terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Pr. John Piper diz que “aborto e casamento gay são insanidade nacional”


O pastor John Piper ficou 33 anos no pastoreio da mesma igreja em Minneapolis. Hoje, se dedica a ser um teólogo em tempo integral e escrever mais livros. Ele já tem mais de 50 no currículo e não acredita em aposentadoria. Recentemente, Piper foi convidado a falar para os alunos da Faculdade e Seminário Bethlehem. A palestra foi em forma de entrevista, que ficou a cargo de Marvin Olasky, editor da revista cristã World Mag. O debate foi bastante provocativo. Desde o início, o pastor fez várias declarações fortes. “Os últimos cinco capítulos de Juízes repetem como um refrão que todo mundo fazia o que era certo aos seus próprios olhos. Isso parece muito com o ceticismo ou relativismo pós-modernista que vemos hoje. Temos abandonado os conceitos absolutos de certo e errado. Sem representantes fieis do Rei Jesus nas igrejas, as pessoas vão continuar fazendo o que bem entenderem”, disse logo no início.

Perguntado sobre como via o futuro, foi incisivo “Não estou otimista, mas acredito na soberania absoluta de Deus, que poderia se mover como um tornado nesta terra, livrando-nos de nossa autodestruição… acordar as pessoas para que elas digam: “O que nós estamos fazendo é loucura”. É loucura matar bebês ainda no ventre. É loucura chamar de casamento quando dois homens vivem juntos e têm relações sexuais um com o outro. Deus pode se mover em nossa cultura e levar as pessoas a dizerem: “Nós estávamos… sob a escuridão… Vou orar até o dia que eu morrer para que isso realmente aconteça”. Questionado sobre suas declarações serem “politicamente incorretas”, disparou: “Politicamente correto significa que há uma maneira de falar parecendo ser menos ofensivo… mas eu sei que Jesus odeia isso, pois Mateus contou a história dos saduceus que vieram até ele e perguntaram com que autoridade fazia aquelas coisas… Jesus recusou-se a responder. Jesus não falava com pessoas assim. Eu não gostaria de fazer algo… que deixaria Jesus sem falar comigo. Eu abomino o politicamente correto. Eu abomino saber que você precisa mudar suas palavras para ser aceito enquanto sacrifica a verdade”.

No final, perguntado sobre que dicas daria aos alunos que estavam começando seus ministérios agora, foi enfático: “Escolha o que mais fizer o seu coração queimar… Pode ser uma pequena igreja aqui mesmo em Minnesota, ou pode ser o lugar mais assustador no Paquistão, não importa… O que Deus quer de nós é que tenhamos amor pela santidade, um amor pelas pessoas e amor pela obediência a Ele”.

Fonte: GP

Fonte: http://fatosemfocobrasil.com/

BIBLIOLOGIA - Textos Gregos da Bíblia

Hoje não temos os manuscritos originais, os que foram escritos ou ditados pelos próprios autores. O que temos hoje são textos que foram copiados à mão ao longo dos séculos, até serem feitas as versões impressas a partir do século XVI. À medida que os textos foram sendo copiados, acontecia às vezes dos textos serem modificados, seja por eliminação, acréscimo ou deslocamento de palavras.

As primeiras versões impressas do Novo Testamento Grego foram feitas tendo como base o Textus Receptus, feito inicialmente por Erasmo de Roterdã, mas reimpresso por outros (Estienne, Irmãos Elzevir, Scrivener). O Textus Receptus era baseado em alguns dos manuscritos chamados "Bizantinos" (porque acredita-se que sua origem seja o Império Bizantino) ou "Majoritários" (porque são a maioria dos manuscritos atualmente preservados). O Textus Receptus foi utilizado para a maioria das traduções da Bíblia até o final do século XIX. A tradução original de Almeida utilizou o Textus Receptus. Atualmente, a Almeida Corrigida Fiel, a Almeida Revista e Corrigida, e a Bíblia Livre usam o Textus Receptus.

A partir do século XVIII surgiu um movimento de algumas pessoas que diziam que o Textus Receptus não era o melhor texto grego. Eles então procuraram estabelecer um outro texto, chamado de Texto Crítico. Esse movimento ganhou força no final do século XIX, com o lançamento da edição do Novo Testamento Grego por Westcott e Hort. Essa edição utilizava predominantemente manuscritos chamados de "Alexandrinos", que são em menor quantidade que os manuscritos bizantinos, porém os manuscritos alexandrinos ainda existentes são mais antigos. A versão do Texto Crítico mais usada atualmente é a 27ª edição de Nestle-Aland, que é idêntica (com exceção da pontuação e aparato) ao Novo Testamento Grego das Sociedades Bíblicas Unidas.


A diferença entre o Textus Receptus e o Texto Crítico é que o Texto Crítico é mais curto e possui algumas frases mais difíceis de explicar. Os defensores do Textus Receptus dizem que o Texto Crítico foi propositalmente falsificado para enfraquecer doutrinas. Os defensores do Texto Crítico dizem o contrário, que o Texto Crítico é o mais próximo do original, e que o Textus Receptus possui muitos enfeites que foram adicionados posteriormente.


