segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A MAÇONARIA À LUZ DA BÍBLIA

A MAÇONARIA À LUZ DA BÍBLIA

TESE DESTE ESTUDO -> É IMPOSSÍVEL A UM VERDADEIRO CRISTÃO SER FIEL A CRISTO E AO MESMO TEMPO SER MEMBRO DE UMA SOCIEDADE SECRETA DOMINADA POR HOMENS E PRINCÍPIOS ANTI CRISTÃOS.
TEXTOS BÁSICOS:
  • ‘NÃO VOS PONHAS EM JUGO DESIGUAL COM OS INCRÉDULOS’ - II CO.6:14-17
  • ‘BEM-AVENTURADO O HOMEM QUE NÃO ANDA NO CONSELHO DOS ÍMPIOS’ - Sl.1:1
  • ‘..VOS APARTEIS DE TODO IRMÃO QUE ANDA DESORDENADAMENTE..’II TS.3:6
  • ‘..RETIRAI-VOS DELA POVO MEU, PARA NÃO SERDES CÚMPLICES DOS SEUS PECADOS E PARA NÃO PARTICIPARDES DOS SEUS FLAGELOS.’ Apoc. 18:4 

INTRODUÇÃO --> FONTES DE PESQUISAS USADAS NESTE ESTUDO:
1. A BÍBLIA SAGRADA;
·  2. RESUMOS, ANÁLISES E APLICAÇÕES DO ESTUDO: A MAÇONARIA LIVRE E A CRISTANDADE’, Do Dr. Alva J. Mclain. Estudos impressos no Jornal, ‘O BATISTA REGULAR’ com os direito cedidos pela The Brethren Missionary Herald Company.
·  - O Dr. Alva Maclain deixa que a Maçonaria seja justificada ou condenada por suas próprias palavras conforme Mat. 12:37.
- Cita trechos da ENCICLOPÉDIA MAÇÔNICA por ALBERT G. MACKEY [tido como a maior e mais conceituada autoridade sobre Maçonaria, sendo inclusive maçom no 32º grau, escritor de muitos livros sobre a maçonaria, sendo a enciclopédia de mil páginas a sua obra prima, a qual dedicou 30 anos de sua vida].
3. O livro: ‘HAJA LUZ’ - Tradução de MÁRIO AMARAL NOVAIS - Com vários Testemunhas de importantes homens de Deus sobre a Maçonaria.
4. O livro: ‘O QUE É A MAÇONARIA’ - Autor: CURTIS MASIL - Adepto da maçonaria.
5. O livro: " SEITAS E HERESIAS, UM SINAL DOS TEMPOS" - Autor: Raimundo F. de Oliveira. - Escritor Evangélico.
6. O livro: ‘RELIGIÕES, SEITAS E HERESIAS’ - Autor: J. CABRAL - Escritor Evangélico.
** Usaremos em grande medida o método do Dr. Alva j. Mclain. Deixar a Maçonaria falar e depois mostrar como a Bíblia a contraria, não deixando para o autentico cristão outra alternativa a não ser não ter nada com ela e ainda denunciar os seus erros.

I. MAÇONARIA AFIRMA SER UMA INSTITUIÇÃO RELIGIOSA
* Citando a Enciclopédia Maçônica:
1. " AFIRMO SEM NENHUMA HESITAÇÃO QUE A MAÇONARIA É, EM TODO O SENTIDO DA PALAVRA, EXCETO EM UMA PELO MENOS FILOSÓFICA, EMINENTEMENTE UMA INSTITUIÇÃO RELIGIOSA... OLHE OS PONTOS DE REFERÊNCIA ANTIGOS -- CERIMÔNIAS SUBLIMES, SÍMBOLOS PROFUNDOS E ALEGORIAS -- TODOS APONTANDO DOUTRINA RELIGIOSA, ORDENANDO OBSERVÂNCIA RELIGIOSA E ENSINANDO VERDADES RELIGIOSAS. E QUEM

PODE NEGAR QUE SEJA EMINENTEMENTE RELIGIOSA?"
*** A maçonaria é uma religião, e é impossível negar isto. O Cristianismo é a única religião verdadeira, e se provarmos que ela não está de acordo com o Cristianismo teremos provado que ela é uma religião falsa e diabólica. A Enciclopédia Maçônica na página 619 diz: " A RELIGIÃO DA MAÇONARIA NÃO É O CRISTIANISMO". Texto que mostra o Cristianismo como a única religião verdadeira, e que todos os outros fundadores de religiões são "LADRÕES E SALTEADORES". (João 10:7-10).


II. MAÇONARIA CLASSIFICA O CRISTIANISMO COMO RELIGIÃO FANÁTICA.
·  ·  - A maçonaria classifica o cristianismo como religião fanática, enquanto gaba-se de
sua própria "Universalidade".
A) O Dr. Alva Mclain faz a pertinente pergunta: " Pode um cristão pertencer ou sustentar uma religião que não seja o Cristianismo ?
-Ele responde citando Gal. 1:8-9, dizendo que A MALDIÇÃO DE DEUS é contra qualquer religião que não seja o cristianismo.
1. " A RELIGIÃO DA MAÇONARIA NÃO É FANÁTICA. ELA ADMITE HOMENS DE TODAS AS CRENÇAS NO SEU MEIO HOSPITALEIRO, NÃO REJEITANDO NEM APROVANDO NENHUM POR SUA FÉ PECULIAR. NÃO É JUDAÍSMO, NEM CRISTIANISMO..." (Pg. 619)
2. " NÃO SE METE COM CRENÇAS FANÁTICAS OU DOUTRINAS, MAS ENSINA A VERDADE DA RELIGIÃO FUNDAMENTAL’ (Pg. 618)
3. " SE A MAÇONARIA FOSSE SIMPLESMENTE UMA INSTITUIÇÃO RELIGIOSA, O JUDEU E O MUÇULMANO, O BRÂMANE E O BUDISTA NÃO PODERIAM CONSCIENCIOSAMENTE PARTICIPAR DE SUA ILUMINAÇÃO, MAS A UNIVERSALIDADE É A SUA EXALTAÇÃO. EM SEU ALTAR HOMENS DE TODAS AS RELIGIÕES PODEM AJOELHAR-SE. NA SUA CRENÇA, DISCÍPULOS DE QUALQUER FÉ PODEM ALISTAR-SE " (Pg.439)
·  ** Nesta citações a maçonaria coloca-se acima do Cristianismo e de todas a religiões, como a única que tem a verdade universal, além disso coloca o Cristianismo lado a lado com as outras religiões e Cristo lado a lado com o falsos profetas que as fundaram. Isto é uma blasfêmia. Cristo é o Salvador o Salvador Universal e o Cristianismo é a verdade fundamental e eterna. (vide: Dn. 7:13-14; Jo. 1:29; 12:32; I Jo. 2:2; Fp. 2:9-11)

III. A MAÇONARIA NÃO CONFESSA A JESUS CRISTO COMO SALVADOR E DEUS. Portanto o deus da Maçonaria NÃO É o Deus Verdadeiro.
·  - Dr. Alva Mclain afirma: " A MAÇONARIA TEM UM DEUS -- VOCÊ NÃO NÃO PODE TEM UMA RELIGIÃO SEM UM DEUS. E ESTE DEUS TEM UM NOME. REPETIDAS VEZES NA ENCICLOPÉDIA MAÇÔNICA ENCONTRAM-SE AS INICIAIS ‘ GAOTU ‘ . ESTE É O DEUS QUE OS MAÇONS ADORAM NO ALTAR DELES. ALGUMAS VEZES OUTROS NOMES SÃO APLICADOS A ELE, MAS DE ACORDO COM MACKEY, ‘GAOTU’ É O NOME TÉCNICO MAÇÔNICO (Pg. 310 da Enciclopédia Maçônica).

*** Três declarações sobre o Deus Verdadeiro e Seu Cristo:
1ª) Há somente um Deus Verdadeiro. Este Único Deus Verdadeiro existe em três pessoas: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO. Porém, não há três deuses. Há somente um Deus;
2ª) Este Único Deus Verdadeiro veio ao mundo em carne e não a outro Salvador além de Jesus Cristo; (Jo.1:1,14; I Jo. 5:20; At. 4;12)
3ª) O Único Deus não pode ser confessado, honrado, conhecido e adorado sem que isto seja por intermédio de Jesus Cristo. (I Jo.2:23; Jo.5:23)
*** Se um homem recusa a confessar e a adorar a Jesus Cristo como Deus, ele está negando ao Deus verdadeiro, é um anticristo. (I Jo. 4:3)
*** A Enciclopédia Maçônica diz: ‘ NÃO HÁ NADA NELA (MAÇONARIA) PARA OFENDER UM JUDEUS’ - Pg. 619)
--> O que ofende aos judeus, que por isto tem o cristianismo como blasfemo é a sua declaração de que Jesus Cristo é o seu Salvador e Deus (Jo. 10:30-33).
--> Portanto, a Maçonaria não confessa o Deus verdadeiro nem o seu Divino Cristo, por isto, podemos declarar à luz da bíblia que ela nada mais é do que uma RELIGIÃO Pagã e IDOLATRA. Não havendo lugar nela para um verdadeiro cristão.


