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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

ALEXANDRE O GRANDE (356-323 a.C.)

    

    Alexandre nasceu em 356 a.C. e, apartir dos treze anos de idade, foi ensinado por Aristóteles. Ele tinha convicção da forma grega de viver e, conseqüentemente, seu sonho era helenizar o mundo (veja Helenismo, Helenistas). Com a morte de seu pai Filipe da Macedônia em 336 a.C., Alexandre fez planos imediatos de atacar o Império Persa. Invadiu a Ásia Menor na primavera de 334 a.C., derrotando os persas no Rio Granico e continuou a empurrá-los para fora da região. Em outubro de 333 a.C., derrotou Dario III em Issus e marchou para o sul conquistando Tiro e Gaza. Finalmente assumiu o controle do Egito, por volta do inverno de 332/1 a.C. Enquanto estava na Palestina (difícil determinar a seqüência exata de eventos), de acordo com Josefo (Ant. xi. 8,5 § 329-39; cp. também BT: Yoma 69a), ele visitou Jerusalém e ofereceu sacrifícios a Deus no Templo, sob a direção do sumo sacerdote Jadua. Os sacerdotes lhe mostraram, com base no livro de Daniel, que ele era aquele que fora predito que destruiria o Império Persa (Dn 8.5-7,20,21). Ele aceitou esta interpretação e, numa atitude favorável, cedeu ao pedido e permitiu que os judeus da Palestina, Babilônia e Média tivessem permissão de viver segundo suas leis ancestrais e fossem isentos de qualquer imposto em todos os anos sabáticos. Daí surgiu um relacionamento amigável entre Alexandre e os judeus. Na primavera de 331 a.C. ele marchou em direção leste, derrotou a Pérsia e declarou-se rei dos persas (por volta de julho de 330 a.C.). Alexandre morreu em 323 a.C.

Fonte: Enciclopédia da Bíblia Volume 4 - Merril C. Tenney (Editora Cultura Cristã)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O INCÊNDIO DE ROMA E A CULPA IMPOSTA AOS CRISTÃOS


Uma noite no mês de julho, no ano 64, os habitantes de Roma foram despertados do sono pelo grito de "Fogo!" Esta terrível palavra fez-se ouvir simultaneamente em diversas partes da cidade, e dentro de poucas horas a majestosa capital ficou envolvida em chamas. A grande arena situada entre os montes Palatino e Aventino, onde cabiam 150.000 pessoas, em pouco tempo estava ardendo, assim como a maior parte dos edifícios públicos, os monumentos, e casas particulares. 

O fogo continuou por espaço de nove dias, e Nero, por cujas ordens se tinha praticado este ato tão monstruoso, presenciou a cena da torre de Mecenas, onde manifestou o prazer que teve em ver a beleza do espetáculo, e, vestido como um ator, acompanhando-se com a música da sua lira, cantou o incêndio da antiga Tróia! 

O grande ódio que lhe votaram em conseqüência deste ato, envergonhou-o e tornou-o receoso; e com a atividade que lhe deu a sua consciência desassossegada, logo achou o meio de se livrar dessa situação. O rápido desenvolvimento do cristianismo já tinha levantado muitos inimigos contra essa nova doutrina. Muita gente havia em Roma que estava interessada na sua supressão - por isso não podia haver nada mais oportuno, e ao mesmo tempo mais simples para Nero, do que lançar a culpa do crime sobre os inofensivos cristãos. 

Tácito, um historiador pagão, que não era de modo algum favorável ao cristianismo, fala da conduta de Nero da seguinte maneira: 

"Nem os seus esforços, nem a sua generosidade para com o povo, nem as suas ofertas aos deuses, podiam pagar a infame acusação que pesava sobre ele de ter ordenado que se lançasse fogo à cidade. Portanto, para pôr termo a este boato, culpou do crime, e infligiu os mais cruéis castigos, a uns homens... a quem o vulgo chamava cristãos", e acrescenta: "quem lhes deu esse nome foi Cristo, a quem Pôncio Pilatos, procurador do imperador Tibério, deu a morte durante o reinado deste. 