Atualmente, as traduções Almeida Revista e Atualizada, Nova Tradução na Linguagem de Hoje, e Nova Versão Internacional, entre outras, utilizam o texto crítico.


Além disso, surgiu uma nova corrente que diz que os textos alexandrinos não refletem os manuscritos originais, e sim que os melhores são os textos bizantinos. Atualmente existem três edições do Texto Majoritário ou Bizantino: uma feita por Hodges e Farstad em 1982; outra por Robinson e Pierpont feita em 2000 e revisada em 2005. E uma terceira, produzida por Pickering. A diferença entre o Textus Receptus e o Texto Bizantino é pequena, sendo talvez a mais relevante é 1 João 5:7-8, onde o Textus Receptus possui uma referência a Trindade inexistente no Texto Bizantino e no Crítico.


Portanto, temos esses três textos gregos mais aceitos. Porém, o mais importante dizer é que nenhum destes três textos contradiz qualquer doutrina do Cristianismo.


Fonte: https://sites.google.com/site/biblialivre/perguntas-e-respostas/textos-base/textosgregos

Debate sobre Traduções da Bíblia - Bibliologia


Debate sobre Traduções da Bíblia

Programas Antenados



Walter McAlister - O dom de línguas cessou?

Walter McAlister 
 O dom de línguas cessou?



Walter McAlister - O que é um pentecostal reformado?

Walter McAlister 
O que é um pentecostal reformado?



Walter McAlister - Devo jogar na loteria?

Walter McAlister 
Devo jogar na loteria?




Walter McAlister - Ordenação feminina é bíblica?

Ordenação feminina é bíblica?

Walter McAlister



Cristão pode ir ao psiquiatra? Bispo afirma que “não só pode, como muitos precisam”


Há muitos problemas emocionais que não estão ligados ao mundo espiritual, mas sim a desequilíbrios hormonais

O bispo Walter McAlister respondeu em vídeo a uma dúvida muito comum entre evangélicos: Um cristão pode ir ao psiquiatra?

Doenças como depressão, estados crônicos de estresse e outras doenças são cada vez mais comum na sociedade mundial, não poupando idade, sexo, condição financeira e nem mesmo religião.

Mas na hora de buscar tratamento muitos evangélicos se deparam com o posicionamento contrário de quem acredita que procurar ajuda de médicos para tratamentos emocionais é falta de fé.

No vídeo, o representante da Igreja Cristã Nova Vida diz que “não só pode, como muitos precisam” se consultar com psicólogos e psiquiatras. Ele lembra que há diversos problemas comportamentais que estão ligados ao desequilíbrio hormonal do organismo, problemas que não estão relacionados ao mundo espiritual.

“Essas pessoas precisam procurar um médico gabaritado capaz de poder diagnosticar se há um fundamento fisiológico para este problema emocional”, diz ele.
“Não é falta de fé tomar antidepressivo, depressão não é prova de que você não tem a vitória em Cristo.”

O bispo diz que é preciso quebrar este preconceito de que o cristão que está triste ou confuso não tem a vitória. “Vitória não é isso. Vitória é manter-se firme em sua fé, firme nas promessas de Jesus. O resto é um processo.”

O líder da Igreja Cristã Nova Vida indica profissionais cristãos que além dos problemas emocionais e hormonais também vão entender o lado espiritual.


Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/

Anderson Silva é operado com sucesso e pede desculpas a brasileiros




LAS VEGAS - A noite de sábado não terminou como Anderson Silva esperava. O brasileiro viu o sonho de recuperar o cinturão dos médios no UFC acabar no inicio do segundo round da luta contra Chris Weidman. Ao tentar dar um chute na perna do oponente, Anderson sofreu uma fratura na perna esquerda, que deu a vitória ao adversário e chocou todos que estavam assistindo à luta. Foi o segundo confronto entre os dois lutadores. No dia 7 de julho de 2013, o brasileiro também foi derrotado pelo norte-americano e perdeu o cinturão dos pesos médios depois de sete anos.

A lesão foi grave e o brasileiro precisou deixar o octogono de maca, direto para um hospital em Las Vegas. Horas depois, a Zuffa, empresa proprietária do UFC, informou que Anderson Silva já passou por cirurgia, que foi realizada com sucesso, e terá que ficar de três a seis meses afastado do esporte.

"Após o evento principal do UFC 168, o ex-campeão Anderson Silva foi levado a um hospital de Las Vegas e passou por cirurgia para reparar uma perna esquerda quebrada. A cirurgia de sucesso inseriu um pino intramedular na tíbia esquerda de Anderson. A fíbula quebrada foi estabilizada e não precisará de cirurgia separada. Anderson ficará internado por pouco tempo, mas não precisará de outra cirurgia no momento. O tempo de recuperação é de três a seis meses para este tipo de operação", apontava o comunicado.

