sexta-feira, 6 de maio de 2011

TRIBUNAL DE CRISTO - INDAGAÇÕES DE DEUS


Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.

Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.

Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu outros.

Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.

Deus não vai perguntar quantos
amigos você teve, mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.

Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.

Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.

E eu me pergunto: que tipo de respostas terei para dar?

Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se.
Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!

Fonte: Orkut



Pr.Charles Maciel Vieira

10 COISAS QUE VOCÊ NÃO SABIA A RESPEITO DO NADA


O "nada" é uma das coisas que não existem da qual mais coisas sabemos, ainda quando se utiliza para designar à ausência de qualquer coisa. Tanto é assim que os matemáticos apregoam que "o nada não tem nenhum significado preciso... e os físicos dizem que "o nada não tem nenhum significado técnico..."

Há muito mais "nada" do que matéria..
Cerca de 73% do Universo é composto de "nada" (ou o que os cientistas chamam "energia escura" ). Dos 27% restante, 23% é matéria escura, partículas que não podem ser vistas nem medidas diretamente. Só 4% é matéria bariônica, o tipo de coisas que chamamos de "algo".
  1. O "Nada" compõe o "Tudo".
    Qualquer "algo", é composto quase em sua totalidade por "nada". Principalmente, os átomos consistem em enormes espaços vazios. A solidez da matéria é uma ilusão causada pelos campos magnéticos das partículas sub-atômicas. Difícil acreditar, mas uma barra de aço tem mais "nada" do que aço.
  2. Cada vez há mais e mais "Nada".
    Os astrofísicos mediram a expansão do Universo e descobriram que a energia escura (o "nada") se estende para os confins do Universo a velocidade direta e crescente.
  3. O "Nada" pesa e é poderoso.
    O "Nada" também tem peso, devido a sua energia. Há aproximadamente um grama de "nada" a cada 400 mil quilômetros quadrados. Mas a energia desse pouco "nada" é potencialmente maior que toda a energia de todas as armas e plantas nucleares do planeta.
  4. A origem do Universo é o "Nada".
    Atualmente, tirando as equações complicadas do meio, a física sustenta que o Universo foi criado do "nada", assim como a maioria das religiões sustenta. Isto é: "nada" deu origem ao Universo.
  5. No "Nada" acontecem muitas coisas.
    Inclusive do vazio mais vazio, não se pode dizer que realmente não ocorra "nada" ali. Os cientistas especulam que o vazio está completamente cheio de partículas e antipartículas que se aniquilam entre si em menos de 10-25 milisegundos. Um tempo tão curto de duração que "não dá tempo" da existência de uma maneira consistente ou, dito de outra maneira, não chega a ter efeitos sobre o Universo.
  6. O "Nada" é intocável.
    O vazio não succionará os astronautas, como nos filmes, se sua nave se romper. O que acontecerá em realidade é que o vazio irá "fabricar espaço", e a atmosfera da nave empurrará os astronautas para esse espaço. Em outras palavras, ninguém nem nada pode entrar no "Nada": ali onde há algo, não pode ter nada.
  7. Num buraco negro não há nada do "Nada".
    Os buracos negros não são buracos em absoluto, não estão vazios. Bem longe de parecer-se a um "Nada", são em realidade os pontos com mais coisas do Universo. O que ocorre é que há tanta matéria num buraco negro, que o "nada" não é suficiente para criar um "lugarzinho de nada.
  8. Nada é para sempre.
    Você pode escolher viver a sua vida de duas formas distintas: "o Nada é para sempre" ou "nada é para sempre". A depender desta escolha estará o sucesso naquilo tudo que planejar fazer.
  9. Comentar não custa "Nada"
 Na Biblia:
"O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada". (Jó 26:7)

"Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez". (João 1:3)

"Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo". (2 Coríntios 6:10 )

LIVRO TEOLOGICO EM AUDIO.MP3 - GRATUITO

  
Achei na net livros em audio mp3 para baixar. Não concordo com a pirataria, embora exista uma norma de que pirataria é quando eu faço copia e vendo para lucrar, e alguns falam que doar obras completas também é pirataria, bem, tirem as suas conclusões. Mas nesta postagem estarei postando algo q achei na net, livre pra quem quiser ouvir. Alguns livros são adventistas, e não compartilho a fé adventista, então fica a critério de cada um a ouvir os livros.

  Deus vos abençoe,


  Pr.Charles Maciel Vieira

  ___________________________________________________
 
  Livros:
  Atos dos apostolos
  Caminho a Cristo
  Eventos Finais
  Mente Carater Personalidade
  O Livro dos Martires
  O Grande Conflito
  Parabolas de Jesus
  Patriarcas e Profetas
  Primeiros Escritos
  Vida no Campo
  Tempo de Angustia

  http://www.4shared.com/dir/HOBPcN6V/WINRAR.html

  Fonte: http://santainquisicaocatolica.blogspot.com/

________________________________________________

  Varios livros da Biblia, de Genesis até Salmos em audio mp3.

