quinta-feira, 6 de março de 2014

Catecismo Menor de Martinho Lutero

Catecismo Menor de Martinho Lutero
por
Martinho Lutero

Este é um pequeno catecismo escrito por Martinho Lutero em 1529. A intenção de Lutero através deste catecismo era dar uma introdução às crenças cristãs. Lutero o escreveu logo no início da Reforma em resposta à ignorância que ele observou no povo alemão. Ele é apresentado numa forma de perguntas e respostas. As respostas são curtas e diretas.

Primeira Parte: Os Dez Mandamentos
Primeiro Mandamento: 

Eu sou o Senhor, seu Deus. Você não deve ter outros deuses além de mim.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e confiar nele acima de tudo.

Segundo Mandamento:
Não abuse do nome do Senhor, seu Deus, porque o Senhor não considerará inocente quem abusar do seu nome.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, em seu nome não amaldiçoar, jurar, praticar a magia, mentir ou enganar; mas devemos pedir a sua ajuda em todas as necessidades, orar, louvar e agradecer.

Terceiro Mandamento:
Santifique o dia de descanso.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar a pregação e a sua palavra; mas devemos ter respeito por ela, ouvi-la e estudá-la com gosto.
Quarto Mandamento:
Honre o seu pai e a sua mãe.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não desprezar nem irritar nossos pais e as pessoas que têm autoridade sobre nós; mas devemos honrá-los, servir e obedecer-lhes, amar e querê-los bem.
Quinto Mandamento:
Não mate.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não agredir nem ferir o nosso próximo; mas devemos ajudá-lo para que tenha tudo de que precisa para viver.
Sexto Mandamento:
Não cometa adultério.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, levar uma vida sexual responsável e disciplinada, amar e respeitar a esposa ou o marido.

Sétimo Mandamento:
Não roube.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tirar o dinheiro ou os bens do próximo nem nos apoderar deles por meio de mercadorias falsificadas ou negócios desonestos; mas devemos ajudá-lo a conservar e melhorar seu meio de vida.
Oitavo Mandamento:

Não fale mentiras a respeito do próximo.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não enganar o nosso próximo com falsidade, traí-lo, caluniá-lo ou fazer acusação falsa contra ele; mas devemos desculpá-lo, falar bem dele e interpretar tudo da melhor maneira.
Nono Mandamento:
Não deseje possuir a casa do seu próximo.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não tentar conseguir com esperteza a herança ou a casa do nosso próximo nem nos apoderar delas como se tivéssemos direito a isso; mas devemos ajudar e cooperar para que possa conservá-las.

Décimo Mandamento:

Não cobice a esposa ou o marido do seu próximo, nem as pessoas que trabalham com eles nem coisa alguma que lhes pertença.
Que significa isto?
Devemos temer e amar a Deus e, por isso, não seduzir, desviar ou afastar a esposa ou o marido do próximo, nem as pessoas que trabalham com eles; mas devemos aconselhá-los para que fiquem e cumpram o seu dever.
Que diz Deus de todos estes mandamentos?
Ele diz: "Eu, o Eterno, sou o seu Deus e não tolero outros deuses. Eu castigo aqueles que me odeiam, até os netos e bisnetos. Porém, sou bondoso com aqueles que me amam e obedecem aos meus mandamentos e abençôo os seus descendentes por milhares de gerações."
Deus ameaça castigar todas as pessoas que não cumprem estes mandamentos; por isso, devemos temer a sua ira e não deixar de cumpri-los; mas ele promete graça e todo o bem às pessoas que os praticam. Por isso, devemos amá-lo, confiar nele e guardar os seus mandamentos de boa vontade.

Segunda Parte: O Credo Apostólico

Primeiro Artigo: da criação - Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.
Que significa isto?
Creio que Deus me criou junto com todas as criaturas, e me deu corpo e alma, olhos, ouvidos e todos os membros, inteligência e todos os sentidos, e ainda os conserva; além disto, me dá roupa, calçado, comida e bebida, casa e lar, família, terra, trabalho e todos os bens. Concede cada dia tudo de que preciso para o corpo e a vida; protege-me de todos os perigos e guarda-me de todo o mal. E faz tudo isso unicamente por ser meu Deus e Pai bondoso e misericordioso, sem que eu mereça ou seja digno. Por tudo isso devo dar-lhe graças e louvor, servi-lo e obedecer-lhe. Isto é certamente verdade.

