIO INTRODUTÓRIO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS ROMANOS


Comentário Epístola de Paulo aos ROMANOS

Introdução

O apóstolo Paulo procurou anunciar a boa notícia da salvação por todo o Império Romano. Por isso, ele fez planos para visitar Roma, a capital do Império, onde já havia uma igreja cristã. Dali ele pretendia seguir até a Espanha e esperava que os cristãos de Roma o ajudassem naquela viagem (15.22-24). Paulo queria que eles ficassem sabendo como é que ele entendia a mensagem a respeito de Jesus Cristo.

Na Epístola aos Romanos aparece uma apresentação completa e ordenada da mensagem de Paulo. Depois de saudar os leitores e falar do seu grande desejo de conhecê -los pessoalmente, Paulo anuncia a doutrina básica: o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todos os que o aceitam e conclui que “o justo viverá por fé” (1.17).

Na primeira parte da sua epístola (1.18—11.36), Paulo mostra que todos, judeus e gentios, precisam da salvação, pois todos pecaram e estão afastados de Deus. Depois, Paulo mostra como Deus, por causa do seu grande amor, salva as pessoas que creem em Jesus Cristo, as quais, libertadas do poder do pecado, agora têm uma vida nova, uma vida de paz com Deus e com as pessoas. Numa das mais bonitas passagens escritas por Paulo (cap. 8), ele descreve como vive a pessoa que é governada pelo Espírito Santo e como é forte o amor de Deus, amor que recebemos por estarmos unidos com Jesus Cristo, o nosso Senhor. Depois, Paulo procura explicar a parte que cabe aos judeus e aos gentios no plano divino de salvação da humanidade.

Na segunda parte da epístola (12.1—15.13), Paulo mostra como os cristãos devem tratar uns aos outros e quais são os seus deveres para com as autoridades. A epístola termina com uma série de saudações pessoais e uma oração de louvor a Deus.

Esquema do conteúdo

Prefácio e saudação (1.1-17)
1. Todos precisam de salvação (1.18—3.20)
a. Os gentios (1.18-32)
b. Os judeus (2.1—3.8)
c. Todos têm culpa (3.9-20)

2. Deus salva as pessoas (3.21—4.25)
a. Por meio da fé (3.21-31)
b. O exemplo de Abraão (4.1-25)

3. A nova vida em união com Cristo (5.1—8.39)
a. Justificados por Deus (5.1-21)
b. Livres do poder do pecado (6.1-23)
c. Livres do domínio da lei (7.1-25)
d. Livres pelo poder do Espírito Santo (8.1-30)
e. Vitória por meio de Jesus Cristo (8.31-39)

4. O povo de Israel no plano de Deus (9.1—11.36)

5. A vida cristã (12.1—15.13)
a. Na igreja (12.1-21)
b. No mundo (13.1-14)
c. Os fortes e os fracos na fé (14.1—15.13)

6. Conclusão (15.14-33)
Saudações e oração de louvor (16.1-27)


Fonte: A Bíblia do Pregador

segunda-feira, 1 de junho de 2015

AS OBRAS DA CARNE


As obras da carne: A listagem que Paulo faz aos gálatas das obras da carne é enorme e execrável. Ele quer mostrar aos seus leitores que a vida conduzida na carne leva a situações terríveis de dor e sofrimento. Em Gálatas 5.19, ele aponta para elas: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, facções, dissensões, partidos, invejas, bebedices, orgias e coisas semelhantes a essas, cerca de 16 atitudes e procedimentos que não deviam fazer parte do receituário de vida do crente.


Fonte: Revista da Biblia 2T 2012

quarta-feira, 20 de maio de 2015

FAÇAM O BEM A TODOS - 1 TESSALONICENSES 5.14-15


Façam o bem a todos

1 TESSALONICENSES 5.14-15

Pedimos a vocês, irmãos, que aconselhem com firmeza os preguiçosos, deem coragem aos tímidos, ajudem os fracos na fé e tenham paciência com todos. Tomem cuidado para que ninguém pague o mal com o mal. Pelo contrário, procurem em todas as ocasiões fazer o bem uns aos outros e também aos que não são irmãos na fé. 