  http://www.4shared.com/folder/YKFPSbeB/_online.html



HEROIS DA FÉ - JERONIMO SAVANAROLA (1452-1498) Precursor da Grande Reforma

 
O povo de toda a Itália afluía, em número sempre cres­cente, a Florença. A famosa Duomo não mais comportava as enormes multidões. O pregador, Jerônimo Savonarola, abrasado com o fogo do Espírito Santo e sentindo a imi­nência do julgamento de Deus, trovejava contra o vício, o crime e a corrupção desenfreada na própria igreja. O povo abandonou a leitura das publicações torpes e mundanas, para ler os sermões do ardente pregador: deixou os cânticos das ruas, para cantar os hinos de Deus. Em Florença, as crianças fizeram procissões, coletando as máscaras carna­valescas, os livros obscenos e todos os objetos supérfluos que serviam à vaidade. Com isso formaram em praça pública uma pirâmide de vinte metros de altura e atea­ram-lhe fogo. Enquanto o monte ardia, o povo cantava hi­nos e os sinos da cidade dobravam em sinal de vitória.
  Se o ambiente político fosse o mesmo que depois veio a ser na Alemanha, o intrépido e devoto Jerônimo Savonaro­la teria sido o instrumento usado para iniciar a Grande Reforma, em vez de Martinho Lutero. Apesar de tudo, Savonarola tornou-se um dos ousados e fiéis arautos para con­duzir o povo à fonte pura e às verdades apostólicas regis­tradas nas Sagradas Escrituras.
  Jerônimo era o terceiro dos sete filhos da família. Nas­ceu de pais cultos e mundanos, mas de grande influência. Seu avô paterno era um famoso médico na corte do duque de Ferrara e os pais de Jerônimo planejavam que o filho ocupasse o lugar do avô. No colégio, era aluno esmerado. Mas os estudos da filosofia de Platão e de Aristóteles, dei­xaram-lhe a alma sequiosa. Foram, sem dúvida, os escritos de Tomaz de Aquino que mais o influenciaram (a não ser as próprias Escrituras) a entregar inteiramente o coração e a vida a Deus. Quando ainda menino, tinha o costume de orar e, ao crescer, o seu ardor em orar e jejuar aumentou. Passava horas seguidas em oração. A decadência da igreja, cheia de toda a qualidade de vício e pecado, o luxo e a os­tentação dos ricos em contraste com a profunda pobreza dos pobres, magoavam-lhe o coração. Passava muito tem­po sozinho, nos campos e à beira do rio Pó, em contempla­ção perante Deus, ora cantando, ora chorando, conforme os sentimentos que lhe ardiam no peito. Quando ainda jo­vem, Deus começou a falar-lhe em visões. A oração era a sua grande consolação; os degraus do altar, onde se prostrava horas a fio, ficavam repetidamente molhados de suas lágrimas.
  Houve um tempo em que Jerônimo começou a namorar certa moça florentina. Mas quando ela mostrou ser despre­zo alguém da sua orgulhosa família Strozzi, unir-se a al­guém da família de Savonarola, Jerônimo abandonou para sempre a idéia de casar-se. Voltou a orar com crescente ar­dor. Enojado do mundo, desapontado acerca dos seus pró­prios anelos, sem achar uma pessoa compassiva a quem pudesse pedir conselhos, e cansado de presenciar injusti­ças e perversidades que o cercavam, coisas que não podia remediar, resolveu abraçar a vida monástica.
  Ao apresentar-se no convento, não pediu o privilégio de se tornar monge, mas rogou que o aceitassem para fazer os serviços mais vis, da cozinha, da horta e do mosteiro.Na vida do claustro, Savonarola passava ainda mais tempo em oração, jejum e contemplação perante Deus. Sobrepujava todos os outros monges em humildade, since­ridade e obediência, sendo apontado para lecionar filoso­fia, posição que ocupou até sair do convento.
  Depois de passar sete anos no mosteiro de Bolongna, frei (irmão) Jerônimo foi para o convento de São Marcos, em Florença. Grande foi o seu desapontamento ao ver que o povo florentino era tão depravado como o dos demais lu­gares. (Até então ainda não reconhecia que somente a fé em Deus salva o pecador.)
  Ao completar um ano no convento de São Marcos, foi apontado instrutor dos noviciados e, por fim, designado pregador do mosteiro. Apesar de ter ao seu dispor uma ex­celente biblioteca, Savonarola utilizava-se mais e mais da Bíblia como seu livro de instrução.
  Sentia cada vez mais o terror e a vingança do Dia do Senhor que se aproxima e, às vezes, entregava-se a trovejar do púlpito contra a impiedade do povo. Eram tão poucos os que assistiam às suas pregações, que Savonarola resol­veu dedicar-se inteiramente à instrução dos noviciados. Contudo, como Moisés, não podia escapar à chamada de Deus!
  Certo dia, ao dirigir-se a uma feira, viu, repentinamen­te, em visão, os céus abertos e passando perante seus olhos todas as calamidades que sobrevirão à igreja. Então lhe pareceu ouvir uma voz do Céu ordenando-lhe anunciar es­tas coisas ao povo.
  Convicto de que a visão era do Senhor, começou nova­mente a pregar com voz de trovão. Sob a nova unção do Espírito Santo a sua condenação ao pecado era feita com tanto ímpeto, que muitos dos ouvintes depois andavam atordoados sem falar, nas ruas. Era coisa comum, durante seus sermões, homens e mulheres de todas as idades e de todas as classes romperem em veemente choro.
  O ardor de Savonarola na oração aumentava dia após dia e sua fé crescia na mesma proporção. Freqüentemente, ao orar, caía em êxtase. Certa vez, enquanto sentado no púlpito, sobreveio-lhe uma visão, durante a qual ficou imóvel por cinco horas, quando o seu rosto brilhava, e os ouvintes na igreja o contemplavam.
  Em toda a parte onde Savonarola pregava, seus ser­mões contra o pecado produziam profundo terror. Os ho­mens mais cultos começaram então a assistir às pregações em Florença; foi necessário realizar as reuniões na Duomo, famosa catedral, onde continuou a pregar durante oito anos. O povo se levantava à meia-noite e esperava na rua até a hora de abrir a catedral.
  O corrupto regente de Florença, Lorenzo Medici, expe­rimentou todas as formas: a bajulação, as peitas, as amea­ças, e os rogos, para induzir Savonarola a desistir de pregar contra o pecado, e especialmente contra a perversidade do regente. Por fim, vendo que tudo era debalde, contratou o famoso pregador, Frei Mariano, para pregar contra Savo­narola. Frei Mariano pregou um sermão, mas o povo não prestou atenção à sua eloqüência e astúcia, e ele não ousou mais pregar.
  Nessa altura, Savonarola profetizou que Lorenzo, o Papa e o rei de Nápoles morreriam dentro de um ano, e as­sim sucedeu.
  Depois da morte de Lorenzo, Carlos VIII, da França, invadiu a Itália e a influência de Savonarola aumentou ainda mais. O povo abandonou a literatura torpe e munda­na para ler os sermões do famoso pregador. Os ricos socor­riam os pobres em vez de oprimi-los. Foi neste tempo que o povo fez a grande fogueira, na "piazza" de Florença e quei­mou grande quantidade de artigos usados para alimentar vícios e vaidade. Não cabia mais, na grande Duomo, o seu imenso auditório.
  Contudo, o sucesso de Savonarola foi muito curto. O pregador foi ameaçado, excomungado e, por fim, no ano de 1498, por ordem do Papa, foi queimado em praça pública. Com as palavras: "O Senhor sofreu tanto por mim!", ter­minou a vida terrestre de um dos maiores e mais dedicados mártires de todos os tempos.