"Esta superstição perniciosa, assim reprimida por algum tempo, rebentou de novo, e espalhou-se não só pela Judéia, onde o mal começara, mas também por Roma, para onde tudo quanto é mau na terra se encaminha e é praticado. Alguns que confessaram pertencer a essa seita foram os primeiros a ser presos; e em seguida, por informações destes prenderam mais uma grande multidão de pessoas, culpando-as, não tanto do crime de terem queimado Roma, mas de odiarem o gênero humano". 

É quase escusado dizer que os cristãos não nutriam ó-dio algum pela humanidade, mas sim pela terrível idolatria que prevalecia em todo o Império Romano; e só por este motivo eram considerados como inimigos da raça humana.


Fonte: História do Cristianismo - A. Knight & W. Anglin - CPAD

sábado, 15 de agosto de 2015

Há 70 anos, ocorria o primeiro ataque nuclear da história

Em duas datas de agosto de 1945, aviões americanos jogaram duas bombas atômicas em cima das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, respectivamente dias 6 e 9. O poder de destruição nuclear nunca tinha sido realmente conhecido e a tragédia criou um trauma incurável na população e no país, servindo como um alerta para a humanidade sobre o que aquele tipo de armamento poderia fazer AP).

Os bombardeamentos atômicos das cidades de Hiroshima e Nagasaki foram dois bombardeios realizados pelos Estados Unidos contra o Império do Japão durante os estágios finais da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945. Foi o primeiro e único momento na história em que armas nucleares foram usadas em guerra e contra alvos civis.

Depois de uma campanha de bombardeios que destruiu várias cidades japonesas, os Aliados preparavam-se para uma invasão do Japão. A guerra na Europa terminou quando a Alemanha nazista assinou o acordo de rendição em 8 de maio de 1945, mas a Guerra do Pacífico continuou. Juntamente com Reino Unido e China, os Estados Unidos pediram a rendição incondicional das forças armadas japonesas na Declaração de Potsdam em 26 de julho de 1945, ameaçando uma "destruição rápida e total".

Em agosto de 1945, o Projeto Manhattan dos Aliados tinha testado com sucesso um artefato atômico e produzido armas com base em dois projetos alternativos. O 509º Grupo Composto das Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos foi equipado com aeronaves Boeing B-29 Superfortress que poderiam ficar em Tinian, nas Ilhas Marianas. A bomba atômica de urânio (Little Boy) foi lançada sobre Hiroshima em 6 de agosto de 1945, seguido por uma explosão de uma bomba nuclear de plutônio (Fat Man) sobre a cidade de Nagasaki em 9 de agosto. Dentro dos primeiros 2-4 meses após os ataques atômicos, os efeitos agudos das explosões mataram entre 90 mil e 166 mil pessoas em Hiroshima e 60 mil e 80 mil seres humanos em Nagasaki; cerca de metade das mortes em cada cidade ocorreu no primeiro dia. Durante os meses seguintes, vários morreram por causa do efeito de queimaduras, envenenamento radioativo e outras lesões, que foram agravadas pelos efeitos da radiação. Em ambas as cidades, a maioria dos mortos eram civis, embora Hiroshima tivesse muitos militares.

Em 15 de agosto, poucos dias depois do bombardeio de Nagasaki e da declaração de guerra da União Soviética, o Japão anunciou sua rendição aos Aliados. Em 2 de setembro, o governo japonês assinou o acordo de rendição, encerrando a Segunda Guerra Mundial. O papel dos bombardeios na rendição do Japão e a sua justificação ética ainda são pontos debatidos entre acadêmicos e na sociedade.