Segundo Artigo: da salvação - E em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, nosso Senhor, o qual foi concebido pelo Espírito Santo, nasceu da virgem Maria, padeceu sob o poder do Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao inferno, no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso, de o­nde virá para julgar os vivos e os mortos.
Que significa isto? 
Creio que Jesus Cristo, verdadeiro Deus, gerado do Pai desde a eternidade, e também verdadeiro ser humano, nascido da virgem Maria, é meu Senhor. Ele perdoou a mim, pessoa perdida e condenada, e me libertou de todos os pecados, da morte e do poder do diabo. Fez isto não com dinheiro, mas com seu santo e precioso sangue e sua inocente paixão e morte. Fez isto para que eu lhe pertença, seja obediente a ele em seu reino e lhe sirva em eterna justiça, inocência e felicidade, assim como ele ressuscitou da morte, vive e governa eternamente. Isto é certamente verdade.

Terceiro Artigo: da Santificação - Creio no Espírito Santo, na santa Igreja cristã, a comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo e na vida eterna. Amém.
Que significa isto? 
Creio que, por minha própria inteligência ou capacidade, não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem chegar a ele. Mas o Espírito Santo me chamou pelo Evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira fé. Assim também chama, reúne, ilumina e santifica toda a Igreja na terra, e em Jesus Cristo a conserva na verdadeira e única fé. Nesta Igreja ele perdoa, cada dia e plenamente, todos os pecados a mim e a todas as pessoas que crêem. E, no último dia, ressuscitará a mim e a todos os mortos e dará a vida eterna a mim e a todas as pessoas que crêem em Cristo. Isto é certamente verdade.



Terceira Parte: O Pai Nosso

Introdução - Pai nosso que estás nos céus.

Que significa isto? 
Deus quer atrair-nos com estas palavras para crermos que ele é nosso Pai de verdade e nós somos seus filhos e filhas de verdade. Portanto, podemos pedir a ele sem medo e com toda a confiança, como filhos queridos ao seu querido pai.

Primeiro Pedido - Santificado seja o teu nome.
Que significa isto? 
O nome de Deus é santo por si mesmo. Mas pedimos nesta oração que ele seja santificado também entre nós.

Como acontece isto? 
Quando a palavra de Deus é ensinada de forma clara e pura, e nós, como filhos e filhas de Deus, também vivemos uma vida santa de acordo com ela. Ajuda-nos para que isto aconteça, querido Pai no céu. A pessoa, porém, que ensina e vive de modo diferente do que ensina a palavra de Deus, desonra o nome de Deus entre nós. Guarda-nos disso, Pai celeste.

Segundo Pedido - Venha o teu reino.
Que significa isto? 
O reino de Deus vem por si mesmo, sem a nossa oração. Mas pedimos nesta oração que ele venha também a nós.

Como acontece isto? 
Quando o Pai celeste nos dá o seu Espírito Santo para crermos, por sua graça, em sua santa palavra e vivermos em comunhão com Deus neste mundo e na eternidade.

Terceiro Pedido - Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.
Que significa isto? 
A boa e misericordiosa vontade de Deus é feita sem a nossa oração. Mas pedimos nesta oração que ela seja feita também entre nós.

Como acontece isto? 
Quando Deus desfaz e impede todo mau plano e vontade que não querem nos deixar santificar o nome de Deus e não querem que seu reino venha. Vontades assim são a do diabo, do mundo e de nós mesmos. E, por outro lado, isto acontece quando Deus nos fortalece e mantém firmemente na sua palavra e na fé, até o fim. Esta é a sua vontade boa e misericordiosa.

Quarto Pedido - O pão nosso de cada dia nos dá hoje.
Que significa isto? 
Deus dá o pão de cada dia, também sem o nosso pedido, a todas as pessoas, inclusive às pessoas más. Mas pedimos nesta oração que ele nos faça reconhecer isso e receber com gratidão o pão nosso de cada dia.

O que significa pão de cada dia? 
Tudo que se refere ao sustento e às necessidades da vida, como por exemplo: comida, bebida, roupa, calçado, casa, lar, meio de vida, dinheiro e bens, marido e esposa íntegros, filhos íntegros, empregados íntegros, patrões íntegros e fiéis, bom governo, bom tempo, paz, saúde, disciplina, honra, amigos leais, bons vizinhos e coisas semelhantes.

Quinto Pedido - E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores.
Que significa isto? 
Pedimos nesta oração que o Pai no céu não leve em conta os nossos pecados nem por causa deles recuse os nossos pedidos. Pois não somos dignos das coisas que pedimos nem as merecemos. Pedimos que Deus nos conceda tudo por graça, já que diariamente pecamos muito e nada merecemos a não ser castigo. Da mesma forma queremos nós perdoar de coração e de boa vontade e fazer o bem aos que pecam contra nós.

Sexto Pedido - E não nos deixes cair em tentação.
Que significa isto? 
Deus não tenta ninguém. Mas pedimos nesta oração que ele nos proteja e guarde, para que não sejamos enganados pelo diabo, pelo mundo e por nós mesmos nem sejamos levados a crenças falsas, desespero e outra grande vergonha ou vício. E pedimos que, mesmo sendo tentados, vençamos no final e mantenhamos a vitória.

Sétimo Pedido - Mas livra-nos do mal.
Que significa isto? 
Pedimos nesta oração, em resumo, que o Pai no céu nos livre de todos os males que afetam o corpo e a alma, os bens e a honra. E pedimos que, na hora de nossa morte, ele nos dê um fim bem-aventurado e nos leve por graça deste mundo para junto de si no céu.

Conclusão - Pois, teu é o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém.
Que significa amém? 
Devemos ter certeza de que estes pedidos agradam ao Pai no céu e de que ele os atende. Pois ele mesmo nos mandou orar assim e prometeu atender-nos. Amém, amém, isto significa: sim, assim seja!



Quarta Parte: O Sacramento do Santo Batismo

Primeiro
a) O que é o batismo? 

O batismo não é só água, mas é a água contida no mandamento de Deus e ligada à palavra de Deus.

b) Qual é esta palavra de Deus? 

É a que nosso Senhor Jesus Cristo diz no último capítulo de Mateus: "Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."

Segundo
a) Que dá ou para que serve o batismo?

Realiza o perdão dos pecados, livra da morte e do diabo, e dá a salvação eterna a todas as pessoas que crêem no que dizem as palavras e promessas de Deus.

b) Quais são estas palavras e promessas de Deus?

São as palavras que nosso Senhor Jesus Cristo diz no último capítulo de Marcos: "Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."

Terceiro
a) Como pode a água fazer coisas tão grandes? 

Não é a água que faz isso, mas é a palavra de Deus unida à água e a fé que confia nesta palavra. Pois sem a palavra de Deus a água é só água e não é batismo. Mas unida à palavra de Deus ela é batismo, isto é, água de vida, cheia de graça, um banho de novo nascimento no Espírito Santo, como diz Paulo na Carta a Tito, no terceiro capítulo: "Ele nos salvou não porque fizemos alguma coisa boa, mas por causa da sua própria misericórdia. E, por meio do Espírito Santo, ele nos purificou e nos fez nascer de novo e nos deu uma nova vida. Deus foi generoso e derramou o seu Espírito Santo sobre nós, por meio de Jesus Cristo, o nosso Salvador. E fez isso para que, pela sua graça, fiquemos livres de qualquer culpa e recebamos a vida eterna que esperamos. Esse ensino é certo."

Quarto
a) Que significa este batizar com água?

Significa que, por arrependimento diário, a velha pessoa em nós deve ser afogada e morrer com todos os pecados e maus desejos. E, por sua vez, deve sair e ressurgir nova pessoa, que viva em justiça e pureza diante de Deus para sempre.

b) Onde está escrito isto?

Paulo diz na Carta aos Romanos, no sexto capítulo: "Assim, quando fomos batizados, fomos enterrados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova."


Quinta Parte: O Ministério da Absolvição e a Confissão

1) O que é o ministério da absolvição dos pecados? 

É o poder especial que Cristo deu à sua Igreja na terra, para perdoar os pecados às pessoas que se arrependem e não os perdoar a quem não se arrepende.

2) Onde está escrito isto?

Nosso Senhor Jesus Cristo diz a Pedro, no Evangelho de Mateus, capítulo dezesseis: "Eu lhe darei as chaves do Reino do céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu." Do mesmo modo diz o Senhor aos discípulos, no Evangelho de João, capítulo vinte: "Recebam o Espírito Santo. Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não serão perdoados."