  Apesar de ele continuar até a morte a sustentar muitos dos erros da Igreja Romana, ensinava que todos os que são realmente crentes estão na verdadeira Igreja. Alimentava continuamente a alma com a Palavra de Deus. As margens das páginas da sua Bíblia estão cheias de notas escritas en­quanto meditava nas Escrituras. Conhecia uma grande parte da Bíblia de cor e podia abrir o livro instantanea­mente e achar qualquer texto. Passava noites inteiras em oração e foram-lhe dadas revelações quando em êxtase, ou por visões. Seus livros sobre "A Humildade", "A Oração", "O Amor", etc., continuam a exercer grande influência sobre os homens. Destruíram o corpo desse precursor da Grande Reforma, mas não puderam apagar as verdades que Deus, por seu intermédio, gravou no coração do povo.

Fonte: Herois da fé - Orlando S.Boyer - CPAD



Pr.Charles Maciel Vieira

quinta-feira, 5 de maio de 2011

HEROIS DA FÉ - HENRIQUE MARTYN (1781-1812) Luz inteiramente gasta por Deus

  
  Ajoelhado na praia da Índia, Henrique Martyn derra­mava a alma perante o Mestre e orava: "Amado Senhor, eu também andava no país longínquo; minha vida ardia no pecado... desejaste que eu me tornasse, não mais um tição para espalhar a destruição, mas uma tocha brilhando por ti (Zacarias 3.2). Eis-me aqui nas trevas mais densas, sel­vagens e opressivas do paganismo. Agora, Senhor, quero arder até me consumir inteiramente por ti!"
   O intenso ardor daquele dia sempre motivou a vida desse moço. Diz-se que o seu é "o nome mais heróico, que adorna a história da Igreja da Inglaterra, desde os tempos da rainha Elisabete." Contudo, até entre seus patrícios, ele não é bem conhecido.
  
  Seu pai era de físico franzino. Depois de o seu progenitor falecer, os quatro filhos, inclusive Henrique, não tarda­ram a contrair a mesma enfermidade, a tuberculose.
  Com a morte do pai, Henrique perdeu seu intenso inte­resse pela matemática e se interessou grandemente na leitura da Bíblia. Diplomou-se com mais honras do que todos da sua classe. O Espírito Santo, porém, falou à sua alma: "Buscas grandes coisas para ti. Não as busques!" Acerca dos seus estudos testificou: "Alcancei o ponto mais alto que desejara, mas fiquei desapontado ao ver como, apenas, tinha agarrado uma sombra."
  Tinha por costume levantar-se cedo, de madrugada, e andar sozinho, pelos campos para desfrutar de comunhão íntima com Deus. O resultado foi que abandonou para sempre o plano de ser advogado, um plano que, até aí, ain­da seguia, porque "não podia consentir em ser pobre pelo amor de Cristo."
  Ao ouvir um sermão sobre "O Estado Perdido dos Pa­gãos" resolveu dar a sua vida como missionário. Ao conhe­cer a vida abnegada do missionário Guilherme Carey, na sua grande obra na Índia, sentiu-se dirigido a trabalhar no mesmo país.

  O desejo de levar a mensagem de salvação aos povos que não conheciam a Cristo, tornou-se como um fogo inextinguível na sua alma pela leitura da biografia de David Brainerd, o qual morrera quando ainda muito jovem, com a idade de vinte e nove anos (sua vida fora gasta inteira­mente no serviço de amor intenso aos silvícolas da América do Norte). Henrique Martyn reconhecia que, como foram poucos os anos da obra de David Brainerd, havia também para ele pouco tempo, e se acendeu nele a mesma paixão de gastar-se, inteiramente por Cristo, no breve espaço de tempo que lhe restava. Seus sermões não consistiam em palavras de sabedoria humana, mas sempre se dirigia ao povo como "um moribundo, pregando aos moribundos".
  Havia um grande embaraço para Henrique Martyn: a mãe da sua noiva, Lídia Grenfel, não consentiria que eles se casassem, se ele insistisse em levá-la para o estrangeiro. Henrique amava a Lídia e o seu maior desejo terrestre era estabelecer um lar e trabalhar junto com ela na seara do Senhor. Acerca disto, ele escreveu no seu diário: "Conti­nuei uma hora e mais em oração, lutando contra o que me ligava... Cada vez que estava perto de ganhar a vitória, o coração voltava para o seu ídolo, e finalmente, deitei-me sentindo grande mágoa."Então se lembrou de David Brainerd, o qual negava a si mesmo todos os confortos da civilização, andava grandes distâncias sozinho na floresta, passava dias com fome e de­pois de assim se esforçar por cinco anos, voltou para falecer tuberculoso nos braços da sua noiva, Jerusa, filha de Jôna­tas Edwards.