Fonte: SBB

A VINDA DO SENHOR JESUS - 1 TESSALONICENSES 4.13-18


A vinda do Senhor Jesus Cristo

1 TESSALONICENSES 4.13-18


Irmãos, queremos que vocês saibam a verdade a respeito dos que já morreram, para que não fiquem tristes como ficam aqueles que não têm esperança. Nós cremos que Jesus morreu e ressuscitou; e assim cremos também que, depois que Jesus vier, Deus o levará de volta e, junto com ele, levará os que morreram crendo nele. De acordo com o ensinamento do Senhor, afirmamos a vocês o seguinte: nós, os que estivermos vivos no dia da vinda do Senhor, não iremos antes daqueles que já morreram. Porque haverá o grito de comando, e a voz do arcanjo, e o som da trombeta de Deus, e então o próprio Senhor descerá do céu. Aqueles que morreram crendo em Cristo ressuscitarão primeiro. Então nós, os que estivermos vivos, seremos levados nas nuvens, junto com eles, para nos encontrarmos com o Senhor no ar. E assim ficaremos para sempre com o Senhor. Portanto, animem uns aos outros com essas palavras.


Fonte: SBB

ANIMADO PELA FÉ DE VOCÊS - 1 TESSALONICENSES 3.6-10


Animado pela fé de vocês

1 TESSALONICENSES 3.6-10

Agora Timóteo já voltou daí de Tessalônica e nos trouxe boas notícias a respeito da fé que vocês têm em Deus e do amor que vocês têm uns pelos outros. Ele nos contou que vocês sempre lembram de nós com carinho e que têm tanta vontade de nos ver como nós temos de ver vocês. Assim, irmãos, em todas as nossas dificuldades e sofrimentos o que nos animou foi a fé que vocês têm. Agora nós nos sentimos com mais vida porque sabemos que vocês continuam a viver firmes por estarem unidos com o Senhor. E assim podemos dar graças a Deus por vocês. Agradecemos a alegria que temos diante do nosso Deus por causa de vocês. Dia e noite pedimos a ele de todo o coração que nos deixe ir vê-los pessoalmente para podermos completar o que ainda falta na fé que vocês têm. 

Fonte: SBB

sábado, 16 de agosto de 2014

Romanos 11:1-36

Zambujeiro

Nesta passagem bíblica o apostolo Paulo fala sobre o povo de Israel, que rejeitou a graça em Jesus, e sobre os gentios (comparados aqui com o zambujeiro) Analise o texto.

Digo, pois: Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum; porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo:
Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma?
Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal.
Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça.
Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra.
Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos.
Como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono, olhos para não verem, e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje.
E Davi diz: Torne-se-lhes a sua mesa em laço, e em armadilha, E em tropeço, por sua retribuição;
Escureçam-se-lhes os olhos para não verem, E encurvem-se-lhes continuamente as costas.
Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação.
E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!
Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério;
Para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar alguns deles.
Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?
E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são.
E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira,
Não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.
Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme.
Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também.
Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado.
E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar.
Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.
E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades.
E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados.
Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais.
Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.
Porque assim como vós também antigamente fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia pela desobediência deles,
Assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada.
Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia.
Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!
Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro?
Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?
Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Romanos 11:1-36


Fonte:  https://www.bibliaonline.com.br

quinta-feira, 31 de julho de 2014

TEXTO DE EFÉSIOS CAPITULO 2



¶ E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
¶ Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
¶ Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;
Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.
Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
¶ Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio,
Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto;
Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.
Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;
Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;
No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.
No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.

Efésios 2.1-22



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O APOSTOLO PAULO E A REVELAÇÃO DIVINA


Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus,

a Timóteo, meu amado filho:

Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. (2 Timóteo 1.1-2)

Os judeus comissionaram Paulo para caçar os cristãos em várias cidades e prendê-los. Ele então dava seu voto contra esses cristãos condenados à morte (Atos 26.9-11). Nossa atenção é frequentemente focada no que aconteceu na estrada para Damasco, mas obter um quadro preciso da condição de Paulo antes de ser convertido, é importante perceber que ele participou não somente no assassinato de Estevão (Atos 7.58, 60), e que Damasco não foi o primeiro lugar onde ele foi perseguir cristãos (Atos 9.2). Seu próprio testemunho nos diz que ele aprisionou cristãos e votou contra eles em múltiplas ocasiões (Atos 26.10, e a missão Damasco foi apenas uma das muitas jornadas nas quais ele perseguiu cristãos em cidades estrangeiras (Atos 26.11-12).

