sexta-feira, 20 de maio de 2011

A MULHER NA HISTORIA E CULTURA DOS TEMPOS BIBLICOS

 
 O conteúdo apresentado aqui foi tirado do livro: Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos - Editora Vida - Autores:
JAMES I. PACKER, AM., D. PHIL./ MERRILL C. TENNEY, A.M., Ph.D./ WILLIAM WHITE, JR. Th.M., Ph.D., e não representa "Doutrina Biblica" ou imposição de opnião propria. Não é exposição de ensinamento atual e nunca foi.

Pr. Charles Maciel Vieira
_______________________________________________________________


Mulheres e condições da mulher

            É justo dizer que o Israel bíblico achava que os homens eram mais importantes do que as mulheres. O pai ou o homem mais idoso da família tomava as decisões que afetavam todo o grupo familiar, ao passo que as mulheres tinham muito pouco que dizer sobre elas. Esta forma patriarcal (centrada no pai) de vida em família determinava como as mulheres eram tratadas em Israel.
            Por exemplo, uma menina era educada para obedecer ao pai sem questionar. Depois, quando se casava, devia obedecer ao marido da mesma forma. Se ela se divorciava, ou enviuvava, quase sempre voltava a viver na casa do pai.
            Em verdade, Levítico 27:1-8 sugere que uma mulher valia apenas a metade de um homem. Assim, uma filha era menos bem recebida do que um filho. Os meninos eram ensinados a tomar decisões e a governar suas famílias. As meninas eram criadas para casar e ter filhos.
            A jovem nem mesmo pensava numa carreira fora do lar. A mãe lhe ensinava a cuidar da casa e criar filhos. Esperava-se que ela fosse uma auxiliadora do marido e lhe desse muitos filhos (Gênesis 3:16). Se a mulher não tinha filhos, era tida como amaldiçoada (Gênesis 30:1-2, 22; 1 Samuel 1:1-8).
            Não obstante, a mulher era mais do que um objeto que podia ser comprado e vendido. Cabia-lhe um papel importante. Provérbios 12:4 diz: "A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que procede vergonhosamente é como podridão nos seus ossos." Em outras palavras, uma boa esposa era boa para o marido; ela o ajudava, cuidava dele e fazia-o sentir-se honrado. Mas uma esposa má era pior do que um câncer; ela podia destruí-lo dolorosamente e fazê-lo objeto de zombaria. A esposa podia fazer ou desfazer o marido.
            Ainda que a maioria das mulheres passasse os dias como donas-de-casa e mães, havia algumas exceções. Por exemplo, Miriã, Débora, Hulda e Ester foram mais do que boas esposas ― foram líderes políticas e religiosas que comprovaram ser capazes de conduzir a nação tão bem quanto qualquer homem.

OPINIÃO DE DEUS SOBRE AS MULHERES
            No final do primeiro capítulo do Gênesis, lemos: "Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que rasteja pela terra" (Gênesis 1:27, 28). Esta passagem mostra duas coisas a respeito das mulheres. Primeira, a mulher bem como o homem foi criada à imagem de Deus. Deus não criou a mulher para ser inferior ao homem; ambos são igualmente importantes. Segunda, também se esperava que a mulher tivesse autoridade sobre a criação de Deus. Homem e mulher devem compartilhar esta autoridade ― ela não pertence apenas ao homem.
            Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea" (Gênesis 2:18). Assim, "Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu: tomou uma de suas costelas" (Gênesis 2:21), Deus empregou essa costela na criação de Eva. Este relato mostra como a mulher é importante para o homem: Ela é parte de seu próprio ser, e sem ela o homem é incompleto.
            Mas Adão e Eva pecaram, e Deus disse a Eva: "O teu desejo será para o teu marido, e ele te governará" (Gênesis 3:16). Foi, portanto, dito às mulheres que obedecessem a seus maridos. E assim permaneceu, mesmo nos tempos do Novo Testamento, quando o apóstolo Paulo disse às esposas cristãs, "sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor" (Efésios 5:22). Mas, embora a mulher devesse obedecer ao marido, ela não era inferior a ele. Significa, simplesmente, que ela deve estar disposta a deixar que ele dirija. Na verdade, Paulo exigiu submissão tanto da parte do marido como da esposa, "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo" (Efésios 5:21). Em outra carta, Paulo declarou claramente que não há diferença de status em Cristo entre homem e mulher. "Não pode haver judeu nem grego", escreve ele, "nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus" (Gálatas 3:28).