  Por fim, Henrique Martyn, também, ganhou a vitória, obedecendo à chamada para sacrificar-se à salvação dos perdidos. Ao embarcar para a Índia, em 1805, escreveu: "Se eu viver ou morrer, que Cristo seja magnificado pela colheita de multidões para Ele".
  A bordo do navio, ao afastar-se da sua pátria, Henrique Martyn chorou como uma criança. Contudo nada podia desviá-lo da sua firme resolução de seguir a direção divina. Ele era "um tição arrebatado do fogo" e repentinamente dizia: "Que eu seja uma chama de fogo no serviço divino".
  Depois de nove longos meses a bordo, e quando já se achava perto do seu destino, passou um dia inteiro em je­jum e oração. Sentia quão grande era o sacrifício da Cruz e como era, igualmente, grande a sua responsabilidade para com os perdidos na idolatria da Índia. Continuava a repe­tir: "Tenho posto vigias sobre os teus muros, ó Jerusalém; eles não se calarão jamais em todo o dia nem em toda a noite: não descanseis vós os que fazeis lembrar a Jeová, e não lhe deis a Ele descanso, até que estabeleça, e até que ponha a Jerusalém por objeto de louvor na terra!" (Isaías 62.6).
  A chegada de Henrique Martyn à Índia, no mês de abril de 1806, foi também em resposta à oração de outros. A ne­cessidade era tão grande nesse país, que os poucos obreiros concordaram em se reunirem em Calcutá, de oito em oito dias, para pedirem a Deus que enviasse um homem cheio do Espírito Santo e poder à Índia. Martyn, logo ao desem­barcar, foi recebido alegremente por eles como a resposta às suas orações.

  É difícil imaginar o horror das trevas em que vivia esse povo, entre o qual Martyn se achava. Um dia, perto do lu­gar onde se hospedara, ouviu uma música e viu a fumaça de uma das piras fúnebres de que ouvira falar antes de sair da Inglaterra. As chamas já começavam a subir do lugar onde uma viúva se achava sentada ao lado do cadáver de seu marido morto. Martyn, indignado, esforçou-se, mas não pôde conseguir salvar a pobre vítima.
  Em outra ocasião, foi atraído pelo ruído do címbalo, a um lugar onde o povo fazia culto aos demônios. Os adora­dores se prostravam perante o ídolo, obra das suas próprias mãos, do qual adoravam e temiam! Martyn sentia-se "mesmo na vizinhança do Inferno".
  Cercado de tais cenas, ele se aplicava mais e mais e sem cansar, dia após dia, a aprender a língua. Não desanimava com a falta de fruto da sua pregação, reconhecendo ser de maior importância traduzir as Escrituras e colocá-las nas mãos do povo. Com esse alvo, perseverava no trabalho de tradução, cuidadosamente, aperfeiçoando a obra, pouco a pouco, e parando de vez em quando para pedir o auxílio de Deus.
   Como a sua alma ardia no firme propósito de dar a Bíblia ao povo, vê-se no seguinte trecho de um dos seus sermões conservado no Museu Britânico:
  "Pensai na situação triste do moribundo, que apenas conhece bastante da eternidade para temer a morte, mas não conhece bastante do Salvador para olhar o futuro com esperança. Não pode pedir uma Bíblia para saber algo sobre o que se firmar nem pode pedir a esposa ou ao filho que lhe leiam um capítulo para o confortar. A Bíblia, ah! é um tesouro que eles nunca possuíram! Vós que tendes um coração para sentir a miséria do próximo, vós que sabeis como a agonia de espírito é mais que qualquer sofrimento do corpo, vós que sabeis que vem o dia em que tendes de morrer, oh! dai-lhes aquilo que lhes será um conforto na hora da morte!"
  Para alcançar esse alvo, de dar as Escrituras aos povos da Índia e da Pérsia, Martyn aplicou-se à obra de tradução de dia e de noite, até mesmo quando descansava e quando em viagem. Não diminuía a sua marcha quando o termô­metro registrava o intenso calor de 70" nem quando sofria da febre intermitente, nem com o avanço da peste branca que ardia no seu peito.
  Como David Brainerd, cuja biografia sempre serviu para inspirá-lo, Henrique Martyn passou dias inteiros em intercessão e comunhão com o seu "Amado", seu querido Jesus. - "Parece", escreveu ele, "que posso orar para sem­pre sem nunca cansar. Quão doce é andar com Jesus e morrer por Ele..." Para ele, a oração não era uma formali­dade, mas o meio certo de quebrantar os endurecidos e vencer os adversários.
   Seis anos e meio depois de ter desembarcado na Índia, enquanto empreendia longa viagem, faleceu com a idade de 31 anos. Separado dos irmãos, do resto da família, com a noiva esperando-o na Inglaterra, e cercado de persegui­dores, foi enterrado em lugar desconhecido.
   Era grande o ânimo, a perseverança, o amor, a dedica­ção com que trabalhava na seara do seu Senhor! O zelo ar­deu até ele se consumir neste curto espaço de seis anos e meio. É-nos impossível apreciar quão grande foi a sua obra feita em tão poucos anos. Além de pregar, conseguiu tra­duzir porções das Sagradas Escrituras para as línguas de uma quarta parte de todos os habitantes do mundo. O Novo Testamento em hindu, hindustão e persa e os Evan­gelhos em judaico-persa são apenas uma parte das suas obras.
   Quatro anos depois da sua morte, nasceu Fidélia Fiske, no sossego da Nova Inglaterra.  Quando ainda aluna na es­cola, leu a biografia de Henrique Martyn. Andou quarenta e cinco quilômetros de noite, sob violenta tempestade de neve, para pedir à sua mãe que a deixasse ir pregar o Evan­gelho às mulheres da Pérsia. Ao chegar à Pérsia reuniu muitas mulheres e lhes contou o amor de Jesus, até que o avivamento em Oroomiah se tornou em outro Pentecoste.
   Se Henrique Martyn, que entregou tudo para o serviço do Rei dos reis, pudesse visitar a Índia, e a Pérsia, hoje, quão grande seria a obra que encontraria, obra feita por tão grande número de fiéis filhos de Deus nos quais ardeu o mesmo fogo pela leitura da biografia desse pioneiro.