De acordo com a Zuffa, o brasileiro se mostrou feliz pelo apoio que vem recebendo. "Anderson está muito tocado pelo efusivo apoio de seus fãs e de toda comunidade do MMA. Ainda não há definições sobre seu futuro e ele gostaria de pedir privacidade no momento, já que lida com esta lesão e se prepara para voltar para casa e se recuperar."

Já pela manhã deste domingo, Anderson Silva se manifestou pela primeira vez após a lesão. Através de sua página no Twitter, o lutador pediu desculpas aos brasileiros. "Brasil, sinto muito. Não queria ter desapontado vocês. Dei o meu melhor, eu juro", escreveu. Pelas redes sociais, celebridades e atletas de vários países demonstraram estar chocadas com as imagens e manifestaram apoio ao atleta, que deve ficar seis meses parado. A hashtag #ForçaSpider está nos trending topics no Twitter.


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,anderson-silva-e-operado-com-sucesso-e-pede-desculpas-a-brasileiros,1113333,0.htm

sábado, 28 de dezembro de 2013

PREGAÇÃO - Pra.Edmeia Williams - Que resposta Tu darás à minha queixa?


Que resposta Tu darás à minha queixa?




PREGAÇÃO - Edmeia Williams - A Igreja ainda respira


Edmeia Williams - 

A Igreja ainda respira




Os falsos profetas - O evangelho em 3 minutos (Mario Persona)


#018 Os falsos profetas - O evangelho em 3 minutos 

(Mario Persona)




O leproso - O evangelho em 3 minutos (Mario Persona)


#020 O leproso - O evangelho em 3 minutos (Mario Persona)




O Homem Que Não Ama a Deus: A Mais Ingrata das Criaturas


O homem que não ama a Deus: a mais ingrata das criaturas (Deuteronômio 32:6)

De todas as criaturas geradas por Deus, o homem foi o único que ele escolheu para se relacionar. Com alguns, em especial, ele levou esse relacionamento a níveis mais profundos, de tal modo escolheu alguns para habitar neles, aos quais chamou de eleitos. E, ao fazer nestes morada, os adotou como filhos e os fez co-herdeiros de Jesus Cristo, o Salvador.

Dentre os muitos pecados naturais que acompanham o homem desde seu nascimento, o versículo em Deuteronômio 32:6 chama a atenção para um em especial, que, se a início não parece tão perigoso quanto os pecados tidos como mais terríveis (ex. rebeldia, vaidade, idolatria e desobediência, etc.), no entanto, com o tempo, nos envolve de tal maneira que, quando damos conta o estrago em nossas personalidades já está feito. Ingratidão: é disso que o versículo fala.

Ingratidão é a incapacidade que alguém tem de reconhecer o bem que lhe fizeram, agindo de forma correspondente a isso. Em Neemias 9:21-26 vemos um breve relato de como um povo pode se comportar de forma tão insensível. Os dois versículos seguintes (27 e 28) mostram o ciclo que este comportamento formava. E o versículo 29 explica os erros e expõe os motivos que levaram os hebreus ao erro:

1. Soberba
A palavra hebraica “ZADHON”, que traduz soberba, significa, literalmente, “arrogância”, mas também pode apontar para “presunção” e “orgulho”. E todos esses termos apontam para um só caminho: a queda. É o sentimento que nos faz pensar que somos auto-suficientes, que não precisamos tanto assim de Deus e que somos capazes de caminhar com as próprias pernas. Esse sentimento começava a produzir ingratidão quando o povo se esquecia do caminho que havia trilhado para chegar onde havia chegado, e que foi lembrado por Neemias nos versículos 21-25. De como, em sua obediência, havia sido abençoado e tornado próspero, vencedor. É como se todo aquele sucesso, de repente, tivesse saído do nada ou sido conseguido com suas próprias forças.

É comum vermos isso todos os dias. Pessoas chegando às igrejas completamente destruídas, derrotadas, com seus casamentos em crise, enfermas, decepcionadas, traídas. Vemos como elas se entregam a Deus de uma forma intensa, sem faltar aos trabalhos, participando das atividades da igreja. Até que um dia, seus problemas começam a ser solucionados. A presença abençoadora de Deus modifica suas vidas. No começo elas até testemunham. “Deus me abençoou”, dizem, para toda a igreja. Como diz o final de Neemias 9:25 “…Comeram e se fartaram e engordaram, e viveram em delícias, pela tua grande bondade”. Para em seguida vermos essas mesmas pessoas, de repente, esquecendo de todo o caminho que tiveram que percorrer para restaurarem suas vidas e se reerguerem, e começaram a pensar que chegaram ali por sua própria capacidade e inteligência. É a presunção.

2. Não deram ouvidos aos seus mandamentos.
Não dar ouvidos quer dizer, na prática, não dar importância. Não ligar para algo, não levar a sério. É o primeiro sintoma da presunção, do orgulho. É se sentir seguro de si a tal ponto que já não é mais necessário ouvir quem quer que seja além de si mesmo. Mas tudo não passa de uma armadilha. E por quê? Fácil responder. De onde vem o orgulho e a soberba? Vem de uma situação privilegiada onde nos encontramos. Pode vir de um cargo importante ou mesmo de um saldo bancário bem gordo. Esses elementos alimentam nosso ego. Nos dão uma falsa sensação de poder. Está armado o laço. E para que ele seja disparado, falta só um detalhe: esquecermos de que só chegamos aonde chegamos porque Deus nos levou até ali.