A POSIÇÃO LEGAL DAS MULHERES
            A posição legal da mulher, em Israel, era inferior à do homem. Por exemplo, o homem podia divorciar-se da esposa "por ter ele achado coisa indecente nela", mas à esposa não era permitido divorciar-se do marido por nenhuma razão (Deuteronômio 24:1-4). A Lei declarava que a esposa suspeita de ter relações sexuais com outro homem devia fazer prova de ciúmes (Números 5:11-31). Contudo, não havia prova alguma para o homem suspeito de infidelidade com outra mulher. A Lei dizia, também, que o homem podia fazer um voto religioso, e esse voto era válido (Números 30:1-15); mas o voto feito por uma mulher podia ser anulado por seu pai ou (se ela fosse casada) pelo marido. O pai de uma mulher podia vendê-la para pagar uma dívida (Êxodo 21:7), e ela não podia ser libertada depois de 6 anos, como podia o homem (Levítico 25:40). Num caso, pelo menos, um homem deu sua filha para ser usada sexualmente por uma turba (Juizes 19:24).
            Algumas leis, porém, sugeriam que homens e mulheres deviam ser tratados como iguais. Por exemplo, os filhos deviam tratar o pai e a mãe com igual respeito e reverência (Êxodo 20:12). O filho que desobedecesse ou amaldiçoasse ao pai ou à mãe devia ser castigado (Deuteronômio 21:18-21). O homem e a mulher apanhados  no ato de adultério deviam ambos morrer apedrejados (Deuteronômio 22:22). (É interessante notar neste ponto que quando os fariseus arrastaram uma adúltera à presença de Jesus com a intenção de apedrejá-la, eles próprios já haviam quebrado a lei deixando que o homem escapasse -João 8:3-11).
            Outras leis hebraicas ofereciam proteção às mulheres. Se o homem tomasse uma segunda esposa, ele ainda era obrigado, pela lei, a alimentar e vestir a primeira esposa, e continuar a ter relações sexuais com ela (Êxodo 21:10). Mesmo a mulher estrangeira, tomada como noiva, na guerra, tinha alguns direitos; se o marido se cansasse dela, devia dar-lhe liberdade (Deuteronômio 21:14). Qualquer homem culpado do crime de estupro devia ser morto por apedrejamento
(Deuteronômio 22:23-27).
            Em geral, só os homens possuíam propriedade. Mas quando os pais não tinham filhos varões, as filhas podiam receber a herança. Deviam casar-se dentro do clã para conservá-la (Números 27:8-11).
            Uma vez que Israel era uma sociedade dominada por homens, algumas vezes os direitos da mulher eram menosprezados. Jesus contou a história de uma viúva que teve de importunar um juiz que não queria tomar tempo para ouvir o seu lado da questão. Não querendo que ela continuasse a aborrecê-lo, finalmente o juiz concordou em ouvi-la (Lucas 18:1-8). Como acontecia com muitas das histórias de Jesus, isto era algo que podia realmente acontecer, e talvez tenha acontecido.
            Não obstante, as viúvas recebiam também alguns privilégios especiais. Por exemplo, era-lhes permitido respigar os campos após a colheita (Deuteronômio 24:19-22) e receber uma porção dos dízimos no terceiro ano, juntamente com os levitas (Deuteronômio 26:12). Assim, a despeito de seu status legal inferior, as mulheres gozavam de alguns direitos especiais na sociedade judaica.

MULHERES NO CULTO
            As mulheres eram consideradas membros da "família da fé". Como tais, podiam entrar na maioria das áreas de culto.
            A Lei determinava que todos os homens se apresentassem perante o Senhor três vezes por ano. Evidentemente, em algumas ocasiões as mulheres iam com eles (Deuteronômio 29:11; Neemias 8:2; Joel 2:16), mas não se exigia que fossem. Talvez não se exigia que fossem por causa de seus importantes deveres como esposas e mães. Por exemplo, Ana foi a Silo com o marido e pediu um filho ao Senhor (1 Samuel 1:3-5). Mais tarde, quando a criança nasceu, ela disse ao marido: "Quando for o menino desmamado, levá-lo-ei para ser apresentado perante o Senhor, e para lá ficar para sempre" (vv. 21-22).