IV. A MAÇONARIA É UMA RELIGIÃO IDOLÁTRICA, SINCRETISTA E PAGÃ.
* Assim diz JORGE BUARQUE LIRA, pastor Presbiteriano, maçom, sobre o patrono da maçonaria: " O SANTO QUE A MAÇONARIA ADOTOU COMO PATRONO... É SÃO JOÃO ESMOLER, FILHO DO REI DE CHIPRE... DIGNO... POR SUAS VIRTUDES..." Também, conhecido por São João de Jerusalém.
* Todas as cerimônias são iniciadas no nome de um "santo" qualquer. Ferindo o mandamento de Ex. 20:3, ‘Não terás outros deuses diante de mim’.
* Princípio Bíblico: TODA ADORAÇÃO E CONFISSÃO A QUALQUER DEUS ALÉM DO DEUS TRIÚNO É IDOLATRIA. (I JO. 5:20-21; I CO. 6:9-10).
* A Enciclopédia Maçônica diz: "O GERME E NÚCLEO DE TODA A MAÇONARIA ESTÁ EM SER FUNDA NOS TRÊS GRAUS PRIMITIVOS" (Pg. 753).
--> Aqui cito o livro: "O QUE É A MAÇONARIA" de Curtis Masil. É um livro que tenho em minha biblioteca pessoal, cujas citações são diretamente dele.
* OS 33 GRAUS DA MAÇONARIA (segundo o Rito Escocês, o mesmo que domina a maçonaria inglesa, francesa e latino-americana, aonde está incluída a brasileira)
  1. APRENDIZ
  2. COMPANHEIRO
  3. MESTRE
  4. MESTRE SECRETO
  5. MESTRE PERFEITO
  6. SECRETÁRIO ÍNTIMO
  7. INTENDENTE DOS EDIFÍCIOS
  8. MESTRE EM ISRAEL
  9. ELEITO DOS NOVE
  10. ILUSTRE ELEITO DOS QUINZE
  11. SUBLIME CAVALHEIRO ELEITO
  12. GRÃO MESTRE ARQUITETO
  13. REAL ARCO
  14. GRANDE ELEITO
  15. CAVALEIRO DO ORIENTE
  16. GRANDE CONSELHO (PRÍNCIPE DE JERUSALÉM)
  17. CAVALHEIRO DO ORIENTE E DO OCIDENTE
  18. SOBERANO PRÍNCIPE ROSA-CRUZ
  19. GRANDE PONTÍFICE
  20. VENERÁVEL GRÃO MESTRE
  21. CAVALEIRO PRUSSIANO OU NOAQUITA
  22. CAVALEIRO REAL MACHADO, OU PRÍNCIPE DO LÍBANO
  23. CHEFE DO TABERNÁCULO
  24. PRÍNCIPE DO TABERNÁCULO
  25. CAVALEIRO DA SERPENTE DE BRONZE
  26. ESCOCÊS TRINITÁRIO OU PRÍNCIPE DE MERCY
  27. GRANDE COMENDADOR DO TEMPLO
  28. CAVALEIRO DO SOL OU SUBLIME ELEITO DA VERDADE
  29. GRANDE ESCOCÊS DE SANTO ANDRÉ DA ESCÓCIA, OU GRÃO MESTRE DA LUZ
  30. GRANDE INQUISITOR, CAVALEIRO KADOSH, OU CAVALEIRO DA ÁGUIA BRANCA E NEGRA
  31. GRANDE JUIZ COMENDADOR OU INSPETOR COMENDADOR
  32. SUBLIME PRÍNCIPE DO REAL SEGREDO
  33. SOBERANO GRANDE INSPETOR-GERAL.
*** Nos três primeiros graus, nos quais a Enciclopédia Maçônica esta fundada a própria Maçonaria, tendo neles o seu germe e núcleo, exclui totalmente a pessoa de Cristo.
*** O Ritual de iniciação na Maçonaria: " ENTRA-SE PARA UMA DESSAS LOJAS MEDIANTE UM RITO DE INICIAÇÃO, LOJA ESSA QUE POSSUI, NO MÍNIMO, SETE MEMBROS: O VENERÁVEL MESTRE, DOIS VIGILANTES, O ORADOR, O SECRETÁRIO, O COMPANHEIRO E O APRENDIZ.
O NOVIÇO, PARA TORNA-SE APRENDIZ, TEM DE SUBMETER-SE A CERTAS PROVAS E MEDITAÇÕES, ALÉM DE RESPONDER A CERTAS PERGUNTAS E REDIGIR UM TESTAMENTO. DEPOIS, DE OLHOS VENDADOS, É ADMITIDO NO TEMPLO; PRESTA JURAMENTO, RECEBE O AVENTAL E UM PAR DE LUVAS.
UM ANO DEPOIS, PODE ASPIRAR A SER ELEITO COMPANHEIRO, DEPOIS O DE MESTRE, ASSIM EM DIANTE." (livro: ‘O QUE É A MAÇONARIA’ Pg. 21)
---> Toda reunião da Maçonaria começa e termina com oração, só que nenhuma oração pode ser feita em nome de Jesus Cristo, e até as leituras bíblicas são feitas sem mencionar o nome de Cristo, para não melindrar membros de outras religiões não cristãs.
---> O nome de Cristo é tirado não só dos três primeiros degraus, como só é permitido a Cristãos se reunirem para falar de Cristo em lugar reservado, no mesmo pé de igualdade com os budistas, maometanos, espíritas, e isto após ter passado pelos 3 primeiros degraus. Isto vai de encontro a PREEMINÊNCIA devida só a Cristo (Col.1:18).