Fonte: Herois da fé - Orlando S.Boyer - CPAD



Pr.Charles Maciel Vieira

SOBREVIVENDO À FÉ


Como ter fé em meio à desolação, à falta de comunicação, ao caos?  Como ter fé, quando a fé dos da fé é mero farisaismo?

A verdadeira fé é regida por uma boa consciencia, a pessoa tem a fé mas também tem a razão, e se a boa consciencia faltar, a sua fé vai naufragar, vc não vai acreditar nem em si mesmo, nem no proximo e nem em Deus, e cauterizar-se-a sua mente em uma fonte de malignidade.

"Conservando a fé, e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé". (1 Timóteo 1:19 )

João Bunyan diz:
"O maior anelo em cumprir meu ministério era o de en­trar nos lugares mais escuros do país... Na pregação, real­mente, sentia dores de parto para que nascessem filhos para Deus. Sem fruto, não ligava importância a qualquer louvor aos meus esforços; com fruto, não me importava com qualquer oposição."
Frases sobre Fé
"Não tenho fé, mas quisera tê-la. Considero a fé o bem mais precioso deste mundo." (Anatole France)

"Fé é o curativo que une o remédio da reconciliação de Cristo no ferimento do nosso pecado".(Spurgeon)

Tem muita coisa q as pessoas chamam de "fé" por aí, mas são somente dogmas e cerimoniais espiritualizados, para mexer com a emoção, mas a fé verdadeira, nessa fé, vc consegue sentir DEUS cuidando de vc.

Pr.Charles Maciel Vieira

segunda-feira, 2 de maio de 2011

BIN LADEN MORREU, E AGORA ?

EUA anunciam a morte do terrorista Osama bin Laden no Paquistão

Líder da al-Qaeda foi morto em operação dos EUA próximo a Islamabad.
Rede terrorista deve tentar vingar a morte, diz diretor da CIA.

Do G1, com agências internacionais
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou em pronunciamento na TV na madrugada desta segunda-feira (2) a morte de Osama bin Laden, líder da rede terrorista da al-Qaeda, responsável pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, que mataram cerca de 3.000 pessoas.
De acordo com Obama, a morte foi consequência de uma ação de inteligência do Exército norte-americano em parceria com o governo do Paquistão, que localizou o terrorista -que tinha entre 53 e 54 anos- durante a semana passada.
O diretor da CIA, Leon Panetta, disse que a rede terrorista da al-Qaeda deve "quase certamente" tentar vingar a morte de Bin Laden.
"Apesar de Bin Laden estar morto, a al-Qaeda não está", disse o diretor da principal agência de espionagem dos EUA. "Os terroristas quase certamente vão tentar vingá-lo, e nos devemos -e vamos- permanecer vigilantes e resolutos."
Sigilo
A operação, sigilosa, foi executada na noite de domingo (madrugada de segunda no horário afegão) por um comando especializado da Marinha dos EUA. Um pequeno grupo de soldados conseguiu matar Bin Laden
em uma fortaleza na cidade de Abbotabad, próximo a Islamabad, capital paquistanesa. A TV americana ABC mostrou imagens do interior do complexo.
Soldados paquistaneses no local em que Osama bin Laden foi morto neste domingo (1º) em Abbotabad, no Paquistão. (Foto: AP)Soldados paquistaneses na fortaleza em que Osama bin Laden foi morto na madrugada desta segunda-feira (pelo horário local, noite de domingo no Brasil) em Abbotabad, no Paquistão, segundo o governo dos EUA. O local estava isolado por um tapume vermelho (Foto: AP)
A operação foi feita exclusivamente pelas forças americanas, segundo a chancelaria paquistanesa. Um funcionário dos EUA argumentou que isso ocorreu para preservar o sigilo necessário à operação.
saiba mais
Houve troca de tiros durante a ação, mas, segundo Obama, nenhum militar americano ficou ferido na operação e cuidados foram tomados para que nenhum civil fosse ferido.
Quatro helicópteros teriam sido usados na operação. A mansão fortificada ficou em chamas após o atentado.
Um oficial de Segurança Nacional disse à agência Reuters que a missão da equipe era matar, e não capturar Bin Laden.

'Justiça'
"Foi feita justiça",
disse Obama. "Nesta noite, tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da al -Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças."
Segundo o presidente -que já lançou sua campanha à reeleição em 2012-, o corpo do terrorista está em poder das autoridades dos EUA.
Fontes do governo confirmaram que o corpo foi sepultado no mar, conforme o que seria o costume islâmico.
Nenhum país teria aceitado receber o corpo do terrorista, segundo as fontes citadas. Sepultar o corpo de Bin Laden no mar garantiria que seu local de repouso final não se tornasse um templo para peregrinação de seus seguidores, segundo a TV americana ABC.
Funcionários do governo e um congressista disseram que Bin Laden morreu com um tiro na cabeça, mas também não havia informação oficial sobre isso.
Uma autoridade disse à agência Reuters, sob anonimato, que testes de DNA e técnicas de reconhecimento facial seriam usados para ratificar a identificação do corpo.
Osama Bin Laden (Foto: AP)Osama Bin Laden (Foto: AP)
A mesma autoridade disse que a ação foi acompanhada em tempo real por Leon Panetta, diretor da CIA, e por outras autoridades da inteligência americana, na sede da CIA, na cidade de Langley, no estado americano da Virgínia. A confirmação da morte foi recebida com aplausos prolongados, segundo a fonte.
Mais quatro mortes
Funcionários do governo americano também afirmaram que outros três homens e uma mulher teriam morrido no ataque, que teve a duração de 40 minutos.