Como cabeça da casa, o marido ou pai apresentava os sacrifícios e ofertas em nome da família toda (Levítico 1:2). Mas a esposa podia também estar presente. As mulheres compareciam à Festa dos Tabernáculos (Deuteronômio 16:14), à festa anual do Senhor (Juizes 21:19-21), e à festa da Lua Nova (2 Reis 4:23).
            Um sacrifício que só as mulheres faziam ao Senhor era oferecido após o nascimento de uma criança: "E, cumpridos os dias da sua purificação por filho ou filha, trará ao sacerdote um cordeiro de um ano por holocausto, e um pombinho ou uma rola por oferta pelo pecado à porta da tenda da congregação" (Levítico 12:6).
            À época do Novo Testamento, as mulheres judias já não participavam ativamente no culto do templo ou da sinagoga. Embora houvesse uma área especial no templo conhecida como "Pátio das mulheres", não lhes era permitido entrar no pátio interior. Fontes extrabíblicas dizem-nos que não se permitia às mulheres ler ou falar na sinagoga; mas podiam sentar-se e ouvir na seção especial a elas destinada. As mulheres podem ter tido permissão para entrar somente nas sinagogas que funcionavam com base em princípios helenísticos.
            Na igreja cristã primitiva revela-se um quadro diferente. Lucas 8:1-3 mostra que Jesus recebeu algumas mulheres como companheiras de viagem. Ele incentivou a Marta e Maria a sentar-se a seus pés como discípulas (Lucas 10:38-42). O respeito de Jesus pelas mulheres era algo surpreendentemente novo.
            Depois que Jesus ascendeu ao céu, diversas mulheres reuniram-se com os demais discípulos no cenáculo para orar. Conquanto a Escritura não o diga tão especificamente, com toda a probabilidade essas mulheres oravam em público, em voz audível. Tanto homens como mulheres congregaram-se no lar da mãe de João Marcos a fim de orar pelo livramento de Pedro (Atos 12:1-17), e do mesmo modo, homens e mulheres oravam regularmente na igreja de Corinto (1 Coríntios 11:2-16). Por isso o apóstolo Paulo deu instruções a homens e mulheres sobre a maneira de orar em público.
            Esta liberdade concedida às mulheres era tão nova que causou alguns problemas na igreja, de modo que Paulo deu às primeiras organizações algumas diretrizes limitando o papel das mulheres. Escreveu ele: "Conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina. Se, porém, querem aprender alguma coisa, interroguem, em casa, a seus próprios maridos; porque para a mulher é vergonhoso falar na igreja" (1 Coríntios 14:34-35).

Em outra carta, Paulo escreveu: "A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o marido; esteja, porém, em silêncio" (1 Timóteo 2:11-12). As opiniões diferem quanto ao que, exatamente, levou Paulo a escrever essas coisas, e até que ponto constituem normas para os cristãos de nosso tempo. Contudo, por certo ele estava corrigindo comportamento que parecia desregrado para a época.
            Diversas mulheres da Bíblia foram famosas por sua fé. Incluídas na lista dos fiéis em Hebreus 11 estão duas mulheres: Sara e Raabe (Josué 2; 6:22-25). Ana foi um exemplo piedoso da mãe israelita: Ela orou a Deus; creu que ele ouviu suas orações; e cumpriu a promessa que fez a Deus. Sua história encontra-se em 1 Samuel 1. Maria, mãe de Jesus, também foi uma boa e piedosa mulher. Maria deve ter-se lembrado do exemplo de Ana, pois seu cântico de louvor a Deus (Lucas 1:46-55) é muito parecido com o de Ana (1 Samuel 2:1-10). O apóstolo Paulo lembra a Timóteo a bondade de sua mãe e avó (2 Timóteo 1:5).
            Todavia, nem todas as mulheres judias dos tempos bíblicos foram leais a Deus. Segundo o livro dos escritos judeus conhecido como Talmude, algumas mulheres "dedicavam-se à feitiçaria" (Joma 83b) e ao ocultismo. O Talmude alegava também que "a maioria das mulheres inclina-se para a feitiçaria" (Sinédrio 67a). Alguns rabinos criam que foi por isto que Deus disse a Moisés: "A feiticeira não deixarás viver."
            Faça-se justiça, porém: as Escrituras não dizem que as mulheres estavam mais interessadas no ocultismo do que os homens. Diversas referências bíblicas a mulheres que participavam do ocultismo (p. ex., 2 Reis 23:7; Ezequiel 8:14; Oséias 4:13-14) mostram claramente que os homens também se envolviam. E das quatro vezes que a bruxaria é mencionada no livro de Atos, só uma delas se relaciona com uma mulher (Atos 8:9-24; 13:4-12; 16:16-18; 19:13-16).

AS MULHERES NA CULTURA DE ISRAEL
            A sociedade israelita determinava que o lugar da mulher era no lar. Esperava-se que ela achasse a vida de esposa e mãe muito agradável. Evidentemente, as mulheres judias aceitavam esse papel com boa disposição.

            A. A esposa ideal. Todo homem desejava encontrar uma esposa perfeita, uma esposa que lhe fizesse "bem, e não mal, todos os dias de sua vida" (Provérbios 31:12). Poucos homens, então como agora, desejavam uma mulher mandona ou que gostasse de brigar! Provérbios 19:13 comparava uma esposa rixenta a um contínuo gotejar sobre a cabeça de alguém. Em realidade, "Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda" (Provérbios 21:19).