V. A MAÇONARIA MUTILA A BÍBLIA QUANDO FAZ CITAÇÃO DA MESMA
* A Enciclopédia Maçônica na Pag. 271, faz citação de I Ped. 2:5.
(" AS PASSAGENS DA ESCRITURA AQUI SELECIONADAS SÃO PARTICULARMENTE APROPRIADAS PARA ESSES GRAUS... AS PASSAGENS FEITAS COM INDIFERENÇA. MAS MODIFICAÇÕES NECESSÁRIAS SO SEGUNDO CAPÍTULO DA PRIMEIRA EPISTOLA DE PEDRO...")
Além de dizer que as passagens são citadas com INDIFERENÇA, ainda fala claramente que foram feitas MODIFICAÇÕES NECESSÁRIAS. Que modificações foram feitas? - Quando a citação feita por eles, percebemos claramente a ausência do nome de JESUS CRISTO, que esta naquela passagem, mas que eles apagaram ou não colocaram. Acham que podem ir ao ARQUITETO DO UNIVERSO sem por Cristo (Jo.14:6).
· 
 VI. PARA SE TORNAR MEMBRO DA MAÇONARIA O CRENTE TEM QUE DESOBEDECER A CRISTO
·  1. O JURAMENTO exigido pela Maçonaria de ocultar e nunca revelar os segredos da Maçonaria é condenado na Bíblia (Mat. 5:34,35; Tg. 5:12).
** Os três ritos abaixo estão no livro: ‘SEITAS E HERESIAS...’ de Rdo. F. de Oliv.
a) O JURAMENTO DO RITO ESCOCÊS
" EU, FULANO DE TAL, JURO E PROMETO, DE MINHA LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE, SEM CONSTRANGIMENTO OU COAÇÃO, SOB MINHA HONRA E SEGUNDO OS PRECEITOS DE MINHA RELIGIÃO, EM PRESENÇA DO SUPREMO ARQUITETO DO UNIVERSO, QUE É DEUS, E PERANTE ESTA ASSEMBLÉIA DE MAÇONS.. SOLENE E SINCERAMENTE JAMAIS REVELAR OS MISTÉRIOS, SÍMBOLOS OU ALEGORIAS QUE ME FOREM EXPLICADOS E QUE FOREM CONFIADOS , SENÃO AO UM MAÇOM REGULAR.... SE EU FALTAR A ESTE JURAMENTO, AINDA MESMO COM MEDO DA MORTE, DESDE O MOMENTO EM QUE COMETA TAL CRIME, SEJA DECLARADO INFAME SACRÍLEGO PARA COM DEUS E DESONRADO PARA COM OS HOMENS. AMÉM - AMÉM.
·  ·  b) O JURAMENTO DO RITO ADONIRAMITA
" NESTE RITO, NO MOMENTO EM QUE O PROFANO VAI PRESTAR O JURAMENTO, BEBE O GOLE DA TAÇA SAGRADA.
" JURO GUARDAR SILÊNCIO MAIS PROFUNDO SOBRE TODAS A PROVAS A QUE FOR EXPOSTA MINHA CORAGEM. SE EU FOR PERJURO E TRAIR MEUS DEVERES.. CONSINTO QUE A DOÇURA DESTA BEBIDA SE CONVERTA EM AMARGOR E O SEU EFEITO SALUTAR EM MORTAL VENENO. "
c) O JURAMENTO RITO FRANCÊS
" JURO E PROMETO SOBRE OS ESTATUTOS GERAIS DA ORDEM E SOBRE ESTA ESPADA, SÍMBOLO DE HONRA, ETC. CONSINTO, SE EU VIER A PERJURAR, QUE O PESCOÇO ME SEJA CORTADO, O CORAÇÃO E AS ENTRANHAS ARRANCADAS, O MEU CORPO QUEIMADO, REDUZIDO A CINZAS, E MINHAS CINZAS LANÇADAS AO VENTO, E QUE MINHA MEMÓRIA FIQUE EM EXECRAÇÃO ENTRE TODOS OS MAÇONS. O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO ME AJUDE! "
·  ·  2. A Enciclopédia Maçônica diz: "A OBRIGAÇÃO DE TODO MAÇOM É O OBEDECER AO MANDATO DO MESTRE’ (Não Cristo e sim, o mestre da loja maçônica)
3. Deus exige obediência irrestrita e exclusiva a Cristo. (Jo. 14:15; I Jo.2:3; At. 5:29)
4. O RITO DE INICIAÇÃO exige indiretamente que o CRENTE RENEGUE A SUA Fé. Senão vejamos, esta citação do Jornal: O BATISTA REGULAR:
" INICIAÇÃO DO APRENDIZ - APÓS UMAS BATIDAS REGULARES NA PORTA DO TEMPLO, DIZ O GUARDA DO TEMPLO AO VENERÁVEL MESTRE: ‘ PROFANAMENTE BATEM À PORTA DO TEMPLO, VENERÁVEL MESTRE’. DIZ O VENERÁVEL: ‘ VERIFICAI QUEM É O TEMERÁRIO QUE OUSA INTERROMPER NOSSAS MEDITAÇÕES’... ENTÃO O MAÇOM QUE O ACOMPANHA, O EXPERTO, RESPONDE: ‘ SUSPENDEI VOSSA ESPADA, IRMÃO GUARDA DO TEMPLO, POIS NINGUÉM OUSARIA ENTRAR NESTE RECINTO SEM VOSSA PERMISSÃO’. ‘ DESEJOSO DE VER A LUZ, ESTE PROFANO VEM HUMILDEMENTE BUSCÁ-LA ‘.
** Como poderia um crente se chamar a si mesmo de PROFANO e SEM LUZ depois de ter encontrada a Luz de CRISTO. Isto implica numa APOSTASIA e NEGAÇÃO DA FÉ.
· 
  VII. O CAMINHO DE SALVAÇÃO ENSINADO PELA MAÇONARIA NÃO É JESUS CRISTO
* O caminho de Salvação por obras ensinado pela Maçonaria é representado por escada.
Assim diz a Enciclopédia Maçônica:
" ESTA ESCADA É UM SÍMBOLO DE PROGRESSO... SEUS TRÊS PRIMEIRO DEGRAUS A FÉ, A ESPERANÇA E A CARIDADE, MOSTRAM-NOS OS MEIOS COMO AVANÇAMOS DA TERRA PARA O CÉU, DA MORTE PARA A VIDA, DO MORTAL PARA O IMORTAL. PORTANTO, SEU PÉ É COLOCADO NO ANDAR TÉRREO DA LOJA MAÇÔNICA, A QUAL É O TIPO DO MUNDO E SEU CUME A LOJA, A QUAL É SÍMBOLO DO CÉU ". (Pag. 361).
** A FÉ, a ESPERANÇA e a CARIDADE da maçonaria não estão baseadas em Cristo e sim em obras humanas, que jamais poderiam purificar-nos . (Ef. 2:8,9; Ap.1:5,6).

·  VIII. A MAÇONARIA É UMA GRANDE FORÇA ECUMÊNICA E ECUMENIZANTE
* Citação de um trabalho feito pelo Pr. Manoel Moraes e apresentando da AIBREB:
" O DESENHO DO TEMPLO E DAS LOJAS SÃO PARA REPRESENTAREM O TEMPLO DE SALOMÃO, SEGUNDO ELES FOI O UNIFICADOR DE TODAS AS RELIGIÕES.
* "NAS LOJAS MAÇÔNICAS CRISTÃS HAVERÁ A BÍBLIA; NAS JUDAICAS, HAVERÁ O VELHO TESTAMENTO; NAS MAOMETANAS, HAVERÁ O ALCORÃO; NAS BUDISTAS, O TRIPITACA. ETC. "
* " O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO É A EXPRESSÃO MAIS ECUMÊNICA QUE PODE EXISTIR. AFIRMAM QUE TODAS AS RELIGIÕES TÊM PONTOS EM COMUM... TANTO HERMES, ZARATHUSTRA, ORFEU, KRISNA, MOISÉS, PITÁGORAS, PLATÃO, CRISTO E MAOMÉ TODOS FORAM MENSAGEIROS DA VERDADE ÚNICA, E ATRAVÉS DE SUAS MENSAGENS PUDERAM DAR UM EVANGELHO DE UNIÃO, DE FRATERNIDADE PARA QUE AMANDO O PRÓXIMO A ALMA SE RELIGUE ENTRE SI E O O SUPREMO.
*** Este ecumenismo da maçonaria é semelhante ao que dará origem a Grande Igreja Apostata do Fim dos Tempos, chamada de a Grande Meretriz (Apoc.17,18).
*** A ordem para maçons que se convertem é está: ‘...RETIRAIS-VOS DELA, POVO MEU, PARA NÃO SERDES CÚMPLICES DOS SEUS PECADOS, E PARA NÃO PARTICIPARDES DOS SEUS FLAGELOS’ (Apoc. 18:4)

IX. GRANDES HOMENS DE DEUS TESTEMUNHARAM CONTRA A MAÇONARIA
  • D.L.MOODY - ‘ NÃO POSSO VER COMO UMA CRISTÃO, QUANTO MAIS UM PASTOR, PODE ADENTRAR ESSAS LOJAS MAÇÔNICAS COM INCRÉDULOS. NÃO HÁ MAL QUE RESULTE O BEM. VOCÊ NUNCA REFORMAR QUALQUER COISA ATRAVÉS DE UM JUGO DESIGUAL COM OS ÍMPIOS’.
  • PETER CARTWRIGHT - ‘ A MAÇONARIA SE ORIGINOU COM O DIABO E TERMINARÁ COM O DIABO’.
  • CHARLES G. FINNEY - ‘É UMA VERDADEIRA CONSPIRAÇÃO COM A IGREJA E O ESTADO’. [Evangelista e Advogado].
  • R.A.TORREY - ‘NÃO ENTENDO COMO UM CRENTE INTELIGENTE E CONSAGRADO POSSA PERTENCER A UMA SOCIEDADE SECRETA. É UMA ÓBVIA DESOBEDIÊNCIA AO MANDATO ESPECIFICO DE DEUS EM II COR.6:14-18)
  • CHARLES A.BLANCHARD - ‘TODA MAÇONARIA É ANTI CRISTÃ. SEUS PRÓPRIOS PRINCÍPIOS SÃO ANTI CRISTÃOS. MAÇONARIA É SECRETA; CRISTIANISMO É ABERTO; MAÇONARIA É PARA POUCOS; CRISTIANISMO É PARA TODOS; MAÇONARIA EXIGE JURAMENTOS DE SANGUE; CRISTIANISMO DIZ: NÃO JUREIS DE MODO NENHUM. MAÇONARIA REQUER DINHEIRO E INICIAÇÃO. CRISTIANISMO REQUER ARREPENDIMENTO E FÉ. MAS DE TODA OBRA SACRÍLEGA, ANTI CRISTÃ, BLASFEMA DA MAÇONARIA, NADA É MAIS ASQUEROSO E HORRIPILANTE DO QUE OS CHAMADOS GRAUS CRISTÃOS.’
  • HAROLD REIMER - ‘ SÓ POSSO ENCARAR A ALEGAÇÃO DA MAÇONARIA, DE TER MAIS LUZ DO QUE A PRÓPRIA LUZ (JESUS), COMO OFENSA MUITO GRANDE À PESSOA DE JESUS CRISTO, SENÃO UMA BLASFÊMIA’.
  • CHARLES HERALD - ‘ EM PRIMEIRO LUGAR VI UMA IGREJA INTEIRAMENTE ARRUINADA EM SUA ESPIRITUALIDADE E EM SEU EFICIENTE SERVIÇO CRISTÃO, PORQUE O SEU CONSELHO SE COMPUNHA PRINCIPALMENTE DE MAÇONS E DE HOMENS PERTENCENTES A OUTRAS ORDENS SECRETAS.
·  ‘ EM SEGUNDO LUGAR VI CRENTES, AS DEZENAS, TORNAREM-SE MUNDANOS E ABANDONAREM A IGREJA, QUANDO COMEÇARAM A FREQÜENTAR REGULARMENTE AS REUNIÕES DA LOJA.
** Aqui vemos o resultado de tentar seguir a dois senhores. O crente não pode servir a Cristo e a uma instituição aonde Cristo não é o SENHOR ABSOLUTO.