E ao fazermos isso, não vemos mais necessidade de dar ouvidos aos seus mandamentos.e o que vem a seguir é o que chamamos de ‘efeito dominó’: um erro levando a outro erro. Não aceitamos mais os juízos do Senhor, viramos os ombros, endurecemos a cerviz e nos recusamos a ouvir. Tudo isso causado pelo quê? Pela incapacidade do homem em ser grato.

Motivos óbvios para ser grato a Deus eternamente.

1. Ele nos ressuscitou
Efésios 2:1 diz “Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.”.
Estávamos fadados à morte, ao inferno, à condenação. Pecamos e destituídos ficamos da glória de Deus (Romanos 3:23). Mas ele olhou para nós. I João 4:20 diz uma das frases mais lindas da Escritura: “Ele nos amou primeiro”. Sem ele não teríamos vida. Não saberíamos o significado da palavra ‘esperança’. Foi ele quem, como diz Davi no Salmo 40:2, nos tirou de um lago horrível, de um charco de lodo. Se temos vida hoje, a temos graças a ele.

2. Ele fez tudo por nós sem que nós merecêssemos
Quem é capaz de fazer tudo, inclusive dar a própria vida, por alguém que só faz o mal, que vive afundado no pecado, afundado em todas as obras da carne? Acredite. Só Jesus Cristo seria e foi capaz de tal façanha. Ao que I Pedro 3:18 diz “Pois Cristo padeceu uma única vez, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus”. Esta é a essência da palavra graça, que, traduzido do grego “CHARIS”, quer dizer “Favor imerecido que Deus nos concede”. O único homem perfeito que caminhou sobre a terra, o Filho de Deus, não olhou para nossas fraquezas, iniqüidades, transgressões. Seu amor foi tão grande que chega a ser inexplicável. E foi esse amor que nos salvou, sem que merecêssemos sequer uma das gotas de sangue que foram derramadas no Calvário. Se conhecemos o amor, conhecemos graças a ele.

3. Ele não cobrou nada pelo que fez
Imagine que alguém peça para morrer em seu lugar sem que você saiba de nada. Imagine também, que essa pessoa que pediu pra morrer em seu lugar, e que você mal conhece, pagou suas dívidas antes de morrer. E, finalmente, essa pessoa que, sem você pedir nada ou conhecer, pela qual você nunca fez nada de bom, te deixou uma herança que nunca terá fim. E, o mais surpreendente de tudo isso: você não terá que pagar nada para ter acesso a tudo isso. Parece loucura? Parece. E é, pelo menos para alguns. I Coríntios 1:18 afirma que “A palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”.

O que mais é preciso dizer para que prevenir a humanidade do vírus da ingratidão? Será que teremos de passar sempre pelos mesmos vales por culpa de nossa própria arrogância? Será que temos de ser novamente entregues nas mãos de nossos inimigos e voltarmos a ser oprimidos por que somos tão incapazes de reconhecer o bem que nos fizeram?
Lembremos do que diz o salmista Davi no Salmo 103:1-2 (Salmo de gratidão por excelência)…

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor; tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios.”

Neto Curvina
Ministro do Evangelho

Fonte: http://estudos.gospelmais.com.br/o-homem-que-nao-ama-deus-mais-ingrata-das-criaturas.html

O teólogo a serviço de Deus e não da teologia


Antes de conhecer Deus academicamente, o teólogo precisa conhecê-lo pessoalmente.
Antes de descrever Deus, o teólogo precisa ter comunhão com ele.
Antes de descrever o amor de Deus, o teólogo precisa sentir-se amado por ele.
Antes de descrever a autoridade de Deus, o teólogo precisa submeter-se a ela.
Antes de descrever a santidade absoluta de Deus, o teólogo precisa descrever a sua absoluta pecaminosidade.

Antes de mencionar a sabedoria de Deus, o teólogo precisa confessar a sua ignorância.
Antes de se enveredar pelo problema filosófico e teológico do sofrimento, o teólogo precisa aprender a chorar com os que choram e a alegrar-se com os que se alegram.
Antes de tentar explicar as coisas mais profundas e misteriosas da teologia, o teólogo precisa ser honesto consigo mesmo e com os outros e admitir que nas cartas de Paulo e em outras passagens da Bíblia há coisas realmente difíceis de entender.
Antes de ensinar e escrever teologia, o teólogo precisa entender que sua responsabilidade é enorme, porque, exatamente por ser reconhecido como teólogo, ele será ouvido, lido, consultado, citado. O teólogo não pode inventar suas teologias, assim como o profeta não podia inventar suas visões nem declarar “assim diz o Senhor”, se o Senhor nada lhe dissera.
O teólogo não pode ser nem frio nem seco. Ele tem de declarar com toda empolgação que Deus é amantíssimo, graciosíssimo, justíssimo, misericordiosíssimo, puríssimo, santíssimo, sapientíssimo e terribilíssimo1.
O teólogo precisa de humildade para explicar as coisas já reveladas e calar-se diante das coisas ainda ocultas.