Um dos homens seria um dos filhos do terrorista. Outros dois trabalhavam como mensageiros para Osama. Já a mulher teria sido morta ao ser usada como escudo humano por uma das vítimas. Ainda não havia confirmação oficial destas informações.
A operação estava sendo planejada desde agosto do ano passado, após os americanos terem conseguido uma pista segura sobre o paradeiro de Bin Laden. Obama disse ter autorizado a execução na sexta-feira.
Comemoração
Enquanto Obama fazia seu pronunciamento, dezenas de norte-americanos já cercaram a Casa Branca comemorando a morte do terrorista. Também houve comemoração no Marco Zero, local dos atentados em Nova York, e em outros pontos do país.

Em frente à Casa Branca, em Washington, multidão comemora o anúncio da morte de Osama bin Laden.  (Foto: AP)Em frente à Casa Branca, em Washington, multidão comemora o anúncio da morte de Osama bin Laden. (Foto: AP)
Antes do pronunciamento, a morte de Bin Laden já havia sido divulgada pela rede de TV CNN e confirmada por três fontes norte-americanas e também anunciada pela agência de notícias Reuters.
Procurado havia pelo menos dez anos pelos EUA, Bin Laden era considerado o mentor dos atentados de 11 de Setembro de 2001, que derrubaram as Torres Gêmeas em Nova York, atingiram o Pentágono e deixaram cerca de 3.000 mortos.
Os ataques levaram à invasão do Iraque e do Afeganistão por tropas lideradas pelos EUA, no que ficou conhecido como "guerra ao terror".
O secretário-geral da Otan, Anders Rogh Rasmussen, disse nesta segunda que a atuação da Aliança Militar no Afeganistão prosseguirá, mesmo após a morte de Bin Laden.
O terrorista também era conhecido por ataques a alvos norte-americanos na África e no Oriente Médio na década de 1990.
mapa bin laden versão 4 620 (Foto: Arte G1)
Bush: 'vitória para os EUA'
O ex-presidente americano George W. Bush, que comandava o país na época dos atentados, disse que a morte de Bin Laden foi "
uma vitória para os Estados Unidos". Ele disse ter recebido a notícia da morte por intermédio do próprio Obama, em um telefonema de quatro minutos..
Alerta
Após o anúncio da morte, o Departamento de Estado dos EUA alertou para um
maior risco de "violência antiamericana' em todo o mundo.
A Interpol também pediu a seus países-membros que aumentem as medidas de segurança por conta de risco de atentados por terrorista ligados à al-Qaeda ou inspirados pela morte de Bin Laden.
Reação
O Talibã, movimento fundamentalista islâmico aliado à al-Qaeda,
desmentiu a informação sobre a morte de Bin Laden, mas não justificou a afirmação.
Posteriormente, um porta-voz do braço paquistanês do grupo confirmou a notícia da  morte e disse que o grupo iria revidar em alvos paquistanteses e americanos.
Um integrante do braço iemenita da rede terrorista da al-Qaeda no Iêmen também confirmou a notícia à France Presse.
Mais procurado do mundo
Após os atentados nos EUA, Bin Laden se tornou o homem mais procurado do mundo, com uma recompensa de US$ 25 milhões por sua cabeça.

Desde então, ele passou a ser buscado por dezenas de milhares de soldados dos Estados Unidos e do Paquistão.
Nesse período, Bin Laden reaparecia episodicamente em gravações de áudio e vídeo ao longo dos anos, alto, magro, sempre usando barba. Boatos sobre seu paradeiro, estado de saúde e possível morte sempre surgiam.
História
Bin Laden
nasceu na Arábia Saudita em 1957, em uma família de mais de 50 irmãos. Ele era filho do magnata da construção Mohamed bin Laden.
Seu primeiro casamento foi com uma prima síria, aos 17 anos. Acredita-se que ele tenha tido 23 filhos com ao menos cinco esposas.
Um dos aviões se dirige para as Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001 (Foto: AP)Um dos aviões se dirige para as Torres Gêmeas
em 11 de setembro de 2001 (Foto: AP)
Bin Laden utilizou sua fortuna para financiar a Jihad (guerra santa) contra os soviéticos e depois contra os americanos. Em 1973, entrou em contato com grupos radicais islâmicos.
Após a invasão soviética do Afeganistão em 1979, viajou para este país para combater os invasores com o apoio da CIA, a Agência Central de Inteligência americana. Sua organização, a al-Qaeda ("A Base"), foi fundada em 1988, um ano antes da retirada soviética do Afeganistão.
Em 1989, ele voltou à Arábia Saudita. Após o estouro da guerra do Golfo em 1991, ele criticou a família real por ter autorizado o desembarque de soldados americanos em território saudita, posição que lhe rendeu o status de persona non grata no seu próprio país.
Instalou-se então no Sudão, onde os serviços americanos de inteligência o acusaram de financiar campos de treinamento de terroristas. Em 1994, foi definitivamente privado da nacionalidade saudita.
Em 1996, o Sudão, submetido à pressões americanas e da ONU, pediu a Bin Laden que fosse embora do país. Ele foi então para o Afeganistão, onde organizou uma dezena de campos de treinamento e passou a lançar apelos contra os Estados Unidos.
A ação mais espetacular que lhe foi atribuída antes do dia 11 de setembro foi um ataque contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, no dia 7 de agosto de 1998, que causou 224 mortos e milhares de feridos.
Em 1999, ele foi incluído na lista do Departamento Federal de Investigações americano (FBI) entre as dez pessoas mais procuradas do mundo.
Bin Laden também foi acusado de ter ordenado o ataque contra o navio americano "USS Cole" no Iêmen, que fez 17 mortos em outubro de 2000. O Iêmen é considerado hoje um dos principais redutos de terroristas ligados à al-Qaeda.