Acontecimentos em terra

Alguns dos edifícios de concreto armado em Hiroshima tinha sido muito fortemente construído por causa do perigo de terremotos no Japão e sua estrutura não entrou em colapso, embora eles estivessem localizados bem perto do centro da explosão. Uma vez que a bomba foi detonada no ar, a explosão foi dirigida mais para baixo do que para os lados, o que foi o grande responsável pela sobrevivência do Museu Comercial de Hiroshima, agora conhecida como Memorial da Paz de Hiroshima. Este edifício foi projetado e construído pelo arquiteto tcheco Jan Letzel e estava a apenas 150 metros do ponto zero da explosão nuclear. A ruína foi considerada um Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1996, apesar das objeções de Estados Unidos e China, que expressaram reservas sobre o fundamento de que outros países asiáticos sofreram perdas materiais e de vidas maior e que um foco sobre o Japão não tinha perspectiva histórica.

Os norte-americanos estimam que 12 quilômetros quadrados da cidade foram destruídos. As autoridades japonesas determinaram que 69% das construções de Hiroshima foram destruídas e outras 6-7% danificadas. O bombardeio iniciou incêndios que se espalham rapidamente pelas casas feitas de madeira e papel. Como em outras cidades japonesas, os aceiros se mostraram ineficazes.

Eizo Nomura foi o sobrevivente mais próximo do hipocentro. Ele estava no porão de um edifício de concreto armado (que se manteve como o casa de descanso depois da guerra) apenas a 170 metros 0 pés) do centro da explosão no momento do ataque. Ele viveu até os seus 80 anos. Akiko Takakura estava entre os sobreviventes mais próximas do hipocentro da explosão. Ela tinha estado no sólido edifício do Banco de Hiroshima, a apenas 300 metros do centro do ataque.

Mais de 90% dos médicos e 93% dos enfermeiros de Hiroshima foram mortos ou feridos, a maioria estava no centro da cidade, que foi o mais danificado. Os hospitais foram destruídos ou seriamente danificados. Apenas um médico, Terufumi Sasaki, permaneceu de plantão no Hospital da Cruz Vermelha. No entanto, no início da tarde, a polícia e os voluntários tinham estabelecido centros de evacuação em hospitais, escolas e estações de bondes e um necrotério foi estabelecido na biblioteca Asano.

A maioria dos soldados na sede do 2º Exército geral estava em treinamento físico no Castelo de Hiroshima, apenas 820 metros a partir do hipocentro. O ataque matou 3.243 soldados no chão. A sala de comunicações da sede do Distrito Militar Chugoku, que era responsável pela emissão e levantamento de avisos de ataques aéreos, estava em uma semi-caverna no castelo. Yoshie Oka, uma estudante da Escola Feminina de Ensino Médio Hijiyama, que tinha sido mobilizada para servir como uma oficial de comunicações tinha acabado de enviar uma mensagem de que o alarme havia sido emitido para Hiroshima e Yamaguchi, quando a bomba explodiu. Ela usou um telefone especial para informar a sede de Fukuyama que "Hiroshima foi atacada por um novo tipo de bomba. A cidade está em um estado de destruição quase total".

O prefeito da cidade, Senkichi Awaya, foi morto enquanto comia com seu filho e neta na residência oficial, o marechal Hata, que foi apenas ligeiramente ferido, assumiu a administração da cidade e coordenou os esforços de resgate. Muitos de sua equipe haviam sido mortos ou fatalmente feridos, incluindo um príncipe coreano da Dinastia Joseon, Yi Wu, que estava servindo como tenente-coronel do Exército Imperial Japonês. Um oficial sobrevivente de Hata, o coronel Kumao Imoto, atuou como seu chefe de gabinete. o porto de Hiroshima foi danificado e os soldados de lá usaram barcos suicidas destinados a repelir a invasão norte-americana para resgatar os feridos e levá-los pelos rios para o hospital militar de Ujina. Caminhões e trens trouxeram suprimentos de emergência e evacuaram os sobreviventes da cidade.

