quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ester 5.1-14 - Ester convida o rei e Hamã para um banquete


Ester 5.1-14
Ester convida o rei e Hamã para um banquete

No terceiro dia de jejum, Ester se vestiu com as suas roupas de rainha, foi e ficou esperando no pátio de dentro do palácio, em frente do salão nobre do rei. Ele estava lá dentro, sentado no trono, que ficava em frente da porta do pátio. E, quando ele viu a rainha Ester esperando lá fora no pátio, teve boa vontade para com ela e estendeu-lhe o seu cetro de ouro. Ester entrou, chegou perto dele e tocou na ponta do cetro. E o rei perguntou:
— O que está acontecendo, rainha Ester? O que você deseja? Peça o que quiser, que eu lhe darei, mesmo que seja a metade do meu reino.

Ester respondeu:
— Se for do seu agrado, eu gostaria de convidar o senhor e Hamã para o banquete que estou preparando hoje para o senhor.

Aí o rei ordenou:
— Digam a Hamã que venha depressa, para que nós aceitemos o convite de Ester.
Assim o rei e Hamã foram ao banquete que Ester havia preparado. Quando estavam bebendo vinho, o rei perguntou a Ester:
— Qual é o seu pedido? Peça o que quiser, que eu lhe darei, mesmo que seja a metade do meu reino.

Ester respondeu:
— É o seguinte: se eu puder me valer da bondade do rei, e se for do seu agrado atender o meu pedido, gostaria de convidar o senhor e Hamã para outro banquete que eu vou preparar amanhã para os dois. Aí lhe direi o que eu quero.

Hamã saiu do banquete alegre e feliz da vida. Porém, quando chegou perto da entrada do palácio, ele encontrou Mordecai ali e ficou furioso porque Mordecai não se curvou diante dele, nem fez qualquer outro sinal de respeito. Mas ele se controlou e voltou para casa. Então mandou chamar os amigos e pediu que Zeres, a sua mulher, também viesse. Hamã começou a falar da sua riqueza, do número de filhos que tinha, das promoções que havia recebido do rei e de como agora ocupava a mais alta posição do reino, acima de todos os outros ministros e funcionários. E continuou:

— Além de tudo isso, eu fui a única pessoa que a rainha Ester convidou para acompanhar o rei ao banquete que ela preparou para ele. E ela também me pediu que eu fosse com ele a outro banquete amanhã! Mas tudo isso não me vale nada enquanto eu continuar vendo Mordecai, aquele judeu, sentado na entrada do palácio.

Aí a mulher dele e todos os amigos deram a seguinte sugestão:
— Mande fazer uma forca de uns vinte metros de altura e amanhã de manhã peça ao rei que mande enforcar Mordecai. Então você poderá ir feliz com o rei ao banquete.
Hamã gostou da ideia e mandou construir a forca.

Fonte: SBB

Ester 4.1-17 - Mordecai pede a ajuda de Ester


Ester 4.1-17
Mordecai pede a ajuda de Ester

Quando Mordecai soube de tudo isso, rasgou a roupa em sinal de tristeza, vestiu uma roupa feita de pano grosseiro, pôs cinza na cabeça e saiu pela cidade, chorando e gritando. Quando chegou à entrada do palácio, ele não entrou, pois quem estivesse vestido daquela maneira não podia entrar. E, em todas as províncias, em todos os lugares onde foi lida a ordem do rei, os judeus começaram a chorar em voz alta. Eles se lamentaram, choraram e jejuaram, e muitos deles vestiram roupas feitas de pano grosseiro e se deitaram sobre cinzas.

Ester ficou muito aflita quando as suas empregadas e os seus eunucos lhe contaram o que havia acontecido. Ela mandou roupas para Mordecai vestir, mas ele não quis. Então ela mandou chamar Hataque, um dos eunucos do palácio, que tinha sido escolhido para atendê-la, e ordenou que ele fosse falar com Mordecai para saber o que estava acontecendo e qual era a razão de tudo aquilo. Hataque foi procurar Mordecai na praça que havia em frente do palácio, e Mordecai contou tudo o que tinha acontecido com ele. Disse também a quantia exata que Hamã tinha prometido depositar nos cofres do rei como pagamento pela destruição de todos os judeus. Mordecai entregou a Hataque uma cópia do decreto que havia sido lido por toda a cidade de Susã, ordenando que os judeus fossem mortos. E Mordecai pediu a Hataque que levasse a cópia a Ester, explicasse tudo direito e pedisse a ela que fosse falar com o rei e insistisse que ele tivesse piedade do povo dela. Hataque fez o que Mordecai tinha pedido, e Ester mandou Hataque entregar a seguinte resposta a Mordecai: “É do conhecimento de todos, desde os servidores do palácio até os moradores de todas as províncias, que ninguém, seja homem ou mulher, pode entrar no pátio de dentro do palácio para falar com o rei, a não ser que tenha recebido ordem para isso. A lei é esta: quem entrar sem licença do rei será morto, a não ser que o rei estenda o seu cetro de ouro para essa pessoa. E já faz um mês que o rei não me manda chamar.”

Quando recebeu a mensagem de Ester, Mordecai mandou o seguinte recado para ela: “Não pense que, por morar no palácio, só você, entre todos os judeus, escapará da morte. Se você ficar calada numa situação como esta, do Céu virão socorro e ajuda para os judeus, e eles serão salvos; porém você morrerá, e a família do seu pai desaparecerá. Mas quem sabe? Talvez você tenha sido feita rainha justamente para ajudar numa situação como esta!”

Ester enviou a Mordecai a seguinte resposta: “Vá e reúna todos os judeus que estiverem em Susã, e todos vocês jejuem e orem por mim. Durante três dias não comam nem bebam nada, nem de dia nem de noite. Eu e as minhas empregadas também jejuaremos. Depois irei falar com o rei, mesmo sendo contra a lei; e, se eu tiver de morrer por causa disso, eu morrerei.”
Aí Mordecai foi e fez tudo o que Ester havia mandado.

Fonte: SBB

Ester 3.7-15 - Hamã põe em prática seu plano


Ester 3.7-15
Hamã põe em prática seu plano

No ano doze do reinado de Xerxes, no primeiro mês, o mês de nisã, Hamã ordenou que tirassem a sorte (chamava-se isso de “purim”), para decidir o dia e o mês em que os judeus seriam mortos. Foi sorteado o dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar. Hamã foi e disse ao rei: — Por todas as províncias do reino, está espalhado um povo que segue leis diferentes das leis dos outros povos. O pior, ó rei, é que eles não obedecem às suas ordens, e por isso não convém que o senhor tolere que eles continuem agindo assim. Se o senhor quiser, assine um decreto ordenando que eles sejam mortos. E eu prometo depositar nos cofres reais trezentos e quarenta e dois mil quilos de prata para pagar as despesas do governo. O rei tirou o seu anel-sinete, que servia para carimbar as suas ordens, e o deu a Hamã, filho de Hamedata e descendente de Agague, o inimigo dos judeus. E o rei lhe disse: — Fique com o seu dinheiro, e essa gente eu entrego nas suas mãos. Faça com eles o que quiser. No dia treze do primeiro mês, Hamã mandou chamar os secretários do palácio e ditou a ordem. Ele ordenou que fosse traduzida para todas as línguas faladas no reino e que cada tradução seguisse a escrita usada em cada província. 

A ordem devia ser enviada a todos os representantes do rei, aos governadores das províncias e aos chefes dos vários povos. Ela foi escrita em nome do rei, carimbada com o seu anel-sinete e levada por mensageiros a todas as províncias do reino. A ordem era matar todos os judeus num dia só, o dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar. Que todos os judeus fossem mortos, sem dó nem piedade: os moços e os velhos, as mulheres e as crianças. E a ordem mandava também que todos os bens dos judeus ficassem para o governo. Em cada província deveria ser feita uma leitura em público dessa ordem, a fim de que, quando chegasse o dia marcado, todos estivessem prontos. O rei deu a ordem, e os mensageiros foram depressa a todas as províncias; e em Susã, a capital, a ordem foi lida em público. O rei e Hamã se assentaram para beber, enquanto a confusão se espalhava pela cidade.

Fonte: SBB

Ester 3.1-6 - Hamã faz planos para acabar com os judeus


Ester 3.1-6
Hamã faz planos para acabar com os judeus

 Depois disso, o rei Xerxes colocou um homem chamado Hamã no cargo de primeiro-ministro. Hamã era filho de Hamedata e descendente de Agague. O rei ordenou que todos os funcionários do palácio se curvassem e se ajoelhassem diante de Hamã em sinal de respeito. E todos os funcionários começaram a fazer isso, menos Mordecai; ele não se curvava, nem se ajoelhava. Aí os outros funcionários perguntaram a Mordecai por que ele não obedecia à ordem do rei. 

Todos os dias eles insistiam com ele para que obedecesse, mas não adiantava. Ele explicava que não obedecia porque era judeu. Então eles foram contar isso a Hamã, para ver se Mordecai continuaria a desobedecer à ordem do rei. Hamã ficou furioso quando viu que Mordecai não se ajoelhava em honra dele. E, quando lhe disseram que Mordecai era judeu, Hamã achou que não bastava matar somente Mordecai; ele fez planos para matar também todos os judeus que havia no reino de Xerxes.


Fonte: SBB

Ester 2.15-23 - Mordecai salva a vida do rei


Ester 2.15-23
Mordecai salva a vida do rei

Chegou a vez de Ester, filha de Abiail e prima de Mordecai, a moça que Mordecai tinha criado, a moça que conquistava a simpatia de todos os que a conheciam. Quando chegou a sua vez de se encontrar com o rei, ela levou somente aquilo que Hegai, o eunuco responsável pelo harém, havia recomendado. Ester foi levada ao palácio para apresentar-se ao rei Xerxes no mês de tebete, o décimo mês do sétimo ano do seu reinado. Ele gostou dela mais do que de qualquer outra moça, e ela conquistou a simpatia e a admiração dele como nenhuma outra moça havia feito. Ele colocou a coroa na cabeça dela e a fez rainha no lugar de Vasti. Depois ele deu um grande banquete em honra de Ester e convidou todos os oficiais e servidores. Ele decretou que aquele dia fosse feriado no reino inteiro e distribuiu presentes que só um rei poderia oferecer.

Durante o tempo em que as moças estavam sendo transferidas para o outro harém, Mordecai tinha sido nomeado pelo rei para ocupar um cargo no governo. Seguindo o conselho de Mordecai, Ester ainda não tinha dito a ninguém que era judia. Ela continuava a obedecer a Mordecai, como tinha feito nos tempos de menina, quando ele a estava criando.

Naqueles dias Mordecai, fazendo o seu serviço no palácio, ficou sabendo que Bigtã e Teres, dois eunucos que eram guardas no palácio, estavam zangados com o rei e planejavam matá-lo. Aí Mordecai contou isso à rainha Ester, e ela disse ao rei o que Mordecai havia descoberto. Houve uma investigação, e descobriu-se que era verdade; então os dois eunucos foram enforcados. E o rei ordenou que fosse registrado um relatório sobre isso no livro em que se escrevia a história do reino.


Fonte: SBB

Ester 1.1-11 - A rainha Vasti desafia o rei Xerxes


Ester 1.1-11
A rainha Vasti desafia o rei Xerxes


Foi no tempo em que Xerxes era rei da Pérsia. A capital era Susã, e o reino se dividia em cento e vinte e sete províncias, que iam desde a Índia até a Etiópia.

No terceiro ano do seu reinado, o rei deu um banquete para todos os seus oficiais e servidores. Estavam presentes também os chefes dos exércitos da Pérsia e da Média, e os governadores, e a gente da nobreza das províncias. Durante seis meses Xerxes exibiu a todos as riquezas do seu reino e o luxo e o esplendor da sua corte.

Depois dos seis meses, o rei ofereceu nos jardins do palácio um banquete para todos os moradores de Susã, tanto os ricos como os pobres. A festa durou uma semana. O pátio estava todo enfeitado com cortinas de algodão brancas e azuis, amarradas com cordões de fino linho vermelho, que estavam presos por argolas de prata a colunas de mármore. O piso era feito de ladrilhos azuis, de mármore branco, de madrepérola e de pedras preciosas. Nesse pátio havia sofás de ouro e de prata. Os convidados tomavam as bebidas em copos de ouro, todos eles diferentes uns dos outros, e o rei mandou que o seu vinho fosse servido à vontade. Todos podiam beber o quanto quisessem; o rei havia ordenado aos empregados do palácio que servissem a todos os hóspedes quanto vinho eles quisessem.

A rainha Vasti também ofereceu no palácio real um banquete para todas as mulheres dos convidados.

No sétimo dia de banquetes, o rei já havia bebido bastante vinho e estava muito alegre. Aí ele mandou chamar os sete eunucos que eram os seus servidores particulares. Eles se chamavam Meumã, Bizta, Harbona, Bigtá, Abagta, Zetar e Carcas. O rei ordenou que eles fossem buscar a rainha Vasti e que ela viesse com a coroa de rainha na cabeça. Ela era muito bonita, e o rei queria que os nobres e os outros convidados admirassem a sua beleza.


Fonte: SBB

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PREGAÇÃO - O Kairós, o tempo de Deus! [Pastor Ariovaldo Ramos]


PREGAÇÃO - O Kairós, o tempo de Deus! [Pastor Ariovaldo Ramos]


CAIO FABIO É AMEAÇADO POR MALDIÇÃO DE "CRISTÃO": Sou da Igreja Renascer em Cristo e não aceito suas críticas sobre a Te...

Sou da Igreja Renascer em Cristo e não aceito suas críticas sobre a Teologia da Prosperidade


PELOS SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS. EU NÃO CONCORDO COM TUDO O QUE O PASTOR CAIO FABIO PREGA, MAS TAMBÉM NÃO ENGULO ESSES QUE VIVEM AMALDIÇOANDO EM NOME DO SENHOR, DIZENDO QUE SÃO DE DEUS. LASTIMÁVEL.

Pastor Charles Maciel Vieira




Frases: Martinho Lutero

Nascimento: 10 de Novembro de 1483

Morte: 18 de Fevereiro de 1546 (62 anos)

Biografia: Martinho Lutero, em alemão Martin Luther, foi um sacerdote católico agostiniano e professor de teologia germânico que foi figura central da Reforma Protestante.












Frases: Pastor Martin Luther King Jr.

Nascimento: 15 de Janeiro de 1929

Morte: 4 de Abril de 1968 (39 anos)

Ocupação: Ativista

Biografia: Martin Luther King, Jr. foi um pastor protestante e ativista político estadunidense. Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Ele foi a pessoa mais jovem a receber o Prémio Nobel da Paz em 1964, pouco antes de seu assassinato.





















A NATUREZA DO INFERNO


Autor: Missionário Rosivaldo
Missionário formado pela JOCUM – Jovens Com Uma Missão, uma organização cristã missionaria que atua em todas as nações do mundo. Pastoreou a igreja Batista em Lagoa do Peri-peri - AL.


O inferno é uma realidade mesmo que você não creia! A Bíblia não se ocupa em discorrer sobre a anatomia...

O inferno é uma realidade mesmo que você não creia!

A Bíblia não se ocupa em discorrer sobre a anatomia do inferno como alguns autores contemporâneos se arriscam a fazer em nome de uma suposta divina revelação, mas se propõe a nos ensinar sobre sua realidade e suas mais relevantes características. O inferno não é um mito criado pelos escritores bíblicos, é antes, um lugar e estado de sofrimento ininterrupto e pleno sob o qual padecerá todos quantos não forem regenerados pelo sacrifício vicário de Cristo.

Antes de iniciarmos uma reflexão ou debate mais profundo acerca deste momentoso tema, se faz necessário introduzirmos algumas idéias de grande relevância. Primeiro, é necessário que os leitores da Bíblia compreendam que há uma larga diferença entre o que a Bíblia diz e o que ela revela com o que diz. Por exemplo, a Bíblia diz que Elias orou sete vezes, pela sétima seu servo viu uma pequena nuvem, com isso Elias parou de orar e entendeu que suas petições haviam sido atendidas. Ao contrario do que muitos dizem sobre o misticismo do número sete, Elias ensina-nos com sua experiência que devemos orar com perseverança até recebermos as respostas que almejamos de Deus.

Em outro texto não muito distante desse, o autor de 2 Reis nos dirá que o arrogante general da Síria Naamã, foi purificado de sua lepra após mergulhar sete vezes no rio Jordão. Lendo o texto de 2 Reis 5 por inteiro, veremos que Naamã rejeitou a principio as palavras de Elizeu, mas dissuadido de sua posição orgulhosa, obedeceu as palavras do profeta. Este episódio interpretado hermeneuticamente, diz-nos que há milagres recebidos pela obediência, ou seja, quando abrimos mão de qualquer orgulho e resolvemos obedecer às palavras de Deus, podemos ser restaurados. Essa é a lição do texto. Essa passagem bíblica de modo nenhum objetiva revelar um suposto poder advindo do número sete.

Assim também a Bíblia procede em outras passagens e em outras temáticas. A Bíblia chama Jesus de cordeiro, mas não devemos esperar encontrar no céu o Salvador em forma de cabrito. Ao chamar Jesus de cordeiro a Bíblia identifica-o com a natureza do seu sacrifício tal como os cordeiros que eram sacrificados no templo. Em outro texto a Bíblia diz-nos que o povo de Israel sairia em paz e seria guiado em paz e por onde passasse as árvores dos bosques lhes bateria palmas. Obviamente, essa afirmação não é literal. O significado desse texto é que a fidelidade de Israel faria com que aonde ele chegasse fosse reverenciado pelos demais povos e favorecido pela natureza.

Dada essa palavra, voltemos ao tema deste texto.

A Bíblia, em especial o Novo Testamento, fala largamente sobre a existência do inferno defendendo sua realidade e até definindo em termos gerais sua natureza. Para iniciarmos uma reflexão sobre o inferno precisamos dizer que as versões bíblicas em língua portuguesa não chamam de inferno apenas o lugar e estado para onde irão os condenados conjuntamente com os demônios; chama também de inferno a morada de todos os mortos e ainda denomina como inferno o estado de minimização de poder que os demônios sofreram quando abandonaram seu ministério angelical no céu. Entretanto, o texto sagrado grego atribui outros termos aos que nossas versões chamam de inferno. Há três palavras diferentes com significados distintos, discorreremos sobre cada uma delas e examinaremos vários textos no afã de encontrar os melhores sentidos para o tema em pauta.

Sei que até aqui a compreensão do leitor pode não ter ainda alcançado a linha de raciocínio proposta. Para clarearmos propomos alguns exemplos:

Em Mateus 5. 22 lemos: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.” (grifo meu).

Nesse texto a palavra traduzida como inferno é Geena e para o significado que comumente empregamos é a mais correta “Geena” ou “Geena de fogo” traduz-se como inferno, isto é, o lugar da punição futura por causa das características semelhantes que envolvem ambas as coisas. Foi uma palavra que Jesus usou diversas vezes em seus discursos para explicar com pertinência a natureza cruel e humilhante do lugar para onde os ímpios serão sentenciados por toda a eternidade.

Historicamente falando, Geena nomeava, originalmente, o vale de Hinnon, ao sul de Jerusalém. Nos tempos veterotestámentarios, quando o paganismo invadiu as práticas de culto do povo israelita, iniciou-se a prática pagã de sacrifícios humanos. No lugar chamado de “vale de Hinnon” havia uma saliência usada como altar. Diz-se que ali muitos pais seguravam seus filhos pelos pés e perfurava-lhes o pescoço; enquanto os demais participantes daqueles cultos tocavam seus tambores atrás daqueles adoradores de Moloque, ensurdecendo desse modo os pais.

O barulho produzido pelos tamboristas era tão alto que os pais eram impedidos de ouvir os gritos e choros de seus filhos. É sabido que com o passar do tempo, o vale que talvez pertencesse a uma família de sobrenome HINNON tornou-se o depósito e incinerador do lixo de Jerusalém. Lançavam-se ali cadáveres de animais para serem consumidos pelo fogo, aos quais se acrescentava enxofre para ajudar na queima.

Também se lançava ali cadáveres de criminosos executados, considerados imerecedores de um sepultamento decente num túmulo memorial. O relato dos evangelhos revela que após a morte de Jesus por crucificação, José de Arimateia pediu a Pilatos permissão para remover e sepultar o seu corpo. Isso ocorreu porque Jesus foi assassinado como um malfeitor aos olhos das autoridades civis e religiosas da época. Caso José de Arimateia não houvesse recebido permissão para remover e sepultar o corpo de Jesus, as autoridades intencionavam jogar seu corpo na Geena, isto é, no aterro sanitário de Jerusalém.

Quando os cadáveres caiam no fogo, eram consumidos por ele, mas, quando os cadáveres caiam sobre uma saliência da ravina funda, sua carne em putrefação ficava infestada de vermes, que não morriam até terem consumido as partes carnais, deixando somente os esqueletos. Pela determinação do rei Josias em seus dias nenhum animal ou criatura humana viva deveria se lançado na Geena para serem queimados vivos ou atormentados.

Geena é uma comparação adequada para descrever o perverso e sua situação futura. Geena então não é em si mesma o inferno, mas é a mais clara metáfora para ele. A seguir veremos que não foi debalde que Jesus utilizou-se dessa palavra para falar do destino eterno dos impenitentes.

Dada esta explicação tratemos sobre a natureza do inferno. Preciso voltar a dizer que há uma larga diferença entre o a Bíblia diz e o que ela quer revelar com o que está expresso. Sempre que o Novo Testamento trata sobre o inferno, ele se utiliza de termos como fogo, choro, ranger de dentes, lugar onde o bicho nunca morre e trevas espessas essa linguagem visa alcançar a compreensão humana para a realidade sofredora do inferno. Os termos mencionados não devem ser entendidos como literais, mas sim como figurados por algumas questões lógicas e óbvias.

FOGO

A maior ação provocada pelo fogo é alterar a forma natural das coisas. Ao usar a figura do fogo para descrever o inferno, Jesus dá-nos a entender que o homem que for condenado será destituído de todas as características das quais se orgulha, como: beleza, sensualidade, aparência desejável ou pujança.

Jesus se utilizou da linguagem da Geena como vimos estudando na introdução deste capítulo, para invocar a natureza sofredora do lugar para onde irão os que perecerem sem Deus. A figura do Geena retrata humilhação uma vez que somente os desonrados eram jogados lá. O inferno é sem dúvida, um lugar e estado de humilhação eterna. O inferno traça um claro contraste com a vida na terra.

No mundo os que criam suas próprias regras e não se submetem aos parâmetros divinos parecem ser os que mais se destacam com honra. O inferno é um lugar em que não há nenhum espaço para se criar nenhuma regra que seja aparentemente interessante. É lugar de desonra, solidão, indignidade e reclusão perpétua.

Outra imagem representada pela Geena é a ideia de morte. Morte não é apenas a ausência de vida, morte é a inaptidão para participar de qualquer obra útil. No inferno não há vida ativa, só existência agonizante. Isso dá-nos a ideia de impotência. Os corpos lançados na Geena exalavam odor repugnante para os demais, por isso, ninguém apreciava estar lá. No contexto empregado por Cristo em que Geena é o símbolo da perdição, os perdidos condenados sofrerão o abandono e a solidão eterna, sem ninguém para compartilhar suas dores ou entreter.

A figura do fogo trás a mente um elemento que destrói, que machuca e que altera a forma original das coisas. Assim como os mais belos, luxuosos e caros objetos são destruídos e reduzidos à cinzas pela ação do fogo, o estilo de vida fútil carregado de prazer pecaminoso será completamente extirpado no inferno.

CHORO

Chorar é o modo como expressamos nossa dor, frustrações, angústias e agonias. Obviamente não haverá no inferno o choro literal, por uma questão bastante lógica: o liquido expelido no choro adentra ao organismo humano pelo banho, ingestão de água ou de outros líquidos. No inferno não se espera que exista água, logo o choro será inexistente. Entretanto, é claro que quando Jesus mencionou o inferno como um lugar de choro, ele estava falando de um estado em que as emoções estão extremamente aguçadas a ponto de o sofrimento ser intenso ao máximo. Um sentimento de remorso por ter usado inconvenientemente as oportunidades que teve; uma convicção plena de não ter mais saída ou solução de se inverter aquele estado.

O sofrimento experimentado no inferno deverá ser inexprimível, pois os que ali estiverem cativos reconhecerão a justiça de Deus que pune com seu máximo rigor. Atrevo-me a conjecturar que os que estiverem sendo punidos não odiarão a Deus nem ao Diabo, mas odiarão a si mesmos por terem resistido a Deus e dado ao Diabo o governo de suas vidas. Isso lhes corroerá a consciência que não será apagada por toda a eternidade.

RANGER DE DENTES

Esta expressão equivale a ideia de dor ou agonia. Quando alguém vem a ranger os dentes a dor é no mínimo insuportável. Tal como as expressões anteriores, essa também é figurada para explicar sensações agonizantes. Defendo que seja uma expressão figurativa pelo fato irrefutável que as almas não têm as mesmas estruturas corporais que temos aqui, enquanto residimos no corpo.

Para desempenhar atividades ligadas a alimentação, se faz necessário a presença e uso da arcada dentária, o que é absolutamente dispensável aos corpos espirituais dos que forem para as regiões infernais. Principalmente por essa razão, o termo “ranger os dentes” foi usado por Cristo para traduzir a ideia de sofrimento incontrolável. Sim é neste sentido que o Senhor empregou a expressão e é justamente esse sofrimento incontrolável que as almas impenitentes padecerão eternamente.

LUGAR ONDE O BICHO NUNCA MORRE

Acredito ser desnecessário empreender alguma explicação sobre os termos em pauta, visto que eles também são termos peculiares da associação entre o lugar de tormentos eternos e a figura da Geena. Mas vou arriscar uma breve nota sobre o assunto. Pelo termo “lugar onde o bicho nunca morre” entende-se como sendo um lugar de desconforto extremo.

Sabe-se que um lugar propício para os bichos ou vermes é um ambiente de muita e contínua sujeira. Esse tipo de ambiente é o retrato nítido de um lugar de desconforto, um recinto assim é inadequado para alguém se sentir bem. Um ambiente desses é extremamente impróprio para a existência humana. No uso dessas comparações Jesus enfatiza a realidade degradante e desconfortável da habitação eterna dos que perecerem.

ENXOFRE E LAGO DE FOGO

Como vimos na introdução deste capítulo, era posto enxofre para facilitar a queima do lixo e higienização dos demais elementos fétidos que jaziam no incinerador de Jerusalém. O uso desse mineral (o enxofre) nos textos que falam sobre o inferno é usado unicamente objetivando chamar a atenção para a figura que Cristo insistentemente invocou em seus discursos quando tratou sobre a realidade eterna dos impenitentes que receberão a ira divina com todo o seu rigor após terem passado pelo juízo de Deus.

Essa mesma figura surge novamente em Apocalipse 20.14,15/21.8. Nos textos de Apocalipse Lago de fogo pode ser interpretado como um estado da alma, que pela sua distância de Deus e do gozo celestial padece a segunda morte.

Outra interpretação cabível nestes textos é a plena inatividade dos elementos morte e inferno. A ideia de que no inferno haverá enxofre reside no fato de que Jesus intencionava associar o papel no enxofre na Geena à presença de outros elementos com igual potencial de fomentar a atividade sofredora do inferno, ou seja, na Geena o enxofre servia principalmente para intensificar a queima e com isso garantir que se cumprisse o objetivo daquele aterro sanitário.

Em outras palavras, ao usar a figura do enxofre para abordar a pena eterna dos impenitentes, Jesus queria afirmar que a todo o sofrimento prefigurado no fogo, no choro, no ranger de dentes, etc. seria acrescido outros fatores que intensificará ainda mais toda dor e todo sofrimento.

Outras figuras emergem das páginas das Escrituras sobre a punição eterna dos condenados. Por exemplo, Jesus falou do inferno como sendo um lugar de trevas espessas , caracterizando-o como um calabouço ou lugar de tortura.

A REALIDADE DO INFERNO

Sei que não posso encerrar todo o sentido do tema, mas gostaria de chamar a atenção do leitor para alguns textos e interpretá-los de modo que revelem a natureza real desse lugar de tormentos perpétuos.

Segundo o texto de Lucas 16.23, o inferno é um lugar de plena consciência. O texto destaca algumas verdades e esclarece algumas questões como: recordações da vida que levou na terra, arrependimento pelas obras erradas que foram cultivadas, afetividade ainda aguçada, desejo de uma nova chance. As pessoas que forem viver sua eternidade no inferno terão que conviver eternamente com essa dura realidade.

O inferno é, segundo Mateus 18.9 um lugar onde os sentidos estarão aguçados para perceberem e viverem sofrimentos invisíveis e indeléveis pela eternidade. Talvez aqui surja uma questão: como os sentidos estarão aguçados se serão as almas e não os corpos que padecerão no inferno? Na verdade muitos textos no Novo Testamento sugerem ou declaram que no último Dia haverá uma ressurreição de todos os mortos, absolvidos e condenados.

Esse argumento tem apoio bíblico: “não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo .” Perceba que todos ressuscitarão. Essa ressurreição é universal e ao que parece envolve duas áreas: física e espiritual. Assim como os ressurretos santos receberão corpos como o dos anjos para gozarem dos prazeres eternos, obviamente os mortos perversos receberão algum tipo de corpo ressurreto no qual serão atormentados para sempre.

QUEM É CANDIDATO AO INFERNO?

• Os que fazem pouco caso de Deus – Sl 9.17;
• Os adúlteros – Pv. 5.5;
• Aqueles que fazem de suas vidas uma existência inútil para Deus – Mt. 3.12;
• Os que se recusam se arrepender de seus delitos contra Deus – Mt. 11.23;
• Aqueles cuja pregação não condiz com a vida que levam – Mt. 23.15,23;
• Todos aqueles que insistem em não perdoar aos que lhe fazem mal – Mt. 18. 34-35;
• Os egoístas que não se importam com as dores alheias – Mt. 25. 31-46;
• Aqueles que preferem viver pelos padrões que Deus despreza – Ap. 21.8;

ADVERTÊNCIAS AOS QUE NÃO QUEREM IR PRA O INFERNO:

1) É melhor abri mão de coisas importantes, necessárias e insubstituíveis do que abri mão de coisas eternas – Mt. 5.29-30;
2) Procuremos fazer a vontade de Deus ainda que ela seja muito difícil e ainda que para vivê-la tenhamos que sofrer – Mt. 7.13-14;
3) (MÃO) Se as nossas ações desagradam a Deus, é melhor que abramos mão delas, pois é melhor deixar de satisfazer a si mesmo do que ser condenado ao inferno; (PÉS) se os lugares para onde costumamos ir, nos fazem ser desagradáveis a Deus, é melhor que deixemos esse hábito, pois é melhor perder hábitos que gostamos do que ganhar ingressos para o inferno; (OLHOS) se as coisas em que nossa atenção se foca, não agradam a Deus, é melhor que mudemos nosso foco, pois é melhor não se interessar pelo que a maioria das pessoas se interessa do que ser igual a todo mundo e mesmo assim ser condenado ao inferno – Marcos 9.43-48;

TÁRTARO

Já em 2 Pedro 2.4-10a diz: “Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo; e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo de ímpios; e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou-as à ruína completa, tendo-as posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente; e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles), é porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo, especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo.(grifo meu).

Vejamos este mesmo texto na Bíblia de Jerusalém:

“Com efeito, se Deus não poupou os anjos que pecaram, mas lançou-os nos abismos tenebrosos do Tártaro, onde estão guardados à espera do Julgamento, nem poupou o mundo antigo, mas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios, preservou apenas oito pessoas, entre as quais Noé, o arauto da justiça, e se, como exemplo do que havia de sobrevir aos ímpios, condenou à destruição as cidades de Sodoma e de Gomorra, reduzindo-as a cinzas, enquanto livrou o justo Ló, deprimido com o comportamento dissoluto daqueles perversos porque esse justo, que morava entre eles, afligia diariamente a sua alma justa com as obras iníquas que via e ouvia —, é certamente porque o Senhor sabe libertar os piedosos da tentação e reservar os injustos sob castigo à espera do dia do Julgamento, sobretudo aqueles que seguem a carne, entregando-se a paixões imundas, e que desprezam a autoridade do Senhor”. (grifo do autor).

Um texto bem parecido aparece em Judas 6:

“aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia.”
Então, devemos acreditar que exista um inferno para os demônios e outro para os homens ímpios? Ou devemos aceitar que os demônios estão todos presos? Ou ainda que existam demônios piores que outros e que por isso alguns estão presos e outros soltos?
A versão da Bíblia de Jerusalém é bem mais clara e por isso lança uma melhor percepção da mensagem que este texto quer enfatizar. Mas o que vem a ser o Tártaro? Ora a compreensão desta palavra exige que retrocedamos a Grécia antiga e revejamos sua mitologia, onde Tártaro era o nome que os antigos usavam para descrever o que eles chamavam de ‘o abismo mais profundo do inferno. ’

o Dicionário de Mitologia Grega e Romana assim se refere a tártaro: “o Tártaro, cujo nome não é senão uma displicente onomatopeia representava, no centro da terra, a prisão dos rejeitados. ” Ao empregar este termo, Pedro estava destacando a rejeição de Deus pelos demônios. A palavra usada pelo tradutor é inferno enquanto que no grego original é tártaro que na cultura e compreensão dos gregos era o abismo mais profundo do inferno, enquanto para os judeus era o mesmo que a Geena.

Não seria sensato, pensar que a expressão de Pedro “os entregou a abismos de trevas” significa a condenação dos demônios ao inferno, uma vez que em seguida o apóstolo diz: “reservando-os para juízo”. A sentença não pode preceder ao julgamento. Mas o texto deixa claro que “entregar os demônios a abismos de trevas” foi o modo como Deus quis “reservá-los para o juízo”. Dessa forma, ao entregá-los a abismos, Deus minimizou seu poder, limitou sua atuação e reduziu as atribuições do querubim ungido que lhe fora outorgado quando, no princípio foi criado.

Nós sabemos que tanto no texto referido em 2 Pedro como em Judas 6 o tempo da condenação é presente, mostrando com isso que eles já estão presos o que bem sabemos que não é verdade, não literalmente. Os textos em análises deixam-nos a seguinte mensagem: que os anjos que pecaram foram sentenciados ao juízo, destituídos do poder que tinham e expulsos do seu domicílio.

O leitor pode dizer que os demônios atuam com tanta eficiência no tempo presente que não tem como duvidar que eles tenham poder. Mas devemos dizer que o poder deles fora minimizado por Deus. Pois a palavra “algemas” que aparece em Judas 6 sugere que há uma prisão em que estão, enquanto que a palavra “guardado” no grego é tereo (τηρεω) palavra comumente usada em forma de metáfora significando “manter alguém no estado no qual ele está”. Ora eles estão mantidos atuantes, porém em escala minimizada de poder. É o mesmo caso que surge em Apocalipse 20 onde nos assegura o texto que satanás foi preso.

E nós, amilenistas, acreditamos que satanás está verdadeiramente preso. Mas isso pode parecer ilógico, insano. Como satanás estaria preso se a cada dia que passa seu domínio cruel aumenta sobre o mundo? O autor do Apocalipse foi cuidadoso quando esclareceu que satanás fora preso “para que não mais enganasse as nações”. Neste sentido ele está aprisionado. Para esta finalidade ele está inoperante .

Concluímos então que em se referindo aos demônios, o tártaro é a diminuição das forças satânicas no período entre as duas vindas de Cristo a terra. O sentido grego dessa palavra também abrange a rejeição punitiva para os maus e castigo para os ímpios, todavia os autores bíblicos optaram por não se utilizaram deste termo para se referirem à pessoas, deixando claro, com isso, que há distinção entre o inferno dos homens que é o lugar de punição eterna e o tártaro dos demônios que é muito mais um estado do que propriamente um lugar.

HADES OU SHEOL

Bem estes vocábulos são por demais difíceis de interpretar. A depender do contexto, o significado pode variar muito. Sheol é um termo hebraico usado tipicamente para designar sepultura, mas há outras designações no Velho Testamento para essa palavra. A mesma regra de variação na interpretação vale para o vocábulo grego hades presente em algumas passagens do Novo Testamento. Essas palavras surgem em vários textos trazendo consigo significados distintos e variados. Vejamos abaixo alguns exemplos.

Sheol como sepultura

Em salmos 139.8: “Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo {sheol}, lá estás também;” Neste texto o significado mais cabível seria sepultura, uma vez que o autor está falando de instâncias físicas, de lugares distantes ou próximos onde a mão divina o guiaria e sustentaria. Esse argumento pode ser mais bem aceito quando notamos que os demais lugares mencionados pelo salmista são todos físicos. Ele fala do céu, mares, ambientes escuros e claros.

Em salmos 49.14 lemos: ”Como ovelhas são postos no {sheol}; a morte é o seu pastor; eles descem diretamente para a cova, onde a sua formosura se consome; a sepultura é o lugar em que habitam”. Do mesmo modo que o texto anterior, aqui sheol também quer dizer sepultura. Isso é visto claramente na comparação que o salmista faz entre o homem e a ovelha mostrando que a morte é uma consequência inevitável da existência de todo ser vivo racional ou não.
Sheol como lugar de punição e condenação eterna

No salmo 9.17, volta a aparecer o termo sheol, desta vez para designar o lugar onde os ímpios e aqueles que fazem pouco caso de Deus perecerão eternamente, ou seja, o lugar para onde os ímpios são enviados para castigo. O texto diz: “Os perversos serão lançados no {sheol}, e todas as nações que se esquecem de Deus.” Vê-se aqui um indubitável exemplo de castigo e punição. Percebe-se aqui que a causa da ida destes indivíduos e nações para o sheol é o fato de eles serem ímpios e se esquecerem de Deus, por isso serão castigados.
Outra vez a palavra sheol surge expressando uma promessa de punição para o povo impenitente. Desta feita em Oséias 13.14: “Eu os redimirei do poder do {sheol}; eu os resgatarei da morte. Onde estão, ó morte, as suas pragas? Onde está, ó sepultura, a sua destruição?”
“As duas primeiras frases são perguntas retóricas que exigem uma resposta negativa: “Eu os remirei do poder do {sheol}? Não. “Eu os resgatarei da morte? Não. As duas frases seguintes chamam a morte e o inferno para lançarem seu poder contra Israel.”

Sheol como hipérbole representando desesperança ou consequências funestas

Em Jonas 2.1,2 a mesma palavra aparece trazendo um sentido diferente: “Então, Jonas, do ventre do peixe, orou ao SENHOR, seu Deus, e disse: Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do {sheol}, gritei, e tu me ouviste a voz.” Aqui a lógica do contexto não nos deixa entender outra coisa senão que o profeta está usando de hipérbole para designar a impossibilidade de voltar a viver. Um homem numa situação como a que Jonas esteve, deve naturalmente duvidar da possibilidade de voltar à existência.

O sheol de Jonas pode ser traduzido como o abismo da desesperança e da angústia. Não acho que seja correto relacionar este abismo ou sheol com o abismo das profundidades do mar, uma vez que o profeta não pôde determinar à quantos metros estava dentro do mar. Outra coisa é que em determinadas épocas do ano, baleias e peixes de grande porte, escolhem as águas mais rasas para acasalar e desovar.

Em provérbios 7.27 o texto bíblico se expressa com essas palavras: “A sua casa é caminho para o {sheol} e desce para as câmaras da morte.” Esse texto traduz sheol por sepultura na versão Almeida Revista e Atualizada, contudo pelo contexto implícito nos parece melhor interpretar sheol por consequências funestas. Desse modo o texto ganharia o seguinte significado: “a casa da mulher adúltera é caminho que conduz às consequências funestas por isso pode conduzir a morte.” Talvez essa seja a melhor tradução para o texto em foco.
Sheol tem conotação de mau caminho, perdição e engano em Provérbios 5.5: “Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem ao {sheol}.”

O hades como habitação ou estado de todos os mortos condenados e salvos.
Outra citação pertinente ao assunto em relevância é Atos 2.27 onde em seu discurso Pedro recorre a um dos salmos messiânicos de Davi: “porque não deixarás a minha alma no HADES, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção”. Essa citação é referente a Jesus. Algumas escolas teológicas defendem que o hades ou sheol é o lugar para onde irão apenas os que morrerem sem Deus.

Entretanto aqui o texto deduz-nos que Jesus ao morrer foi ao hades, como um morto qualquer, mas não permaneceu lá porque seu corpo não viu corrupção, ou seja, não experimentou decomposição. Claro que essa questão é estritamente dependente do texto que se está consultando. Neste de Atos, o autor usa Hades com conotação de sepultura, neste sentido, todos, incondicionalmente irão para o mesmo lugar. Mas o texto quer dizer basicamente que Deus não permitiria que o corpo de Jesus permanecesse separado de seu espírito.

Hades como lugar de tormentos eternos

Em Lucas 16 Jesus conta a parábola do rico e de Lázaro, um mendigo que vivia na mesma cidade do homem rico. Jesus falou sobre a vida que estes seres financeiramente antagônicos viviam e por fim falou sobre suas mortes e o destino que suas almas tomaram. O versículo 23 traduz hades para inferno. Lá o texto expõe elementos como fogo e tormento, levando-nos a entender que aqui o hades é uma figura da eterna punição dos homens maus.

Concluímos, pois entendendo que na leitura da Bíblia nas versões em português se faz necessário uma análise para a palavra inferno. Entendemos também que o inferno é uma realidade expressa na Bíblia de modo a fazer-nos entender a essência da sua natureza para que vivamos uma vida que nos livre de tê-lo como nosso destino eterno.

Tradicionalmente as igrejas cristãs que ainda conservam uma visão ortodoxa da interpretação bíblica defendem a inexistência daquilo que algumas seitas denominam de ‘sono da alma’ e sustentam a doutrina da lucidez da alma após a morte e da instantânea posse do antegozo que os salvos passam a experimentar imediatamente após sua entrada na eternidade (morte). É deveras salutar continuar honrando essas doutrinas, uma vez que elas apresentam bons argumentos e firme respaldo bíblico. Embora tenhamos tratado a questão do inferno de forma bastante analítica ao levantar um pano de fundo histórico e uma hermenêutica pouco ortodoxa, conservamos o desejo de jamais e de nenhum modo adulterar a inerrante, inspirada, eterna e absoluta Palavra de Deus, sem a qual nenhuma base é sólida e nenhuma autoridade é sustentável.

Fonte: http://estudos.gospelprime.com.br/natureza-inferno/

Missionário Rosivaldo

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

POLÊMICA: "Uma família católica vale por três muçulmanas", diz arcebispo alemão


O arcebispo de Colônia, Joachim Meisner, desencadeou nesta quarta-feira uma polêmica na Alemanha ao afirmar que uma família católica vale por três muçulmanas.

— Cada uma de suas famílias vale facilmente por três famílias muçulmanas — afirmou Meisner, de 80 anos, em uma reunião de um movimento conservador católico.

— Isso é difundir medo e incompreensão — lamentou Bekir Alboga, da organização turco-islâmica Ditib, em declarações à rede de informações Deutsche Welle.

— Na Alemanha precisamos de mediadores entre duas culturas, e não de pessoas que acreditam em divisões — acrescentou.

O responsável por questões de integração do governo de Angela Merkel, Aydan Ozoguz, afirmou, por sua vez, que se trata "da opinião pessoal de um alto dirigente católico" e que não ia comentar a declaração, mas que não compreendia suas palavras, segundo entrevista ao jornal regional Kolner Stadtanzeiger.

Segundo o presidente do Conselho Central dos Muçulmanos da Alemanha, Aiman Mazyek, essas palavras alimentam uma islamofobia "que não existe dentro da Igreja católica e, em particular, por parte do novo papa Francisco".

Meisner, que se aposenta no final de fevereiro, lamentou suas palavras e afirmou que "talvez tenham sido infelizes".

— De forma alguma era minha intenção ofender as pessoas de outra religião — afirmou em um comunicado publicado pela agência Dpa.

A Alemanha tem quatro milhões de muçulmanos, em sua maioria turcos ou de origem turca.



Fonte:  http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2014/01/uma-familia-catolica-vale-por-tres-muculmanas-diz-arcebispo-alemao-4403650.html

Famílias evangélicas tem serviço de água e energia elétrica cortado por se recusarem a contribuir com festas católicas


Os evangélicos da região de San Cristobal de las Casas, no estado mexicano de Chiapas, estão sendo perseguidos pela maioria católica por não aceitarem contribuir financeiramente com os custos de festivais católicos.

De acordo com o representante das 25 famílias evangélicas da cidade, suas casas tiveram o fornecimento de energia elétrica e água cortado pelas autoridades municipais.

A cidade fica próxima à fronteira do México com a Guatemala, e a comunidade católica estaria influenciando as autoridades a chantagearem os evangélicos com a interrupção dos serviços públicos.

De acordo com o jornal La Jornada, o representante dos evangélicos Luis Antonio Herrera, afirmou que a falta de água e luz começou no dia 11 de fevereiro. Aaron López Espinosa, um dos moradores afetados, solicitou às autoridades que o serviço fosse restabelecido e teve o pedido negado, além de ser convocado para comparecer a uma reunião onde o assunto seria discutido.

O relato colhido pela imprensa mexicana diz ainda que foi estipulada uma multa aos evangélicos caso eles não comparecessem à reunião, e no dia marcado, guardas foram às casas dos representantes e os impediram de sair, para que a multa fosse aplicada.

As famílias, que são membros da Igreja Evangélica Monte Tabor, também teriam sofrido interrupção dos benefícios de programas sociais do governo. Numa das tentativas de fazer o serviço de água e energia ser retomado, Espinosa estava acompanhado de fiscais da Justiça, e terminou detido pelos guardas juntamente com os fiscais por mais de 24 horas.

Atualmente, os evangélicos planejam ir à Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) e cobrar providências dos políticos contra a perseguição religiosa.

Por Tiago Chagas, para o Gospel+


Fonte: http://noticias.gospelmais.com.br/

A graça de Deus, favor imerecido

Rev.Hernandes Dias Lopes

A salvação do homem é vista pelas religiões do mundo inteiro apenas de dois modos: o homem é salvo pelos seus méritos ou pela graça de Deus. A salvação é um caminho aberto pelo homem da terra ao céu ou é resultado do caminho que Deus abriu do céu à terra. O homem constrói sua própria salvação pelo seu esforço ou recebe a salvação como dádiva imerecida da graça divina. Não existe um caminho alternativo nem uma conexão que funde esses dois caminhos. É impossível ser salvo ao mesmo tempo pelas obras e pela graça; chegar ao céu pelo merecimento próprio e ao mesmo tempo através de Cristo.

A soberana graça de Deus é o único meio pelo qual podemos ser salvos. Os reformadores ergueram a bandeira do Sola Gratia, em oposição à pretensão do merecimento humano. Queremos destacar quatro pontos importantes no trato dessa matéria.

1. A graça de Deus é um favor concedido a pecadores indignos. Deus não nos amou, escolheu, chamou e justificou por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. A causa da salvação não está no homem, mas em Deus; não está no mérito do homem, mas na graça de Deus, não está naquilo que fazemos para Deus, mas no que Deus fez por nós. Deus não nos amou porque éramos receptivos ao seu amor, mas amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Deus nos escolheu não por causa da nossa fé, mas para a fé; Deus nos escolheu não porque éramos santos, mas para sermos santos; não porque praticávamos boas obras, mas para as boas obras; não porque éramos obedientes, mas para a obediência.

2. A graça de Deus é concedida não àqueles que se julgam merecedores, mas àqueles que reconhecem que são pecadores. Aqueles que se aproximam de Deus com altivez, cheios de si mesmos, ostentando uma pretensa espiritualidade, considerando-se superiores e melhores do que os demais homens, são despedidos vazios. Porém, aqueles que batem no peito, cônscios de seus pecados, lamentam sua deplorável condição e se reconhecem indignos do amor de Deus, esses encontram perdão e justificação. A graça de Deus não é dada ao homem como um prêmio, é oferta imerecida; não é um troféu de honra ao mérito que o homem ostenta para a sua própria glória, mas um favor que recebe para que Deus seja glorificado.

3. A graça de Deus não é o resultado das obras, mas as obras são o resultado da graça. Graça e obras estão em lados opostos. Não podem caminhar pela mesma trilha como a causa da salvação. Aqueles que se esforçam para alcançar a salvação pelas obras rejeitam a graça e aqueles que recebem a salvação pela graça não podem ter a pretensão de contribuir com Deus com suas obras. A salvação é totalmente pela graça, mediante a fé, independente das obras. As obras trazem glória para o homem; a graça exalta a Deus. A graça desemboca nas obras e as obras proclamam e atestam a graça. As obras são o fruto e a graça a raiz. As obras são a consequência e a graça a causa. As obras nascem da graça e a graça é refletida através das obras.

4. A graça de Deus é recebida pela fé e não por meio das obras. A salvação que a graça traz em suas asas é recebida pela fé e não por meio das obras. Não somos aceitos diante de Deus pelas obras que fazemos para Deus, mas pela obra que Cristo fez por nós na cruz. A fé não é meritória, é dom de Deus. A fé é o instrumento mediante o qual tomamos posse da salvação pela graça. O apóstolo Paulo sintetiza este glorioso ensino, em sua carta aos Efésios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.8-10).

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/10/a-graca-de-deus-favor-imerecido/#.UwyB5uNdXxA


Pesquisa: Pastor Charles Maciel Vieira

LISTA REAL SUMERIANA

Lista dos reis sumérios em escrita cuneiforme, século XXIV a.C.

A Lista Real Sumeriana é um texto antigo escrito na língua suméria que lista os reis da Suméria a partir da dinastia sumeriana, estendendo-se a dinastias estrangeiras, sendo que as listas de reis babilônios e assírios posteriores eram parecidas.

A lista registrava o local da realeza e governantes "oficiais", bem como o período de seus governos. Acreditava-se que o direito de majestade era concedido pelos deuses e que podia ser passado de uma cidade a outra. É possível que alguns dos reis presentes na lista fossem puramente mitológicos. A duração de alguns reinados é demasiado longa em muitos dos casos. Houve muitos outros monarcas a governar suas próprias cidades sem, contanto, ganhar o título de realeza "oficial". A lista menciona uma única mulher como governante: Kug-Bau de Kish, a guardiã da taverna, que reinou por 100 anos.

Lista

Proto Dinástico I, reis anteriores ao dilúvio, lendários

Os reis antediluvianos, lendários ou anteriores ao século XXVI a.C. Seus reinados eram medidos em sars —períodos de 3600 anos— a seguinte unidade até 60 no sistema sumério (3600=60x60), e em ners —unidades de 600.
"Depois que a realeza desceu dos céus, ela esteve em Eridug (Eridu). Em Eridug, Alulim tornou-se rei e governou 28.800 anos."

Eridu

Alulim de Eridu: 8 sars (28.800 anos, de 453.600 até o ano de 388.800, antes do dilúvio)
Alalgar de Eridu: 10 sars (36.000 anos, de 388.800 até o ano de 316.800, antes do dilúvio)
En-men-lu-ana de Bad-Tibira: 12 sars (43.200 anos, de 316.800 até o ano de 244.800, antes do dilúvio)
En-Men-Gal-Ana de Bad-Tibira: 8 sars (28.800 anos, de 244.800 até o ano de 223.200, antes do dilúvio)
Dumuzi de Bad-Tibira, o pastor: 10 sars (36.000 anos, de 223.200 até o ano de 201.600, antes do dilúvio)
En-Sipad-Zid-Ana de Larak: 8 sars (28.800 anos, de 201.600 até o ano de 172.800, antes do dilúvio)
En-men-dur-ana de Zimbir (Sippar): 5 sars e 5 ners (21.000 anos, de 172.800 até o ano de 136.800, antes do dilúvio)
Ubara-Tutukin (Ubartutu) de Shuruppak 5 sars e 1 ner (18.600 anos, de 136.800 até o ano de 64.800, antes do dilúvio)
SuKurLam (28.800 anos, de 64800 até o ano de 36.000, antes do dilúvio)
Zin-Suddu¹ ou Ziusudra, o "Noé sumério", de 36.000 até o dilúvio)

1:Estes nomes estão presentes em quase a metade das versões da Lista de Reis Sumérios, mas não em outras.
2:No lugar de En-Men-Ana, em algumas versões da lista está o nome Kichu-Ana


Proto Dinástico II (reis mitológicos)

ca. séculos XXIX-XXVI a.C.. Muitos reis conhecidos por inscrições contemporâneas não são encontrados na Lista de Reis Sumérios.
"Depois do dilúvio ter terminado, e a realeza haver descido do céu, ela passou a Kish"
Como veremos abaixo, o dilúvio aconteceu em 21767 a.C. (ver Primeira dinastia de Ur até 2500 a.C.).

Primeira Dinastia de Kish

Kullassina-bel de Kish: 960 anos
Nangishlishma de Kish: 670 anos
En-Tarah-Ana de Kish: 420 anos
Babum de Kish: 300 anos
Puannum de Kish: 840 anos
Kalibum de Kish: 960 anos
Kalumum de Kish: 840 anos
Zuqaqip de Kish: 900 anos
Atab de Kish: 600 anos
Mashda de Kish: 840 anos
Arwium de Kish: 720 anos
Etana de Kish, o pastor, que subiu ao céu e consolidou todos os reinos estrangeiros: 1500 anos
Balih de Kish: 400 anos
En-Me-Nuna de Kish: 660 anos
Melem-Kish de Kish: 900 anos
Barsal-Nuna de Kish: 1200 anos
Zamug de Kish: 140 anos
Tizqar de Kish: 305 anos
Ilku de Kish: 900 anos
Iltasadum de Kish: 1200 anos
En-Men-Barage-Si de Kish, que conquistou Elam: 900 anos (este é o governante mais antigo da lista que se confirma independentemente da evidência epigráfica)
Aga de Kish: 625 anos

"Então Kish foi derrotado e o reinado foi tomado por E-ana (Uruk)"

Primeira Dinastia de Uruk

Mesh-ki-ang-gasher de E-ana, filho de Utu: 324 anos (Mesh-ki-ang-gasher foi ao mar e desapareceu)
Enmerkar, que fundou Unug: 420 anos
Lugalbanda de Unug: 1.200 anos
Dumuzid de Unug, o pescador: 100 anos. Capturou a En-Me-Barage-Si de Kish.
Gilgamesh, seu pai foi um fantasma, senhor de Kulaba: 126 anos.
Ur-Nungal de Unug: 30 anos
Udul-Kalama de Unug: 15 anos
La-Ba'shum de Unug: 9 anos
En-Nun-Tarah-Ana de Unug: 8 anos
Mesh-He de Unug: 36 anos
Melem-Ana de Unug: 6 anos
Lugal-Kitun de Unug: 36 anos

(Outros soberanos conhecidos por inscrições não constam nas listas de reis)
"Então Unug (Uruk) foi derrotado e a realeza passou a Urim (Ur)"


Primeira dinastia de Ur até 2500 a.C.

Mesh-Ane-Pada de Urim: 80 anos
Mesh-Ki-Ang-Nanna de Urim: 36 anos
Elulu de Urim: 25 anos
Balulu de Urim: 36 anos

"Então Urim (Ur) foi derrotada e a realeza passou a Awan".
Isso posiciona o dilúvio em 21767 a.C.


Proto Dinástico III

(A primeira Dinastia de Lagash é conhecida pelas inscrições, mas não se encontra na lista de reis)

Três reis de Awan, governando um total de 356 anos
"Então Awan foi derrotado e a realeza passou a Kish".


Segunda Dinastia de Kish

Susuda de Kish: 201 anos
Dadasig de Kish: 81 anos
Mamagal de Kish: 360 anos
Kalbum de Kish: 195 anos
Tuge de Kish: 360 anos
Men-Nuna de Kish: 180 anos
Hansola de Kish: 290 anos
Perrokung de Kish: 360 anos
"Então Kish foi derrotado e a realeza passou a Hamazon".
Hadanish de Hamazi: 360 anos

"Então Hamazi foi derrotada e a realeza passou a Unug (Uruk)". De onde rompeu a ligação que as uniam.


Segunda Dinastia de Uruk

En-Shakansha-Ana de Unug: 60 anos
Lugal-Ure (ou Lugal-Kinishe-Dudu) de Unug: 120 anos
Argandea de Unug: 7 anos
"Então Unug (Uruk) foi derrotada e a realeza passou a Urim (Ur)".


Segunda dinastia de Ur

Nani de Urim: 120 anos
Mesh-Ki-Ang-Nanna de Urim: 48 anos
 ? de Urim: 2 anos

"Então Urim (Ur) foi derrotada e a realeza passou a Adab".


Adab

Lugal-Ane-Mundu de Adab: 90 anos
"Então Adab foi derrotada e a realeza passou a Mari".


Mari

Anbu de Mari: 30 anos
Anba de Mari: 17 anos
Bazi de Mari: 30 anos
Zizi de Mari: 20 anos
Limer de Mari: 30 anos
Sharrum-Iter de Mari: 9 anos

"Então Mari foi derrotada e a realeza passou a Kish".



Terceira Dinastia de Kish

Kug-Baba de Kish: 100 anos (Kug-Baba é a única mulher na lista de reis)
"Então Kish foi derrotada e a realeza passou a Akshak".


Akshak

Unzi de Akshak: 30 anos
Undalulu de Akshak: 6 anos
Urur de Akshak: 6 anos
Puzur-Nirah de Akshak: 20 anos
Ishu-Il de Akshak: 24 anos
Shu-Sin de Akshak: 7 anos

"Então Akshak foi derrotada e a realeza passou a Kish".



Quarta Dinastia de Kish


Puzur-Sin de Kish: 25 anos
Ur-Zababa de Kish: 400 (6?) anos
Zimudar de Kish: 30 anos
Ussi-Watar de Kish: 7 anos
Eshtar-Muti de Kish: 11 anos
Ishme-Shamash de Kish: 11 anos
Shu-Ilishu de Kish: 15 anos
Nanniya de Kish, o joalheiro: 7 anos

"Então Kish foi derrotada e a realeza passou a Unug (Uruk)".




Terceira Dinastia de Uruk

Lugal-Zage-Si de Unug: 25 anos (2375 a.C. – 2350 a.C. na cronologia mínima) derrota em Lagash.



Akkad

Sargão, cujo pai era jardineiro, ou copeiro de Ur-Zababa, rei da Acádia, que construiu a cidade: 56 anos (ca. 2.335-2.279 a.C. cronologia mínima)
Rimush, filho de Sargão: 9 anos
Man-Ishtishu, irmão de Rimush: 15 anos
Naram-Sin, filho de Man-Ishtishu: 56 anos
Shar-Kali-Sharri, filho de Naram-Sin: 25 anos
Irgigi, Imi, Nanum, Ilulu: os quatro simultaneamente governaram durante três anos
Dudu: 21 anos
Shu-Durul, filho de Dudu: 15 anos

"Então o Império Acádio foi derrotado e a realeza passou a Unug (Uruk)".




Quarta Dinastia de Uruk


(provavelmente governaram a Baixa Mesopotâmia simultaneamente com a dinastia de Akkad)

Ur-Ningin de Unug: 7 anos
Ur-Gigir de Unug: 6 anos
Kuda de Unug: 6 anos
Puzur-Ili de Unug: 5 anos
Ur-Utu (ou Lugal-Melem) de Unug: 25 anos

"Então Unug (Uruk) foi derrotada e a realeza passou ao exército dos Guti".



Período Guti (Mesopotâmia)

"No exército dos Guti os primeiros reis não foram conhecidos; tinham reis próprios que governavam por três anos"

Inkishush de Gutium: 6 anos
Zarlagab de Gutium: 6 anos
Shulme (ou Yarlagash) de Gutium: 6 anos
Silulumesh (ou Silulu) de Gutium: 6 anos
Inimabakesh (ou Duga) de Gutium: 5 anos
Igeshaush (ou Ilu-An) de Gutium: 6 anos
Yarlagab de Gutium: 3 anos
Ibate de Gutium: 3 anos
Yarla de Gutium: 3 anos
Kurum de Gutium: 1 ano
Apil-Kin de Gutium: 3 anos
La-Erabum de Gutium: 2 anos
Irarum de Gutium: 2 anos
Ibranum de Gutium: 1 ano
Hablum de Gutium: 2 anos
Puzur-Sin de Gutium: 7 anos
Yarlaganda de Gutium: 7 anos
 ? de Gutium: 7 anos
Tiriga de Gutium: 40 dias


Uruk

Uthegal de Unug, expulsa os Guti



Terceira dinastia de Ur

"Renascimento Sumério"

Ur-Nammu de Urim: 18 anos governa até 2111 a.C. – 2094 a.C. na cronologia mínima
Shulgi:46 anos governa até 2093 a.C. – 2046 a.C. na cronologia mínima
Amar-Sin de Urim: 9 anos até 2045 - 2037 a.C.
Shu-Sin de Urim: 9 anos até 2036 - 2028 a.C.
Ibbi-Sin de Urim: 24 anos até 2027 - 2003 a.C.

"Então Urim (Ur) foi derrotada e a realeza passou a Isin"



Dinastia de Isin

Estado amorita independente da Baixa Mesopotâmia. A dinastia termina em 1730 a.C. na cronologia mínima.

Ishbi-Erra de Isin: vencedor de Ibbisin reinou 33 anos até 2017 - 1985 a.C.
Shu-ilishu de Isin: 20 anos
Iddin-Dagan de Isin: 20 anos
Ishme-Dagan de Isin: 20 anos
Lipit-Eshtar de Isin: reinou 11 anos até 1934 - 1924. Elaborou um código de leis.
Ur-Ninurta de Isin (filho de Ishkur): 28 anos. Com ele termina o predomínio de Isin.
Bur-Sin de Isin: 5 anos
Lipit-Enlil de Isin: 5 anos
Erra-Imitti de Isin: 8 anos
Enlil-Bani de Isin: 24 anos
Zambiya de Isin: 3 anos
Iter-Pisha de Isin: 4 anos
Ur-Dul-Kuga de Isin: 4 anos
Sin-Magir de Isin: 23 anos

"São 11 cidades onde a realeza foi exercida. Um total de 134 reis que em conjunto reinaram mais de 28.876 anos".


Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Pesquisador: Pastor Charles Maciel Vieira