Quando se aproximava de Damasco, o Senhor Jesus lhe apreceu num resplendor de luz e o confrontou. O relato em Atos 9 poderia dar a impressão que o encontro foi breve. Leva dez segundo para ler os versículos 3 a 6, mas é provável que a conversa tenha durado muito mais. As conversas, sermões e discursos registrados na Bíblia são quase sempre sumários e não transcrições completas do que foi dito. Eles são sumários acurados, mas sumários não obstante isso. Seria absurdo pensar que nenhum dos discursos e interações dos crentes primitivos durou mais do que alguns segundos. Em Atos 20, Lucas escreve que Paulo falou a algumas pessoas e continuou falando até o amanhecer.

No caso da visão do Senhor por Paulo em Damasco, há indicação direta que a nós é dado apenas um sumário, e que o encontrou foi uma conversa que durou mais do que alguns segundos. Atos 22 registra o testemunho de Paulo sobre o incidente. As palavras usadas são similares, e a duração é quase a mesma do relato em Atos 9. Mas quando Paulo relata o evangelho novamente ao Rei Agripa em Atos 26, o número de palavras atribuído a Jesus é multiplicado várias vezes. Sua declaração inicial agora inclui: “Resistir ao aguilhão só lhe trará dor!”. E os versículos 16-18 consistem de declarações que estão ausentes em Atos 9 e 22.

A explicação apropriada é que Atos 9 e 22, e mesmo Atos 26, são apenas sumários do que aconteceu. Elas incluem os pontos essenciais do evento, e detalhes adicionais são incluídos quando eles são relevantes para o contexto ou situação. Sem dúvida, isso não é incomum, e é a forma como todos nós resumimos eventos e interações. Eu podria ter uma conversa de duas horas com alguém sobre quais são melhores, carros americanos ou japoneses, e o sumário disso poderia ser: “Eu disse, ‘Penso que os carros americanos são melhores’, mas meu amigo disse, ‘Discordo. Os carros japoneses são melhores’”. Poderia ser algo simplificado, mas até onde diz respeito um sumário essencial, ele seria acurado e suficiente. Mas se estou relatando a conversa num contexto que requeira mais detalhes, então eu lembraria declarações adicionais feitas por nós. Ainda assim, provavelmente não repetiria todas as palavras ditas, mas apenas as relevantes.

Dessa forma, não sabemos quanto tempo se passou na visão na estrada para Damasco, mas podemos estar certos que muito mais foi dito do que temos registrado em Atos 9. É possível que o Senhor Jesus tenha explicado o evangelho a Paulo em grande detalhe, e também o papel que ele teria em proclamá-lo às nações. Não sabemos exatamente o que foi dito nessa visão, e seria errado especular. Contudo, não seria errado dizer que o próprio Senhor ensinou o evangelho a Paulo, visto que isso é o que Paulo alega em Gálatas 1.12.

Em adição, não seria errado dizer que o Senhor ensinou pelo menos algo do evangelho a Paulo por aparição direta em visões, visto que vemos um padrão disso em Atos dos Apóstolos. Atos 18 diz que Jesus falou a Paulo numa visão: “Não tenha medo, continue falando e não fique calado, pois estou com você, e ninguém vai lhe fazer mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade”. Novamente, isso é provavelmente um sumário – não sabemos se Jesus falou com Paulo durante dez segundos, dois minutos, ou três horas. Mas não há garantia para afirmar com certeza que a visão foi breve. Então, Atos 23 diz que certa noite “o Senhor, pondo-se ao lado de Paulo, disse: ‘Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar também em Roma’”. E novamente, é possível que o Senhor apareceu a Paulo, levou dois segundos para pronunciar essa declaração, e então desapareceu. Mas é possível também que ele apareceu e permaneceu ali por duas horas.

Seja qual for o caso nas visões individuais, o relato bíblico é que Paulo teve uma vida incrível de revelação na qual o próprio Jesus ocasionalmente apareceu e falou com ele, ensinou-lhe teologia, e o encorajou em seu ministério. Parece haver um padrão nas aparições pessoais de Jesus na vida de Paulo. Embora não possamos dizer se outros apóstolos experimentaram o mesmo ou não, temos conhecimento de três pontos importantes. Primeiro, Jesus já tinha ensinado aos outros apóstolos durante aproximadamente três anos. Segundo, os outros apóstolos continuaram a receber revelação. Jesus disse que o Espírito Santo continuaria a ensinar-lhes e guiar-lhes à toda verdade. Algumas vezes meios extraordinários foram usados. Por exemplo, Deus deu a Pedro uma lição em teologia quando lhe mostrou numa visão, “não chame impuro ao que Deus purificou” (Atos 10.15). Terceiro, embora não vejamos um padrão na aparição pessoal de Jesus na vida dos outros apóstolos (como vemos na vida de Paulo), sabemos que isso pode ter acontecido, e aconteceu a João quando Jesus apareceu a ele numa forma gloriosa, ditou-lhe sete cartas, e lhe mostrou as visões registradas no livro de Apocalipse.