O teólogo precisa caminhar lado a lado com a fé e com a razão e, se em algum momento tiver de abrir mão de uma delas, deve ficar com a fé.
O teólogo deve construir e, em nenhum momento, destruir.
O teólogo obriga-se a separar o trigo do joio, a verdade do mito, a revelação da tradição, a visão verdadeira da falsa visão, o bem do mal, a luz das trevas, o doce do amargo, a vontade de Deus da vontade própria.

O teólogo tem o compromisso de insistir na unicidade de Deus e condenar a pluralidade de deuses, tanto os de ontem como os de hoje2.
O teólogo tem a obrigação de equilibrar a bondade e a severidade de Deus, o perdão e a punição, a vida eterna e a morte eterna, a graça e a lei.
O teólogo é um fracasso quando não menciona que Deus amou tanto o mundo que deu seu único Filho por uma só razão: para que ninguém fosse condenado, mas tivesse, pela fé em Jesus, plena e eterna salvação!

Notas
1. Veja Deus no superlativo.
2. Como, por exemplo, o deus-eu.

Fonte: http://www.dihitt.com/barra/leia-gratuitamente-todas-as-edicoes-antigas-da-revista-ultimato

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Rachel Sheherazade - Natal: O Aniversariante Faltou à Festa


Rachel Sheherazade -

 Natal: O Aniversariante Faltou à Festa




Pastor Silas Malafaia comemora “sepultamento” do PL 122 e Jean Wyllys lamenta; Veja lista dos senadores que votaram pelo fim do projeto


Após o apensamento do projeto de lei 122/2006 ao projeto do Novo Código Penal por parte dos senadores, o consenso geral entre favoráveis e contrários é de que a proposta da ex-deputada federal Iara Bernardi foi “sepultada”.

Através do Twitter, o pastor Silas Malafaia – um dos líderes evangélicos que mais se opôs ao PL 122 – comemorou abertamente a conquista e agradeceu o empenho dos parlamentares da bancada evangélica, como o senador Magno Malta (PR-ES), que influenciou a tomada de decisões dos demais parlamentares.

“PLC 122 acaba de ser enterrado no Senado. A Deus seja a glória. Parabéns aos senadores Renan Calheiros, Magno Malta, Lindberg Farias e outros. Não adianta chorar ou xingar o PLC 122 foi para o ‘espaço’. Nada de privilégios para ninguém. Homo, hetero, religioso ou não, lei é pra todos [...] Vitória do povo de Deus que esta aprendendo a usar os direitos da cidadania.Valeu o bombardeio de emails para os senadores. Ainda tem mais [...] 7 anos de lutas incluindo processos, calúnias, difamação e etc. Vitória da família, bons costumes e da criação pela qual Deus fez o homem. Ainda tem muita coisa que precisamos estar atentos. São mais de 800 projetos no Congresso para destruir os valores cristãos. Não vão nos calar”, escreveu o pastor em seu perfil.



O “sepultamento” do PL 122 se deu através de um requerimento apresentado pelo senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), que diante da falta de consenso a respeito do projeto, propôs que o debate sobre as propostas do texto fossem incluídas nas discussões do Novo Código Penal, que o Senado vem elaborando com a consultoria de juristas renomados.

Entretanto, as propostas mais radicais do PL 122, que eram consideradas privilégios aos ativistas gays – tiveram um destino definitivo com a aprovação de um requerimento de Magno Malta que exclui os termos “gênero”, “identidade de gênero”, “identidade sexual” ou “orientação sexual” do Novo Código Penal e dos parágrafos relativos ao preconceito.

No Twitter, o ativista gay e deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) queixou-se do final que o PL 122 teve no Senado, e atacou as lideranças evangélicas que lutaram pela reprovação do projeto enquanto ele tramitou. “Lamento a aprovação do requerimento do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) que apensa o PLC 122 ao projeto de reforma do Código Penal. Apesar do pedido de votação nominal feito pelos senadores Suplicy e Randolfe, não foi suficiente para superar os votos favoráveis. Na prática, isto significa o enterro definitivo de uma luta de 12 anos desde que o PLC 122 começou a tramitar no Congresso. As minhas críticas e questionamentos ao PLC são públicas, mas sempre defendi sua aprovação, mesmo achando necessário um debate mais amplo. Defendo porque a derrota desse projeto seria uma vitória do preconceito e dos discursos de ódio. Contudo, infelizmente, o que aconteceu hoje é o final de uma ‘crônica de uma morte anunciada’. Longe de promover um debate sério, a bancada governista cedeu à chantagem dos fundamentalistas, como o gov. Dilma tem feito desde o início. Cada novo substitutivo do projeto, cada nova alteração, cada novo adiamento significou um retrocesso. Foi tanto o que cederam (para garantir o ‘direito’ dos fundamentalistas a pregar o ódio) que do PLC-122 original só restava o título. E foi esse título que enterraram hoje!”, disse Wyllys.

O ex-BBB afirmou que, na Câmara, tentará mudar o texto do Novo Código Penal para incluir novamente as propostas “sepultadas” com o PL 122 e com o requerimento de Magno Malta: “A comissão responsável pelo projeto do Código Penal aprovou o relatório do senador Pedro Tarques, relatório que exclui as referências a “gênero”, “identidade de gênero”, “identidade sexual” ou “orientação sexual”, acatando as emendas de Magno Malta, senador publicamente conhecido por se opor ao reconhecimento da cidadania para a população LGBT. Estamos atentos e alertas para quando o projeto do Código Penal chegar à Câmara, já estudamos a apresentação de uma proposta mais ampla. Proposta esta que enfrente de maneira sistêmica os crimes discriminatórios! Proposta esta que garanta políticas públicas e ferramentas legais de proteção contra todas as formas de discriminação! Proposta esta que também promova a educação para o respeito à diversidade!”, escreveu o deputado federal.
A lista
O apensamento do PL 122 ao projeto do Novo Código Penal não foi aprovado por unanimidade. O então relator do projeto na Comissão de Direitos Humanos do Senado, Paulo Paim (PT-RS) emitiu parecer contrário à proposta de Eduardo Lopes, e pediu votação nominal como forma de pressionar os colegas a votarem contra.
No entanto, a proposta do senador Eduardo Lopes foi aprovada por 29 votos favoráveis, 12 contrários e 2 abstenções – entre elas, a do senador Walter Pinheiro (PT-BA), evangélico, e apontado por Jean Wyllys como um dos que mobilizaram grande influência contra o PL 122.
Veja abaixo, a lista dos senadores que votaram contra e a favor do “sepultamento” do PL 122:




Por Tiago Chagas, para o Gospel+






quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A ESPADA DO ESPÍRITO - ANTÔNIO ABUCHAIM


Assim como o mundo começou pela Palavra de Deus, marcha conforme a Palavra de Deus, e se encerrará segundo a Palavra de Deus, este estudo também começa, desenvolve-se e termina com a Palavra de Deus: "Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus." (Ef 6.17.) "Tomai... a espada do Espírito."
Embora estejamos vivendo em plena era de armas modernas, como a bomba atômica, os foguetes, a bomba a hidrogênio. Deus ainda faz o seu combate com a velha espada, a sua Palavra! Nunca houve no mundo uma arma tão poderosa como a Espada do Espírito — a Palavra de Deus! Faz-nos lembrar a guerra de Gideão, quando se levantou contra os midianitas; e a divisa daquela batalha era: "Pela Espada do Senhor e de Gideão". (Jz 7.18-20.) Não se trata de duas espadas. A mesma Espada do Senhor é a de Gideão: "Pela Espada do Senhor e de Gideão". Não diz "e a de Gideão". De modo que pela espada do Senhor e de Gideão, e de Antônio Abuchaim, com toda a humildade, faço questão de lançar-me ao combate: com esta arma única, porque não existe outra.
A Palavra nos diz que o Espírito precisa agir! A sua ação é um combate. E a sua arma é só uma: a Espada — a Palavra de Deus. Que diremos daqueles crentes que querem avivamento, mas deixam a Bíblia guardada a semana inteira? Que diremos daqueles que se submetem ao batismo com o Espírito Santo, aceitam a sua crucificação, mas terminam encostando tudo isto ao largarem a Palavra do Senhor em cima duma mesa durante os trinta dias do mês? Estão liquidados os seus avivamentos!
Examinemos também o propósito desesperado de Satanás. O que ele quer atacar? Um confronto de Gênesis 2.17 com 3.1 mostra-o claramente: "Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás: porque no dia em que dela conteres, certamente morre-rás." (Gn 2.17.) Esta foi a Palavra de Deus a Adão. Deus criou o homem e a mulher, e colocou neles a sua Palavra.
Vamos agora ao primeiro contato do maligno com o ser humano. A serpente, chegando no jardim, disse à mulher: "Ê assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?" (Gn 3.1.) O que é que ele pretendia atingir? Qual foi o seu primeiro, único e principal objetivo? É como um inimigo em combate na guerra: o seu objetivo não é um hospital, uma hospedaria, uma roça, um armazém, mas sim os objetivos bélicos. E qual é o objetivo bélico de Satanás? Atingir diretamente a Palavra de Deus na experiência humana: "£ assim que Deus disse?" Como está escrito: "...vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações." (Mc 4.15; Mt 13.19.) O seu plano é combater a Palavra de Deus.
A grande arma contra as suas forças é a Palavra de Deus. De modo que o ser humano com a Palavra de Deus é alvo impossível para Satanás! Mas o ser humano sem a Palavra de Deus, é presa fácil. A sua primeira atenção é para a Palavra de Deus. Eva deu a Satanás uma explicação, mas não foi fiel à Palavra de Deus: "E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos: mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais." (Gn 3.2,3.) Deus não tinha dito: "Nem nele tocareis". Isto foi acrescentado. Confira com 2.17 e verá que Eva não citou fielmente a Palavra de Deus ao diabo. É um inconveniente muito grande adicionar algo à Palavra de Deus. Jesus disse: "...o que passa disso é de procedência maligna." (Mt 5.37.) Eva citou a Palavra de Deus com adição. E Satanás, por sua vez, também acrescentou à Palavra de Deus mais uma pala¬vra: "Não". Contradição. Qual desses dois é o pior: adi¬ção ou contradição? Ambos. Tanto um como o outro não foram fiéis à Palavra de Deus.
E qual a razão de tanta desgraça neste mundo? Das guerras, dos desentendimentos, das misérias, das mortes à míngua, das enfermidades, de toda a vitória do mali¬gno sobre as forças benignas, de toda a vitória do inferno sobre a raça humana? Tudo isto provém de uma só palavra que o ser humano aceitou do diabo! Será que estou-me dirigindo a pessoas que não respeitam, nem prezam a Palavra de Deus? Uma só palavra do diabo foi aceita, e causou toda a desgraça que este mundo tem experimentado. Qual foi a palavra? "Não." Só uma palavra do diabo foi aceita no começo, e tem germinado e proliferado tanto mal. Mas, tudo porque se menosprezou a Palavra de Deus. Satanás sabe que qualquer pessoa sem a Palavra de Deus, é por ele dominada. Mas ai dele quando alguém se agarra à Palavra de Deus e não a solta!
Lembremo-nos de quando Jesus, depois de ser cheio do Espírito Santo, foi levado por ele para ser tentado pelo diabo; então, Satanás começou a sua obra. E com que arma Jesus venceu a tentação? Com a Espada do Espíri¬to — a Palavra de Deus!
Esta é a única arma que vence o diabo. O diabo é muito astuto. Certa vez alguém me disse que estava batendo no diabo. Mas quem bate já está fazendo a obra do diabo: espancando o seu próximo. E Deus me fez pensar numa coisa interessante: o diabo instiga duas pessoas a brigar. Uma é contra a outra mas ambas são a favor do diabo. Brigando, elas fazem o que o diabo quer. E o diabo ganha. Ele ganha dos dois lados. Se um país luta contra o outro, faz a vontade do diabo. Ambos dão as mãos ao diabo e se chocam e se degladiam. Ele até pa¬rece inteligente! O seu partido está sempre por cima.
Toda e qualquer pessoa que queira fazer o mal, para ele é bem-vinda.
Mas o que diz a Palavra de Deus? Jesus não cedeu a Satanás, mas citou para ele a Palavra de Deus. Não somente citou-a, mas usou-a, apoiou-se e confiou nela. Notemos no capítulo 4 de Mateus que Satanás também citou a Bíblia, mas não para se apoiar nela, ou para confiar nas suas afirmações. Nem sempre quem cita a Bíblia merece crédito. Há livros por aí que contêm textos bíblicos e que parecem ter vindo do inferno! O texto mostra-nos que Jesus citou a Palavra de Deus, confiando nela. Mas Satanás citou a Palavra de Deus para provo¬car, tentar e insultar!
Ouvi contar que alguns crentes procuraram o minis¬tro russo, Molotov, que era conhecedor da Bíblia, para dizer-lhe:
— Nós vimos pedir ao senhor que diminua a pressão do governo contra a liberdade religiosa no país. Nós precisamos trabalhar — precisamos nos sentir felizes com a nossa religião aqui.