X. A POSIÇÃO DAS IGREJAS BATISTAS REGULARES DO BRASIL EM RELAÇÃO A MAÇONARIA. [ Proposta aprovada na sua 12ª Assembléia ].
" LEVANDO EM CONTA, ENTRE OUTROS, OS SEGUINTES ÍTENS:
1) - QUE O INGRESSO E A PERMANÊNCIA NA MAÇONARIA SÃO CONTRÁRIOS AO ENSINO BÍBLICO DE SEPARAÇÃO.
2) - QUE A PRÁTICA DE COMPROMISSO COM A MAÇONARIA É INCOERENTE COM O MODO DE VIDA CRISTÃO.
3) - QUE EXISTE NA MAÇONARIA UM FORTE ELEMENTO DE RELIGIÃO.
4) - QUE A BUSCA DE LUZ NA MAÇONARIA É UMA CONTRADIÇÃO COM O ESTUDANTE DA BÍBLIA.
5) - QUE PARA A MAÇONARIA A VERDADEIRA IRMANDADE ESTÁ EM SUA COMUNIDADE E QUE TODOS QUE ESTÃO FORA DE SUAS FILEIRAS SÃO CHAMADOS DE PROFANOS.

" A COMISSÃO FAZ A SEGUINTE PROPOSTA:
1) - QUE SEJA REAFIRMADA A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO CONTRÁRIA A MAÇONARIA E OUTRAS SOCIEDADES SECRETAS;
2) - QUE SEJAM EXIGIDO DAS IGREJAS QUE VIEREM PEDIR FILIAÇÃO À AIBRB, DOCUMENTOS MOSTRANDO A SUA POSIÇÃO CONTRÁRIA ÀS SOCIEDADES SECRETAS.
3) - QUE SEJA SOLICITADO DAS IGREJAS JÁ FILIADAS, O REFERIDO DOCUMENTO, DANDO-SE NO ENTANTO, UM PRAZO DE DOIS ANOS’ (REDUZIDO DE CINDO PARA DOIS POR UMA EMENDA).
4) - QUE A AIBRB FAÇA UM APELO COM BASE NO AMOR CRISTÃO, AOS CRENTES FILIADOS À MAÇONARIA, PARA QUE, POR AMOR A CRISTO E AO TRABALHO DE DEUS QUE NOS FOI CONFIADO, AFASTEM-SE DE TAL SOCIEDADE.
5) - QUE FIQUE ESCLARECIDO ÀS IGREJAS E AOS OBREIROS DO NOSSO MOVIMENTO QUE, DEPOIS DE DOIS ANOS, REFERIDO NO ÍTEM 3, CASO NÃO TENHAM AINDA ACEITO OS PRINCÍPIOS SEGUIDOS POR NOSSA ASSOCIAÇÃO, COM RESPEITO AO ASSUNTO EM PAUTA, SE EXCLUAM A SI MESMOS, PARA EVITAR MAIORES PROBLEMAS NO MOVIMENTO.
6) - QUE AS IGREJAS SEJAM ACONSELHADAS PELA ASSOCIAÇÃO NO SENTIDO DE QUE NA ESCOLHA DOS SEUS PASTORES, TOMEM CUIDADO NO SENTIDO DE SONDAREM A POSIÇÃO DO OBREIRO ACERCA DO ASSUNTO.

CONCLUSÃO:
·  ** Não tratamos de todos os assuntos acerca da Maçonaria, pois alguns julgamos de menor magnitude, tais como: o seu aspecto histórico, muito cercado de lendas e folclore; o seu aspecto filantrópico, que beneficia quase que exclusivamente o seus próprios membros; a sua norma de não permitir a entrada de mulheres, se bem que já existe maçonaria só para mulheres; A descrição e explicações de todos os seus símbolos e sinais herdados do paganismo Egípcio e Babilônico; A sua predição pelo esoterismo e coisas do oriente.
No Entanto o que aqui ficou registrado é suficiente para nos deixar indesculpáveis.
1. É nosso dever estar preparados a responder com mansidão a razão da nossa fé, especialmente aqueles que a contradizem. I Ped. 3:15.
2. Muitos se deixarão enganar pelo brilho reluzente do falso anjo de luz, comandante dos falsos ministros de justiça, fundadores e seguidores de falsas religiões. II CO. 11:13-14.
3. Muitos estão na dúvida se a maçonaria é ou não um lugar para cristãos. Acredito que este estudo ajudá-los-a a sair da dúvida. É o nosso desejo e oração. Jud. 22,23.
4. Depois do exposto temos certeza que ficamos livres do sangue de toda aquele que se tornar cúmplice dos pecados da maçonaria e participante dos seus flagelos. Es. 3:19-21.


(nome do autor retirado em 2011, a seu pedido)

Fonte: http://solascriptura-tt.org/Seitas/AMaconariaALuzDaBiblia-Lucio.htm


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Filme Três Histórias, Um Destino, baseado em livro de R. R. Soares estreia com alta média de público; Produções cristãs de cinema estão em alta


Filme Três Histórias, Um Destino, baseado em livro de R. R. Soares estreia com alta média de público; Produções cristãs de cinema estão em alta



O filme Três Histórias, Um Destino, baseado no livro do missionário R. R. Soares estreou no último fim de semana e superou a média de espectadores do filme 007 Skyfall, uma superprodução de Hollywood, que havia estreado uma semana antes.


Filmado nos Estados Unidos e com atores norte-americanos, o filme foi lançado primeiro no Brasil – será lançado nos demais países apenas em 2013 – e alcançou um total de 50.180 mil ingressos vendidos nas 52 salas que exibiram o filme em sua estreia, somando uma média de 965 espectadores. 007 Skyfall atingiu média de 936 espectadores no último fim de semana, segundo informações do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja.


-Optamos por lançá-lo primeiro aqui porque é uma produção baseada em um autor brasileiro.  Acho que chegou o momento de entrarmos nessa seara. Na semana passada, aconteceu a primeira mostra de filmes cristãos no Rio. A igreja Bola de Neve, que é bem jovem, está criando um festival de curtas em São Paulo. O “Três histórias” é um bom pontapé para motivar quem quer fazer cinema nessa linha. A página dele no Facebook já foi curtida por mais de 40 mil – explica Ygor Siqueira, diretor da Graça Filmes, numa entrevista ao site do jornal O Globo.

Três Histórias, um Destino é uma co-produção da Graça Filmes com a norte-americana Uptone Pictures, e foi dirigido por Robert C. Treveiler, que também atuou no filme. Treveiler é conhecido no público norte-americano por ter atuado em séries como One Tree Hill (Lances da Vida), Dawson’s Creek e Drop Dead Diva.

A história do filme fala sobre um pastor em busca de poder, um menino da periferia que se envolve com o crime e uma jovem que se afasta de Deus.

O crescimento do público evangélico e do interesse desse público pelo segmento do audiovisual é visto pelas produtoras como uma oportunidade de negócio. Hollywood tem investido milhões de dólares na produção de filmes com temática bíblica.
Porém, as particularidades desse meio precisam ser levadas em consideração: “É um gênero muito difícil, porque há de se ter cuidado para não denegrir a família, a Bíblia, mesmo que esta não seja citada diretamente. Já recebi ofertas de produtoras de filmes seculares que querem alcançar esse nicho, que não tinham nada a ver com a palavra cristã. O evangélico iria reprová-los”, revela Siqueira.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+




John Wesley (Epworth, Inglaterra, 17 de junho de 1703 — Londres, 2 de março de 1791)

John Wesley

John Wesley (Epworth, Inglaterra, 17 de junho de 1703 — Londres, 2 de março de 1791) foi um clérigo anglicano e teólogo cristão britânico, líder precursor do movimento metodista e, ao lado de William Booth, um dos dois maiores avivacionistas da Grã-Bretanha.