Assim, na vida dos apóstolos, incluindo Paulo, havia uma história e um padrão contínuo de revelações diretas, pessoais e espetaculares. Isso nos ajuda a entender e apreciar a base da autoridade apostólica, e por extensão natural e necessária, a autoridade da Sagrada Escritura. A inspiração da Escritura foi uma operação distinta do Espírito, na qual ele conduziu os escritos à medida que eles produziam o texto, e isso ocorreu para assegurar um registro perfeito e permanente da história e mensagem do Senhor Jesus, pregada por apóstolos que foram direta, pessoal e espetacularmente ensinados pelo próprio Deus.


Fonte: Reflections on Second Timothy

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto


Fonte: http://www.monergismo.com/vincent-cheung/paulo-e-a-revelacao-divina/

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

COMENTÁRIO BÍBLICO - LIVRO DE ROMANOS - PARTE 9

Capítulo 16
Tema: Saudações aos Irmãos 
Esta lista de nomes mostra que Paulo amou os crentes e estavam interessado nas suas vidas e obras. Estas pessoas sem dúvida, foram pessoas convertidos no ministério de Paulo em outras cidades, e que mudaram para Roma; lembre-se que Paulo nunca visitou Roma antes. Como Jesus conheceu as ovelhas, Paulo também conheceu os seus convertidos. 
I. Saudações a alguns irmãos - 16:1-6 
Parece que os crentes de Roma não reuniram num lugar só, mas em várias casas. (vs.5,10,11 e 15) Não existia "a igreja em Roma" no sentido, por exemplo, de 1Tess.1:1 "A igreja dos Tessalonicenses". Parece que Febe viajou para Roma trazendo a carta consigo. O conselho de Paulo é recebê-la e ajudá-la. É pena que todos os crentes de hoje em dia não praticam este conselho com os nossos irmãos. 
Mais uma vez encontramos Priscila e Áquila, aqueles amigos amados de Paulo em Atos.18:2-28, 1Cor.16:19, e 2Tim.4:19. Eles saíram de Roma por causa da perseguição e assim entraram com Paulo em Corinto. Agora os dois estão tentando fundar uma igreja em sua casa em Roma. Nós não sabemos quando foi que eles salvaram a vida de Paulo, mas graça a Deus que salvaram este grande servo de Deus. 
Nove irmãos estão mencionadas neste capítulo: Febe (16:1); Priscila (16:3); Maria (16:6); Trifosa (16:12); Pérsida (16:12); a mãe de Rufo (16:13), Julia (16:15), a irmã de Nereu (16:15). Esta lista mostra o interesse de Paulo nas mulheres das igrejas. Ele conheceu o fato que as mulheres podem ser grandes obreiras na obra do Senhor. Deus nunca chamou uma irmã para pregar o evangelho, mas muitos pastores, evangelistas, e diáconos já receberam muita ajuda das suas esposas e outras irmãs da igreja. 
Em vários versículos Paulo refere-se aos seus parentes (7,11,12) que não significa parentes de sangue mas significa outros judeus, possivelmente da tribo de Benjamim. 
II. Alguns pecadores a Evitar - 16:17-20 
Paulo estava cônscio do perigo às igrejas de permitir o pecado entrar no seu meio. Crentes devem perdoar o seu irmão e amá-lo, mas pecado contra a igreja tem que ser resolvido pela disciplina da igreja. Crentes que tem suas vidas cheias de pecado não podem ser aceitos como membros da igreja do Senhor. Devemos "notar" eles. Na língua original esta palavra quer dizer "fique olhando". Então devemos notar bem os desordeiros e encrenqueiros que gostam de correr de uma igreja para outra fazendo problemas. 
III. Alguns servos a honra - 16:21-24 
Nem todo mundo pode ser um Paulo, mas todo mundo pode ajudar no ministério. Aqui há uma lista dos grandes lutadores que ajudaram  Paulo: Timóteo, o filho na fé de Paulo e um servo de Deus (Fil.2:19-22). Lúcio, que ajudou Paulo desde o princípio em Antioquia (Atos.13:1). Jason viajou com Paulo de Tessalônica (Atos.17:5-9) e Sosípatro era de Bereia (Atos.20:4). Paulo amou estes homens e sem sua ajuda o ministério dele não teria sido eficaz. 
Tercio escreveu esta carta para Paulo, e sem dúvida era bem conhecido em Roma sendo nascido romano. 
Gaio pode ser o Gaio de Atos.19:29 ou talvez aquele de Derbe (Atos.20:4). Com certeza é o Gaio de 1Cor.1:14 que Paulo batizou durante seu ministério em Corinto. Provavelmente Paulo estava hospedado na casa deste irmão porque escreveu esta carta de Corinto. 
Erasto, o tesoureiro da cidade de Roma, é um exemplo do poder do evangelho, porque poucos oficiais querem pensar em Deus. 
"O irmão Quarto", mostra que homens simples e sem grande talento podem ser servos de Deus também. 
Paulo sempre assinou suas cartas com sua "assinatura de graça" (2Tess.3:17-18) e aqui assina na mesma forma. É bem possível que apesar da vista aflita Paulo escreveu versos desta carta. Os profetas de vs.26 são profetas do Novo Testamento pelos quais Deus revelou as verdades da igreja e o evangelho da graça. Atos.13:1; 15:32; 21:10; 1Cor.12:28-29; 14:29-32; Efés.2:20; 3:5; 4:11. Que vs.27 seja cumprido em nossas vidas"! 