----------------------------------------------------------------------------

Agora acabou a farra dos EUA na terra do petroleo, e agora perdem o ganha pão 0800 do Iraque, afinal de contas, tudo tem um porque bem grande: Petroleo

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/obama-confirma-morte-de-osama-bin-laden.html


Pr.Charles Maciel Vieira

SOTERIOLOGIA DE MERCADO

SOTERIOLOGIA DE MERCADO
Quando a Salvação Vira um Negócio

Introdução

  As questões sobre a salvação do homem surgem antes mesmo da criação em si. Quando a Bíblia diz: “No princípio Deus criou os céus e a terra. Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Genesis 1.1,2), expressa toda uma estrutura e logística em prol do homem. Quando Deus cria, Ele tem um intento, e cria o homem para Sua própria Gloria. Há os estudiosos que crêem na possibilidade de uma “terra original”, de uma “terra caótica”, e de uma “terra restaurada”, crêem no “primeiro jardim do Éden” e no “segundo jardim do Éden” com a criação secundaria substituindo a primeira existência, o que alguns usam para teologicamente explicar a existência dos primeiros repteis gigantes (dinossauros), considerando o tempo de “dia” bíblico como um tempo longo, e também seres espirituais (a leva completa de anjos). Há também os estudiosos da área demonológica ou sobre batalha espiritual que crêem na interpretação forçosa de Isaias 14.12 a 15 e Ezequiel 28.1-19 em que Satanás, antes da “terra caótica”, habitava no primeiro jardim do Éden, existente na “terra original”, formado por pedras preciosas e pedras afogueadas, na condição de Querubim Ungido. Então houve uma rebelião através da qual o adversário foi derribado e a “terra original” foi violada e tornou-se “caótica”, e nesta interpretação dos estudiosos da demonologia bíblica, ele aparece no jardim do Éden, na “terra restaurada”, e engana o casal adâmico, e o pecado entra no mundo.
   O estado original de Adão era de plenitude de comunhão e participação da Glória de Deus. Se você quisesse ver Deus, era somente olhar para Adão e ele espelharia a face Divina. Adão falava com Deus face a face, e há uma interpretação de que ele não se cansava, não sentia dor, e conforme o evangelista Felipe, ele era transportado pelo Espírito de Deus de um lugar para outro (Atos 8.39), e não precisava abrir a boca para falar com Deus, era só olhar que revelativamente concebia-se a plenitude do conhecimento Divino. Um dia esse mundo caiu, e Adão olhou para si e não conseguiu mais enxergar espiritualmente, e sentiu a limitação de sua respiração e não se locomovia mais como o vento, e procurou dentro de si a plenitude Divina e não encontrou, então viu que estava nu duas vezes, nu na maldade do pecado e nu espiritualmente. É aceita pela maioria dos teólogos que a primeira profecia de conteúdo salvifico é pronunciada pelo próprio Deus ao dirigir palavras amaldiçoadoras a Lúcifer, a antiga serpente (Genesis 1.14,15; Apocalipse 12.9)
  O apóstolo Paulo fala ao nosso coração sobre Adão, e o que se esperava de Adão era a espelhação do Filho de Deus, e não espelhar suas concupiscências derivadas da desobediência, através da qual Paulo expressa o que Adão passou a ser após a queda: homem terreno, transgressor, homem natural, incapaz de assumir sua má conduta, seu pecado, antes culpa sua esposa Eva, seria mais fácil apontar o dedo para o próximo do que confessar seu pecado, ele estava descoberto de Deus. Paulo diz que Deus enviou o segundo Adão (“ultimo Adão”), Jesus Cristo, espírito vivificante, espiritual, homem celestial, dentro da logística Divina, Filho de Deus, nosso Dono (Senhor), para salvar o homem: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4.18, 19) . Sob inspiração Divina, Paulo escreveu: Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram; pois antes de ser dada a Lei, o pecado já estava no mundo. Mas o pecado não é levado em conta quando não existe lei. Todavia, a morte reinou desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não cometeram pecado semelhante à transgressão de Adão, o qual era um tipo daquele que haveria de vir.
   Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão. Pois se muitos morreram por causa da transgressão de um só, muito mais a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só homem, Jesus Cristo, transbordou para muitos! Não se pode comparar a dádiva de Deus com a conseqüência do pecado de um só homem: por um pecado veio o julgamento que trouxe condenação, mas a dádiva decorreu de muitas transgressões e trouxe justificação. “Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo” (Romanos 5.12 a 17). Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados” (I Coríntios 15.22). Assim está escrito: “O primeiro homem, Adão, tornou-se um ser vivente”; o último Adão, espírito vivificante. Não foi o espiritual que veio antes, mas o natural; depois dele, o espiritual. O primeiro homem era do pó da terra; o segundo homem, dos céus. Os que são da terra são semelhantes ao homem terreno; os que são dos céus, ao homem celestial. Assim como tivemos a imagem do homem terreno, teremos também a imagem do homem celestial” (1Coríntios 15.45 a 49)
  O Evangelho de Jesus é simples e tem uma mensagem acessível para salvação de todo aquele que crer. As liturgias, cerimoniais e degraus da igreja-denominação atual não espelham o lado simples da salvação bíblica pregada pelo próprio Jesus, seus apóstolos e posteriores obreiros neo-testamentarios. O professor de Historia da Igreja, Pe.Inacio José de Val cita o seguinte: “No início, a Igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo. Então, a Igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois chegou a Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura. E, finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio”. Paulo aos Efésios 2.8,9 diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