Que qualidades entravam na composição da "esposa perfeita" no antigo Israel? Que qualidades a família procurava numa noiva para o filho? Que qualidades a mãe tentava instilar na filha, preparando-a para ser uma boa esposa e mãe?
            A maioria dessas qualidades acham-se descritas num interessante poema em Provérbios 31. O poema é um acróstico ― ou seja, cada verso começa com uma letra hebraica diferente em ordem alfabética. Podíamos chamar esses versos de "ABC da Esposa Perfeita".
            Segundo este poema, a esposa ideal tem muitos talentos. Ela sabe cozinhar e costurar (vv. 13, 15, 19, 22). Nunca desperdiça o tempo com fuxicos, mas passa o tempo em tarefas mais importantes (v. 27). Ela tem queda para ver o que precisa ser feito e o faz. Entende bem de negócios, sabe comprar e vender com sabedoria (vv. 16, 24). Contudo, ela não é egoísta. Ajuda os necessitados e dá conselho aos que são menos sábios (v. 26). Possui, também, profunda reverência por Deus (v. 30). Tenta, por todos os modos, ser uma "auxiliadora idônea" para o marido. O poema termina dizendo que se ela fizer todas essas coisas, seu marido será elevado a uma posição de destaque aos olhos da comunidade (v. 23).
            Um esboço mais breve do que constitui uma esposa perfeita pode ser encontrado em Eclesiástico 26:13-16: "A graça de uma esposa deleita o marido, e sua discrição lha engordará os ossos. Uma mulher calada e amorosa é um dom do Senhor; e nada vale tanto quanto uma mente bem instruída. Uma mulher modesta e fiel é uma graça dobrada, e sua mente casta não pode ser avaliada. Como o sol quando se ergue no alto céu, assim é a beleza de uma boa esposa na ordenação de sua casa."

            B. A beleza da mulher. Cada sociedade tem seus próprios padrões de beleza. Algumas culturas acentuam que a mulher bela deve ser gorda, enquanto para outras ela deve ser delgada. É difícil saber exatamente o que os antigos hebreus consideravam belo.
            A maioria das mulheres atraentes que a Bíblia menciona não são descritas em detalhe. Geralmente o escritor nota que uma mulher era "bela"', e isso é tudo. O conceito bíblico de beleza está aberto a diferentes interpretações.
            Tome-se, por exemplo, a declaração de que "Lia tinha os olhos baços, porém Raquel era formosa de porte e de semblante" (Gênesis 29:17). Alguns eruditos pensam que a palavra hebraica traduzida por "baços" poderia ser mais bem traduzida por "ternos e encantadores". Nesse caso, podia significar que ambas as irmãs eram belas a seu próprio modo. Lia podia ter tido belos olhos, enquanto Raquel possuía corpo bonito.
            As mais claras descrições de uma mulher bonita vêm de Cantares de Salomão; mas ainda aqui há alguma dúvida de que a moça esteja sendo descrita com precisão. O poeta usa uma longa série de símiles e metáforas para pintar um quadro mental de seu amor, e às vezes a técnica poética entra na forma da descrição. Os dentes dela são brancos como o rebanho de ovelhas, sem faltar nenhum. Seus lábios são como um fio de escarlate (Cantares 4:2-3).
            Algumas das mais importantes mulheres do Antigo Testamento são mencionadas como tipos de beleza. Sara (Gênesis 12:11), Rebeca (Gênesis 26:7) e Raquel (Gênesis 29:17) são todas descritas assim. Davi foi tentado a cometer adultério com Bate-Seba porque ela era mui formosa (2 Samuel 11:2). Tamar, filha de Davi, foi violentada por seu meio-irmão Amnom por causa de sua beleza (2 Samuel 13:1). Tanto Absalão como Jó tinham filhas formosas (2 Samuel 14:27; Jó 42:15). A luta entre Salomão e Adonias para suceder a Davi como rei terminou quando Adonias quis casar com a formosa Abisague (1 Reis 1:3-4). Não somente seu pedido foi negado, como lhe custou a vida (1Reis 2:19-25). Os judeus que viviam durante o período persa foram salvos por uma bela judia de nome Ester (cf. o livro de Ester).