John Wesley viveu na Inglaterra do século XVIII, uma sociedade conturbada pela Revolução Industrial, onde crescia muito o número de desempregados. A Inglaterra estava cheia de mendigos itinerantes, políticos corruptos, vícios e violência generalizada. O cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Dentre aqueles que não se conformavam com esse estado paralisante da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley. Primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.

Infancia

John Wesley, décimo terceiro filho do ministro anglicano Samuel e de Susana Wesley, nasceu a 17 de junho de 1703, em Epworth na Inglaterra.
Devido às atividades pastorais que impediam o Reverendo Samuel de dar a devida assistência ao lar, Susana assumiu a administração financeira da família e a educação dos filhos e filhas. Disciplinava com rigidez os filhos, mantendo horário para cada atividade e reservando um tempo de encontro com cada filho para conversar, estudar e orar.
Incêndio em sua casa
Ainda na infância, John Wesley foi o último a ser salvo, de forma miraculosa, em um incêndio que destruiu toda sua casa, onde estivera preso no segundo andar. A partir desse dia, Susana, sua mãe, dedicou-lhe atenção especial, pois entendeu que Deus havia poupado sua vida para algo muito especial.
Aos cinco anos de idade, Susana Wesley começou a alfabetizar o John, usando o livro dos Salmos como apostila.
John estudou com sua mãe até os 11 anos. Entrou, então, para uma escola pública, onde ficou como aluno interno por seis anos. Aos 17 anos, foi para a Universidade de Oxford. Jonh Wesley todos os dias o na hora do lanchinho da escola levantava o seu alimento para o céu e dizia: Deus, da mesma forma que tenho fome por este lanchinho, faz - me ter por Ti. teve um dia que Deus não resistiu e invadiu o coração de jonh, historiadores relatam que a escola inteira começando por seus amiguinhos que estavam perto dele sentiam como se Jesus estivesse ali e começaram a ajoelhar, chorar e se arrependerem de seus pecados. Este fato chegou até os ouvidos da diretoria, quando a pessoa que estava na direção da escola na época não aceitava tal coisa acontecer e foi ver com os seus próprios olhos e foi chegando perto quando também não resistiu e se ajoelhou e começou a chorar e se arrepender de seus pecados por que Jesus tinha visitado Jonh Wesley naquele dia.


No dia 24 de maio de 1738, na rua Aldersgate, em Londres, Wesley passou por uma experiência espiritual extraordinária, é assim narrada em seu diário:
"Cerca das oito e quinze, enquanto ouvia a preleção sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração".
Nos 50 anos seguintes, Wesley pregou em média de três sermões por dia; a maior parte ao ar livre. Houve uma vez que pregou a cerca de 14.000 pessoas. Milhares saíram da miséria e imoralidade e cantaram a nova fé nas palavras dos hinos de Carlos Wesley, irmão de John. Os dois irmãos deram à religião um novo espírito de alegria e piedade.


Como não havia muitas oportunidades na Igreja Anglicana, Wesley pregava aos operários em praças e salões - muito embora ele não gostasse de pregar fora da Igreja - E tornou-se conhecidíssima esta sua frase: "o mundo é a minha paróquia". Influenciados pelos moravianos, John e seu irmão Carlos organizaram pequenas sociedades e classes dentro da Igreja da Inglaterra, liderados por leigos, com os objetivos de compartilhar, estudar a Bíblia, orar e pregar. Logo o trabalho de sociedades e classes seria difundido em vários países, especialmente nos EUA e na Inglaterra e estaria presente em centenas de sociedades, com milhares de integrantes. Com tanto serviço, Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de 'O Cavaleiro de Deus'. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais. A Igreja Metodista, como Igreja propriamente, organizou-se primeiro nos EUA e depois na Inglaterra (somente após a morte de Wesley no dia 2 de março de 1791).


Além de milhares de convertidos e encaminhados para a santificação cristã, houve também obras sociais dignas de destaque, como estas: Dinheiro aos pobres (Wesley distribuía). Compêndio de medicina (Wesley escreveu e foi largamente difundido). Apoio na reforma educacional. Apoio na reforma das prisões. Apoio na abolição da escravatura! Atualmente, o total de membros da comunidade metodista no mundo está estimado em cerca de 75 milhões de pessoas. O maior grupo concentra-se nos Estados Unidos: a Igreja Metodista Unida neste país é a segunda maior denominação protestante.
Hoje, além dos seguidores do Metodismo, a vida de muitos é influenciada pela missão de Wesley. Movimentos posteriores como o Movimento de Santidade e o Pentecostalismo devem muito a ele. A insistência wesleyana da busca da santificação pessoal e social contribuem significativamente para a ideologia da busca de uma vida e mundo melhor. A Igreja Católica Romana recebeu indiretamente alguns conceitos de Wesley quando o cardeal John Henry Newman uniu-se a ela, vindo da Igreja Anglicana e concretizando em reformas litúrgicas, sociais, carismática e teológica desde o concílio Vaticano II.
Faleceu a 2 de março de 1791, em Londres, Inglaterra. Encontra-se sepultado em Wesleys Chapel, Grande Londres, Londres, Inglaterra.

Fonte: http://pt.wikipedia.org


Dwight Lyman Moody (5 de fevereiro de 1837 - 22 de dezembro de 1899)





Dwight Lyman Moody

Dwight Lyman Moody (5 de fevereiro de 1837 - 22 de dezembro de 1899), também conhecido como D.L. Moody, foi um evangelista e editor americano que fundou a Igreja Moody, a Escola Northfield, a Escola Mount Hermon em Massachusetts (agora chamada Escola Northfield Mount Hermon), o Instituto Bíblico Moody e a Moody Press.
Juventude
O pai de Dwight Moody era alcoólatra e morreu aos 41 anos. Dwight tinha somente quatro anos e era o mais jovem de sua família nesse momento.
Moody mudou-se para Boston em busca de trabalho. Trabalhou com seu tio em uma sapataria. Uma das exigências de seu tio era que Moody freqüentasse uma igreja; entrou para a Igreja Congregacional. Ele freqüentou, mas não estabeleceu um relacionamento pessoal com Deus até mais adiante. Certo dia, um professor falou-lhe sobre quanto Deus o amava. Moody converteu-se então ao cristianismo. Sua conversão iniciou sua carreira como evangelista.
O trabalho conduziu sua escola dominical em Chicago a ser a maior da época. Moody trabalhou tão arduamente que no decorrer de um ano a incidência média em sua escola era de 650 pessoas, enquanto sessenta voluntários de várias igrejas trabalhavam como professores. A escola chegou a ser tão conhecida que o recém eleito presidente Lincoln visitou e falou em uma reunião da escola em 25 de novembro de 1860.