A Mensagem de Salvação Pregada em Jerusalém

 O evangelista Mateus inicia seu testemunho dizendo que Abraão é o principio da genealogia de Jesus Cristo, o histórico messias para os judeus, e a salvação para a humanidade (Mateus 1.1 a 16). Alguns capítulos à frente aparece a figura rural e bruta de João, o Batista, interpretado como o “trator de esteira”. Assim descreve-o Mateus: As roupas de João eram feitas de pêlos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre” (Mateus 3.4) Já o evangelista Marcos (1.4) diz: “Assim surgiu João, batizando no deserto e pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados”. A pregação de João era primaria, básica, simples, e um tanto agressiva. Ele anunciava a chegada do Reino de Deus aos homens, anunciava sua posição ministerial e anunciava o Messias prometido: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”; “Raça de víboras! Quem lhes deu a idéia de fugir da ira que se aproxima? Dêem fruto que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo. Eu os batizo com água para arrependimento. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de levar as suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga” (João 3.2, 7 a 12). “Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Façam um caminho reto para o Senhor” (João 1.23).  Então João encontra Jesus novamente:No dia seguinte João viu Jesus aproximando-se e disse: “Vejam! É o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!  Este é aquele a quem eu me referi, quando disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes de mim. Eu mesmo não o conhecia, mas por isso é que vim batizando com água: para que ele viesse a ser revelado a Israel”. Então João deu o seguinte testemunho: “Eu vi o Espírito descer dos céus como pomba e permanecer sobre ele. Eu não o teria reconhecido, se aquele que me enviou para batizar com água não me tivesse dito: ‘Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer, esse é o que batiza com o Espírito Santo. Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus” (João 1.29 a 33)
  João Evangelista inicia seu testemunho com um contexto espiritual, revelando a nós que antes de tudo existir, no principio, era o Verbo (ou a Palavra) e que o Verbo é o próprio Deus, que veio até nós e vimos a Sua Glória, e recebemos da sua plenitude, graça sobre graça” (João 1.16). A primeira pregação neo-testamentaria sobre Salvação em Jerusalém, como vimos, foi anunciada por João Batista, e Jesus seguiu a mesma linha de mensagem: “O tempo é chegado... O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!” (Marcos 1.15), e os discípulos de Jesus seguiram o mesmo tema, chamando o homem a arrepender-se dos seus pecados (Marcos 6.12).

A Salvação em Jerusalém e toda Palestina

   Ao iniciar seu ministério terreno Jesus depara-se com grupos religiosos provenientes, em sua formação, do período inter-biblico. São eles: Fariseus (especialistas da Lei); Saduceus (Guardiães da Torah); Essênios (radicais justos); Zelotes (sicários, “gente da adaga” ); Herodianos (seguidores de Herodes); Escribas (que em si não eram uma seita, mas “amanuenses”, copistas).
  Dentre esses grupos no relato dos evangelhos destacam-se os fariseus, os saduceus e dentre esses grupos os copistas (escribas). Os fariseus tinham uma doutrina com profundidade de conhecimento da Torah. E inclusive o apostolo Paulo foi criado fariseu, aos pés de Gamaliel (Atos 22.3; 23.6). Os fariseus eram rigorosos e criam nas coisas espirituais (Atos 23.6 a 9). Os saduceus se derivaram do farisaísmo se tornando um grupo religioso “secular”, não crendo em coisas espirituais, nem em anjos, ou eternidade. Os escribas pertenciam aos dois grupos ou mais e eram responsáveis pela preservação da Lei escrita. João Batista havia chamado os fariseus e saduceus de “serpentes venenosas.
  O que os judeus esperavam era uma libertação e implantação do Reino do Messias Prometido, o qual dissiparia todos reinos do mundo, estabelecendo uma Teocracia, ao modelo Davidico. Na mente judaica os céus se manifestariam com a aparição repentina do Cristo, um Rei que acabaria com a dominação romana, abençoaria a nação eleita e na terra de Israel se veria a “romaria” de todas as nações a adorar em Jerusalém, e o pecado e impureza não teriam vez (Zacarias 2.10-13; Isaias 40.9-11).
  A vinda de Jesus não atendeu ao pensamento judaico, pois o mesmo era terreno e temporal. As profecias quanto ao Messias estavam se cumprindo, mas com a cegueira espiritual dos judeus, nada poderia ser enxergado e nem sentido Que dizer então? Israel não conseguiu aquilo que tanto buscava, mas os eleitos o obtiveram. Os demais foram endurecidos, como está escrito: “Deus lhes deu um espírito de atordoamento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até o dia de hoje”E Davi diz: “Que a mesa deles se transforme em laço e armadilha, pedra de tropeço e retribuição para eles. Escureçam-se os seus olhos, para que não consigam ver, e suas costas fiquem encurvadas para sempre”(Romanos 11.7-11).   Jesus nasceu em Belem da Judéia e é posto numa manjedoura, dentro de um estabulo. Jesus é criado na “favela” de Nazaré, periferia dos tempos biblicos. Então acontece a entrada triunfal do Rei Jesus (Mateus 21) Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: “Vão ao povoado que está adiante de vocês; logo encontrarão uma jumenta amarrada, com um jumentinho ao lado. Desamarrem-nos e tragam-nos para mim. Se alguém lhes perguntar algo, digam-lhe que o Senhor precisa deles e logo os enviará de volta”. Isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: “Digam à cidade de Sião: ‘Eis que o seu rei vem a você, humilde e montado num jumento, num jumentinho, cria de jumenta’. Os discípulos foram e fizeram o que Jesus tinha ordenado. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, colocaram sobre eles os seus mantos, e sobre estes Jesus montou. Uma grande multidão estendeu seus mantos pelo caminho, outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. A multidão que ia adiante dele e os que o seguiam gritavam: “Hosana  ao Filho de Davi!” “Bendito é o que vem em nome do Senhor!” “Hosana nas alturas!” (Mateus 21.1-9).
 
 Pr.Charles Maciel Vieira
 continua...............................................