Nem todas as mulheres eram naturalmente formosas, mas as ricas podiam melhorar a aparência com roupas, perfumes e cosméticos caros. O profeta Ezequiel disse que a nação de Israel era como uma jovem que se banhou e ungiu. Ela usava roupas bordadas e calçados de couro. Deus disse à nação: "Também te adornei com enfeites, e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço. Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas, e linda coroa na cabeça. Assim foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda, e de bordados" (Ezequiel 16:11-13). O profeta Isaías mencionou mais destes adornos em 3:18-23,  tais como anéis dos artelhos, turbantes e amuletos, sinetes e as jóias pendentes do nariz. Os arqueólogos têm encontrado alguns desses objetos.
            Jeremias falou de outra prática comum do seu tempo. As mulheres pintavam linhas no rosto para darem maior realce aos olhos (Jeremias 4:30). Outras mulheres usavam pentes adornados de jóias para tornarem o cabelo mais bonito. Muitos desses pentes e centenas de espelhos também têm sido encontrados, dando uma retrospectiva dos tempos bíblicos.
            Há, porém, dois tipos de beleza ― a exterior e a interior de uma personalidade agradável. As Escrituras advertem homens e mulheres a não darem demasiada importância aos aspectos físicos e às roupas dispendiosas.
            Um sábio admoestou: "Como jóia de ouro em focinho de porco, assim é a mulher formosa que não tem discrição" (Provérbios 11:22). Outro sábio escreveu: "Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada" (Provérbios 31:30). Pedro e Paulo disseram às mulheres de sua época que se preocupassem mais com a beleza interior do que com a boa aparência (1 Timóteo 2:9-10; 1 Pedro 3:3-4).

            C. A mulher como parceira sexual. Era contrário à Lei que uma mulher não casada tivesse relações sexuais. Devia permanecer virgem até após a cerimônia de casamento. Se alguém pudesse provar que ela não era virgem quando se casou, era trazida à porta da casa de seu pai e os homens da cidade apedrejavam-na até morrer (Deuteronômio 22:20-21).
            O sexo, porém, era parte muito importante da vida matrimonial. Deus havia ordenado que o relacionamento sexual fosse realizado em lugar próprio e entre as pessoas certas ― parceiros conjugais. Os judeus levavam isto tão a sério que o homem recém-casado estava livre de seus deveres militares ou de negócios durante um ano inteiro, de sorte que ele promovesse "felicidade à mulher que tomou" (Deuteronômio 24:5). A única restrição era que o marido e a esposa não tivessem relações sexuais durante o período de menstruação da mulher (Levítico 18:19).
            O sexo devia ser desfrutado pela esposa bem como pelo marido. Deus disse a Eva: "o teu desejo será para o teu marido" (Gênesis 3:16). Nos Cantares de Salomão, a mulher era muito agressiva, beijando o marido e conduzindo-o à recâmara. Ela lhe expressava amor vez após vez, e insistia com ele para que desfrutasse o relacionamento físico de ambos (Cantares 1:2; 2:3-6, 8-10; 8:1-4).
            Nos tempos do Novo Testamento houve desacordo na igreja de Corinto com relação ao papel do sexo. Parece que algumas pessoas achavam que a vida devia ser gozada na sua totalidade de modo que, fosse o que fosse que alguém desejasse fazer sexualmente, devia estar certo ― incluindo o adultério, a prostituição e atos homossexuais. Outros pensavam que o sexo era de certo modo mau e não se devia ter nenhuma relação física, nem mesmo com o esposo ou com a esposa. Paulo lembrou aos coríntios que o adultério e a homossexualidade eram pecados e deviam ser evitados (1 Coríntios 6:9-11), mas disse que maridos e esposas deviam desfrutar juntos o dom divino do sexo. Paulo instruiu: "O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também semelhantemente a esposa ao seu marido....Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência" (1 Coríntios 7:3, 5).

            D.   A mulher como mãe.  Sem os remédios e os analgésicos modernos,  o nascimento de uma criança era experiência muito dolorosa. Em realidade, muitas mães morriam ao dar à luz (cf. Gênesis 35:18-20; 1 Samuel 4:20). A despeito desses perigos, a maior parte das mulheres ainda desejavam ter filhos.
            Para as mulheres hebréias era extremamente importante ser boa esposa e mãe. A maior honra que uma mulher poderia receber seria dar à luz o Messias. Mal podemos imaginar a emoção de Maria quando o anjo Gabriel a saudou com as palavras, "Salve! agraciada; o Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres!" (Lucas 1:28). Então ele prosseguiu, dizendo-lhe que ela seria a mãe do Messias. A saudação que Maria recebeu de Isabel foi do mesmo teor (cf. Lucas 1:42).

            E.  O trabalho da mulher. Pelos padrões hodiernos, não consideraríamos muito estimulante a vida diária marcada por trabalho duro e longas horas da mãe israelita média.
            Levantava-se de manhã antes de todos, e acendia o fogo na lareira ou no fogão. O principal alimento da dieta judaica era o pão. Com efeito, a palavra hebraica para alimento (ohel) era sinônimo de pão. Um dos deveres da esposa e mãe, portanto, era moer o grão para fazer farinha. Isto requeria vários passos e ela não dispunha de nenhuma das bugigangas elétricas que as esposas modernas possuem, de modo que todo o seu trabalho era feito a mão.
            Ela usava espinhos, restolho, ou mesmo estéreo como combustível. Geralmente cabia aos filhos o trabalho de encontrar lenha; se, porém, eles não tivessem idade suficiente para sair de casa, então essa tarefa cabia à mulher.
            Todas as famílias necessitavam de água. Às vezes elas construíam sua própria cisterna para armazenar a água da chuva; mas, na maioria das vezes, a água vinha de uma fonte ou de um poço no meio da aldeia.

