quinta-feira, 10 de maio de 2012

MAGIA E FEITIÇARIA - Parte 1

MAGIA E FEITIÇARIA

Esboço:

I. Definições
11. Pressupostos Básicos
111. Como Religião
IV. Informes Históricos
V. Suas Técnicas
VI. Menções na Biblia



I. Definições
Essa palavra é relacionada ao termo persa "magu", «sacerdote», «mágico». E dai que vem o termo grego mágos.  No latim encontramos a expressão magic ars, «artes mágicas», cujo paralelo grego é magikê tékne: A palavra latina sors significa «sorte», sendo essa a palavra que está por detrás de «feitiçaria». A idéia é que certas pessoas têm a capacidade de manipular poderes sobrenaturais, a fim de alterar para melhor ou para pior a sorte de alguém, tanto do próprio individuo como de outras pessoas. Com freqüência, «feitiçaria» é usada como sinônimo de «mágica». Aqueles que praticam essas coisas têm o cuidado de distinguir entre a magia branca e a magia negra. A magia branca envolve o uso de textos sagrados (incluindo os textos bíblicos), encantamentos santos e outros meios que eles consideram moralmente aceitáveis, a fim de obter bons resultados. Mas a magia negra envolve-se em meios demoníacos, a fim de obter resultados ruinosos.
  Assim, se uma mulher profere um encantamento para ajudar outra mulher a encontrar marido (uma coisa boa), isso seria a magia branca em operação. Mas se uma mulher proferir uma maldição contra outrem, a fim de que morra, ou a fim de prejudicar ou, em algum outro sentido, fazer dano a outra pessoa, isso seria a magia negra em operação.
   A mágica pode ser pré-lógica ou mesmo antilógica. «A mágica é uma espécie de lógica selvagem, uma forma elementar de raciocinio, com base em similaridades, contigüidade e contraste» (Golden Bough, 1.61, Frazer). Alguns intérpretes equiparam a mágica com o demonismo, mas isso é um ponto de vista simplista e parcial. Sem dúvida, há aspectos da magia negra vinculados ao demonismo, entretanto.
 

II.Pressupostos Básicos
a. Existem realidades, forças e seres invisiveis, que podem influenciar as vidas humanas.
b. Essas forças e seres ouvem e saem em socorro de certas pessoas, que dominaram certas técnicas (ver a quinta seção), cujas vidas foram dedicadas a essas coisas.
c. A lógica humana é falaz. Há muitas coisas que são prê-Iôgicas, alógicas ou mesmo antilógicas, conforme os homens as julgam, embora elas sejam verdadeiras.
d, A realidade, conforme as descrições da ciência, é extremamente limitada. De fato, a maior parte da realidade está oculta no misterioso e no alógico.
e. Existem certas causas que os homens têm descoberto que produzem os efeitos almejados, embora elas pareçam ilógicas para muitos.
f. Coisas pertencentes a uma pessoa, objetos que ela tenha usado. roupas ou partes de seu corpo, como sangue, saliva, cabelos, unhas, ou mesmo seu nome, continuam a ter relações simpáticas com ela, podendo ser usados em encantamentos para beneficiar ou ajudar àquela pessoa. Quanto a uma ilustração sobre isso, nas práticas da magia, ver a quinta seção, Técnicas, abaixo.



III. Como Religião

 Com base na segunda seção, Pressupostos básicos pode-se ver que, para aqueles que a praticam, a mágica chega a ser uma religião.   Aqueles que praticam a magia branca crêem que estão fazendo a
vontade de Deus ou dos deuses, prestando um digno serviço à humanidade. Aqueles que praticam as artes mágicas supõem que é bom fazer aquilo que outros chamam de poderes malignos. Para tais individuos, esses poderes estariam "do lado certo", ao passo que
outros poderes, como aqueles da religião estabelecida, seriam malignos. Para eles é fácil ilustrar isso através da história, porquanto ali podemos achar inúmeros exemplos de assassinatos, exilios e injustiças, praticados em nome de Deus. A magia negra acredita
que são feridas aquelas pessoas que são más, e que merecem ser feridas aquelas que servem de obstáculos.