Sua vida mais adiante
Depois do começo da Guerra Civil, se uniu à Comissão Cristã Americana (YMCA – A ACM do Brasil). Em Chicago, Moody trabalhou para começar uma escola dominical para crianças nas zonas mais pobres da cidade. Logo teve mais de 1000 crianças além de seus pais freqüentando semanalmente. Em 1862, o presidente americano Abraham Lincoln visitou a escola. A congregação cada vez maior necessitava de um lugar permanente, assim Moody começou uma igreja em Chicago, a Illinois Street Church. Quando a igreja se queimou no Grande Incêndio de Chicago, foi reconstruída após três meses em uma localidade próxima, sob o nome de Chicago Avenue Church.
Em uma viagem à Inglaterra, Moody se fez mais conhecido como evangelista, a ponto de haver sido chamado de maior evangelista do século XIX. Sua pregação teve um impacto tão grande como as de George Whitefield e John Wesley dentro da Grã-Bretanha, Escócia e Irlanda. Foi contemporâneo do pregador Charles Haddon Spurgeon, chegando a pregar, nessa ocasião de sua viagem, no Tabernáculo Metropolitano de Londres, em 1873. Em várias ocasiões encheu estádios com capacidade entre 2 mil e 4 mil pessoas. Em uma reunião no Botanic Gardens Palace se juntaram entre 15.000 e 30.000 seguidores. Este séqüito continuou em 1874 e 1875, com as multidões em todas as reuniões. Quando voltou aos Estados Unidos, as multidões de 12.000 a 20.000 eram tão comuns como na Inglaterra. Suas reuniões evangélicas se celebraram de Boston a Nova York, passando por Nova Inglaterra e outros povos da costa oeste, como Vancouver e San Diego.
Entre 1884 e 1891, Moody mostrou-se ativo em campanhas evangelísticas nos EUA e no Canadá. Estabeleceu o Instituto Bíblico de Chicago que mais tarde mudou de nome para Instituto Bíblico Moody que tem servido de grande força aos evangélicos e tem preparado pregadores, missionários e líderes que têm trabalhado em todos os continentes do mundo. Sua pregação era caracterizada por aqueles que o ouviam, como direta, sincera, franca, sem enfeites, não-gramatical, sempre simples mas enormemente sincera e convincente. Moody era homem simples e honesto no tocante ao dinheiro, como em tudo o mais. Não aceitava lucros e todos os proventos das vendas do hinário de sua autoria e de Ira D. Sankey eram administrados por uma junta de encarregados, e eram destinados ao sustento das escolas de Northfield. Aproximando sua morte, ele era relativamente pobre. Ele declarou: "minha esposa e meus filhos simplesmente terão que confiar no mesmo Deus em que tenho confiado". Encontra-se sepultado no Northfield School Campus Grounds, Northfield, Condado de Franklin, Massachusetts nos Estados Unidos.
Em seu último sermão em 16 de novembro de 1899. R.A. Torrey foi o sucessor de Moody como presidente do Moody Bible Institute. Dez anos depois de sua morte, a Chicago Avenue Church foi renomeada como Igreja Moody em sua homenagem.

Fonte: http://pt.wikipedia.org





Ana Paula Valadão afirma que pastor gordo é algo que “não combina com liderança” - Porém o grande herói da fé Dwight Lyman Moody pesava 127 quilos

Em uma viagem à Inglaterra, Moody se fez mais conhecido como evangelista, a ponto de haver sido chamado de maior evangelista do século XIX. Sua pregação teve um impacto tão grande como as de George Whitefield e John Wesley dentro da Grã-Bretanha, Escócia e Irlanda. Foi contemporâneo do pregador Charles Haddon Spurgeon, chegando a pregar, nessa ocasião de sua viagem, no Tabernáculo Metropolitano de Londres, em 1873. Em várias ocasiões encheu estádios com capacidade entre 2 mil e 4 mil pessoas. Em uma reunião no Botanic Gardens Palace se juntaram entre 15.000 e 30.000 seguidores. Este séqüito continuou em 1874 e 1875, com as multidões em todas as reuniões. Quando voltou aos Estados Unidos, as multidões de 12.000 a 20.000 eram tão comuns como na Inglaterra. Suas reuniões evangélicas se celebraram de Boston a Nova York, passando por Nova Inglaterra e outros povos da costa oeste, como Vancouver e San Diego. Ganhou mais de 500.000 almas para Jesus e pesava 127 quilos.



Vejamos a reportagem sobre o tema:
Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/ana-paula-valadao-afirma-pastor-gordo-nao-combina-lideranca-44389.html

Durante o culto mensal voltado para o público feminino, realizado na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, a pastora e cantora Ana Paula Valadão afirmou que ser gordo é algo que “não combina com a liderança” exercida por pastores e recomendou o jejum às “mulheres cheinhas”, como meio de emagrecer.

O tema da pregação feita no “Culto Mulheres Diante do Trono”, no dia 31 de outubro, foi “Lembrem-se da mulher de Ló”. Na mensagem, que teve como referência o texto de Lucas 17:32, um dos assuntos abordados foi o jejum.

A mensagem central de seu sermão foi a necessidade de as mulheres saírem de sua “zona de conforto” e praticarem o que ela chamou de “exercícios espirituais”, como oração, estudo das Escrituras e jejum. Durante a pregação, Ana Paula fez paralelos entre a vida espiritual e a vida de um atleta, e chegou a utilizar termos com “No Pain No Gain”, termo usado em academias para dizer que sem dores não há ganhos.
Ao tratar especificamente de jejum a pastora, alegando que o jejum faria bem em vários aspectos da vida, recomendou a prática como estratégia para emagrecer, e defendeu que a gordura “não combina com a liderança”, pedindo o fim dos “pastores barrigudos”.
- Cadê o jejum? Te garanto que você vai ter muitos benefícios com o jejum. (…) Às vezes a pessoa tem uma enfermidade, mas às vezes a gente encontra umas irmãs cheinhas, e fala assim: ‘Gente, vamos fazer um jejum, vamos’? Não consigo entender quando não é uma enfermidade, aquele pastor gordo, barrigudo. Gente, não combina com uma liderança. Não preciso falar muita coisa – declarou a pastora.
- Está sobrando banquete de comunhão e faltando retiro de jejum e oração – completou a líder do Diante do Trono.

Temos um comentário de um irmão no site citado:
Aonde chegou a onda da padronização do corpo, do esbelto? Jejum é bom para o corpo e a mente, mas dependendo do organismo pode causar problemas digestivos. Ela precisa estudar medicina ou nutrição pra recomendar esses jejuns (ou regimes). Se ela fala isso pra igreja, imagina o que diz nos bastidores ou em outros meios. Seria ela crente de verdade que busca uma vida espiritual, ou busca uma padronização um embelezamento da igreja mais superficial e menos profundo, que é o que realmente fundamenta a igreja e a fé? Achei isso extremamente ofensivo para com os pastores e com as irmãs, como ela disse. Se eu fosse mais moderno e tendencioso diria que isso é bullying. Acho que ela não tem nada de conhecimento, apenas faz pose, porque liderança não tem nada a ver. Liderança é muito mais do que corpinho sarado. Então vá escolher pastor na academia!



Ed René Kivitz - Novas Faces do Cristianismo (VIDEO)

As novas faces do cristianismo é uma ministração do Pr.Ed Rene Kivitz abordando em profundidade o assunto.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A FRANÇA ANTÁRTICA E A CONFISSÃO DE FÉ DA GUANABARA

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A FRANÇA ANTÁRTICA E A CONFISSÃO DE FÉ DA GUANABARA


Alderi Souza de Matos

1. A França Antártica

Após o descobrimento do Brasil, Portugal demorou a interessar-se pela ocupação e a colonização dos novos domínios. Por isso, outras nações européias voltaram os seus olhos para o Brasil, atraídas por suas riquezas naturais. Entre essas nações estava a França. Na primeira metade do século 16, esse país, cujo rei era Francisco I, experimentava conflitos em duas frentes. Externamente havia a antiga rivalidade com o Sacro Império Germânico, governado por Carlos V. No interior do país, surgia um fenômeno novo e inquietante: o protestantismo.

No Brasil, após a experiência mal-sucedida das capitanias hereditárias e as constantes incursões de outras nações, Portugal resolveu tomar providências concretas. Em 1549 chegou o primeiro governador-geral, Tomé de Souza, que construiu Salvador, na Bahia, a primeira capital da colônia. Todavia, o controle da imensa costa era ainda muito limitado.

Foi então que um aventureiro francês teve a idéia de fundar uma colônia no Brasil, em região já bem conhecida pelos franceses: a baía da Guanabara. Nicolas Durand de Villegaignon (1510-1571) era vice-almirante da Bretanha (noroeste da França) e cavaleiro da Ordem de Malta, também conhecida como Ordem de São João de Jerusalém.

São controvertidas as razões que teriam levado Villegaignon a planejar esse empreendimento. Possivelmente ele teve um conjunto de motivações: adquirir fama e riquezas, conquistar novos territórios para o seu país e dar refúgio a pessoas que sofriam intolerância religiosa na França.

Villegaignon aproximou-se do vice-almirante Gaspard de Coligny, um dos principais conselheiros do reino, que nutria fortes simpatias pela Reforma. Com isso, conseguiu o apoio do rei Henrique II (1547-1559), que lhe forneceu dois navios aparelhados e recursos para as despesas de viagem. Depois de reunir um bom número de trabalhadores, recrutando-os inclusive nas prisões de Paris e Rouen, Villegaignon deixou o porto de Havre, na Normandia, em 15 de julho de 1555.

Chegaram ao Rio de Janeiro em 10 de novembro, sendo bem recebidos pelos nativos tupinambás, acostumados à presença de franceses naquela região. Eventualmente o grupo instalou-se na pequena ilha de Serigipe, mais tarde denominada Villegaignon, onde foi construído o Forte Coligny. A colônia recebeu o nome de “França Antártica”.