Algumas cidades do Antigo Testamento foram edificadas sobre fontes subterrâneas; Megido e Hazor foram duas dessas cidades. Em Hazor a mulher ia até um poço profundo. Então ela descia duas rampas feitas por mão humana, de nove metros e cinco lances de escada até ao túnel de água, onde ela seguia por mais escadas até ao nível de água para encher o grande cântaro. Era preciso que ela tivesse considerável força para subir e sair do poço com um pesado vasilhame de água. Mas isso não era de todo mau. A caminhada em busca de água dava-lhe oportunidade de conversar com outras mulheres da aldeia. As senhoras muitas vezes se reuniam em torno da fonte de água ao entardecer ou bem cedo de manhã para trocar novidades e boatos (cf. Gênesis 24:11). A mulher junto ao poço de Sicar veio ao meio-dia, sem dúvida, porque as outras mulheres, por causa de sua vida frouxa, não queriam saber de nada com ela e menosprezavam-na (cf. João 4:5-30).
            Também se esperava que a esposa fizesse as roupas da família. As crianças pequenas tinham de ser amamentadas, vigiadas e mantidas limpas. A medida que as crianças cresciam, a mãe lhes ensinava boas maneiras. Também ensinava às filhas mais velhas a cozinhar, costurar e fazer as demais coisas que uma boa esposa israelita devia saber.
            Além disso, era de esperar que a esposa ajudasse a recolher a colheita (cf. Rute 2:23). Ela preparava algumas colheitas como azeitonas e uvas para armazenamento. Assim, sua rotina diária tinha de ser flexível bastante para incluir estes outros misteres.

MULHERES LÍDERES EM ISRAEL
            Em sua grande maioria, as mulheres israelitas nunca se tornavam dirigentes públicas, mas houve algumas exceções. A Bíblia registra os nomes e atos de diversas mulheres que se destacaram em assuntos políticos, militares ou religiosos.

            A. Heroínas militares. As duas mais famosas heroínas militares do Antigo Testamento foram Débora e Jael; ambas participaram da mesma vitória. Por meio de Débora, Deus falou ao general Baraque como os cananeus podiam ser batidos. Baraque concordou em atacar os cananeus, porém desejava que Débora fosse com ele à batalha. Ela foi, e os cananeus foram devidamente derrotados. Contudo, Sísera, general cananeu, escapou a pé. Jael viu-o, saiu a saudá-lo e convidou―o a entrar em sua tenda. Ali ele caiu no sono. Enquanto ele dormia, Jael entrou e encravou-lhe na cabeça uma estaca da tenda, matando-o (Juizes 4-5).
            Noutra ocasião diversas mulheres ajudaram a defender a cidade de Tebes contra os atacantes. O chefe do ataque, Abimeleque, aproximou-se da porta da torre para a incendiar. Uma das mulheres viu-o junto à porta e lançou-lhe sobre a cabeça uma pedra de moinho. A pesada pedra partiu o crânio de Abimeleque. Enquanto jazia moribundo, ordenou ao seu escudeiro: "Desembainha a tua espada, e mata-me; para que não se diga de mim: Mulher o matou" (Juizes 9:54). O ataque foi abandonado. Gerações posteriores deram à mulher desconhecida o crédito pela vitória (cf. 2 Samuel 11:21).

Os judeus contemporâneos de Jesus contavam uma história popular a respeito de uma mulher rica, chamada Judite, devota e formosa. A história começou com a invasão de Israel por um exército assírio, conduzido pelo general Holofernes. Ele sitiou uma das cidades de Israel, cortou-lhe o alimento e os suprimentos, e lhe deu cinco dias para render-se. Judite incentivou seus concidadões a confiar em Deus pela vitória. Então ela vestiu-se com roupas bonitas e fez uma visita a Holofernes. O general achou que ela era muito amável e pediu-lhe que o visitasse todos os dias. Na última noite, véspera da rendição dos judeus, Judite ficou sozinha com Holofernes. Quando ele caiu embriagado, Judite tirou-lhe a espada, cortou-lhe a cabeça e colocou-a num cesto. Depois ela voltou à cidade. Na manhã seguinte, vendo os assírios que seu chefe estava morto, a vitória foi fácil para os judeus.