  Naturalmente, existem pessoas más, que não têm qualquer intenção de mudar, e que se ufanam em ser servos de Satanás, que para elas, é o seu deus.


  Algumas religiões antigas eram virtuais formas de mágica. Os sistemas religiosos dos mágicos parecem ter tido origem cita. Esses sistemas trabalhavam com as supostas forças misteriosas dos quatro elementos fundamentais: o fogo, a água, a terra e o ar. O fogo
parece ter-se revestido de um significado especial para eles.  Sacrificios de sangue eram consumidos nas chamas, ou grande parte dos animais sacrificados ficava com os sacerdotes pagãos, enquanto o resto era queimado no fogo. Em tomo dos encantamentos
desenvolveu-se toda urna classe sacerdotal. Não era, contudo, uma adoração teísta, no sentido de que tivesse deuses pessoais como objetos de adoração.
  Sem dúvida, o animismo fazia parte desses sistemas. As religiões misteriosas dos gregos incorporavam elementos mágicos, o que também acontecia à doutrina cabalistica dos judeus. O zoroastrismo também tinha seu lado mágico. Ver a seção IV, Informes Histôricos, no tocante a outras informações.
  Alguns estudiosos insistem que todas as religiões envolvem algum elemento de magia. Pelo menos é fácil demonstrar que quase todas as religiões encerram esse elemento.



IV. Informes Historicos

  1. Muitas Religiões. •Todas as religiões valem-se de mágica. A magia desempenhava um papel dominante nas religiões da Babilônia, do Egito, de Roma, de hinduismo brâmane e nas formas tântricas tanto do hinduismo quanto do budismo» (E). Os intérpretes
que não podem ver qualquer coisa de impar no antigo judaísmo supõem que muitos de seus ritos eram apenas adaptações de formas mágicas comuns dos povos semitas. Apesar dos hebreus terem criado uma teologia mais refinada, resultante do monoteísmo,
deve-se salientar que o sistema sacrificial deles diferia bem pouco do sistema comum dos babilonios e outros povos semitas. Impõe-se, pois, a indagação: Se chamamos de ritos às mágicas babilônicas, por que não chamamos de mágicos os antigos ritos de judaismo?


 2. Os Medos e os Persas. Os medos, nos fins do século VI A.C., em sua religião oficial, incorporavam antigos elementos de magia. Os magos tomaram-se figuras poderosas no império, e a politica da nação foi influenciada por eles, para nada dizermos sobre a religião propriamente dita. Nergal-Sharezer, o principal dos magos na corte de Nabucodonosor, da Babilônia, é mencionado por nome como um dos principais oficiais da corte (ver ler. 39:3,13).

  Naturalmente, havia ali uma casta sacerdotal dos magos, e a autoridade deles era largamente reconhecida. Alguns deles envolveram-se em conspirações politicas, revoltas e homicídios, tudo o que fazia parte da política, tal como nos dias de hoje, com
poucas diferenças. Xerxes, filho de Dario, consultou os magos quando formulou seus planos para invadir a Grécia.


  3. O zoroastrismo (século VI A.C.), uma religilo persa, esteve pesadamente envolvido com as artes mágicas. O zoroastrismo mágico foi reinstalado como a religião oficial, no tempo dos partas (ver o quarto ponto).


  4. Os Partas. Os partas revoltaram-se contra os dominadores selêucldas no século III A.C. As leis e a religião deles eram muito influenciadas pelo culto dos magos. Muitos deles converteram-se ao zoroastrísmo, e suas formas religiosas eram altamente sincretistas.


  5. Quando o islamismo predominou, o zoroastrismo (juntamente com os magos) teve de refugiar-se na India. Seus descendentes até hoje podem ser encontrados entre os panes.


  6. Povos Não Civilizados. Os eruditos aceitam que as formas religiosas de todos os povos chamados não civilizados, antigos e modernos, incorporavam e incorporam mâgíca. É impossivel separar a mâgíca da religião, ou vice-versa, histórica ou praticamente
falando.


Continua......................

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