3) Que é a confissão?
A confissão tem duas partes: Primeiro, confessamos os nossos pecados; segundo, aceitamos a absolvição que a pessoa que ouve a nossa confissão nos anuncia. Podemos aceitá-la como vinda de Deus mesmo, não duvidando de modo algum, mas crendo firmemente que por ela os pecados estão perdoados perante Deus no céu.
4) Que pecados devemos confessar?
Diante de Deus devemos confessar que somos culpados de todos os pecados, também dos pecados dos quais não nos damos conta, como fazemos no Pai-Nosso. Mas, diante da pessoa que ouve a nossa confissão, devemos somente confessar os pecados dos quais nos damos conta e que pesam na consciência.
5) Que pecados são estes?
Examine a sua vida à luz dos dez mandamentos: se você é pai, mãe, filho, filha, patrão, patroa, empregado, empregada, se você foi desobediente, infiel, negligente, raivoso, desrespeitoso, briguento, mentiroso, se você fez mal a alguém com palavras ou ações, se roubou, descuidou ou deixou de fazer o que devia.
6) Como confessamos os nossos pecados à pessoa que ouve a nossa confissão?
Podemos fazê-lo dizendo: "Peço que ouça a minha confissão e me anuncie o perdão em nome de Deus." Depois confessamos que somos culpados de todos os pecados diante de Deus. À pessoa que ouve a nossa confissão dizemos o pecado que mais nos pesa na consciência. Podemos concluir dizendo: "Arrependo-me de tudo isto. Peço misericórdia. Quero mudar de vida."
7) Como se dá a absolvição?
A pessoa que ouve a confissão diz: "Deus tenha misericórdia de você e fortaleça a sua fé! Amém. Você crê que a minha absolvição é a absolvição de Deus?"

Respondemos: "Sim, eu creio."

A pessoa que ouve a confissão fala: "Como você crê, assim será. Por ordem de nosso Senhor Jesus Cristo lhe perdôo os seus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Vá em paz!"

8) Breve forma de confessar os pecados:
Deus todo-poderoso, Pai misericordioso. Eu, pessoa pobre, miserável e pecadora, confesso-te todos os meus pecados e injustiças que cometi em pensamentos, palavras e ações. Com eles, em algum momento, causei a tua ira, merecendo o teu castigo nesta vida e na eternidade. Todos estes pecados pesam na minha consciência e me arrependo deles profundamente. Peço-te, por causa da tua misericórdia infinita e da inocente e amarga paixão e morte de teu Filho Jesus Cristo: tem misericórdia de mim, pobre pessoa pecadora. Perdoa-me todos os meus pecados. Concede-me a força do teu Espírito Santo para melhorar a minha vida. Amém!


Sexta Parte: O Sacramento do Altar ou Ceia do Senhor

Primeiro
a) Que é a ceia do Senhor? 

É o verdadeiro corpo e sangue de nosso Senhor Jesus Cristo para ser comido e bebido por nós, cristãos, sob o pão e o vinho. Este sacramento foi instituído pelo próprio Cristo.

b) Onde está escrito isto? 

Assim escrevem os santos evangelistas Mateus e Lucas, e o apóstolo Paulo: "Nosso Senhor Jesus Cristo, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e o deu aos seus discípulos, dizendo: Tomem, comam; isto é o meu corpo que é dado por vocês; façam isto em memória de mim. A seguir, depois de cear, tomou também o cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos dizendo: Bebam dele todos; porque este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês para remissão dos pecados; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim."

Segundo
a) Para que serve este comer e beber? 

Isto nos mostram as palavras: "Dado e derramado em favor de vocês, para remissão dos pecados." Por estas palavras nos são dados, no sacramento, perdão dos pecados, vida e salvação. Pois o­nde há perdão dos pecados, também há vida e salvação.

Terceiro
a) Como pode o simples comer e beber fazer coisas tão grandes?

Não é o comer e o beber que fazem tudo isto, mas sim as palavras: "Dado e derramado em favor de vocês para remissão dos pecados." Estas palavras são, junto com o comer e o beber, o mais importante na ceia do Senhor. E quem crê nestas palavras tem o que elas dizem: perdão dos pecados.

Quarto
a) Quem recebe dignamente este sacramento? 

Jejuar e preparar-se exteriormente é, sem dúvida, uma boa disciplina. Mas verdadeiramente digna e bem preparada é a pessoa que crê nestas palavras: "Dado e derramado em favor de vocês para remissão dos pecados." A pessoa, porém, que não crê nestas palavras ou delas duvida é indigna e não está preparada. Pois as palavras "em favor de vocês" exigem que a pessoa creia de fato. 


Fonte: Textosdareforma.net

Fonte: http://www.monergismo.com/

quarta-feira, 5 de março de 2014

Gideões 2013 Pr Adão Santos - O Pastor cego - Gideões Missionários da Última Hora


Grande sabedoria dada por Deus a este Pastor
Gideões 2013 Pr Adão Santos -  O Pastor cego




O Pacto entre Deus e o Homem

O Pacto entre Deus e o Homem 

 

Rev. Herman Hoeksema 
  
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto


Contudo, tão logo apresentamos a questão do pacto dessa forma – se a vida do pacto em Deus é uma vida da mais perfeita amizade, da mais íntima comunhão, do mais profundo conhecimento e do mais afetuoso amor – então se segue que a idéia do pacto não pode ser encontrada num acordo ou contrato. Com perfeita harmonia e comunhão de vida, com o conhecimento perfeito e eterno de um para com os outros, e com o mais perfeito amor e 
unidade, a idéia de um acordo ou a conclusão de um pacto não se encaixa. Em tal relação tudo é espírito e vida. A idéia do pacto é dada com a vida do Deus triúno em si mesmo. Ela surge na espontaneidade eterna a partir da essência divina e se concretiza com perfeita consciência divina nas três pessoas. Deus 
conhece e deseja a si mesmo, ama e busca a si mesmo eternamente como o Deus pactual. O pacto é o laço de Deus consigo mesmo. É a vida eterna de luz perfeita. 

Se isso é assim no próprio Deus, deve ser também aplicável à idéia pactual como uma relação entre Deus e o homem. Porque todas as coisas são somente procedentes de Deus, por meio dele, e para ele, a relação pactual também nunca pode ser algo que não um reflexo ectípico da vida pactual no próprio Deus. Se a essência do pacto em Deus é a comunhão de amizade, essa 
deve ser também a essência do pacto entre Deus e o homem. Se essa comunhão de amizade em Deus reside sobre sua perfeita unidade essencial por distinção pessoal, então esse deve ser também o caso com o pacto entre Deus e o homem: ele deve ser também baseado sobre uma semelhança criatural do homem a Deus por distinção pessoal. Se essa comunhão de amizade na Trindade implica um conhecimento perfeito de um ao outro, 
então a vida pactual do homem também deve consistir em conhecimento e comunhão: Deus se revela ao homem, faz com que o homem o conheça, revela seus segredos a ele, fala com ele como um amigo com o seu amigo, anda com ele, come e bebe com ele, e vive com ele sob o mesmo teto. Se a vida pactual em Deus consiste na unidade das três pessoas da santa Trindade no laço de perfeito amor, então a relação pactual entre Deus e o homem 
também deve se originar em Deus abrindo o seu coração para o homem. 

Então a vida do pacto é a própria vida eterna. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade” (João 17:3, 23). Como a versificação holandesa do Salmo 25:7 traz, “God’s verborgen omgang vinden Zielen, daar Zijn vrees in woont; ´t Heilgeheim wordt aan Zijn vrinden, Naar Zijn vreeverbond, getoond.”
 Então o pacto é a própria essência da religião, o mais alto bem, a melhor coisa que pode ser transmitida ao homem através da graça, a maior bem-aventurança. A idéia do pacto certamente não é de um contrato ou acordo, quer você conceba tal acordo num sentido unilateral ou bilateral. O pacto é a relação da mais íntima 
comunhão de amizade, na qual Deus reflete sua vida pactual em sua relação com a criatura, dá a essa criatura vida, e faz com que ela prove e reconheça o mais alto bem e a fonte abundante de todo o bem. 

Fonte: Reformed Dogmatics – Volume 1, Herman Hoeksema, 
Reformed Free Publishing Association, pg. 458-460. 



Vencedor do Oscar de Melhor Ator, Matthew McConaughey emociona ao agradecer a Deus pelo prêmio: “Ele retribui a gratidão”


O ator Matthew McCounaughey, 44 anos, recebeu no último domingo sua estatueta do Oscar como Melhor Ator por seu papel no filme Clube de Compras Dallas, e agradeceu a Deus pela conquista profissional.

Em seu discurso, em meio a aplausos, McCounaghey disse que tem sido recompensado por abrir espaço a Ele em sua vida: “Eu quero agradecer a Deus, porque isso [vencer o Oscar] é porque eu tenho olhado para cima. Ele enfeitou a minha vida com as oportunidades que eu sei que não são obra da minha mão ou de qualquer outro ser humano. Ele tem me mostrado que – é um fato científico – retribui a gratidão. Nas palavras do falecido Charlie Laughton, que disse: ‘Quando você tem Deus, você tem um amigo’”.

Baseado em fatos reais, Clube de Compras Dallas traz McCounaghey vivendo o personagem Ron Woodrof, um eletricista diagnosticado com HIV, que se torna dono de um clube que vende remédios a soropositivos. Para interpretar Ron, Matthew perdeu 17 Kg, um fato que acontece a muitos pacientes infectados com o HIV.

Matthew McCounaghey é órfão de pai, mas foi criado pela mãe, Kay, frequentando uma Igreja Metodista. É casado com Camila, católica, e em 2001, revelou que o nome dado a ele é uma referência a Mateus, discípulo de Jesus, de acordo com informações do Huffington Post.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

terça-feira, 4 de março de 2014

Drauzio Varella - Reflexões sobre a epidemia de HIV/AIDS


Drauzio Varella - Reflexões sobre a epidemia de HIV/AIDS


VII Curso Avançado de Patogênese do HIV - 29 de Março a 4 de Abril de 2012 



domingo, 2 de março de 2014

PREGAÇÃO: Pr. Maurício Crespo Maciel - O VOTO A DEUS



Igreja Água Viva de Macaé
Rua Tiradentes, 112A - Centro - Macaé-RJ
Pr. Maurício Crespo Maciel




Ester 9.1-2,20-22 Os judeus matam os seus inimigos


Ester 9.1-2,20-22
Os judeus matam os seus inimigos

 Chegou o dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar, o dia em que deveria ser cumprida a ordem do rei. Era o dia em que os inimigos dos judeus esperavam dominá-los; mas o que aconteceu foi o contrário: os judeus derrotaram os seus inimigos. Em todas as cidades do reino onde havia judeus, eles se reuniram para atacar os que queriam matá-los. Ninguém podia resistir aos seus ataques, pois todos estavam com medo deles.

A Festa de Purim

Mordecai escreveu tudo o que havia acontecido e mandou cartas a todos os judeus que moravam em todas as províncias do reino, tanto aos de perto como aos de longe. Nas cartas ele ordenou que todos os anos eles comemorassem os dias catorze e quinze do mês de adar, pois foi nestes dias que os judeus se livraram dos seus inimigos, e foi neste mês que a tristeza e o luto se transformaram em alegria e festa. Portanto, que dessem banquetes e festas, mandassem comida uns aos outros e distribuíssem presentes aos pobres.

Fonte: SBB

Ester 8.3-17 O decreto em favor dos judeus


Ester 8.3-17
O decreto em favor dos judeus

Depois Ester se jogou aos pés do rei e, chorando, pediu que anulasse a ordem de Hamã, o descendente de Agague, e que não deixasse que o terrível plano de Hamã contra os judeus fosse executado. O rei estendeu o cetro de ouro para Ester; ela se levantou e ficou de pé diante dele. Então disse:
— Se for do agrado do rei, e se eu puder contar com a sua bondade, e se o senhor achar que o que eu peço está certo, então assine um decreto anulando a ordem de Hamã, a ordem que o filho de Hamedata e descendente de Agague deu para que no reino inteiro todos os judeus sejam mortos. Pois eu não poderei suportar a destruição do meu povo e a morte dos meus parentes!

E o rei Xerxes disse à rainha Ester e ao judeu Mordecai:
— Eu mandei enforcar Hamã por causa do plano que ele havia feito para matar os judeus e dei todos os seus bens a Ester. Mas uma ordem dada em nome do rei e carimbada com o anel real não pode ser anulada. Porém escrevam o que quiserem aos judeus, assinem em meu nome e selem as cartas com o meu anel.

Isso aconteceu no dia vinte e três do terceiro mês, o mês de sivã. Mordecai mandou chamar os secretários do rei e ditou um decreto aos judeus, aos representantes do rei, aos governadores das províncias e aos chefes dos vários povos em todas as províncias do reino, que eram cento e vinte e sete ao todo e iam desde a Índia até a Etiópia. O decreto foi traduzido para todas as línguas faladas no reino, e cada tradução seguia a escrita usada em cada província; o decreto foi copiado também na língua e na escrita dos judeus. As cartas foram escritas em nome do rei, carimbadas com o anel real e levadas por mensageiros montados em cavalos criados nas estrebarias do rei. Nas cartas, o rei dava autorização aos judeus de todas as cidades do reino para se organizarem e se defenderem contra qualquer ataque. Se homens armados de qualquer povo ou qualquer província do reino atacassem os judeus, estes podiam combatê-los e matá-los. Podiam acabar com todos os seus inimigos, até mesmo as mulheres e as crianças, e ficar com os seus bens. Em todas as províncias, os judeus tinham ordem para fazer isso no dia marcado para a matança, isto é, o dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar. Uma cópia da ordem do rei devia ser publicada como lei e ser lida em público em todas as províncias, para que no dia marcado os judeus estivessem prontos para se vingar dos seus inimigos. O rei deu a ordem, os mensageiros montaram cavalos ligeiros da estrebaria real e saíram depressa. O decreto foi lido em público também em Susã, a capital.