            B. Rainhas. Nem todas as mulheres da Bíblia foram conhecidas por suas boas ações. A rainha Jezabel é a mulher má mais bem conhecida do Antigo Testamento. Era filha de Etbaal, rei dos sidônios. Casou-se com Acabe, príncipe de Israel, e mudou-se para Samaria. Tornando―se rainha, impôs seus desejos ao povo. Quis que os israelitas se curvassem diante de Baal, por isso trouxe centenas de seus profetas para o país e os incluiu na folha de pagamento do governo. Também matou todos os profetas do Senhor que pôde encontrar (1 Reis 18:13). Mesmo homens piedosos como Nabote foram mortos. O profeta Elias fugiu e escondeu-se de Jezabel para salvar a vida. Ele achava que era o único verdadeiro profeta que restara em todo o país. Na realidade, no reino todo havia apenas 7.000 pessoas que se recusaram a adorar a Baal, mas somente Deus sabia quem eram. Sete mil, naturalmente, era muito pouco. Anos após a derrota e morte de Jezabel, o culto de Baal continuava (1 Reis 18-21).
            Herodias foi outra mulher que usou o poder e a beleza para conseguir o que desejava. Quando João Batista denunciou o casamento dela com o rei Herodes, ela conseguiu que o rei prendesse João e o encarcerasse. No aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou para os convidados. Isto agradou muito ao rei, de modo que ele prometeu dar-lhe o que ela pedisse. Herodias disse à filha que pedisse a cabeça de João Batista. Deste modo, ela causou a morte de João.
            Nem todas as rainhas da Bíblia foram más. A rainha Ester usou seu poder sobre o império persa para ajudar os judeus.  Um relato completo de sua história encontra-se no livro de Ester.

            C. Rainhas-mães. Os escritores de 1 e 2 Reis e de 2 Crônicas contam muita coisa acerca das rainhas-mães de Judá. Referindo-se aos vinte diferentes reis que reinaram em Judá desde Salomão até ao tempo do exílio, somente uma vez esses livros deixaram de mencionar uma rainha-mãe. O exemplo típico do que se disse acerca da rainha-mãe encontra-se nesta passagem: "No segundo ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, começou a reinar Amazias, filho de Joás, rei de Judá. Tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém. Era o nome de sua mãe Jeoadã, de Jerusalém. Fez ele o que era reto perante o Senhor" (2 Reis 14:1-3).
            Supomos que a mãe do rei deve ter sido uma pessoa importante em Judá. Infelizmente, muito pouco se sabe acerca de seu papel no governo ou na sociedade.
            Encontramos, porém, a influência decisiva de uma rainha-mãe no caso de Adonias. Visto ser ele o filho mais velho sobrevivente de Davi, achava que devia ser o próximo rei depois de Davi. Diversos altos oficiais concordavam com ele ― incluindo Joabe, general do exército, e Abiatar, o sacerdote. Por outro lado, o profeta Nata e outro sacerdote de nome Zadoque achavam que Salomão, outro dos filhos de Davi, seria um rei melhor. Bate-Seba, mãe de Salomão, persuadiu Davi a jurar que Salomão seria rei (1 Reis 1:30). Salomão tratou sua mãe com respeito pelo que ela havia feito (1 Reis 2:19).
            Todavia, nem todas as rainhas-mães foram tratadas tão respeitosamente. Quando o rei Asa introduziu reformas religiosas no país, ele depôs sua mãe da dignidade de rainha-mãe. Ela havia feito uma imagem da deusa Aserá (poste-ídolo). Visto que o rei Asa achava que essas coisas eram pecaminosas,  ele tirou as prostitutas e destruiu todos os ídolos, incluindo o poste-ídolo. Embora o rei Asa não tenha matado a mãe, ele retirou-lhe o poder (1 Reis 15:9-15).

Uma rainha-mãe que teve tremendo poder foi Atalia, mãe de Acazias. Quando seu filho foi morto em combate, Atalia apoderou-se de trono e procurou matar todos os herdeiros legítimos. Durante seis anos Atalia reinou em Judá com mão de ferro; tão-logo, porém, o jovem príncipe teve idade suficiente para tornar-se rei, Atalia foi destituída e morta (2 Reis 11:1-16).

