sexta-feira, 30 de outubro de 2015

CURSO CAPELANIA CRISTÃ - RIO DAS OSTRAS - RJ - 28/11/2015 - SÁBADO DIA 28 DE NOVEMBRO DE 2015 - SÁBADO



CURSO CAPELANIA CRISTÃ - RIO DAS OSTRAS - RJ - 28/11/2015 - SÁBADO
DIA 28 DE NOVEMBRO DE 2015 - SÁBADO


LOCAL: IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS MINISTÉRIO FRUTIFICAI
PASTOR JULIO PESSANHA DA CONCEIÇÃO
RUA ABEL SIQUEIRA, Nº 66
BAIRRO RECANTO - RIO DAS OSTRAS - RJ
(OBS. Do lado do Hortifrúti do Japa)


DATA: 28 DE NOVEMBRO DE 2015 - SÁBADO
HORÁRIO: DAS 14 HORAS ÀS 22 HORAS
INVESTIMENTO: R$ 65,00
OBS. LEVAR UMA FOTO 3X4 / CÓPIA DO RG E CPF / SERÁ PREENCHIDA UMA FICHA DE MATRICULA NO DIA.


APOSTILA ENCADERNADA
DIPLOMA DE CAPELÃO
ATA NOMEAÇÃO CAPELÃO
CREDENCIAL DE CAPELÃO


DIDÁTICA:
- CAPELANIA HOSPITALAR
- CAPELANIA PRISIONAL (CARCERÁRIA)
- CAPELANIA MILITAR
- CAPELANIA ESCOLAR
- DEPENDENCIA QUIMICA


MINISTRANTE: Pr. Charles Maciel Vieira, Dr.Th.
CONTATO: (22) 9 9746-0635

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O PERFIL BÍBLICO DO OBREIRO


Os textos bíblicos a seguir mostram o perfil do servo de Deus sob diferentes títulos: diáconos, ministros, mestres, evangelistas etc. Independente do ofício ou função a que os textos se referem, trata-se de um perfil esperado por Deus em todos os que desejam servi-lo na liderança do seu povo,

Mt 23.1-12

Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas, as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens. Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos. A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo. Mas o maior dentre vós será vosso servo. Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.

1Tm 3.1-13

Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. E necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.

Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato. Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. 0 diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa. Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus.

1Tm 5.17

Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino.

Tt 1.7-9

Porque é indispensável que o bispo seja ii repreensível como despenseiro de Deus, mio arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si, apegado à palavra fiel, que é segundo a dou trina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem.

1Pe 5.1-4

Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis I imarcescível coroa da glória.


Fonte: Bíblia do Obreiro

LIVRO RUTE - NOTAS BÍBLIA DE ESTUDO GENEBRA


RUTE

* 1.1-5  Esse prefácio avança rapidamente através do fundo histórico necessário (tempo, lugar, e motivo do conflito), armando o palco para as cenas que se seguirão.

* 1.1  Nos dias em que...  Essa expressão traduz a fórmula hebraica padronizada para a abertura de um livro histórico.  O período dos juízes em Israel gozava de má fama como tempo de instabilidade e apostasia.

fome.  Os eventos no livro de Rute giram em torno da maldição da fome, e da sua correspondente conversão em bênçãos.  A fome era, às vezes, um sinal da desaprovação divina (1Rs 17.1).  Noemi (1.21) reconhece amargamente a mão soberana de Deus nas suas circunstâncias que, de qualquer maneira, os acontecimentos nunca acontecem à parte dos seus decretos.

terra de Moabe.  Lit. “campinas de Moabe.” Os moabitas, que tinham parentesco com Israel através de Ló (Gn 19.37), ocuparam partes da Transjordânia central em várias ocasiões.  Embora Deus inicialmente os protegesse dos invasores isaelitas (Dt 2.9), os moabitas foram subjugados por Saul (1Sm 14.47)  e depois, por Davi (2Sm 8.2). Ver também Dt 23.3.  Houve alguns períodos de relacionamentos amistosos, com consideráveis intercâmbios culturais e econômicos, conforme revela o fato de Davi, enquanto era fugitivo,  ter colocado seus pais aos cuidados do rei de Moabe (1Sm 22.3).  A estadia de Elimeleque em Moabe ocorre durante um período desses.

* 1.2  Elimeleque.  Embora a história tenha tido seu clímax quando Deus forneceu um herdeiro imediato para o falecido Elimeleque, o drama enfatiza o papel das mulheres na família (4.14, 16) e a relevância passageira de Elimeleque como ancestral remoto de Davi (4.17-22).  

Noemi.  Lit. “agradável” (v. 20-21).  A história de Noemi é contada primeiro.

* 1.4 mulheres moabitas.  Essa ação não era proibida, embora Dt 23.3-6 proibisse aos descendentes masculinos o acesso ao templo.  A ironia é que um herdeiro, e um ancestral do rei Davi, nasceria de alguma dessas estrangeiras.

* 1.5 ficando, assim, a mulher.  Noemi era uma mulher velha e estéril, num país estrangeiro, com duas noras estrangeiras que não tinham filhos.  Parece uma candidata improvável para desempenhar algum papel na história da redenção segundo a aliança com o Senhor.

* 1.6, 7  Esses versículos armam o palco para os vs. 8-18.  As mulheres terão que resolver quais fatores determinarão os seus caminhos:  achar um marido e ter filhos, viver no seu próprio país, ficar perto dos parentes, ou finalmente, para Rute, confiar no Senhor como Deus soberano. O amor de Noemi pelas suas noras, e a sua reação diante de experiências amargas nas mãos de Deus, dominam a cena.  A decisão de Rute, e seu voto irrevogável de fidelidade ao povo de Noemi e ao Deus dela, demonstra claramente o impacto que o caráter e fé que Noemi possuia tiveram sobre sua nora.

* 1.6  o SENHOR se lembrara do seu povo.  É soada uma nota de esperança.  A história de Rute nunca perde Deus de vista, cujo amor fiel domina toda a História.

* 1.9, 10  iremos contigo.  Essa declaração inicial das duas noras ressalta a tensão dramática.  

* 1.11  Tenho ainda... filhos.  Noemi, ao falar em criar mais filhos para substituírem os maridos falecidos, só serviu para aumentar seu senso de perda.  A própria idéia talvez se refira à lei do casamento por levirato.  Segundo essa lei, se um homem morresse, deixando uma viúva, o irmão dele tinha a obrigação de casar-se com a viúva, tomando seu lugar e preservando a linhagem da família (Dt 25.5, 6).  Também existia um costume que quando alguém morresse, um parente chegado (ou “resgatador”) tinha o dever de comprar (ou “redimir”) a herança do falecido.  Exatamente como esses costumes funcionaram na história de Rute e Boaz é assunto de contínuos debates (2.20, nota).  

* 1.15  seus deuses.  Um elemento novo é introduzido.  Até a essas alturas, podia ter sido pressuposto que as noras tinham se tornado adoradoras do Senhor. Agora fica claro que a escolha de uma pátria é uma escolha em favor do Deus verdadeiro, ou contra ele. No contexto da escolha de Orfa, a coragem e beleza da declaração de Rute (vs. 16-17) fica tanto mais óbvia.  

* 1.19-21  Noemi... pobre.  A pergunta das mulheres (v. 19) expressa como ficaram atônitas porque essa mulher, cujas circunstâncias antes refletiam o seu nome  (“agradável”),  tivesse agora caído em tempos tão adversos. Noemi não hesita em dizer que isto veio do Senhor. Não oferece uma razão, e o narrador não sugere nada a respeito da razão dos sofrimentos dela.

* 1.22 Rute... a moabita.  Ela não é uma Rute qualquer. Para a história, é crucial que ela seja lembrada como estrangeira (1.4;  2.2, 6, 21;  4.5, 10;  especialmente 2.10).  Além disso, o leitor pode ser levado a pensar na antepassada de Rute, a filha de Ló, e dos começos incestuosos da nação moabita (Gn 19.30-38).  Nos dois casos o problema é não ter filhos, ou a falta de um herdeiro masculino.  

sega da cevada.  Calendários antigos, tais como o Calendário de Gézer, do século X a.C., associavam os meses com o ciclo agricultural. A cevada era o primeiro dos cereais a serem colhidos, em abril;  o trigo era o último.  Na tradição posterior, as colheitas de cevada e de trigo vieram a ser identificadas com as festas da Páscoa e do Pentecostes. A ocasião da colheita era num momento de celebração, de se regozijar juntamente diante de Deus, e de se lembrar dos pobres.  O desenvolvimento da narrativa está vinculado a esse esquema.  As mulheres voltam para casa na ocasião da colheita da cevada, um tempo de favor divino, e o início da restauração frutífera para Noemi.

* 2.1-23  O capítulo dois apresenta a última personagem principal, Boaz, e o tema principal:  o do parente chegado, ou redentor, que tem certas responsabilidades para com a família e os bens de um parente que morre (2.20, nota). O narrador, sabendo o que está para acontecer, só dá uma leve indicação quando descreve Boaz como “um parente” no v. 1. Somente depois de a bondade natural de Boaz, e o charme natural de Rute, terem exercido o seu efeito, é que Noemi revela a chave à história inteira:  Boaz “é nosso parente chegado” (2.20 com referência lateral).  Mesmo então, nenhuma reivindicação é feita, não há apelo aos costumes.  Os eventos devem esperar o seu devido curso, enquanto Noemi traça planos, Rute serve em silêncio, e Boaz termina a colheita.  Deus, no entanto, já tinha provido a solução mediante a lei (Lv 25).

* 2.1  parente. Ou “amigo.” O texto hebraico deixa sem definição a situação técnica de Boaz, mas a história se desdobra como se ele fosse o “parente redentor” descrito em Lv 25.25, cuja responsabilidade se relaciona primariamente, mas não exclusivamente, com os bens de um parente empobrecido (1.11; 2.20 e notas).  Posteriormente (p.ex., 2.20; 3.9), Boaz será identificado como um “resgatador”, mas, por enquanto, é apresentado somente para preparar o leitor para as circunstâncias que colocam Rute no seu campo.  

senhor de muitos bens. A expressão em hebraico usualmente significa um notável guerreiro, mas aqui significa uma pessoa poderosa e importante na sociedade.

* 2.2 Deixa-me ir ao campo.  À primeira vista, a iniciativa de Rute é simplesmente manter ela e Noemi com vida, segundo um costume codificado em Levítico (19.9-10;  23.22)  e Deuteronômio (24.19). Sendo pessoas pobres, Rute e Noemi receberiam alguma ajuda, mas muito mais está para vir a elas.  Um indício dessa provisão é oferecido no triste pedido de Rute de apanhar espigas “atrás daquele que mo favorecer.”

* 2.3 por casualidade entrou. Parece que chegou por coincidência ao campo do seu parente, porém Deus está dirigindo os eventos.  

* 2.4 Eis que.  A chegada de Boaz satisfaz as expectativas levantadas nos vs. 1-3.

* 2.6, 7 A resposta do servo estabelece o caráter de Rute.  Ela é fiel, tendo vindo ainda jovem a um país estrangeiro por amor à sua parenta.  É modesta, pois pediu permissão por algo que podia ter sido considerado seu direito.  É trabalhadeira, tendo ficado ocupada desde a manhã. 

* 2.7 entre as gavelas.  O pedido de Rute parece não ir além daquilo que era seu direito como viúva (Dt 24.19-21).  Mas a resposta de Boaz acabará indo muito além da exigência legal (v. 15).

desde pela manhã até agora está aqui.  Entende-se usualmente que ela tinha trabalhado durante a manhã inteira, mas é possível que estivesse esperando que seu pedido fosse concedido pelo dono do campo. É mais provável que se refira ao trabalho, posto que interrompeu sua manhã com uma pausa na choça.

* 2.8-12  Os eventos se desdobram rapidamente quando Boaz concede o pedido e oferece a ela proteção e sustento (vs. 8-9).  Rute reconhece seu favor a ela, uma “estrangeira” sem merecimentos (v. 10).  É somente então (vs. 11-12)  é que a narrativa oferece algum indício da operação providencial de Deus.  Boaz já ficara sabendo que Rute não é nenhuma estrangeira comum.  Ela buscara “refúgio” sob as “asas” do Senhor, e dele receberá sua “recompensa” (v. 12).  A lealdade de Rute a Deus, embora ela fosse estrangeira, virá a ser um elemento essencial no grande plano divino da redenção.  O plano será levado a efeito através de Davi, o rei segundo a aliança, e de Cristo, o maior filho de Davi.  A recompensa da fé que Rute possuia transcende, em muito, a ocasião e circunstâncias locais.

* 2.14-16  A permissão de Boaz é claramente além do usual.

* 2.14 vinho.  Era um tipo de vinagre, azedo porém refrescante para beber ou para molhar o pão (cf. Nm 6.3). 

* 2.17 debulhou... quase um efa.  Debulhar os grãos separava as sementes das cascas e da palha.  Um efa pesava cerca de 17,6 kg., uma quantidade considerada grande para alguém apanhar. 

* 2.18 o que lhe sobejara depois de fartar-se.  O que reservara da sua refeição do meio-dia (v. 14).

* 2.20  que ainda não tem deixado a sua benevolência.  O amor de Deus é fiel, e ele não se esquecerá daqueles que ama. As bênçãos que ele prometeu passarão de Boaz para Rute e para Noemi e, finalmente, a todos os eleitos.

nosso parente chegado. Ver referência lateral, e a Introdução:  Dificuldades de Interpretação. A lei da redenção agora surge na trama. Segundo essa lei, o parente masculino consangüíneo mais próximo tinha o dever de preservar o nome e os bens da família. Esse dever podia envolver: (a) vingar a morte de um membro da família (Nm 35.19-21);  (b)  comprar de volta bens da família que tinham sido vendidos para pagar dívidas (Lv 25.25);  (c)  comprar de  volta um parente que tiver se vendido à escravidão a fim de pagar dívidas (Lv 25.47-49);  e (d)  casar-se com a viúva de um parente falecido (Dt 25.5-10). Segundo parece, esses deveres podiam ser renunciados ou recusados sob determinadas circunstâncias (cf. Rt 3.12; 4.1-8).  Boaz era um destes “parentes chegados” (ou “resgatadores”) para Rute, e esse fato passa a determinar o curso dos eventos (ver 1.11; 2.1 e notas). O destino de Rute ocorrerá conforme a lei, diferentemente da ancestral dela, a filha de Ló, que cometeu incesto (Gn 19.30-38).

* 2.23 até que a sega... se acabou.  Esse período de dois meses prepara o palco para o incidente na eira (cap. 3).

* 3.1-18 Agora a narrativa avança em direção à solução.  Numa visita à meia-noite, Rute implementa e expande o plano de Noemi, jogando em risco sua própria reputação e todas as suas expectativas.  Reivindica a proteção de Boaz como “resgatador” (v. 9, referência lateral). A confiança que ela tinha no caráter dele é vindicada, e ela não é molestada. A atividade de Deus por detrás do cenário continua sem interrupção. Mas mesmo nesse momento, o noivado deve ser adiado; há um parente ainda mais próximo (3.12), e Boaz, um homem de notável honradez, não descansará antes de remover esse obstáculo.

* 3.1 Assim como as duas filhas de Ló (Gn 19.31-32), Noemi e Rute tinham perdido os respectivos maridos e filhos. Novamente, Noemi agiu para preservar a linhagem da sua família, mas de modo bem diferente das filhas de Ló.  

buscar-te um lar.  Lit.  “repouso.” Isso significa o casamento de Rute, necessidade esta que sempre preocupara  Noemi (1.9).  

* 3.3, 4  As instruções, apresentadas a Rute com tanta exatidão, aparentemente sugerem uma armadilha.

à eira.  Essa era uma área limpa onde os grãos eram esmagados ou partidos a fim de fazer separação entre a palha e as sementes. A colheita passava, então, a ser joeirada – lançada no ar a fim de deixar o vento soprar a palha para longe, ao passo que os grãos cairiam diretamente ao chão. Tudo isso acontecia na primavera, na ocasião das festas da colheita. O profeta Oséias refere-se à eira como um local comum de imoralidade sexual (Os 9.1).  

* 3.4 e lhe descobrirás os pés. Uma comparação entre essa cena e a história das filhas de Ló (Gn 19.30-38) é instrutiva. Diante da sugestão de Noemi, Rute deveria se aproximar de Boaz com certa coragem.  Mas seu propósito era o de ficar noiva. Sua resposta (v. 9) demonstra que ela não estava pensando em engravidar-se fora do casamento.

e te deitarás.  Rute espera com paciência aos pés de Boaz até ele acordar (vs. 8-9);  nada de impróprio acontece entre eles durante a noite (v. 11).  

* 3.7  alegre.  Boaz tinha bebido, mas sem ficar bêbado.  Depois de todo o trabalho e festividades do dia, Boaz foi até “ao pé de um monte de cereais”, lugar onde Rute podia encontrar-se com ele em particular.  A providência de Deus estava preparando um caminho para ela.  

* 3.9 estenda a tua capa sobre a tua serva. Ver referência lateral. Ez 16.8 explica a expressão idiomática. Rute pede diretamente o favor do casamento, embora as instruções de Noemi não fossem tão explícitas assim (v. 4).  

resgatador.  Ver referência lateral. A lei não especifica o casamento como a responsabilidade de semelhante pessoa, embora se possa considerar uma extensão de Lv 25.  O nome e as propriedades de Malom serão preservados (4.10), o que sugere um casamento de levirato, mas é difícil ver como Dt 25.5-6 seria aplicável a rigor. Ver Introdução: Dificuldades de Interpretação e nota em 2.20. Novamente, Rute vai muito além do plano especificado por Noemi.  

* 3.10 benevolência.  Lit.  “amor segundo a aliança.” Em todas as partes do livro, o próprio amor de Deus segundo a aliança (1.8; 2.20) é refletido por aquele de Rute (1.8, 16-17). Agora, sua fidelidade é comprovada quando (a)  invoca os deveres do parente chegado, e (b) não quis seguir nenhum dos jovens. A “benevolência” à qual Boaz se refere é, segundo parece, a proposta de Rute de seguir o costume que forneceria um herdeiro para Noemi.  

a primeira.  Isto é, quando optou por acompanhar Noemi.

* 3.11  mulher virtuosa.  Essa expressão é equivalente, na forma feminina, à expressão hebraica traduzida por “senhor de muitos bens” em 2.1. Rute ascendeu da condição de ser uma moabita e uma serva, ao se tornar atraente para Boaz como possível cônjuge.  

* 3.12 resgatador... mais chegado do que eu. Boaz menciona, de repente, um fator complicante. Se Noemi estava pensando num parente, porque esse parente mais chegado não foi mencionado antes? O costume da redenção parecia estar alcançando uma solução, mas agora surge um problema ao longo do caminho. O noivado precisa ser adiado.

* 3.15  seis medidas de cevada. Esse presente demonstra a magnaminidade de Boaz para com Rute (v. 17), e simboliza a mudança na situação de Noemi (1.21). Rute recebe grãos da parte de Boaz como símbolo da sua frutificação futura.

* 3.16  Como se te passaram as coisas. As mesmas palavras hebraicas são traduzidas por “Quem és tu?” no v. 9.  

* 3.18  Espera.  Essa é uma expressão irônica, pois o tempo de espera será muito breve.  Noemi não acha que a conclusão do assunto demorará muito.  

* 4.1-17  O quarto capítulo ressalta o propósito divino por detrás da decisão original de Rute no sentido de seguir a Noemi e ao Deus de Noemi. As disposições necessárias parecem girar em torno de uma combinação do casamento por levirato (Dt 25.5-10) e as leis do parente resgatador (Lv 25). Rute foi tomada como esposa, e bênçãos antigas em favor da sua fertilidade foram invocadas.  A amargura de Noemi é transformada em alegria, e seu neto viria a ser avô do rei Davi.  Nestes eventos revela-se a providência oculta do Senhor.

* 4.1 à porta.  A entrada de uma cidade era o local usual para as transações jurídicas e comerciais.  

fulano.  Boaz deve ter sabido o nome do homem. O narrador cita Boaz usando uma palavra indefinida,  talvez para não celebrar na sua história uma pessoa egoísta.

* 4.2 tomou dez homens.  Não há registro de uma exigência jurídica de um número específico de homens.  A tradição judaica posterior, segunda a qual dez homens formam um quórum para o culto, talvez se derive desse incidente.  Numa cultura rural, onde o uso da escrita era limitado, era importante um contrato ser lavrado na presença de várias testemunhas oficiais.  

* 4.3 a tem para venda. Essa venda é um elemento novo e surpreendente, da qual nenhum indício foi dado até agora.  Os pormenores da venda não são necessários para a história sendo, portanto, omitidos.

* 4.5 também a tomarás da mão de Rute.  Essa associação entre Rute e Noemi, dentro das leis dos bens e da família de um parente falecido, é uma aplicação incomum dessas leis. Mas entender esses pormenores não é essencial para o propósito da narrativa.

* 4.7 tirava o calçado.  Pouca coisa se sabe a respeito do simbolismo desse costume.  Fica claro, porém, que sua finalidade era confirmar legalmente a transação. Ver Dt 25.9-10 (num contexto diferente) e Am 8.6.

* 4.10 para suscitar o nome deste. O desaparecimento do nome da pessoa depois da morte era considerado um infortúnio extremo (1Sm 24.21; 2Sm 14.7).  

* 4.11 como a Raquel e como a Lia.  Essas são as duas esposas de Jacó (Israel), que foram as mães (naturalmente ou através das suas servas, Zilpa e Bila) de todos os filhos de Israel, os cabeças das doze tribos.  

Efrata... Belém.  Assim como em 1.1-2, esses nomes de lugares, associados com Davi, recebem destaque especial.

* 4.12 seja... como... Perez.  Em tempos muito mais antigos, Judá se tornara pai de Perez pelo motivo de Onã ter se recusado a cumprir a sua obrigação de parente chegado (Gn 38.29). Perez tornou-se símbolo de descendência frutífera. Agora, da mesma maneira, Boaz se torna pai de Obede (v. 21) porque outra pessoa se recusou a cumprir a obrigação do levirato. A despeito das falhas humanas, a linhagem messiânica foi preservada (Mt 1.3,5, 16).

* 4.14-17  Os louvores das mulheres celebram o cumprimento do amor pactual de Deus a Noemi. Sua nora, Rute, vale mais para ela do que sete filhos valeriam (v. 15). Além disso, Noemi tem, com efeito, um filho na pessoa do seu neto Obede (v. 17). Ele se tornará avô de Davi.

* 4.16 Noemi tomou o menino.  Possivelmente isto signifique que houve um procedimento de adoção formal. Mas seja como for, essa cena final é o final feliz daquilo que é verdadeiramente “A História de Noemi.”  A viúva triste que pensava que tivesse voltado pobre (1.21) recebeu fartura além das suas expectativas (Sl 126.5,6).  

* 4.18-22  A genealogia final (Introdução: Características e Temas) transfere o enfoque de Noemi novamente para Boaz, e preenche um propósito maior da narrativa. A genealogia começa a partir de Perez, alguém que conseguiu “irromper” (Gn 38.29, referência lateral), e de quem as mulheres ao abençoar Rute se lembravam como o filho vigoroso de Tamar (v. 12). Assim como Rute, Tamar se tornou uma antepassada de Davi de modo inesperado. Para os leitores do Novo Testamento, Davi não é o ponto final das provisões de Deus ao seu povo escolhido, à sua noiva segundo a aliança. Mas, para o seu próprio tempo, a jornada de Rute havia alcançado seu propósito divinamente determinado.



Fonte: Bíblia Estudo Genebra

ABRAÃO


ABRAÃO (ou Abrão), filho de Terá e pai do povo escolhido

1. Referências gerais
Gn 11:27,31; 12:1; 13:1,12; 14:14; 15:1; 16:3; 17:1; 18:11; 20:1; 21:2; 22:1; 23:2; 24:1; 25:1,7;
2Cr 20:7; Ne 9:7; Sl 105:6; Rm 4:3; Gl 3:6; Hb 11:8; Tg 2:21

2. Chamado o pai da fé

Características

Obediência — deixou seu lar e seus amigos ao ser chamado por Deus, Gn 12:4.

Generosidade — permitiu a Ló escolher a terra, Gn 13:9.

Coragem — derrotou os reis saqueadores, Gn 14:14.

Benevolência — deu o dízimo a Melquisedeque, o sacerdote, Gn 14:20.

Incorruptibilidade — recusou receber presentes por serviço prestado, Gn 14:23.

Poderoso na oração — Gn 18:23-33.

Admirável na fé — estava disposto a oferecer seu único filho, Isaque, Hb 11:17.

Ver tb: Gn 49:31, 1Cr 1:27, Is 51:2, Mt 1:2, Mt 3:9, Mt 8:11, Mt 22:32, Mc 12:26, Lc 1:73, Lc 3:34, Lc 13:16, Lc 13:28, Lc 20:37, Jo 8:39, Jo 8:56, At 3:13, At 7:2, At 7:32, At 13:26, Rm 9:7, Rm 11:1, Gl 3:7, Gl 3:16, Gl 4:22, Hb 6:13, Tg 2:23, 1Pe 3:6


Fonte: Bíblia de Estudo Thompson

Os Deveres da esposa Cristã


Autora: Missionária Lina de Freitas 

Ser submissa ao marido (Ef. 5:22). Esta submissão da mulher ao marido tem como base a submissão de Cristo ao Pai (Jo. 14:28, Mt.26:39). Não significa que o homem é melhor (Jo. 17:22), não significa um peso (Jo. 8:29, Rm. 15:3), é uma questão de amor (Mt.6:10). Porque primeiro Deus criou o homem (1 Co. 11:8). Ela é a glória do marido (1 Co. 11:7). Foi criada por causa do homem (1Co. 11:9). A sua psicologia é construída de desejos, de agradar o marido e isto foi Deus quem fez (Gn. 3:16). Submissão: missão base, missão de apoio, de alicerce. É a submissão da mulher que dá sabor ao casamento.

Amar e compreender o marido (Tt. 2:4) – Este amor deve ser tanto a nível de comportamento quanto emocional. Amar como a mulher de Noé, 120 anos de ministério juntos, sem murmurar, sem argumentar, sem desviar. Ela muito amou, ajudou e apoiou. Sua grande recompensa foi: seu lar preservado das impetuosas águas do dilúvio. Qual a esposa que não obedece o marido que ama?

Deve respeitar o marido (Ef. 5:33) – A esposa que respeita o marido nunca compara ele com outro, nunca o desafia na frente das pessoas, principalmente dos filhos. A idéia de respeito na maneira de agir, de vestir (1Pd. 3:2-6) fala da decência da mulher cristã. Ela é ciente que o seu corpo pertence ao marido (1 Co. 7:3).

Ser fiel ao marido (1Co. 7:2) – Fidelidade significa: lealdade, firmeza nas afeições e sentimentos. A mulher deve manter uma vida moralmente sadia, honesta e de confiança à toda prova. Deve ser fiel tanto no pensamento como nas ações. Deve portar-se de forma tal a nunca se deixar atrair propositalmente a atenção impura de outros homens (Pv. 31:12). Ela lhe faz bem e não mal todos os dias de sua vida.

Ser bondosa, educada e agradável (Ef. 5:9; Pv. 31:20; 1Co. 7:10) – A esposa precisa ser agradável, amiga do marido e dos filhos. Se possível ser como um ima que puxa para si. Assim deve ela atrair os seus entes queridos, servindo-se com alegria e satisfação.

Permanecer com o marido por toda a vida (Rm. 7:22; 1Co. 7:10) – A mulher casada esta ligada pela lei ao marido enquanto ele viver. Este deve estar intimamente ligado ao companheirismo que ambos os conjugues devem despertar um ao outro. As pessoas se casam porque sentem necessidades básicas, sendo uma delas o companheirismo. A solidão é algo que não desejamos ao pior inimigo. Quando Deus criou o homem ele fez uma declaração: não é bom que o homem viva só, farei para ele alguém que o ame e ajude como se fosse a sua outra metade.

Uma mulher elegante e bela (Pv. 31.22) – A mulher deve entender que a sua grande beleza vem do coração. Mas isso não significa que ela deve descuidar de sua aparência exterior. O que Pedro ensina na sua carta (1Pd. 3:1-7) é que a mulher deve cultivar um espírito manso e quieto, que é muito precioso diante de Deus. O que ele condena é a extravagância, adornos berrantes, cheguei demais, isso é contrario ao espírito modesto que Deus requer da parte das mulheres cristã. Algumas mulheres sob essa palavra de Pedro passam a andar descuidadas, cafonas e antiquadas. A mulher deve cultivar um coração manso, dócil e amável, mais aliado a isso um corpo graciosamente arrumado e perfumado para a glória de Deus.

Os Deveres do Marido Cristão


Autora: Missionária Lina de Freitas

Amar a esposa como Cristo ama a igreja – Eis o mandamento: Amar, seja ela bonita ou feia, nova ou velha, alta ou baixa, gorda ou magra, branca ou negra, crente ou não você deve amar como Cristo, que amou a ponto de se entregar por ela. Como Cristo purifica a sua igreja, perdoando lhes as falhas e imperfeições, com os mesmos sentimentos e virtudes devem os maridos amarem suas esposas, permitindo que ela conheça sua vida, seus pensamentos, seus planos, seus objetivos e suas ambições. O marido que ama compreende a esposa, procura estar sempre juntinho a ela, expressando carinho e apreço. Maridos não se esqueçam, o tempero da submissão da mulher é o seu amor.

Ser o provedor do seu lar (1Tm. 5:8) – Ora se alguém não tem cuidado dos seus e, principalmente da sua própria família, negou a fé, e é pior do que descrente. Está sobre o ombro do marido a responsabilidade de ser o provedor do lar. Ele deve alimentar, vesti e educar a esposa e os filhos. O homem foi provido de ombros mais fortes, o que naturalmente lhe dá condições de corresponder ao trabalho árduo (Gn. 3:19) e a preocupação de trabalhar e adquirir os bens materiais necessários ao sustento da família. Um dos sintomas de destruição moral da família em nossa geração é a facilidade com que o marido passa esta responsabilidade à esposa.

Viver a vida comum no lar (1 Pd. 3: 7) – Ajudar a esposa nas lidas do dia a dia faz parte do ministério do marido. Por exemplo: trocar as telhas e vidraças quebradas, dar um jeito naquela pia e esgotos entupidos, chuveiros e ferros dando choque, tomadas dando curto e lâmpadas queimadas, fogão vazando gás, torneiras amarradas, caixa de descarga estragada, facas sem cortes, etc.

Deve respeitar a esposa (Hb. 13:4) – Deus quer que cada um saiba tratar ou possuir sua esposa de modo santo, com respeito e não apenas na paixão sensual, como aqueles que não conhecem a Deus. Pedro diz na sua carta que a mulher é o sexo mais fraco, por isso o marido precisa conhecer as fases que torna a mulher mais frágil: ciclo menstrual, TPM, gestação, puerpério (resguardo), amamentação e menopausa. Por estas razões o marido deve prestar a devida proteção que a mulher precisa e espera.

Ser fiel a ela (1 Co. 4:2; Pv. 28:20) – Esta fidelidade é abrangente, o marido cristão precisa lembrar-se que ninguém pode fugir à onipotência de Deus. Sendo fiel a sua esposa ate no pensamento. Deus conhece todos os pensamentos, tenham cuidado, fantasia é sinônimo de adultério. A poligamia é pratica contraria aos padrões divinos. Deus não criou duas Evas para Adão. Deste modo o marido deve manter-se apenas para sua esposa.

Deve ser sensível à opinião dela – O marido deve consultar a esposa (trocar idéias e opiniões) afim de obter conselhos nos assuntos do lar, profissionais, pessoais e da obra de Deus. E para comprar, vender e realizar negócios e projetos vai precisar do apoio da companheira. Aqui no Brasil, geralmente os casamentos são realizados em regime de comunhão de bens, que em outras palavras seria; direitos iguais no patrimônio do casal.

Usar aliança (Ml. 2:14-15) – Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade com a qual tu fizeste aliança. O homem precisa conscientizar-se que não está mais solteiro e que precisa usar aliança. Se perdeu, que compre outra. Também não deve andar sozinho, evite problemas trazendo sempre ao seu lado a sua companheira.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

CATALOGAÇÃO DE LIVROS - CDD - Classificação decimal de Dewey

  A Dewey Decimal Classification ou Classificação Decimal de Dewey (DDC ou CDD, também conhecido como Sistema Decimal de Dewey) é um sistema de classificação documentária desenvolvido por Melvil Dewey (1851–1931) em 1876, e desde então enormemente modificado e expandido ao longo de vinte e três grandes revisões que ocorreram até 2011.Segundo Guarido”Dewey pode-se dizer ter sido um dos percussores da idéia, tão bem expressa pelas palavras de Smit ao referir-se ao métier  da documentação, do “reunir e organizar para achar”, na medida em que, pautando-se em princípios filosóficos que nortearam, dentre outras, as ideias classificatórias de Harris e Bacon, conferiu ao ato de classificar documentos um dimensão efetivamente utilitária”.

  De acordo com Andrade: "sua primeira edição foi publicada anonimamente e era denominada Classification and Subject Índex for Cataloguing and Arranging the Books and Pamphlets of a Library, a 2° edição foi publicada em 1885, com o nome Decimal Classification and Relative Índex, desta vez com indicação de responsabilidade, mas somente na sua 16° edição a obra passa a ser denominada de Dewey Decimal Classification."

  Segundo Andrade (2011), "a classificação Decimal de Dewey foi desenvolvida em 1876 por Melvil Dewey, atualmente é o sistema de classificação bibliográfica mais utilizada em todo o mundo, desde sua criação até os dias atuais passou por várias edições, sendo a de 2004 a mais atual, que corresponde a 22º edição".

Como funciona
  A CDD organiza todo o conhecimento em dez classes principais que, excluindo a primeira (000 Computadores, informação e referência geral), prosseguem do metafísico (filosofia e religião) ao mundano (história e geografia). A inteligência da CDD está na escolha de números decimais para suas categorias; isto permite que o sistema seja ao mesmo tempo puramente numérico e infinitamente hierárquico. Utiliza alguns mecanismos de uma classificação facetada, combinando elementos de diferentes partes da estrutura para construir um número representando o assunto do conteúdo (frequentemente combinando dois elementos de assuntos juntando números que representam áreas geográficas ou épocas) e sua forma, em vez de extrair a representação de uma única lista contendo cada classe e seu significado.

  Exceto por obras gerais e ficção, as obras são classificadas principalmente por assunto, com extensões para relações entre assuntos, local, época ou tipo do material, produzindo números de classificação de no mínimo três digitos mas de tamanho máximo indeterminado, com um ponto decimal antes do quarto dígito, quando presente (ex.: 330 para economia + 94 para Europa = 330.94 Economia européia; 973 para Estados Unidos + 005 que é a divisão para periódicos resulta em 973.005 para designar periódicos sobre os Estados Unidos de uma forma geral). Indicadores de classes devem ser lidas e ordenadas como números, ou seja: 050, 220, 330.973, 331 etc. Qualquer letra deve ser ordenada antes de qualquer dígito que ocupe a mesma posição, portanto "330.94 A" vem antes de 330.943. O sistema utiliza dez classes principais, que são então subdivididas. Cada classe principal tem dez divisões e cada divisão tem dez seções. Assim o sistema pode ser elegantemente resumido em 10 classes principais, 100 divisões e 1000 seções. É um equívoco comum pensar que todos os livros na CDD sejam não-ficção. No entanto, a CDD propõe um número para cada livro, incluindo aqueles que se tornam a sua própria seção de ficção. Se as regras da CDD fossem seguidas estritamente, toda a ficção estadunidense estaria na classe 813. A maior parte das bibliotecas cria uma seção especial de ficção por causa do espaço excessivo que seria ocupado na classe 800.

Classes Principais
O sistema é composto de dez classes principais:

000 Generalidades
100 Filosofia
200 Religião
300 Ciências sociais
400 Línguas
500 Ciências puras
600 Ciências aplicadas
700 Artes
800 Literatura
900 História e geografia

Na divisão centesimal temos:

000 Ciência da computação, conhecimento e sistemas
010 Bibliografia
020 Ciência da informação e bibliotecas e Biblioteconomia
030 Enciclopédia e anuário
040 Coleções gerais de Ensaios
050 Revistas, jornais e séries
060 Associações, organizações e museus
070 Mídia informativa, jornalismo e publicações
080 Citações
090 Manuscritos e livros raros
100 Filosofia
110 Metafísica
120 Epistemologia
130 Parapsicologia e ocultismo
140 Escolas filosóficas de pensamento
150 Psicologia
160 Lógica
170 Ética
180 Filosofia antiga, medieval e oriental
190 Filosofia ocidental moderna
200 Religião
210 Filosofia e teoria da religião
220 Bíblia
230 Cristandade e teologia cristã
240 Práticas e hábitos cristãos
250 Prática pastoral cristã e ordens religiosas
260 Organização cristã, trabalho social
270 História do cristianismo
280 Denominações cristãs
290 Outras religiões
300 Ciências sociais, sociologia e antropologia
310 Estatística
320 Ciência política
330 Economia
340 Direito
350 Administração pública e ciência militar
360 Problemas sociais e serviço sociais
370 Educação
380 Comércio, comunicação e transportes
390 Costumes, etiqueta e folclore
400 Línguas
410 Linguística
420 Língua inglesa e inglês antigo
430 Língua alemã e afins
440 Língua francesa e afins
450 Italiano, romeno e línguas afins
460 Português e espanhol
470 Latim
480 Grego clássico e moderno
490 Outras línguas
500 Ciências
510 Matemática
520 Astronomia
530 Física
540 Química
550 Ciências da terra e geologia
560 Fósseis e vida pré-histórica
570 Ciências da vida, biologia
580 Plantas (botânica)
590 Animais (zoologia)
600 Tecnologia
610 Medicina e saúde
620 Engenharia
630 Agricultura
640 Administração do lar e familiar
650 Administração e relações públicas
660 Engenharia química
670 Indústria
680 Indústria para usos específicos
690 Construção
700 Artes
710 Jardinagem e paisagismo
720 Arquitetura
730 Escultura, cerâmica e metalurgia
740 Desenho e artes decorativas
750 Pintura
760 Artes gráficas
770 Fotografia e arte de computador
780 Música
790 Esportes, jogos e diversão
800 Literatura, retórica e crítica
810 Literatura estadunidense em inglês
820 Literatura inglesa em inglês
830 Literatura alemã e afins
840 Literatura francesa e afins
850 Literatura italiana, romena e afins
860 Literatura portuguesa e espanhola
870 Literatura latina
880 Literatura grega clássica e moderna
890 Outras literaturas
900 História
910 Geografia e viagem
920 Biografia e genealogia
930 História do mundo antigo
940 História da Europa
950 História da Ásia
960 História da África
970 História da América do Norte
980 História da América do Sul
990 História de outras áreas

Há ainda uma terceira divisão, na casa dos milhares.

000 Ciência da computação, informação e obras gerais
001 Conhecimento
002 O livro
003 Sistemas
004 Processamento de Dados e Ciência da Computação
005 programação de computadores, programas e dados informáticos
006 métodos especiais
010 Bibliografia
011 Bibliografia
012 Bibliografias de indivíduos
014 de anônimos e pseudônimos funciona
015 bibliografias de obras a partir de locais específicos
016 bibliografias de trabalhos sobre temas específicos
017 assunto Geral Catálogo
018 Catálogos organizados por autor, data, etc
019 Dicionário Catálogo As
020 Library & Information Sciences
021 Biblioteca relacionamentos
022 Administração da planta física
023 Gestão de pessoal
025 operações de biblioteca
026 Bibliotecas para assuntos específicos
027 bibliotecas Gerais
028 Leitura e utilização de outro meio de informação
030 Geral enciclopédico funciona
031 Enciclopédias em Inglês Americano
032 Enciclopédias em Inglês 033 Em outras línguas germânicas
034 Enciclopédias em francês, occitano e catalão
035 Em, Romeno e afins italiana
036 Enciclopédias em Espanhol e Português
037 Enciclopédias em línguas eslavas
038 Enciclopédias em línguas escandinavas
039 Enciclopédias em outros idiomas
050 publicações gerais de série
051 Seriados em Inglês Americano
052 Seriados em inglês
053 Seriados em outras línguas germânicas
054 Seriados em francês, occitano e catalão
055 Em italiano, romeno e idiomas relacionados
056 Seriados em espanhol e português
057 Seriados em línguas eslavas
058 Seriados em escandinavo línguas
059 Seriados em outros idiomas
060 organizações Gerais e ciência museu
061 organizações na América do Norte
062 Organizações em Ilhas Britânicas, na Inglaterra;
063 organizações na Europa central; na Alemanha
064 Organizações em França & Mónaco
065 Organizações em Itália e ilhas adjacentes
066 Na Península Ibérica e ilhas adjacentes
067 Organizações na Europa Oriental, na Rússia
068 Organizações em outras áreas geográficas
069 Science Museum
070 Notícias da mídia, jornalismo & publicação
071 jornais na América do Norte
072 jornais em Ilhas Britânicas, na Inglaterra
073 Jornais na Europa central; na Alemanha
074 Jornais na França & Mônaco
075 jornais na Itália e ilhas adjacentes
076 Na Península Ibérica e ilhas adjacentes
077 Jornais na Europa Oriental, na Rússia
078 Jornais na Escandinávia
079 Jornais em outras áreas geográficas
080 coleções gerais
081 coleções em Inglês Americano
082 Coleções em Inglês
083 coleções em outras línguas germânicas
084 Coleções em francês, occitano e catalão
085 Em italiana, romenos e relacionados
086 Coleções em espanhol e português
087 Coleções em línguas eslavas
088 Coleções em línguas escandinavas
089 coleções em outros idiomas
090 Manuscritos e livros raros manuscritos
092 Bloco Livros
093 Incunabula
094 livros
095 livros notáveis ​​para ligações
096 livros notáveis ​​para ilustrações
097 livros notáveis ​​para a posse ou origem
098 Funcionamento proibido, falsificações e embustes
099 livros notáveis ​​para o formato


Um exemplo usado em um  sistema de catalogação


Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Classifica%C3%A7%C3%A3o_decimal_de_Dewey


INSPIRAÇÃO E AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

  A Bíblia tem um inerente senso de autoridade que se vê no constante uso da expressão “diz o Senhor”, no Antigo Testamento, e na aura de uma autoridade apostólica divinamente conferida no Novo Testamento (cf. Grudem 1983:19-59). É claro que há um amplo debate em tomo dos parâmetros exatos, mas eu argumentaria a favor de uma forma de inerrância com nuanças cuidadosamente definidas (cf. Feinberg 1979), em vez do modelo mais dinâmico de Paul Achtenieier, que defende a ideia de que não apenas os eventos originais são inspirados, mas também os significados que algumas comunidades acrescentaram mais tarde (1980). E ele vai mais além, quando afirma que nós mesmos somos inspirados na leitura que fazemos hoje. O diagrama a seguir apresenta implicações importantes para a hermenêutica, pois demonstra que, quanto mais nos afastamos do significado pretendido da Palavra, mais aumenta o descompasso com a autoridade.

  Como se vê no diagrama da figura 0.1, o nível de autoridade diminui à medida que passamos do texto para a interpretação e depois para a contextualização; portanto, precisamos fazer o caminho inverso e garantir que nossa contextualização se aproxime o tanto quanto possível de nossa interpretação, e que esta, por sua vez, possa ser coerente com o significado original pretendido pelo texto/autor. O único meio de conferir genuína autoridade à nossa pregação e à vida cristã diária é lançar mão da hermenêutica, para assim unir o máximo possível nossa aplicação à nossa interpretação e garantir que a interpretação, por sua vez, esteja em harmonia com a essência do texto. A alegação feita por Achtemeier de que a tradição histórica da igreja e as interpretações de hoje também são inspiradas não faz justiça à prioridade do texto, pois só ele contém a Palavra de Deus.




Fonte:  A Espiral Hermeneutica - Grant R. Osborn

Jihadista do Estado Islâmico enviado para matar cristãos aborta missão ao ouvir o Evangelho


Um jihadista do Estado Islâmico se converteu ao Evangelho após entrar disfarçado como refugiado em um campo da ONU na Jordânia. Ao se deparar com o “amor dos cristãos”, ele desertou de sua missão.

A entidade missionária Christian Aid relatou que o Estado Islâmico tem enviado jihadistas disfarçados para os campos de refugiados, a fim de matar cristãos e sequestrar mulheres e meninas.

“Membros de gangues muçulmanas chegam como refugiados, mas eles têm suas missões. Eles são como uma máfia. As pessoas estão mesmo sendo assassinadas dentro dos campos, e os refugiados têm medo de testemunhar sobre essas mortes. Se você perguntar-lhes, eles vão dizer ‘eu não sei, eu estava dormindo’”, relatou um dos diretores da entidade, que preferiu se manter anônimo.

Nos acampamentos organizados em países vizinhos à Síria e Iraque, como a Turquia e o Líbano, além da própria Jordânia, milhões de pessoas se tornam alvos fáceis, por receberem, em geral, apenas abrigo e refeições das autoridades locais.

“A última vez que entrei em um desses campos, eu tinha um policial comigo. Os acampamentos são perigosos, porque eles têm as milícias iraquianas e as milícias sírias infiltradas. É um outro lugar para gangues. Eles estão matando dentro dos campos, e eles estão comprando e vendendo mulheres e até mesmo as meninas”, disse o diretor da Christian Aid.

Um dos jihadistas que tinha como missão matar cristãos chegou a um dos campos de refugiados na Jordânia e se deparou com uma mensagem transformadora pregada pelos missionários que atuam como voluntários.

“Ele viu pela primeira vez como o islã fez uma lavagem cerebral nele sobre o cristianismo e como a visão do Estado Islâmico contrastava com a realidade que ele viu sobre os cristãos”, relatou o diretor. “E nós estamos falando de uma área da Jordânia que tem três mesquitas Salafistas (um movimento extremista reformista islâmico que surgiu no Egito no final do século XIX), que convocam as pessoas a ir e lutar”, acrescentou, de acordo com informações do Christian Post.

Ao se converter, o ex-terrorista demonstrava tanta empolgação com a boa-nova do Evangelho que precisou ser “acalmado”, para evitar que se envolvesse em problemas com os demais jihadistas que entraram no local infiltrados com ele, uma vez que chegou a receber ameaças de morte por causa de sua conversão.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

NOVA ORTOGRAFIA - AUXILIANDO TEÓLOGOS E PESQUISADORES

Guia Prático da NOVA ORTOGRAFIA

Saiba o que mudou na ortografia brasileira
Versão atualizada de acordo com o VOLP

por Douglas Tufano
(Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa)


O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.

Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.

Este guia foi elaborado de acordo com a 5.ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), publicado pela Academia Brasileira de Letras em março de 2009.


Mudanças no alfabeto

O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I J
K L M N O P Q R S
T U V W X Y Z
As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
  • na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
  • na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.


Trema

Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Como era Como fica
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo
Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.


Mudanças nas regras de acentuação

1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fica
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar)apoia
apóio (verbo apoiar)apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia

Atenção:
essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas e os monossílabos tônicos terminados em éis e ói(s). Exemplos: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer), sóis etc.

2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva*
cauíla cauila**
*  bacaiuva = certo tipo de palmeira
**cauila = avarento


Atenção:
  • se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí;
  • se o i ou o u forem precedidos de ditongo crescente, o acento permanece. Exemplos: guaíba, Guaíra.
3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo

4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era Como fica
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.
Atenção:
- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular.
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.
- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.

- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.

6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja:
  • se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas.
    Exemplos:
    verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
    verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
  • se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas.
    Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
    verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
    verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.
Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.


Uso do hífen com compostos

1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação. Exemplos: guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca.
*Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como
girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paraquedismo.


2. Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elementos de ligação. Exemplos: reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague, esconde-esconde, pega-pega, corre-corre.

3. Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos de ligação. Exemplos: pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra.
Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. Exemplos: maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta.
* Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

4. Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Exemplos: gota-d'água, pé-d'água.

5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação. Exemplos:
Belo Horizonte - belo-horizontino

Porto Alegre - porto-alegrense
Mato Grosso do Sul - mato-grossense-do-sul
Rio Grande do Norte - rio-grandense-do-norte
África do Sul - sul-africano

6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Exemplos: bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, peroba-do-campo, cravo-da-índia.

Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a diferença de sentido entre os pares:
a) bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) - bico de papagaio (deformação nas vértebras).
b) olho-de-boi (espécie de peixe) - olho de boi (espécie de selo postal).Uso do hífen com prefixos

As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos (anti, super, ultra, sub etc.) ou por elementos que podem funcionar como prefixos (aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, neo etc.).

Casos gerais
1. Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano


2. Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra palavra. Exemplos:
micro-ondas
anti-inflacionário
sub-bibliotecário
inter-regional


3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia a outra palavra. Exemplos:
autoescola
antiaéreo
intermunicipal
supersônico
superinteressante
agroindustrial
aeroespacial
semicírculo


* Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos:
minissaia
antirracismo
ultrassom
semirreta


Casos particulares
1. Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r. Exemplos:
sub-região
sub-reitor
sub-regional
sob-roda


2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal. Exemplos:
circum-murado
circum-navegação
pan-americano


3. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra
vice-rei


4. O prefixo co junta-se com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobram-se essas letras. Exemplos:
coobrigação
coedição
coeducar
cofundador
coabitação
coerdeiro
corréu
corresponsável
cosseno


5. Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras começadas por e. Exemplos:
preexistente
preelaborar
reescrever
reedição


6. Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de palavra começada por b, d ou r. Exemplos:
ad-digital
ad-renal
ob-rogar
ab-rogar


Outros casos do uso do hífen
1. Não se usa o hífen na formação de palavras com não e quase. Exemplos:
(acordo de) não agressão
(isto é um) quase delito


2. Com mal*, usa-se o hífen quando a palavra seguinte começar por vogal, h ou l. Exemplos:
mal-entendido
mal-estar
mal-humorado
mal-limpo

* Quando mal significa doença, usa-se o hífen se não houver elemento de ligação. Exemplo: mal-francês. Se houver elemento de ligação, escreve-se sem o hífen. Exemplos: mal de lázaro, mal de sete dias.

3. Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim. Exemplos:
capim-açu
amoré-guaçu
anajá-mirim


4. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos:
ponte Rio-Niterói
eixo Rio-São Paulo


5. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos:
Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.


O diretor foi receber os ex-
-alunos.



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