Doze pilotos norte-americanos que foram presos na sede da Polícia Militar de Chugoku, localizados cerca de 400 metros do hipocentro da explosão. A maioria morreu instantaneamente, embora tenha sido relatado que dois deles foram executados por seus captores e dois presos gravemente feridos pelo bombardeio foram deixados ao lado da Ponte Aioi pelo Kempeitai, onde foram apedrejados até a morte.


















quarta-feira, 29 de julho de 2015

PERÍODOS DA HISTÓRIA - PERÍODOS REMOTOS E IDADES PRÓXIMAS - FILOSOFIA GREGA


Visando auxiliar os estudantes de Teologia, matéria que tem uma abrangência cientifica exaustiva, após estudar algumas fontes importantes ao conhecimento dos Períodos da História, resolvi compartilhar tal conhecimento. O conteúdo visa uma contagem de tempo apontando para a Grécia. Peço que qualquer aluno ou professor, teólogo, filósofo, historiador, pesquisador, que for usar esse conteúdo, que cite a fonte: o Blog, o Pesquisador, e o Livro citado. Não tenho intenção de postar algo sem base ou fonte. Se não tem fonte, não merece nosso respeito e nem mesmo crédito.   (Charles Maciel Vieira, Pr., Dr.Th., Capelão, Professor de Teologia e Filosofia)  

Obs: A ilustração acima com o título: "Uma possível divisão da História" é uma imagem alheia ao conteúdo, somente usada para ilustrar a postagem, e nada mais. Não deixa de ser interessante.

Blog: http://palavraeteologia.blogspot.com/
Pesquisador: Charles Maciel Vieira, Dr.Th.
Fonte: Livro - A Ciência Através dos Tempos, Autor: Attico Chassot, Editora: Moderna, Ano 2004, 2ª Edição, 17ª Impressão, Paginas 36, 37, 38 e 39

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Paginas 36 e 37:

Temos poucas informações sobre os períodos remotos, quase todas de natureza arqueológica, dos quais podemos destacar:

  • Idade Paleolítica e Mesolítica (700.000 a 7000 a.C.) - os humanos primitivos habitavam a região e já é capaz de produzir e manter o fogo.
  • Idade Neolítica (5000 a 2500 a.C.) - nos férteis vales da Macedônia registram-se traços da presença de primitivos agricultores.
  • Idade do Bronze (2800 a 1000 a.C.) - chegada dos primeiros indo-europeus à Grécia, levando o cobre e a arte de fundi-lo. Florescem civilizações nas Cíclades, na Ilha de Creta e na parte continental, que ficam conhecidas, respectivamente, como civilizações cicládica, minóica e heládica ou helênica. Esse período é subdividido em:
  1. Período Heládico Inicial (2800 a 2000 a.C.) - surgem centros com desenvolvimento cultural e tecnológico no continente e nas Cíclades;
  2. Médio Período Heládico (2000 a 1580 a.C.) - é nesse período que o falar grego fica caracterizado; lindos palácios são construídos em Cnossos, Phaestos e Mália, com a dominação de Creta sobre as Cíclades;
  3. Último Período Heládico (1580 a 1100 a.C.) - a civilização minóica chega ao apogeu; a erupção de um vulcão na Ilha de Thera, em torno de 1450 anos a.C., devasta Cnossos e os principais centros minoanos.

Nas chamadas Idades Próximas podemos sintetizar quase 1.500 anos de história da Grécia:

  • Período Geométrico (1100 a 700 a.C.) - os dóricos ganham supremacia com suas armas de ferro e inicia-se o comércio com os povos vizinhos.
  • Período do Arcadismo (700 a 500 a.C.) - as cidades-Estados se desenvolvem, mantendo a uniformidade da vida social, política e religiosa.
  • Período Clássico (500 a 323 a.C.) - ocorrem memoráveis batalhas (Maratona, Salamina); nesse período se consagra o pensamento grego, com influências nas Armas, no comércio e nas artes.
  • Período Helenístico (232 a 146 a.C.) - a civilização grega se espalha além de suas fronteiras e o grande império se divide em pequenos reinos. Os romanos, nesse período, fazem seu primeiro aparecimento na Grécia.
  • Período Romano (146 a 300 d.C.) - os romanos conquistam a Grécia e a transformam em uma província, a Acaia, local de excelência para o aperfeiçoamento, pelos romanos, de suas elites culturais.
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Página 38 e 39

... É preciso recordar que, mesmo que se deseje conhecer, aqui, um pouco da ciência dos gregos, esta não é (e não pode ser) dissociada da filosofia, com a qual se estrutura de maneira conjunta. Essa tentativa de conhecer a ciência dos gregos pode ser esquematizada em alguns passos que marcam a filosofia que eles produziram para explicar o mundo visível nos últimos séculos que antecedem a nossa era:
  • Século VI a.C. - surgem três escolas: da Jônia, de Pitágoras e de Eléia.
  • Século V a.C. - dominado pelos atomistas. Dois grandes no-mes preparam o Período Clássico: Anaxágoras e Empédocles. Surgem os sofistas. Hipócrates de Quios e Hipócrates de Cós. Sócrates e a escola socrática.
  • Século IV a.C. - Platão e Aristóteles.
  • Século III a.C. - a Grécia perde a hegemonia política e cultural.
Em cada um desses grandes momentos da construção da maneira de pensar dos gregos vamos buscar a presença da episteme, termo grego que significa "ciência", em oposição à doxa, que significa "opinião", e à techné, "arte ou habilidade".

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Blog: http://palavraeteologia.blogspot.com/
Pesquisador: Charles Maciel Vieira, Dr.Th.
Fonte: Livro - A Ciência Através dos Tempos, Autor: Attico Chassot, Editora: Moderna, Ano 2004, 2ª Edição, 17ª Impressão, Paginas 36, 37, 38 e 39

quinta-feira, 2 de abril de 2015

PERÍODOS DA HISTORIA - A ERA DE AMARNA (1500 a.C.) - TEOLOGIA


A Era de Amarna (1500 a.C). 

Com o declínio dos grandes impérios, as nações do Oriente Médio alcançaram um novo equilíbrio de poder. Os estados menores do Leste do Mediterrâneo e do vale do Tigre-Eufrates escaparam das garras dos impérios estrangeiros. Por algum tempo eles puderam desenvolver-se e comerciar entre si mesmos e com seus vizinhos mais poderosos.

A era recebe seu nome da capital do misterioso faraó Akhenaton. Seus oficiais escreveram muitas cartas aos políticos de importância secundária da Síria-Palestina e aos neo-hititas ao norte, cartas que ainda temos. Os palestinos e os hititas, que supostamente faziam parte do império egípcio, na realidade louvavam o Egito da boca para fora e cuidavam de seus próprios interesses.

O Êxodo e a conquista de Canaã ocorreram nessa época, que foi também a época de Moisés e Josué e da compilação do Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia. A riqueza e o esplendor da Era de Amama têm fascinado os estudiosos de todo o mundo. Podemos ter uma idéia dessa grandeza considerando os tesouros do túmulo do rei Tutancamen. Tutancamen era apenas um rei menino, títere de seus conselheiros. Assim, a grande pilha de objetos preciosos sepultados com ele foi, sem dúvida, tão só uma amostra das riquezas dos grandes faraós dessa época.

De todos os estados do Oriente Próximo pertencentes ao período, devemos prestar especial atenção a Ugarite, na costa do Líbano. Ugarite era o centro da língua e religião cananéias, e as tábulas de argila que os arqueólogos têm encontrado ali jorram muita luz sobre o mundo dos cananeus antes da chegada dos israelitas.

Durante o período de Amarna, os povos do Oriente Próximo comerciavam com a maior parte do mundo conhecido — desde o norte da Europa até às fronteiras da China. A principal potência era Babilônia, que se tornou tão forte ao ponto de controlar o Oriente Próximo no período seguinte da história. A Era de Amarna terminou no período em que Israel estava sob o governo dos juizes. Segundo o Livro dos Juizes, o Oriente Próximo sofreu muita luta política no fim desse período, à medida que os novos impérios faziam suas manobras para controlar a área.



Fonte:  
Livro: O Mundo do Antigo Testamento
Autores: J. I. Packer,  Merril C. Tenney, William White, Jr.
Editora: Vida

PERÍODOS DA HISTORIA - O ESTABELECIMENTO DE IMPÉRIOS (CERCA DE 2700 a.C.) - TEOLOGIA


O Estabelecimento de Impérios (cerca de 2700 a.C). 

Quando os estados religiosos arcaicos se tornaram ricos e seguros, e proveram mais alimento e proteção para seus povos, o resultado foi a explosão populacional. Os mais bem organizados espalharam-se para além de suas fronteiras tradicionais e abrangeram mais algumas cidades-estados das redondezas. Tornaram-se os primeiros impérios do mundo. O primeiro desses foi, provavelmente, o Egito, seguido depois por Elão, Hati (mais tarde Hatusás), e as cidades semíticas da Mesopotâmia (cf. Gênesis 14:1; Deuteronômio 7:1). Os mesopotâmios instalaram o primeiro ditador do mundo, Sargão de Agade (talvez o "Ninrode" de Gênesis 10). Os arqueólogos encontraram prova de outros reinos poderosos no médio Eufrates e ao longo da costa da Síria e de Israel. Um desses — Ebla, ao norte da Síria — ainda está sob investigação, e é possível que os eruditos necessitem de uma geração para traduzir os registros que estão desenterrando.

Durante esse tempo, fortes nações de navegadores apareceram nas ilhas do Leste do Mediterrâneo e do mar Egeu. Dois grupos que deveríamos lembrar são os minoanos e os acadianos, porque eles comerciaram com os povos da Palestina e com eles cambiaram idéias religiosas.

Foi essa a época de Abraão e seus descendentes, que eram nômades semitas, pois nesse tempo os povos semitas do Oriente Próximo assumiram o comando das culturas não-semíticas mais antigas — tais como os impérios dos sumerianos, dos humanos e dos hititas. O povo de Abraão era rico e sofisticado. Erigiram grandes templos, comerciaram com nações pagãs, e criaram extensas leis e corpos de literatura. A arte e a arquitetura dos sumérios, dos minoanos, dos acadianos e dos egípcios floresceram como nunca dantes. Alguns dos grandes tesouros artísticos de todos os tempos chegaram até nós procedentes dessa época.


Fonte:  
Livro: O Mundo do Antigo Testamento
Autores: J. I. Packer,  Merril C. Tenney, William White, Jr.
Editora: Vida

segunda-feira, 16 de março de 2015

PERÍODOS DA HISTORIA - OS ESTADOS RELIGIOSOS ARCAICOS - TEOLOGIA


Os Estados Religiosos Arcaicos. 

Os estados religiosos arcaicos tiveram início como comunidades agrícolas que possuíam seus próprios rituais religiosos. Aos poucos, o culto local e seus oficiais iam assumindo o controle da aldeia. A comunidade inteira se consagrava ao deus do ritual, e logo esse culto ou ritual praticamente se asse-nhoreava da comunidade. Adoravam-se deuses e deusas agrícolas. Seus rituais seguiam o ciclo agrícola anual.

A medida que cresciam as pequeninas cidades-estados, cresciam também a riqueza e o poder de seus cultos. Cada templo ampliava seu controle, até que todos os cidadãos locais trabalhavam para o templo. Encontramos prova deste tipo de cidade-templo na Suméria (Sinear, na Bíblia), no Egito e no Elão.