Mordecai saiu do palácio usando uma roupa real azul e branca, com uma grande coroa de ouro na cabeça, e uma capa vermelha de linho fino. Todos os moradores da cidade de Susã ficaram muito contentes e soltaram gritos de alegria. E para os judeus brilhou a luz da felicidade, da alegria e da vitória. Em todas as cidades do reino onde foi lida a ordem do rei, os judeus ficaram felizes, e se alegraram, e comemoraram com festas e banquetes. Além disso, entre os vários povos do reino muitos se tornaram judeus, pois agora estavam com medo deles.

Fonte: SBB

Ester 6.1-13 A vitória de Mordecai


Ester 6.1-13
A vitória de Mordecai

Naquela mesma noite, o rei não conseguiu pegar no sono; então mandou buscar o livro em que se escrevia o que acontecia no reino e ordenou que os seus funcionários lessem para ele. A parte que leram contava como Mordecai tinha descoberto o plano para matar o rei, plano este preparado por Bigtã e Teres, os dois eunucos que eram guardas do palácio. Aí o rei perguntou:
— Que homenagens foram prestadas e que prêmios foram dados a Mordecai por ter feito isso?

— Nada se fez a esse respeito! — responderam os funcionários.
Justamente nesse instante, Hamã entrou no pátio que ficava ao lado dos quartos do rei para lhe pedir que mandasse enforcar Mordecai na forca que ele, Hamã, havia mandado construir. O rei perguntou:
— Quem está no pátio?

— É Hamã! — responderam os servidores.
— Mandem que entre! — ordenou o rei.

Hamã entrou, e o rei lhe disse:
— Eu quero ter o prazer de prestar homenagens a um certo homem. Diga-me o que devo fazer por ele.

Hamã pensou assim: “Quem será esse homem a quem o rei tanto quer honrar? É claro que sou eu!” E Hamã disse ao rei:
— Mande trazer as roupas que o senhor usa e também o cavalo que o senhor monta e mande colocar uma coroa real na cabeça do cavalo. Então entregue as roupas e o cavalo a um dos mais altos funcionários do reino e ordene que ele vista as roupas no homem que o senhor deseja honrar. Depois, que ele leve o homem, montado a cavalo, pela praça principal da cidade e que diga em voz alta o seguinte: “É isto o que o rei faz pelo homem a quem ele quer honrar!”

Então o rei disse a Hamã:
— Vá depressa, e pegue as roupas e o cavalo, e faça com o judeu Mordecai tudo o que você acaba de dizer. Ele costuma ficar sentado na entrada do palácio. Não deixe de fazer nenhuma das coisas que você disse.

Hamã foi, pegou as roupas e o cavalo e vestiu as roupas em Mordecai. Depois levou Mordecai, montado a cavalo, pela praça principal da cidade e disse em voz alta: “É isto o que o rei faz pelo homem a quem ele quer honrar!”

Depois disso, Mordecai voltou para a entrada do palácio, enquanto que Hamã, envergonhado e triste, correu para casa, escondendo o rosto. Contou à esposa e aos amigos tudo o que tinha acontecido com ele. Então ela e os seus amigos, que eram tão sabidos, disseram:
— Você já começou a perder a luta com Mordecai. Ele é judeu, e você não vai ganhar de jeito nenhum. Você vai perder na certa.

Fonte: SBB

PREGAÇÃO: O GUERREIRO MASSAI - JOHN PIPER (dublado)

PREGAÇÃO: O GUERREIRO MASSAI - JOHN PIPER (dublado)

UM DOS MAIORES TESTEMUNHOS QUE EU JÁ OUVI. MUITO FORTE E MOSTRA A OPERAÇÃO DO ESPIRITO SANTO DE DEUS NA VIDA DO HOMEM, E DE COMO O DIABO MUDA PARA O MAL AS MENTES DAS PESSOAS, SOMENTE PELO FATO DE ELAS OUVIREM FALAR DE JESUS.

PASTOR CHARLES MACIEL VIEIRA


sábado, 1 de março de 2014

Nos Estados Unidos, papa Francisco autoriza a ordenação a padre de um homem casado


O papa Francisco autorizou a ordenação de um homem casado ao sacerdócio, e ele será consagrado padre em breve, nos Estados Unidos.

A notícia foi revelada pelo jornal The New York Times e refere-se à Igreja Maronita Católica nos Estados Unidos, uma denominação cristã de origem oriental que reconhece a autoridade do pontífice católico mas conserva seus próprios rituais e liturgia.

Os católicos maronitas sempre ordenaram homens casados ao sacerdócio, porém a prática havia sido proibida nos Estados Unidos em 1920.

Segundo o porta-voz da Igreja Maronita em St. Louis, Missouri, o papa Francisco abriu uma exceção no caso do diácono Wissam Akiki, mas não suspendeu a proibição do casamento aos demais padres.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


Fonte:  http://noticias.gospelmais.com.br/

Papa pede que casais separados não sejam condenados pela Igreja Católica


O Papa Francisco, que prometeu aproximar a Igreja Católica da vida moderna, disse nesta sexta-feira que os casais que fracassaram em manter o matrimônio não devem ser condenados.
A declaração acontece num momento em que a Igreja católica está em pleno debate sobre os divorciados que voltaram a se casar.
"Quando o amor fracassa, e fracassa muitas vezes, devemos sentir a dor desse fracasso, acompanhar a pessoa que tenha sentido o fracasso de seu amor", afirmou o Papa durante a missa diária que realiza no Vaticano.
"Não devemos condená-los! É preciso caminhar com eles!", afirmou Francisco.

"Devemos ficar perto dos irmãos e irmãs que sofreram o fracasso do amor em suas vidas", insistiu o chefe da Igreja católica.
Francisco insistiu, ao mesmo tempo, na beleza do matrimônio cristão, da união de um homem com uma mulher, "a obra-prima da criação".
O tema dos divorciados que voltam a se casar é fonte de atritos dentro do Vaticano.

A questão principal se remete ao direito dos divorciados que voltam a contrair matrimônio de participar na parte mais sagrada da missa católica, a comunhão. Em conformidade com as regras atuais, isso é proibido, mas na prática essa exclusão não é aplicada.
O cardeal Philipe Barbarin, arcebispo de Lyon, na França, afirmou à rádio Vaticano que uma reunião de cardeais de todo o mundo que aconteceu este mês na Santa Sé dedicou "de 80 a 90%" do tempo a discutir esta questão.
Inúmeros casais em países ocidentais, assim como teólogos e bispos, pedem que a regra atual seja modificada.

Em compensação, o cardeal alemão Ludwig Mueller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, afirmou que é impossível mudar as regras e que as pessoas devem deixar de pensar no casamento como "uma festa em uma igreja".
O cardeal hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, membro do conselho de oito cardeais formado pelo sumo pontífice para assessorá-lo, adotou uma postura mais branda e pediu a Mueller que fosse "mais flexível".
Um estudo da cadeia de língua espanhola Univisión em 12 países de maioria católica estabeleceu que 75% dos europeus, 67% dos latinos e 59% dos americanos não estão de acordo com a Igreja católica neste tema, enquanto que na África apenas 19% dos entrevistados são contra.
Trata-se de uma questão que provoca uma grande angústia em muitos casais católicos, que dizem ser tratados como fieis de segunda categoria.
A questão de permitir que os divorciados que contraíram matrimônio pela segunda vez recebam a sagrada comunhão afetaria milhões de católicos em todo o mundo.
Apenas nos Estados Unidos, 25% dos casais católicos acabam pedindo divórcio.

Alguns teólogos e clérigos pediram mudanças para facilitar a anulação dos casamentos quando for possível alegar que o matrimônio aconteceu por pressão social ou que não foi plenamente compreendido.
Um novo casamento seria então autorizado, em conformidade com as regras da Igreja católica, e se permitiria que o casal recebesse a sagrada comunhão.
Outra possibilidade seria o modelo ortodoxo, que permite que alguns divorciados se casem novamente na Igreja e recebam a sagrada comunhão, mas no segundo casamento só seria uma bênção, e não considerada um sacramento.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/