Autor: Pr Eduardo Kittle
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos - Março 2002
Correção gramatical: Guiomar Figueiredo - Setembro 2002
Fonte: www.palavraprudente.com.br

COMENTÁRIO BÍBLICO - LIVRO DE ROMANOS - PARTE 8

Capítulo 13
Tema: Obrigação às autoridades 
Apesar do fato que o crente não mais pertença a este mundo pela salvação em Cristo, ele ainda tem a responsabilidade ao governo. O melhor cidadão deve ser o crente. A igreja não deve mexer nas coisas políticas, mas o crente deve exercer o seu privilégio como cidadão. Grandes homens como José e Daniel tiveram ministérios espirituais e ainda trabalharam nos governos dos incrédulos. O Espírito ainda pode usar crentes dedicados para fazer só a responsabilidade de votar ou até ser presidente da república . Neste capítulo Paulo nos dá QUATRO MOTIVOS para obedecer o governo humano. 
I. O motivo da ira - 13:1-4 
O governo é um terror somente aos homens maus e não aos bons. Hoje em dia, quem é crente e obedece a Bíblia não tem razão de temer o governo. As vezes é impossível respeitar o homem, mas sempre devemos respeitar o seu cargo. E não esquecer que o evangelho pode penetrar nos homens do governo como o tesoureiro Erasto (Rom.16:23) e até oficiais do presidente ou rei (Fil.4:22) 
Se, por acaso, o governo está completamente contrário a Cristo devemos lembrar Atos.5:29, "Mas importa obedecer a Deus do que aos homens." 
Deus não mandou Sua igreja neo-testamentária lutar com a espada como Ele mandou Seu povo lutar no Velho Testamento. Deus fundou somente três instituições neste mundo: o lar (Gen.2), a igreja (Mat.16:18), e o governo humano (Gen.9). Cada um tem sua responsabilidade e não pode fazer o serviço do outro. Quando os serviços estão misturados, sempre há confusão e problemas. 
II. O motivo da consciência - 13:5-7 
Medo não é um bom motivo para a obediência do crente, um motivo mais exaltado é uma consciência de que o Espírito Santo controla. O crente deve sentir o Espírito testificando à sua consciência (Rom.9:1) e se o crente desobedecer o Senhor, ele deveria sentir o Espírito tocando na sua consciência. O incrédulo tem uma consciência má em que não pode se confiar, mas o crente tem uma boa consciência (1Tim.1:5). Infelizmente a pessoa que está sempre desobediente e não aceita o conselho do Espírito Santo pode contaminar sua consciência (Tito.1:15), cauterizar sua consciência (1Tim.4:2), e rejeitar a sua consciência (1Tim.1:19). A Bíblia nos ensina nestes versos que devemos pagar nossos impostos e tributos e que devemos honrar os oficiais. Veja 1Ped.2:17. Nós louvamos só a Deus, mas podemos honrar quem merece honra neste mundo. 
III. O motivo de amor - 13:8-10 
Agora Paulo aumenta o círculo para incluir, não somente os oficiais do governo, mas todos nossos próximos. Lembre-se que a definição do próximo no Novo Testamento não tem nada a ver com endereços ou geografia. Em Lucas.10:29, o advogado perguntou, "E quem é o meu próximo?" Na parábola do bom samaritano (Lc.10:30-36), Jesus formulou uma pergunta, "Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele..."" Não pergunte: "Quem é o meu próximo?" mas "Para quem posso ser o próximo para a glória de Cristo?" Não é uma questão da lei, mas de amor e isto é o assunto de Paulo aqui. 
Enquanto o crente vive embaixo da lei do governo humano, ao mesmo tempo vive embaixo de uma lei superior como cidadão do céu: A lei de amor. De fato, amor é o cumprimento da lei, porque amor no coração nos habilita  a obedecer as exigências da lei. O marido não trabalha todo o dia porque a lei manda sustentar sua família, mas porque ele a ama. Onde não há amor, há assassinato, cobiça, desonestidade etc.. 
Note que Paulo não fala nada do Sábado; isto foi uma parte do código cerimonial dos judeus e nunca foi aplicado aos gentios ou à igreja. Nove dos dez mandamentos estão repetidos no Novo Testamento para o crentes obedecer, mas o mandamento sobre o Sábado não está repetido. 
Certamente muitas vezes é difícil amar aqueles que rejeitam o evangelho e zombam de nosso testemunho, mas este amor pode vir do Espírito Santo (Rom.5:5) e tocar nos corações deles. "O amor nunca falha (1Cor.13:8)". Pode ganhar mais almas através do amor do que através de discussões. O crente deve ser o melhor possível como cidadão. 
IV. O motivo de devoção ao Salvador - 13:11-14 
Agora temos alcançado o pico dos motivos do temor à consciência de amor e devoção à Cristo. "A nossa salvação" está mais perto no senso, porque a vinda de Cristo para a igreja está mais perto hoje do que nunca. Usando a palavra "salvação", Paulo quer dizer a benção total que teremos quando Cristo vier - corpos novos, um lar novo, e assim por diante. 
Os crentes pertencem à luz, não ao dia. Eles devem estar acordados e alertas, comportando-se como aqueles a quem já viram a luz do evangelho (2Cor.4). Além disso, nenhum crente quer estar atado ao pecado quando Cristo vier!" "O dia é chegado!" (Veja também Heb.10:25). 
O Vs.14 nos dá uma responsabilidade dupla: positivamente, "revesti-vos do Senhor Jesus Cristo" - isto é, faça de Cristo uma parte da sua vida diária; negativamente, "não tenhais cuidado da carne" - isto é, evite deliberadamente aquilo que seduza ao pecado. Pensando em Cristo e sua vinda, é nossa responsabilidade viver vidas sóbrias, espirituais, e limpas. 
Os últimos dias serão dias de iniquidade (veja 2Tim.3 e 1João.3:4). Ficará mais e mais difícil para o crente dedicado manter o seu testemunho. Governos ficarão mais e mais Anti-Bíblicos e Anti-Cristo, até o Anti-Cristo unir todo o mundo num sistema satânico para opor a verdade. Leia 2Tim.3:12; 4:5 para aprender o que Deus espera de nós nestes últimos dias. Que sejamos fieis a Ele! 
 
 
Capítulo 14
Tema: Relacionamento aos irmãos 
Romanos.14:1; 15:7 trata o problema de "coisas duvidosas" na vida cristã. Paulo reconhece que em cada igreja local há os crentes maduros ("Nós que somos fortes" 15:1) e também os crentes fracos ("o que está enfermo na fé" 14:1), e que estes dois grupos naturalmente não concordariam sobre as práticas na vida do crente. Os crentes judeus podiam querer ser fiel aos dias santos e às leis dietéticas do Velho Testamento, enquanto os crentes gentios poderiam virar a liberdade cristã em licença, ou permissão, e ofender seus irmãos judeus. Muitos crentes tem a noção falsa de que o legalismo extremo (observando dias e dietas) mostra uma grande fé, mas Paulo declara que é justamente o contrário- É o crente maduro na fé que compreende que Col.2:18-23 é verdade. 
Na igreja hoje temos diferenças de opiniões sobre práticas duvidosas, como divertimento do mundo; Paulo nos mostra como enfrentar e resolver estas diferenças. Ele não dá uma lista de regras, mas dá 6 princípios básicos que o crente de todas as idades podem seguir. Podemos dar estes princípios na forma de perguntas e provar nossas próprias vidas. 
I. Eu estou inteiramente persuadido? 14:1-5 
Crentes não devem agir somente de emoção, mas de convicções firmes no íntimo, o resultado de oração e do estudo da Palavra. Não haverá discussões se cada crentes agir com convicção. O crente mais forte não deve desprezar o mais fraco por sua imaturidade; nem o mais fraco deve julgar o irmão mais forte. Deus tem recebido os dois em Cristo, e devemos receber um ao outro. Nossas vidas estão dirigidas por Ele, não por idéias e julgamentos dos homens. O crente maduro sabe porque ele faz o que ele faz, ou evita certas práticas; e essas convicções controlam a sua vida. 
II. Estou fazendo isto para o Senhor? 14:6-9 
"Estou vivendo a minha própria vida" é uma frase que o crente nunca deve falar porque pertencemos ao Senhor enquanto estamos vivos e também depois de morrer. Jesus é o Senhor e devemos fazer tudo para agradá-lo. O crente que pratica coisas desagradáveis ao Senhor não pode dizer que está praticando estas coisas "para o Senhor" (vs.6) porque realmente está praticando estas coisas "para si mesmo". 
III. Isto agüenta a prova no tribunal de Cristo? 14:10-12 
Não podemos julgar nossos irmãos "porque todos nós devemos comparecer antes o tribunal de Cristo, para que cada um receba o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal." (1Cor.5:10). Isto não é o juízo do Trono Branco de Apoc.20, porque o crente não pode ser mais julgado com referência a sua salvação, mas estas provas vão determinar quanto galardão o crente vai receber. (1Cor.3:12-15) Eu não vou dar relatório da vida do meu irmão, não posso condenar agora. Todos os crentes devem andar neste mundo numa maneira que glorificará a Cristo e ganhará o galardão depois do fim desta vida. 
IV. Eu estou sendo a causa do meu irmão tropeçar? 14:13-21 
Há uma pessoa no mundo que podemos julgar; podemos julgar nossas próprias vidas para saber se estamos fazendo outros crentes cair. O crente não deve abusar da liberdade cristã, para não ser responsável pelo tropeço de um irmão de consciência fraca. Em Marco.9:33-50 a palavra "escandalizar" significa "causar a queda". 
A vida cristã é mais que comida e bebida; é paz, alegria, e justiça que vem do Espírito Santo. Nosso alvo não deve ser o de gratificar a nossa carne, mas o de edificar os nossos irmãos em Cristo. (1Cor.10:23). 
V. Estou fazendo isto pela fé? 14:22-23 
Se existe algumas dúvidas sobre os seus costumes, o crente não pode gozar de alegria e paz na sua vida cristã. Vs.23 nos ensina que estamos condenados se fizermos qualquer coisa sem fé. O crente que faz qualquer coisa com dúvidas no seu coração está se condenando, e também condenando o que está fazendo porque suas dúvidas mostram que está errado. O que não é da fé é pecado. "Se há dúvidas, não faça", é uma boa regra para a vida do crente. Ninguém beberia água ou leite contaminado ou comeria comida envenenada, mas muitos crentes praticam coisas que até parecem erradas nos olhos do mundo, e nunca reconhecem o fato que está pecando diante de Deus. 
VI. Estou agradando a mim mesmo ou os outros? 15:1-7 
Os crentes mais fortes devem ajudar os irmãos mais fracos e tentar fortalecer a sua fé. Devemos seguir o exemplo de Cristo e tratar de agradar o nosso próximo e não a nós mesmos. 
A conclusão de Paulo está no vs.7 quando ele ensina que devemos receber os outros como Cristo nos recebeu.