Os reis do antigo Oriente Próximo geralmente oficiavam como sacerdotes de seus cultos locais. À medida que o poder político do templo crescia, crescia também o poder do rei. Cidades da vizinhança que tinham cultos religiosos semelhantes começavam a reunir-se. Uniam suas crenças sob um governo comum. Esses agrupamentos de cidades construíram as grandes torres-templos da Mesopotâmia, as mais antigas pirâmides do Egito, e os maciços edifícios religiosos em outros lugares. Os capítulos 10 a 11 do Gênesis refletem esta tendência.

Os primitivos estados religiosos realizaram grandes coisas. Por exemplo, inventaram a escrita quando começaram a manter registros econômicos, e seus primeiros registros foram feitos, provavelmente, em cera ou barro. Não demorou muito, arquitetaram a aritmética para ajudá-los no cômputo de suas transações comerciais. Então começaram a registrar princípios de ética, lendas, histórias, leis, canções, poemas e fatos históricos. Assim, na época de Abraão, muitas das civilizações situadas em torno do Mediterrâneo haviam posto seus idiomas em forma escrita.

Quando um estado religioso arcaico declinava e outro o conquistava, a língua local e os hábitos de adoração misturavam-se. Por isso não podemos, hoje, dizer onde se originaram muitas das línguas e crenças antigas. Os povos do Oriente Próximo começaram a adorar muitos deuses do mesmo tipo (uma prática que denominamos politeísmo). Narravam lendas sobre famílias de deuses mais velhos e deuses mais jovens. Acrescentaram deuses e mais deuses às suas religiões até que formaram uma aglomeração desnorteante de divindades. Ao trocarem as cidades da Palestina antiga suprimentos com outras regiões do Oriente Próximo, também trocavam costumes religiosos. Deixaram provas dessas religiões pagãs mistas nas antigas cidades de Jericó, Hazor, Bete-Semes e outras. O Antigo Testamento descreve este confuso estado de coisas (Josué 24:2, 15).


Fonte:  
Livro: O Mundo do Antigo Testamento
Autores: J. I. Packer,  Merril C. Tenney, William White, Jr.
Editora: Vida

PERÍODOS DA HISTORIA - A REVOLUÇÃO NEOLÍTICA - TEOLOGIA


A Revolução Neolítica. 

Antes do período neolítico ou "Nova Era da Pedra", que parece ter durado até ao quarto milênio antes de Cristo, a maioria dos povos da Europa e do Oriente Médio viviam em pequenos bandos migratórios. Eram, provavelmente, grupos de famílias que caçavam veado selvagem ou seguiam manadas semi-selvagens que lhes serviam de alimento. Não estabeleciam pontos permanentes de colonização, mas com freqüência retornavam aos mesmos locais e usavam os antigos acampamentos de caça por muitos anos, até mesmo por gerações. Alguns deles continuaram com esta prática muito tempo depois de estabelecerem comunidades permanentes. Os patriarcas, por certo, o fizeram (Gênesis 5—9). Os povos neolíticos domesticaram animais selvagens e desenvolveram a agricultura, com seus métodos de irrigação e armazenamento. Com efeito, a Bíblia diz: "Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha" (Gênesis 9:20). Têm-se encontrado as mais antigas aldeias neolíticas nas montanhas do Norte do Iraque — a área geral onde se diz ter pousado a Arca. Relíquias neolíticas também têm sido encontradas em Jericó e noutras localidades bíblicas em Israel.

Assim, durante a Era Neolítica, os caçadores que viviam perambulando acomodaram-se para começar o cultivo da terra. Isto significava que diversas gerações viveriam juntas em um lugar. Seus prédios, muros, poços e outras estruturas passavam de uma geração a outra.


Fonte:  
Livro: O Mundo do Antigo Testamento
Autores: J. I. Packer,  Merril C. Tenney, William White, Jr.
Editora: Vida