            D. Conselheiros. A maior parte das aldeias tinha pessoas sábias a quem outras pessoas freqüentemente pediam conselho. A corte do rei tinha, do mesmo modo, muitos conselheiros sábios. Embora não haja referências bíblicas a mulheres conselheiras na corte, há diversos exemplos de mulheres sábias nas aldeias.
            Quando Joabe, comandante-chefe do exército de Davi, desejou reconciliar Davi com seu filho Absalão, ele recorreu a uma mulher sábia de Tecoa para ajudá-lo. A mulher fingiu ser viúva com dois filhos. Ela disse que um dos filhos havia matado o outro num acesso de raiva, e agora o restante de sua família queria matar o filho remanescente. Davi ouviu a história da mulher e disse que ela estava certa em perdoar o segundo filho. Então a mulher mostrou ao rei que ele não estava praticando o que pregava, pois não havia perdoado a Absalão por um crime semelhante. Davi percebeu que ele estivera errado e permitiu que Absalão regressasse a Jerusalém (2 Samuel 14:1-20).
            Outra mulher sábia salvou da destruição a sua cidade. Um homem por nome Seba chefiou uma revolta contra o rei Davi. Fracassada a revolta, Seba fugiu e escondeu-se na cidade de Abel. Joabe, general de Davi, cercou a cidade e preparava-se para atacá-la quando uma mulher sábia da cidade apareceu no muro e pediu para falar a Joabe. Ela lembrou-lhe quão importante sua cidade havia sido para Israel; disse-lhe que destruir esta cidade era como matar "uma mãe em Israel". Assim, juntos combinaram um plano. Se Seba fosse morto, a cidade não seria atacada. A sábia mulher voltou e contou o plano traçado aos moradores. Mataram Seba e Joabe e seu exército retiraram-se.

            E. Dirigentes religiosas. Em Israel, Deus não ordenou sacerdotisas, e uma mulher não poderia, em hipótese alguma, tornar-se sacerdotisa porque seu ciclo mensal a fazia impura. O ministério sacerdotal restringia-se aos varões descendentes de Arão. Contudo, as mulheres podiam desempenhar muitas outras tarefas rituais. Não é de surpreender encontrar mulheres participando do culto público a Deus em vários níveis.

As mulheres serviam como profetisas ― isto é, porta-vozes femininos de Deus. A mais famosa profetisa hebréia foi Hulda, esposa de Salum. Ela exerceu este ministério nos dias do rei Josias. Quando foi encontrado no templo o livro da Lei, os guias religiosos vieram a ela e lhe perguntaram o que Deus desejava que a nação fizesse. A nação inteira, incluindo o rei Josias, tentou levar a cabo suas instruções nos mínimos detalhes, pois estavam certos de que Deus havia falado por intermédio dela (2 Reis 22:11-23:14).
            Houve muitas outras profetisas no Antigo Testamento, incluindo-se Miriã (Êxodo 15:20), Débora (Juizes 4:4) e a mulher de Isaías (Isaías 8:3). O Novo Testamento menciona que Ana e as filhas de Filipe eram profetisas, mas não sabemos muita coisa a respeito de suas vidas ou de suas mensagens (Lucas 2:36; Atos 21:9).
            Algumas mulheres usaram os talentos musicais que Deus lhes deu. Miriã e outras mulheres cantaram um hino de louvor a Deus depois que ele livrou os israelitas da mão dos egípcios (Êxodo 15:2). Quando Deus ajudou Débora e Baraque a derrotar os cananeus, eles escreveram um cântico de vitória e o cantaram em dueto (Juizes 5:1-31). Três filhas de Hemã eram também musicistas; de acordo com 1 Crônicas 25:5, 6 elas tocavam no templo.
            Na igreja de Cencréia havia uma diaconisa por nome Febe, que Paulo disse ter "sido protetora de muitos, e de mim inclusive" (Romanos 16:2). Numa carta a Timóteo, Paulo escreveu que as esposas de diáconos devem ser "respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo" (1 Timóteo 3:11). Porém ele deixou claro que não queria nenhuma mulher ensinando ou exercendo autoridade sobre os homens (2:12).
            Outras líderes da igreja primitiva incluíam Priscila, que com mais exatidão, expôs a Apoio o caminho de Deus (cf. Atos 18:24-28). Evódia e Síntique eram duas das líderes espirituais de Filipos. Paulo disse: "juntas se esforçaram comigo no evangelho, também com Clemente e com os demais cooperadores meus" (Filipenses 4:3). Parece, pois, que elas realizavam trabalho semelhante ao dele.

RESUMO
            Uma antiga história judaica demonstra quão importante era a mulher em Israel. Diz a história que certo homem piedoso casou-se com uma piedosa mulher. Não tiveram filhos, por isso concordaram em divorciar-se. Então o marido se casou com uma mulher ímpia e ela o fez ímpio. A mulher piedosa casou-se com um homem ímpio e fez dele um homem reto. A moral da história é que a mulher determina o ambiente do lar.
            A mãe israelita tinha um lugar importante na vida da família. Em grande parte, era ela o segredo de uma família bem-sucedida ou a causa de seu fracasso. Ela podia exercer incalculável influência sobre o marido e os filhos.
            A história de Israel e sua cultura devem muito a essas mulheres que trabalharam arduamente.


Pesquisa: Pastor Charles Maciel Vieira
 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário