quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pregação - Ed René Kivitz - Uma releitura da missão integral


Ed René Kivitz 
 Uma releitura da missão integral






Reverendo Augustus Nicodemus é eleito como vice-presidente nacional da Igreja Presbiteriana do Brasil


No último final de semana o reverendo Augustus Nicodemus Lopes foi eleito como vice-presidente da Igreja Presbiteriana do Brasil. Em seu primeiro mandato ao cargo, Nicodemus foi eleito ao lado do reverendo Roberto Brasileiro, que foi reeleito como presidente nacional da denominação pela quarta vez.

A eleição dos novos líderes da denominação aconteceu em reunião do Supremo Concílio da IPB que está acontecendo em Natal (RN) entre os dias 19 e 26 de julho. Dentro da hierarquia da Igreja Presbiteriana, o Supremo Concílio (também chamado Assembleia Geral) é o órgão responsável por administrar a vida eclesiástica da denominação em todo o território nacional. Os membros do Supremo Concílio da IPB são pastores e presbíteros eleitos para tal fim, representando seus Presbitérios (ou, no caso de algumas Igrejas, os seus Sínodos).

O Rev. Roberto Brasileiro inicia o seu quarto mandato à frente da denominação, já o Rev. Augustus Nicodemus foi eleito pela primeira vez para o cargo.

Augustus Nicodemus foi chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie até 2012, quando foi sucedido pelo rev. Dr. Davi Charles Gomes. Agora ele está se mudando para Goiás, onde servirá na Primeira IP de Goiânia.


Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

Franklin Graham critica pastores que omitem partes da Bíblia e afirma: “O céu não é para covardes”


Durante um evento que aconteceu recentemente em Washington (DC), o pastor, evangelista e conferencista Franklin Graham teceu uma série de críticas contra pastores e líderes cristãos que omitem certos trechos da Bíblia que não são muito populares, sobretudo por tratar de questões morais.

Falando diretamente aos religiosos que, segundo ele, têm medo de falar abertamente sobre as questões morais abordadas na Bíblia, Graham disse que os cristãos tem a obrigação de falar a verdade sobre as Escrituras, e afirmou que “o céu não é para covardes!”.

- Os seguidores de Jesus Cristo e, especialmente, os pastores e líderes de igrejas, tem a responsabilidade de dizer a verdade contida nas Escrituras, chamar o pecado do que ele é, e reconhecer que ele (pecado) sempre tem reinado no coração da raça humanas – afirmou o pastor.

- Não se trata apenas de um debate sobre aborto ou a homossexualidade; todo o pecado é imoral e toda imoralidade é ruim. Nos Estados Unidos de hoje estamos vivendo uma seca épica. Não é só o mal-entendido básico da Palavra de Deus; é a ausência completa de toda a Palavra de Deus – completou Franklin Graham.

O pastor baseou suas falas no trecho de Apocalipse 21-8, que diz: “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”.

- Os cristãos não podem ignorar partes da Palavra de Deus só porque são impopulares ou causam divisão. Nossa comissão é anunciar e proclamar Cristo e tudo o que Ele representa. Não podemos proclamar com sinceridade a verdade do amor de Deus, sem levar em conta que Deus odeia o pecado. Seu amor é derramado sobre a humanidade que está na escravidão do pecado. Em sua imerecida graça, se encontra o dom da salvação. Por esta razão, todo o Evangelho deve ser pregado, como demonstra o apóstolo Paulo – completou o evangelista.

De acordo com o evangelista, “os cristãos são chamados a recusar a aceitação do pecado em todas as suas formas, e não porque somos pessoas perfeitas, mas como um testemunho de transformação que Deus produz em uma vida dedicada a Ele, lavados e purificados pelo sangue de Cristo e revestidos de sua justiça. Devemos ser pessoas resistentes às criticas ou qualquer forma de perseguição. Se não mostrarmos coragem e não nos mantermos piedosamente firmes na fé divina, não podemos superar o espírito sedutor de “Satanás” que toma conta deste mundo”.

- Se nós, como povo de Deus, nos negarmos a falar contra o pecado para não incomodar os outros, somos covardes. Somos chamados a fazer soar o alarme, alertarmos que Deus exige obediência à Sua lei perfeita, que foi projetada para o bem da raça humana. A definição de um covarde é aquele que se nega a fazer a coisa certa, por medo das consequências – concluiu.

Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

domingo, 13 de julho de 2014

A List Of New Testament Martyrs

The following is a list of New Testament martyrs outlined in the book, Martyrs Mirror. This book records over 1,000 pages of detailed accounts about faithful martyrs through history – from New Testament times to the Anabaptists.



God mightily preserved these true churches, and the more they were persecuted, the more their numbers grew.

Imagine seeing these as newspaper headlines…


John The Baptist Beheaded

John the Baptist, Son of Zacharias and Elizabeth, beheaded in the castle of Machaerus, at the command of Herod Antipas, A.D. 32.

Jesus Christ Crucified

Jesus Christ, the Son of God, crucified at Jerusalem.

(Note: The death of Christ was not simply the death of a martyr, as Catholics and many others falsely believe. Christ died sacrificially – suffering the judgment of God as the Divine Substitute for the sins of His people.)

Stephen Stoned To Death

Stephen, one of the seven deacons of the church at Jerusalem, stoned without the gate of the city, by the Libertines, A.D. 34, shortly after the death of Christ.

James Slain With The Sword

James, the son of Zebedee, put to death with the sword, by Herod Agrippa, in Jerusalem, A.D. 45.

Apostle Philip Stoned To Death

The holy Apostle Philip, bound with his head to a pillar, and stoned, at Hierapolis, in Phrygia, A.D. 54.

James, The Brother Of Christ, Beaten To Death

James, the son of Alpheus, or brother of the Lord, cast down from the temple, stoned, and beaten to death with a club, A.D. 63.

Barnabas Burned Alive

Barnabas, a companion of the Apostle Paul, dragged out of the city and burned, at Salamina in Cyprus, A.D. 64.

Mark Dragged To Death

Mark, (author of the Gospel of Mark) the holy Evangelist, dragged to the stake at Alexandria, died on the way, A.D. 64.

Apostle Peter Crucified

Simon Peter, the holy Apostle, crucified with his head downward, under Emperor Nero, A.D. 69.

Apostle Paul Beheaded

Paul, the Apostle of Christ, sorely persecuted, and finally beheaded, at Rome, under the emperor Nero, A.D. 69.

Aristarchus Slain

Aristarchus, a traveling companion of Paul, slain at Rome, under Nero, about A.D. 70.

Epaphras Slain

Epaphras, a fellow prisoner of Paul, slain under Nero, about A.D. 70.

Four Friends Of Paul Martyred

Four fellow laborers and relatives of Paul, namely, Priscalla, Aquila, Andronicus, and Junia, martyred at Rome, under Nero, about A.D. 70

Silas Scourged And Martyred

Silas, or Silvanus (ministry partner to Apostle Paul), scourged at Philippi, in Macedonia, and died a martyr, about A.D. 70.

Onesiphorus And Porphyius Tied To Wild Horses, Dragged To Death

Onesiphorus, a friend of Paul, and Porphyrius, his companion, tied to wild horses, and dragged, or torn to death, at Hellespontus, through the edict of Nero, About A.D. 70.

Andrew Crucified

Andrew, the holy Apostle, crucified at Patras, in Achaia, about A.D. 70.

Bartholomew Tortured And Beheaded

Bartholomew, the holy Apostle of Christ, first greatly tortured, then flayed alive, and finally beheaded, in Armenia, by King Astyages, about A.D. 70.

Thomas Tortured And Burned In A Furnace

Thomas, (sometimes called “Doubting Thomas”) the holy Apostle of Christ, tormented with red-hot plates, cast into a furnace, and his side pierced with spears by the savages at Calamina, about A.D. 70.

Matthew Beheaded

Matthew, the holy Evangelist (author of the Gospel of Matthew), nailed to the ground, and beheaded at Nad-davar, under King Hytacus, about A.D. 70.

Simon Zelotes And Judas Thaddeus Slain

Simon Zelotes and his brother Judas Thaddeus, both slain for the truth of Christ – the one crucified, and the other beaten to death with sticks, about A.D. 70.

Matthias Stoned And Beheaded

Matthias, the holy Apostle of Christ (the apostle who replaced Judas Iscariot), tied on a cross upon a rock, stoned, and then beheaded, A.D. 70.

Luke Hanged

Luke, the holy Evangelist (author of the Gospel of Luke and the Acts of the Apostles), hanged on a green olive tree, in Greece, A.D. 93.

Antipas Roasted Alive

Antipas, the faithful witness of Jesus Christ, burned at Pergamos in a red-hot brazen ox, A.D. 95.