O líder em pouco tempo granjeou a antipatia dos colonos: impunha-lhes trabalhos pesados e não proporcionava alimentação adequada. Logo surgiu uma conspiração, que foi punida com rigor. Um dos companheiros de Villegaignon nesse período foi o frade franciscano André Thévet, cosmógrafo do rei Henrique II, que mais tarde escreveu duas obras – Singularidades da França Antártica (1558) e Cosmografia universal (1575) –, em que defendeu Villegaignon e fez pesadas críticas aos reformados. Jean de Léry afirma ter escrito suas narrativas em parte para rebater as alegações de Thévet.

Diante das dificuldades surgidas, Villegaignon decidiu escrever à Igreja Reformada de Genebra, solicitando o envio de pastores e outras pessoas que ajudassem a elevar o nível religioso e moral da colônia e evangelizassem os indígenas. Coligny, a quem também foi enviada uma carta, convidou para liderar o novo grupo de colonos um ex-vizinho seu, Filipe de Corguilleray, conhecido como senhor Du Pont, que agora residia em Genebra.

Por sua vez, Calvino e seus colegas escolheram alegremente para acompanhar o grupo os pastores Pierre Richier (50 anos) e Guillaume Chartier (30 anos). Richier era doutor em teologia e ex-frade carmelita. Depois da estadia no Brasil residiu em La Rochelle, onde faleceu em 1580. Chartier, natural da Bretanha, também estudou em Genebra. Mais tarde foi capelão de Jeanne D’Albret, mãe do futuro rei Henrique IV.

Os huguenotes que acompanharam os pastores foram Pierre Bourdon, Matthieu Verneil, Jean du Bourdel, André Lafon, Nicolas Denis, Jean Gardien, Martin David, Nicolas Raviquet, Nicolas Carmeau, Jacques Rousseau e o sapateiro Jean de Léry, o notável cronista da viagem. Eram ao todo 14 pessoas.

O grupo deixou Genebra no dia 16 de setembro de 1556. Após visitarem o almirante Coligny em Chatillon-Sur-Loing, seguiram para Paris, onde outros se uniram à comitiva. Alguns acreditam que entre eles estava Jacques Le Balleur. Após passarem por Rouen, chegaram ao porto de Honfleur, na Normandia, embarcando para o Brasil no dia 19 de novembro.

A frota de três navios era comandada por Bois Le Conte, sobrinho de Villegaignon. A bordo iam cerca de 290 pessoas, inclusive algumas mulheres. Como de costume, a viagem foi muito penosa. A certa altura, diante da situação em que se achavam, os reformados recitaram o Salmo 107 (ver os versos 23-30). No dia 7 de março de 1557, os viajantes finalmente entraram no “braço de mar” chamado Guanabara pelos selvagens e Rio de Janeiro pelos portugueses.

O desembarque no forte Coligny deu-se no dia 10 de março, uma quarta-feira. O vice-almirante recebeu o grupo afetuosamente e demonstrou alegria porque vinham estabelecer uma igreja reformada. Logo em seguida, reunidos todos em uma pequena sala no centro da ilha, foi realizado um culto de ação de graças, o primeiro culto protestante ocorrido no Brasil e no Novo Mundo.

O ministro Richier orou invocando a Deus. Em seguida foi cantado em uníssono, segundo o costume de Genebra, o Salmo 5: “Dá ouvidos, Senhor, às minhas palavras” (“Aux paroles que je veux dire, plaise-toi l’aureille prester”). Esse hino constava do Saltério Huguenote, com metrificação de Clemente Marot e melodia de Luís Bourgeois, e até hoje se mantém nos hinários franceses. Bourgeois foi diretor de música da Igreja de Genebra de 1545 a 1557 e um dos grandes mestres da música francesa no século 16. A versão mais conhecida em português (“À minha voz, ó Deus, atende”) tem música de Claude Goudimel (†1572) e metrificação do Rev. Manoel da Silveira Porto Filho.

Em seguida, o pastor Richier pregou um sermão com base no Salmo 27:4: “Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo”. Após o culto, os huguenotes tiveram a sua primeira refeição brasileira: farinha de mandioca, peixe moqueado e raízes assadas no borralho. Dormiram em redes, à maneira indígena.

Por ordem de Villegaignon, passaram a realizar-se preces públicas noturnas após o trabalho diário, devendo os pastores pregar diariamente e duas vezes aos domingos. A Santa Ceia segundo o rito reformado foi celebrada pela primeira vez no domingo 21 de março de 1557. Em todos os cultos entoavam-se salmos, segundo o uso das igrejas reformadas.

Inesperadamente, o vice-almirante, que de início se mostrara muito simpático à igreja reformada, começou a levantar dúvidas sobre pontos doutrinários, em especial a Ceia do Senhor. Achava que a presença de Cristo no sacramento era não somente espiritual, mas física. No início de junho, enviou o pastor Chartier de volta à França para colher opiniões de teólogos, especialmente Calvino, a esse respeito.

Com o passar do tempo, Villegaignon começou a insistir em outros pontos: era necessário adicionar água ao vinho da Ceia, o pão consagrado beneficiava tanta a alma como o corpo, era necessário pôr sal e óleo na água do batismo, um ministro não podia contrair segundas núpcias. Finalmente, declarou ter mudado de opinião sobre Calvino, considerando-o um herege desviado da fé. Restringiu as prédicas a meia hora e passou a assisti-las raramente. Qual a razão dessa mudança? Léry opina que Villegaignon recebera cartas do cardeal de Lorena censurando-o fortemente por ter abandonado a fé católica e ele, temeroso das conseqüências, teria mudado de opinião.

Os reformados passaram a celebrar a Ceia à noite, sem o conhecimento do comandante, que em fins de outubro os expulsou para a terra firme. Eles se instalaram em um lugar denominado Briqueterie (olaria), onde permaneceram dois meses à espera de um navio que os levaria de volta para a pátria. Como já faziam quando estavam na ilha, continuaram a visitar os indígenas, com os quais tinham ótimo relacionamento.

Foram esses contatos que permitiram a Jean de Léry (1534-1611) escrever o relato sobre a vida dos nativos que hoje tanto impressiona os estudiosos. Nesse relato, que abrange mais da metade do seu livro, ele descreve com detalhes todos os aspectos da vida indígena, revelando grande percepção, simpatia e sensibilidade. Entre outras informações interessantes, Léry preservou pela primeira vez algumas canções dos nossos índios. Uma dessas canções tupinambás diz: pirá-uassú a uêh, camurupuí-uassú a uêh (“Peixe grande, estou com fome! Camurupim, estou com fome!”).

2. A Confissão de Fé da Guanabara

Frustrados os objetivos da sua missão, os reformados contrataram transporte em um navio vindo de Havre. Partiram no dia 4 de janeiro de 1558, depois que o Jacques foi carregado com pau-brasil, pimentão, algodão, bugios, sagüis, papagaios e outras coisas da terra. Villegaignon havia dado ao mestre do navio cartas dirigidas a várias pessoas, inclusive um processo em que pedia ao primeiro magistrado da França que os huguenotes fossem presos e queimados como hereges.

O navio era velho e tinha pequena capacidade. Somados os marujos e os passageiros, havia 45 pessoas a bordo. Logo, começou a entrar água em muitos pontos do casco. O comandante avisou que a viagem iria ser penosa e não haveria alimento para todos. À vista disso, Léry e alguns companheiros se ofereceram para voltar à terra. O sapateiro desistiu no último momento, quando já se encontrava no bote. Os outros eram Pierre Bourdon, Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil, André Lafon e Jacques Le Balleur.

Os cinco homens foram parar em uma praia, onde vários indígenas vieram ao seu encontro. Resolveram voltar para o forte Coligny. Villegaignon os recebeu de modo cordial. Doze dias depois, mudou radicalmente de atitude: concluiu que os calvinistas haviam mentido e eram traidores e espiões. Decidiu executá-los por heresia. Como representante do rei Henrique II, podia exigir que eles declarassem publicamente a sua fé. Formulou um questionário sobre questões doutrinárias que já havia levantado anteriormente e deu-lhes doze horas para responderem por escrito.

Tudo de que dispunham os huguenotes era um exemplar das Escrituras. Além disso, não eram teólogos, e sim leigos. Para redigir a resposta escolheram Jean du Bourdel, não só o mais velho deles, mas o mais letrado e conhecedor do latim. Concluída a redação, com tinta de pau-brasil, Bourdel leu-a várias vezes perante os companheiros, interrogando-os sobre cada ponto. Cada um a assinou de próprio punho, indicando que a recebia como sua própria.

A Confissão de Fé da Guanabara ou Confissão Fluminense foi escrita em resposta às perguntas ou quesitos apresentados por Villegaignon. Estritamente, trata-se de um credo, pois quase todos os artigos começam com a palavra “cremos”. Todavia, a sua extensão e a variedade de temas a coloca na categoria das confissões de fé, comuns na época da Reforma. Na verdade, é um dos primeiros documentos confessionais reformados. A Confissão Galicana (1559), a Confissão Belga (1561), o Catecismo de Heidelberg (1566) e a Confissão de Fé de Westminster (1648) são todos posteriores.

A Introdução faz uma bela aplicação do texto de 1 Pedro 3.15. A Confissão de Fé em si é composta de 17 parágrafos de diferentes tamanhos que tratam de cinco ou seis questões principais:

1. Parágrafos 1-4: a doutrina da Trindade, em especial a pessoa de Cristo, com suas naturezas divina e humana.

2. Parágrafos 5-9: a doutrina dos sacramentos; a Ceia é tratada em quatro artigos e o batismo em um.

3. Parágrafo 10: a questão do livre arbítrio.

4. Parágrafos 11-12: a autoridade dos ministros para perdoar pecados e impor as mãos.

5. Parágrafos 13-15: divórcio, casamento dos bispos, voto de castidade.

6. Parágrafos 16-17: a intercessão dos santos e orações pelos mortos.

O texto faz diversas referências aos concílios da igreja antiga e aos pais da igreja, revelando os conhecimentos históricos dos seus autores. Os parágrafos 1 a 4 utilizam uma linguagem tirada do Credo Niceno-Constantinopolitano (ano 381) e da Definição de Calcedônia (ano 451). As expressões “o Filho eternamente gerado do Pai” e “o Espírito Santo, procedente do Pai e do Filho” (Filioque) são bem conhecidas na história da teologia. O parágrafo 3 se refere ao “símbolo”, ou seja, o Credo dos Apóstolos ou algum dos outros credos antigos. O parágrafo 5 se refere explicitamente ao Concílio de Nicéia (ano 325).

A confissão também menciona quatro pais da igreja ou escritores da igreja antiga: Tertuliano (c.160-c.220) – parágrafo 5; Cipriano (c.200-258) – parágrafos 11 e 15; Ambrósio (c.339-397) – parágrafos 11 e 13; e principalmente Agostinho (354-430) – parágrafos 5 (três vezes), 7, 11 e 17. Há também referências a um grande número de passagens bíblicas, principalmente na segunda metade do documento.

Considerando o documento como um todo, percebem-se três características: (a) é uma confissão de fé bíblica: está repleta de referências e argumentos extraídos diretamente das Escrituras; (b) é uma confissão de fé cristã: expressa convicções e conceitos dos primeiros séculos da igreja; (c) é uma confissão de fé reformada: contém pontos importantes do calvinismo, como a centralidade das Escrituras, a natureza simbólica dos sacramentos, a supremacia de Cristo, a importância da fé, o batismo infantil e a eleição, entre outros.

3. O martírio dos huguenotes

Recebido o texto da confissão, o almirante declarou heréticos vários artigos, especialmente os relativos aos sacramentos e aos votos, e decidiu pela morte dos reformados. No dia 8 de fevereiro, mandou trazer do continente os signatários (Pierre Bourdon ficou na aldeia por se achar enfermo). Lançou-os em uma prisão pequena e escura, onde os condenados oraram e cantaram salmos. Decidiu que fossem estrangulados e lançados ao mar, pois o carrasco não tinha preparo para eliminá-los de outro modo.

Chegou a sexta-feira, 9 de fevereiro de 1558. O primeiro a ser chamado foi o redator da Confissão de Fé, Jean du Bourdel. Depois de ser agredido e humilhado por Villegaignon, foi conduzido à rocha escolhida para a execução, entoando salmos e louvores no caminho. Orou antes de ser sufocado e lançado às águas. Matthieu Verneil foi o próximo. Perguntou porque estava sendo executado. Diante da resposta, observou que oito meses antes o almirante havia confessado publicamente os mesmos pontos doutrinários pelos quais condenara à morte os reformados. Após orar, pediu a Villegaignon que, em vez de fazê-lo morrer, o tomasse como escravo. O almirante lhe disse que, caso se retratasse, iria pensar no assunto. Verneil se negou a isso e foi executado.

André Lafon deixou-se persuadir por sugestões de auxiliares de Villegaignon, que lhe disseram como poderia salvar a vida. Declarou que não queria ser obstinado em suas idéias calvinistas e se comprometeu a retratar-se quando lhe provassem os seus erros pela Palavra de Deus. Foi poupado e ficou preso na fortaleza, como alfaiate do líder e dos seus homens. Pierre Bourdon foi conduzido pessoalmente por Villegaignon e alguns auxiliares da casa onde se achava gravemente enfermo até a ilha. Disseram-lhe que iria receber tratamento. Teve o mesmo fim que os dois colegas.

Às 10 horas, Villegaignon reuniu toda a sua gente e lhes dirigiu palavras de cautela contra a “seita dos luteranos”. Em sinal de regozijo pelas execuções, mandou fazer farta distribuição de víveres aos seus servos. Ao voltar à França publicou diversos escritos contra a fé reformada, sendo devidamente refutado.

Jacques Le Balleur conseguiu escapar. Alguns acreditam que viera ao Brasil na primeira expedição. Além de eloqüente e teólogo, era versado em espanhol, latim, grego e hebraico. Surgiu na Capitania de São Vicente em 1559, onde chegou em uma canoa de tamoios. Pôs-se a pregar as suas convicções. O jesuíta Luiz de Grã desceu de São Paulo de Piratininga (fundada há cinco anos) para desarraigar a heresia. Balleur ia ganhando terreno e dia a dia aumentava o número dos seus ouvintes. O jesuíta não ousou disputar com ele, mas mandou prendê-lo e o enviou para a Bahia, sede do governo de Mem de Sá, onde ficou encarcerado por oito anos.

Condenado à morte, a execução foi suspensa por algum tempo. Finalmente foi levado ao Rio de Janeiro, para ser executado no lugar onde começara a pregar as suas “heresias”. Foi enforcado na época da expulsão dos últimos franceses, pouco após a fundação da cidade do Rio de Janeiro. No momento da execução, revelando-se inábil o carrasco, foi auxiliado pelo padre José de Anchieta, que julgara haver convertido o calvinista e temia que a demora da execução o fizesse voltar atrás. Esse fato contribuiu para a demora do processo de canonização de Anchieta.

O Jacques e seus passageiros só chegaram à França em fins de maio de 1558, após quase cinco meses de viagem. Algumas pessoas que voltaram para a França quatro meses depois contaram ao senhor Du Pont, em Paris, que haviam testemunhado as execuções. Trouxeram consigo não só a Confissão de Fé, mas todo o processo instaurado contra os calvinistas por Villegaignon, entregando-o a Du Pont, de quem mais tarde o obteve Jean de Léry.

Visando a preservação do documento, Léry o entregou no mesmo ano de 1558 a Jean Crespin, para que o inserisse “no livro dos que em nossos dias foram martirizados na defesa do Evangelho” (História dos Mártires, 1564). Léry diz que alguém, mui justamente, apelidou Villegaignon o “Caim da América”.

Léry regressou a Genebra, onde concluiu os estudos teológicos e foi ordenado. Foi pastor em Belleville-Sur-Saône, perto de Lyon. Voltou para Genebra em 1562 e, a instâncias de amigos, escreveu a sua obra mais famosa, Viagem à terra do Brasil. A seguir exerceu o ministério em Nevers e La Charité. Escapou por milagre do massacre de São Bartolomeu e refugiou-se na fortaleza de Sancerre, vindo a escrever uma narrativa do cerco dessa cidade, publicada em 1574. Perdeu dois manuscritos da sua obra principal (Viagem à terra do Brasil), mas reencontrou o primeiro deles em 1576, publicando-o dois anos depois em La Rochelle.

A 2ª edição, revista e aumentada, veio a lume em Genebra em 1580. Seguiram-se outras quatro até 1600. Foi um dos livros de viagens mais lidos nos séculos 16 a 18. Paul Gaffarel, estudioso francês, publicou uma valiosa edição comentada em 1880. Serviu de base para a tradução para o português, feita por Sérgio Milliet e publicada em 1941.

Em 1907, os delegados do Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, reunidos no Rio de Janeiro, fizeram uma visita à Ilha de Villegaignon. Em 1910, quando da organização da Assembléia Geral (Supremo Concílio), fizeram nova visita, comemorando o quarto centenário do nascimento de Calvino, transcorrido no ano anterior. Hoje a Ilha de Villegaignon abriga a Escola Naval, tendo ao lado o aeroporto Santos Dumont.