 
 
 Capítulo 15
Tema: Obreiros de Deus 
Este capítulo trata o assunto de judeus e gentios como obreiros na igreja, e dá três ministérios que nós devemos reconhecer e entender. 
I. O ministério de Cristo aos judeus e gentios - 15:8-13 
Cada aluno da Bíblia deve reconhecer o ministério duplo de Cristo - primeiro aos judeus e depois aos gentios. Quando Cristo nasceu, Deus anunciou a Sua vinda aos judeus e mostrou que a Sua vinda cumpriu muitas promessas do Velho Testamento. (vs.8). 
Os judeus rejeitaram seu Messias pelo menos três vezes: 
1 -  Os judeus permitiram o rei Herodes matar o mensageiro de Deus, João o Batista. 
2 -  Os judeus pediram a morte de Jesus. 
3 -  Os judeus mesmo mataram Estevão. 

No livro de Atos lemos que o evangelho foi sempre "primeiro ao judeu". Se Israel tivesse aceito Jesus, o reino teria sido feito e as bênçãos de Deus teriam estado derramadas sobre os gentios pelos evangelistas judeus. Paulo já mostrou em Romanos cap.9-11 que pela queda de Israel os gentios recebem o evangelho. 
Nos  vs.9-11 notamos que os gentios ouvem a Palavra (Sal.18:49); os gentios regozijam com os judeus (Deut.32:4); os gentios louvem Deus (Sal.117:1); e os gentios aceitam Cristo e gozam o Seu reino (Isa.11:10). 
Este trecho é um bom relatório da história de Israel: vs.9 (Atos.10-14) os judeus testificaram aos gentios; vs.10 (Atos.15-28) judeu e gentio participam juntos na igreja; vs.11 (Atos.28) Israel finalmente foi abandonado por Paulo e os gentios foram colocados no lugar proeminente no programa de Deus (veja Efésios e Colossenses; vs.12 o futuro reino dividido entre judeus e gentios. 
O vs.13 nos mostra que não temos que esperar para receber as bênçãos do futuro reino, mas podemos recebê-las agora mesmo pelo Espírito Santo. 
II. O ministério de Paulo aos judeus e aos gentios - 15:14-22 
Paulo está ansioso para dizer que ele é apóstolo dos gentios, e no vs.16 Paulo é um sacerdote do Novo Testamento e o seu sacrifício que oferece a Deus é cada gentio que aceita Jesus como Salvador. 
O ministério de Paulo teve uma mensagem especial (vs.16) "o evangelho de Deus", (vs.18-19) milagres, (vs.20) um método especial de levar o evangelho onde ninguém nunca levou antes. Paulo era pioneiro: ele não misturou a lei e a graça, fé e obras, nem Israel e a igreja, como muitos "lideres Cristãos" fazem hoje em dia. 
Paulo foi impedido de ir a Roma, não pelo satanás, mas pela necessidade de pregar o evangelho em muitos lugares onde nunca foi anunciado antes. O fato de Paulo estar pronto a pregar em Roma indica que nenhum outro apóstolo pregou em Roma antes (como Pedro) porque Paulo pregou nos lugares onde ele foi o primeiro. 
III. O ministério das igrejas dos gentios aos judeus - 15:23-33 
Paulo desejou ir a Espanha e muitos acham que ele foi. Mas agora encontramos Paulo pronto para levar uma oferta a Jerusalém para ajudar os pobres crentes judeus. Esta oferta foi dada pelas igrejas dos gentios. (1Cor.16 e 2Cor.8-9) . Paulo oferece várias razões porque os gentios deram esta oferta: Obrigação espiritual: vs.27 
Os gentios tendo recebido todas as suas bênçãos espirituais pelos judeus agora querem ajudar os judeus com coisas materiais. 
 Amor pessoal 
 Paulo ainda teve uma grande compaixão para os judeus e com esta oferta foi possível mostrar o seu amor. 
Unidade Cristã - vs.31 
Alguns dos judeus não ficaram satisfeitos com os gentios na igreja (Atos.15) e esta oferta ajudou justamente aqueles irmão judeus que reclamaram. 
Apesar de não ficar debaixo da responsabilidade de levar o evangelho "ao judeu primeiro" hoje em dia, nós ainda temos a responsabilidade de evangelizar o judeu junto com os outros povos deste mundo (Mat.28:18-20). Nenhum crente deve sentir alguma coisa contra o judeu. Como uma nação sabemos que os judeus não vão converter-se mas alguns judeus vão converter pela pregação do evangelho. 
Paulo esperou ter problemas com os judeus incrédulos, e justamente os problemas vieram (Atos.21:15).