Apostle John Banished

John, the holy Evangelist (author of the Gospel of John, The Epistles of 1st, 2nd, and 3rd John, and the Revelation of Jesus Christ), banished to the Isle of Patmos, by Emperor Domitian, A.D. 97.

Timothy Stoned To Death

Timothy, (to whom was written the Epistles of First and Second Timothy) the spiritual son of the Apostle Paul, stoned to death by the heathen idolaters at Ephesus, about A.D. 98.



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The world’s worst tortures could not make these believers deny the Lord Jesus.

These martyrs testified with their own lives that Jesus Christ is the resurrected Lord. Jesus Christ was so real to them, they were willing to joyfully suffer and die as martyrs for Christ rather than deny Him.


Fonte: http://www.gospelfuel.com/


Pesquisa: Pastor Charles Maciel Vieira

sábado, 12 de julho de 2014

Em encontro com líderes evangélicos, papa Francisco protagoniza primeiro “‘high five’ papal” da história


O papa Francisco se encontrou com líderes evangélicos norte-americanos adeptos da teologia da prosperidade, e no meio da reunião, protagonizou o primeiro “high five” papal da história.

O cumprimento, que consiste em bater a mão espalmada no alto, representa uma espécie de comemoração por algo bem sucedido, e é muito comum nos Estados Unidos.

Na reunião, o papa Francisco encontrou-se com os televangelistas Kenneth Copeland e James Robison, do estado do Texas. O pastor Copeland está entre os mais ricos pregadores da teologia da prosperidade no país, enquanto Robison, apesar de também manter um programa de TV, não é adepto da pregação que ensina a fé como meio de enriquecimento.

Curiosamente, o papa Francisco tem adotado um discurso de atenção aos pobres, e estimulando a divulgação do Evangelho como oportunidade de dar dignidade às pessoas que vivem na miséria, uma linha de pensamento totalmente contrária à da teologia da prosperidade.

No encontro, o pastor Robison ficou tão entusiasmado com a definição do Evangelho feita pelo papa Francisco que pediu ao tradutor que explicasse ao pontífice o que era um “high five” e pedisse que ele fizesse o cumprimento. De acordo com informações do RNS, o líder católico não teve escolhas a não ser atender o pedido do evangélico.

Dias antes do encontro, Francisco havia se reunido com o pastor Joel Osteen, outro que é notório divulgador da visão de que o Evangelho é uma forma de aumentar a riqueza material. A imprensa norte-americana não ignorou o contraste das abordagens teológicas e destacou as críticas feitas aos televangelistas.

“O evangelho da prosperidade parece ser fundamentalmente contra a mensagem que Francisco tem espalhado. Mas ele mostrou que ele está disposto a encontrar-se com qualquer um”, disse Michael Peppard, professor de teologia na Universidade de Fordham, sobre a determinação do papa em divulgar a iniciativa de cuidar dos pobres. “Joel Osteen parece ter uma autoridade carismática sobre uma grande quantidade de pessoas. Talvez Francisco esteja repetindo [os gestos de] Jesus: Se você não concordar com alguém, encontre-se com este alguém”, acrescentou Peppard.

Ao final do encontro, Francisco recebeu uma oração do pastor Copeland, e repetiu algo que era muito comum em Buenos Aires, quando atuava como cardeal e arcebispo da capital argentina e frequentemente se encontrava com líderes evangélicos a fim de desenvolver uma maior proximidade entre as duas linhas de pensamento.

Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Aos 116 anos, segunda mulher mais velha do mundo afirma que “confiar em Deus” é o segredo da longevidade


Recentemente, Gertrude Weaver, que é considerada a mulher mais velha dos Estados Unidos e a segunda mais velha do mundo, completou 116 anos de idade. Questionada sobre qual o segredo para ter uma vida tão longa, ela respondeu que tal segredo é confiar em Deus, e trabalhar duro.

De acordo com o Camden News, Weaver comemorou seu 116º aniversário no Centro de Saúde e Reabilitação em Camden, localizado a cerca de 100 quilômetros ao sul da cidade de Little Rock, no estado norte americano do Arkansas.

Na ocasião de seu aniversário, perguntaram a ela qual o segredo de sua longevidade, ao que ela prontamente respondeu: “Confiar no Senhor, trabalhar duro e amar a todos”.

- Temos que seguir a Deus. Não temos que seguir ninguém mais. Seja obediente, siga suas leis e não se preocupe com nada. Tenho o seguido por muitos e muitos anos e não estou cansada – afirmou Gertrude Weaver.

Nascida no ano de 1898, Weaver foi classificada como a americana mais velha do país pelo Grupo de Pesquisa de Gerontologia, substituindo Jeralean Talley, que tem 115 anos. De acordo com o Guinness Book of World Record, Weaver é a segunda pessoa mais velha do mundo, ficando apenas atrás da japonesa Misao Okawa, que também tem 116 anos e nasceu no dia 05 de março. Weaver comemora seu aniversário no dia 4 de julho.

Fonte:  http://noticias.gospelmais.com.br/

Funcionária de banco é demitida por desejar “um dia abençoado” aos clientes


Uma funcionária de um banco da cidade de Walton, no estado norte-americano do Kentucky, foi demitida por dizer “tenha um dia abençoado” para os clientes da instituição.

Polly Neace trabalhava há mais de 20 anos no banco, e recentemente vinha recebendo advertências dos superiores, que alegavam que os clientes do banco haviam reclamado da postura dela, que era caixa.

Esse é mais um caso da intolerância religiosa contra cristãos nos Estados Unidos. O país, de origem e tradição cristã, atravessa uma fase de intensa secularização, e muitos casos semelhantes a esse vem sendo registrados.

De acordo com informações da Fox News, Polly afirmou que deseja “um dia abençoado” a todos os clientes do banco desde 2009. “Eu não acho que exista nenhum tipo de dia melhor que você possa ter senão um dia abençoado”, afirmou a ex-bancária.

Em 2011, a bancária foi advertida por violar o código de ética do banco nas questões religiosas, e no ano seguinte, outra advertência formal foi dada a ela por ter dito “Obrigada, Deus te abençoe muito” a um cliente que havia dito a ela “tenha um dia abençoado”.

O advogado de Polly, Jeff Blankenship, disse que as ações do Banco eram uma violação de seus direitos da Primeira Emenda, que garante liberdade religiosa. “A prova no registro mostrou que Polly foi demitida porque ela insistiu em exercer seu direito de dizer ‘tenha um dia abençoado’”.


Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

terça-feira, 1 de julho de 2014

PREGAÇÃO - Antonio Eugênio: Mensagem Bíblica - Um Pedido De Socorro


Antonio Eugênio: Mensagem Bíblica -  Um Pedido De Socorro


Onde devo estudar teologia?


Por - Daniel Santos Jr.

Tenho recebido constantemente e-mails pedindo sugestões quanto a seminário ou universidade onde cursar um bacharelado em teologia, mestrado ou até mesmo doutorado. Eu já pensei várias vezes em criar uma resposta padrão em que pudesse apenas trocar o nome do destinatário, mas isso seria uma falta de respeito para com alguém que, a meu ver, está pedindo conselhos para tomar decisões importantes em sua vida.

Não é fácil dar conselhos e dicas nesta área, pois há uma quantidade enorme de variáveis que se alternam de pessoa para pessoa, por exemplo: idade (acima de 40 anos – é quase impossível conseguir bolsa de estudo); situação financeira (pessoal ou da instituição em que trabalha); situação familiar (casado, solteiro, com filhos, etc.); proficiência em línguas modernas de pesquisa (inglês, francês ou alemão); quanto tempo dispõe para completar os estudos; como e onde pretende aplicar o conhecimento adquirido e, por fim, (e esta é a pergunta mais difícil de responder), por que você precisa fazer o curso que deseja?

Quando a procura é o primeiro curso de teologia, tenho sugerido sempre quatro perguntas que podem servir de parâmetro para uma decisão: Quem serão os seus mestres? Quem foram os mestres daqueles que serão os seus mestres? Que tipos de pessoas têm procurado aprender com aqueles que serão os seus mestres? Que tipo de atuação e influência aqueles que serão seus mestres têm fora da instituição de ensino?

1. Quem serão os seus mestres?

É muito comum encontrar pessoas procurando um curso de teologia por causa de associação denominacional, acomodações (moradia para casados ou solteiros) ou localização (próximo de casa). No caso da associação denominacional, às vezes, há uma exigência clara encaminhando seus líderes para um determinado local onde possam  receber treinamento teológico. Nestes casos, não há muito que escolher.

Todos estes aspectos são importantes e podem definir ou restringir bastante as possibilidades, mas gosto sempre de frisar a importância de se saber quem serão os seus mestres. Há muita coisa que pode ser aprendida sem que haja necessidade de frequentar um seminário ou qualquer sala de aula; mais do que muitos imaginam. Todavia, se você chegou ao ponto de procurar uma instituição de ensino teológico pressupõe-se que o relacionamento professor/aluno acontecerá. Em outras palavras, você terá que aprender com alguém, seja este alguém um professor ou um grupo de pesquisa. Professores terão a responsabilidade de guiá-lo, desafiá-lo e encorajá-lo em sua jornada, mas eles terão também a difícil tarefa de avaliar o seu progresso. É nessa hora que você lamentará ou dará graças a Deus pelos seus mestres, pois a sua experiência de aprendizagem e formação pode se transformar rapidamente num pesadelo.

Quando eu digo “quem” serão os seus mestres, a minha ênfase não é necessariamente na lista que aparece no website da escola, pois muitos professores não estarão disponíveis para todos os programas oferecidos naquela instituição. Outras vezes o professor é apenas visitante ou palestrante esporádico. Poderia enumerar vários casos de pessoas que me disseram estar interessadas em um seminário por causa de um professor em particular. Que decepção quando as informei de que a pessoa que procuravam ter como mestre não ensinava mais naquela instituição há vinte anos.

Eu aconselho você a conhecer seus mestres antes de se decidir quanto ao seminário ou escola de teologia. Procure um jeito de assistir a uma aula (mais de uma, se for possível) com tal professor ou professora, e veja como é a comunicação com os alunos, como se prepara e apresenta seu conteúdo. Tente uma entrevista com tal professor ou professora e troque algumas idéias com o propósito de perceber sua disposição de caminhar junto com você em sua jornada. Ainda que não seja muito comum, não é raro encontrar pessoas que são excelentes escritores, mas péssimos professores. Ninguém é perfeito. Continue apenas lendo seus livros. Há muitos professores que não querem qualquer contato com alunos, pois estão bastante comprometidos com suas pesquisas e outras responsabilidades administrativas. Novamente, ninguém é perfeito. Alguém tem que administrar a escola. Em suma, conheça aqueles que serão os seus mestres antes de decidir sobre o local onde você buscará sua formação teológica.

Quando você encontrar mestres que correspondam às suas expectativas, busque aprender com eles nem que seja sentado debaixo de uma árvore. Vale a pena! Aprender com quem quer ensinar, quem sabe ensinar e tem amor pelo que ensina faz toda a diferença, especialmente quando o assunto é a Bíblia. Que decepção ter que aprender (neste caso a melhor palavra seria apenas “assistir aulas”) com alguém que você percebe não tem o menor prazer no que está fazendo, não sabe ensinar e não tem o menor respeito e honestidade com a Bíblia.

2. Quem foram os mestres dos seus mestres?

Quando você começa a conhecer mais a fundo os seus mestres, uma coisa fica evidente: eles são representações melhoradas ou pioradas daqueles que foram os mestres deles. Você precisa entender uma coisa: ensinar é apenas a resposta inevitável do desejo e necessidade de aprender. Geralmente quem não gosta de aprender não gosta de ensinar.  A maior lição que os mestres dos nossos mestres podem ter passado é exatamente este amor pela aprendizagem. Quando você procura saber quem foram os mestres daqueles que serão os seus mestres e descobre que ele ou ela perpetua práticas de ensino simplesmente porque foram ensinados daquela forma, cuidado. É bem possível que ele ou ela nunca irá mudar seu jeito de dar aula. Em outras palavras, é improvável que uma pessoa que tenha estudado cinco anos de sua vida com alguém extremamente piedoso e honesto para com a Bíblia venha a se tornar um teólogo cético e desonesto.

Veja bem, eu não quero dizer com isso que alguém que tenha estudado sob a orientação de um teólogo conhecido pela sua posição cética em relação à inspiração das Escrituras não mereça nossa confiança. Não necessariamente. O discípulo pode ser uma versão melhorada do seu mestre. Tenho grande respeito e consideração por alguém que tenha estudado numa instituição secular (e até hostil ao evangelho) e não se torna uma versão piorada dos seus mestres. Sua experiência de contato com aquele contexto só o preparou para dialogar com maior firmeza e sofisticação entre aqueles que não compartilham da mesma convicção teológica de nossa tradição denominacional.

Se eu tivesse que refazer toda a minha caminhada de formação teológica eu seguiria o seguinte roteiro no que tange aos mestres dos meus mestres: a) procuraria saber quem foi o orientador de pesquisa deles, b) procuraria saber quem foram os seus contemporâneos naquela instituição e o que eles estão fazendo hoje, c) procuraria saber e conhecer um pouco sobre o conceito de aprendizagem dos mestres dos meus mestres e como isso foi assimilado pelos que serão os meus mestres, e d) eu procuraria saber se eles querem acompanhar a minha jornada de aprendizagem (isto vale especialmente para orientação de dissertação).

Tendo dito todas estas coisas, não posso deixar de mencionar um ponto: há muitos professores excelentes, com os quais você passaria a vida inteira aprendendo se fosse possível. Eles ensinam porque amam aprender, amam ensinar e amam aos que querem aprender com eles. Onde você encontra esses professores? Comece a procura descobrindo quem foram os seus mestres.

3. Que tipos de pessoas querem aprender com seus mestres?

A nossa jornada de aprendizagem e formação teológica não depende apenas dos mestres. Eu defendo a tese de que devemos fazer parte de uma comunidade de aprendizagem. Neste caso, aqueles que procuram aprender com os meus mestres irão influenciar a minha formação. Mas antes de entrar nesta questão, deixe-me apenas lançar um alerta – comece a desconfiar de mestres que atraem somente pessoas céticas e desonestas para com a Bíblia. Comece a desconfiar se nenhum dos alunos que procuram aprender com seus mestres está servindo a Deus envolvido com uma igreja local. O tipo de pessoas que comumente tem procurado aprender com meus mestres deveria me dizer alguma coisa sobre aquilo que devo esperar desses. Em outras palavras, por que você acha que aquele professor despertou o interesse em você e naquela pessoa totalmente diferente de você? O que há em comum entre você e aquela tal pessoa?

Em segundo lugar, como eu disse anteriormente, os tipos de pessoas que se assentam numa sala de aula comigo terão uma influência inquestionável em minha formação teológica. Tenho ensinado há mais de quinze anos em diversos contextos e posso garantir que a influência do grupo (negativa ou positiva) é inevitável, determinante e recomendada! Logo, a escolha de onde você procurará sua formação teológica deve levar em consideração os tipos de pessoas que também procuram aprender com seus mestres.

4. Que tipo de influência e atuação externa estes mestres têm?

Um bom professor ensina aquilo que ele ou ela é. Isto requer integridade. Antes de escolher uma instituição de formação teológica, procure saber o tipo de influência e atuação que os seus mestres têm no mundo exterior à sala de aula. O motivo é apenas o de verificar consistência e integridade de caráter. Uma verificação como esta lhe permite rapidamente descobrir se a sala de aula funciona como um palanque ou como um laboratório de aprendizagem. Quando o elemento motivador de aprendizagem do seu mestre é uma causa pessoal que ele ou ela tem (racismo, feminismo, liberalismo, fundamentalismo, etc.), a sala de aula se torna facilmente um palanque que divulga suas convicções entre os alunos. Quando o elemento motivador de aprendizagem é uma causa do reino de Deus, nossos mestres geralmente serão mais abertos para aprender, também com os alunos e demais professores. Além disso, conhecer a influência externa deles nos possibilita saber se há integridade de caráter.

Qual é o melhor seminário? Qual é o melhor curso de teologia? Quem são os melhores mestres? Onde estão os melhores alunos? Mais cedo ou mais tarde você perceberá que essas quatro perguntas estão bastante atadas ao que entendemos ser aprendizagem.

Há muitos alunos que não deveriam jamais estar numa sala de aula procurando formação teológica, pois eles não sabem o que querem, não querem abrir mão do que “acham que sabem”, e não estão dispostos a aprender com aqueles (professor e alunos) que realmente sabem. Por outro lado, há muitos homens e mulheres de Deus que deveriam investir mais e o mais rápido possível em sua formação teológica, pois suas vidas são um testemunho de que todos nós precisamos de mestres e de discipulado constante.

Daniel Santos

- Sobre o autor: Daniel Santos é professor de Antigo Testamento e pesquisador no Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper em São Paulo, Brasil. // Daniel Santos is Old Testament professor and researcher at Andrew Jumper Graduate Centre in Sao Paulo, Brazil

Fonte: http://www.eismeaqui.com.br/