Molotov citou-lhes a Bíblia:
— O vosso Mestre não disse que veio trazer espada e perseguições para vós? (Mt 10.34-36.) Ele não disse que terieis aflições? (Jo 16.33.) Aí estão! O vosso Mestre não disse que veio trazer paz, mas a espada! Como quereis paz? Vós não sois de paz!
Citou a Palavra com escárnio. No entanto, se alguém disser:
—  Cito a Palavra de Deus. Com ela lanço a minha sorte, a minha confiança.
Bem, aí é outra coisa. Satanás citou a Bíblia, mas não em confiança. Jesus citou a Bíblia, apoiando-se e firmando-se nela.
—  Não transformo pães em pedra, mas me alimento da Palavra de Deus!
Jesus se apoiou nela e confiou nas suas gloriosas afirmações: "Nem só de pão vive o homem, mas sim de toda a palavra que sai da boca de Deus. " (Dt 8.3.) Isto é autoridade. Citar a Bíblia para tentar, não é autoridade. Cuidado com isto. Duas pessoas podem citar o mesmo texto bíblico e haver diferença no efeito: uma cita-o sem autoridade, a outra, com autoridade.
Eu me recordo de ter ouvido a história de uma criancinha. A mãe lhe ensinara um versículo da Bíblia: "O Senhor é o meu pastor e nada me faltará." Mas ela esqueceu a parte final. Quando foi para a frente da igreja, começou a recitá-lo muito animada:
— "O Senhor é o meu pastor ...e não preciso de mais nada!" "Eu não preciso de mais nada!" Que inspiração! Valeu muito este paralelo, "E eu não preciso de mais nada!" Parece uma confissão confiante de que este Pastor nos satisfaz plenamente. É citar a Bíblia com confiança!
Paulo estava consciente dessa grande necessidade; revelou-a quando pediu aos crentes de Éfeso que orassem por ele: "E por mim: pura que me seja dada. no abrir da minha boca. a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho. " (Ef 6.19.) Eu não quero falar titubeando: quero falar com certeza; quero dizer a verdade, confiando nela. Em outras ocasiões, Paulo pediu orações para que a Palavra de Deus não estivesse presa: "Orando também juntamente por nós. para que Deus nos abra a porta da palavra, afim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso." (Cl 4.3.)  Ele queria pregá-la com ousadia.
Paulo recomenda: "Não extinguis o Espírito. Não desprezeis as profecias." (1 Ts 5.19, 20.) Vamos estudar o que significa, "apagar o Espírito", "extinguir o Espíri¬to". Apagar o Espírito é desprezar a profecia, ou seja, a Palavra de Deus.
O Espírito nada tem a fazer no meu ministério, quando me levanto diante de um grupo deixando de lado a Palavra de Deus. Eis aí o que é apagar o Espírito! Se alguém falar de si mesmo, o Espírito não tem o mínimo compromisso de endossar ou sancionar palavras huma¬nas! Ele tem a sua Palavra, de modo que se alguém se levanta para falar o que não seja a Palavra de Deus, o Espírito se apaga, não aparece, não atua, não tem responsabilidade de confirmar aquilo que não disse, aquilo que não inspirou! Apagar o Espírito é querer que ele atue fora da Palavra.   Ele se considera  extinto.
Quantos cultos há que não possuem a expressão do Espírito, porque a sua Palavra é desprezada.
Vejamos o que significa o poder de Deus. Jesus, certa vez, a uma interrogação dos saduceus, respondeu: "...Er¬rais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus." (Mt 22.29.) Porque a Escritura encerra em si o poder de Deus. E mais. Jesus disse: "Errais". É outra advertência contra o fato de não se conduzir pela Palavra de Deus, pela Escritura, pelo poder de Deus. Eis aqui o compromisso divino: esta Escritura contém mesmo o poder de Deus — isto é, Deus empenha todo o seu poder para confirmar a sua Palavra.
Se alguém quer pregar com poder, pregue apenas a Palavra de Deus. E aí está a mensagem do poder. Porque Deus se compromete a operar através de sua Palavra, e nunca de outra maneira.
Temos mais uma palavra de Jesus, mostrando-nos uma tentação terrível. É uma tentação diabólica: "Inva¬lidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição..." (Mc 7.13.)
—  A Bíblia diz assim, mas nós estamos acostumados a outro modo.
E agora, vamos agir pelo que estamos acostumados, ou pelo que a Palavra de Deus está dizendo? Vamos ficar com o nosso costume? Jesus disse: "Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição."
Eu vos preguei o batismo com o Espírito Santo pela Palavra de Deus. Mas há uma tradição por aí que o batismo com o Espírito Santo é obtido pela manifesta¬ção. E, então, alguém cita a sua experiência:
—  Aconteceu comigo assim, assim, assim. Você tem que experimentar isso. Foi assim que aconteceu comigo.
Isto é tradição. Portanto, saindo da Palavra para a tradição. Não tem que ser assim, e assim, como os homens dizem, mas tem que ser como a Palavra de Deus diz: "A lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." (Is 8.20.) Gosto demais desta verdade gloriosa da Palavra. Ou vivemos conforme a luz da Palavra, ou ficaremos em trevas sem a luz da "alva".
Olhemos para um outro aspecto da Palavra: "Pelo que também damos sem cessar graças a Deus. pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus. a recebestes. não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como palavra de Deus. a qual também opera em vós, os que crestes." (1 Ts 2.13.)
Que coisa maravilhosa! Eu sei que há pessoas que não gostam de ouvir este tipo de mensagem, porque não contém tradições humanas. "...Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam." (Lc 11.28.)
Há muitos que não são membros de uma igreja evangélica. O apóstolo Paulo está dizendo para eles, como disse aos tessalonicenses:
—  Quando eu cheguei aí em Tessalônica, vocês me ouviram falar, e disseram: "Isto não é palavra de ho¬mem. É Palavra de Deus!"
Essas pessoas, ouvindo a Palavra, disseram:
—  Isto não é "conversa fiada" de um homem. É a Palavra de Deus! Vamos aceitar, não a ele, mas à Palavra!
E Paulo continua:
—  Quando me lembro disso, penso: que coisa maravi¬lhosa, como o coração de vocês era tão nobre, mesmo antes de serem crentes, pois, quando ouviram a pregação, já foram entendendo que não era apenas conversa de um judeu, mas a Palavra que vinha de Deus para os seus corações. Que nobreza! Quando vocês aceitaram a Pala¬vra como sendo a Palavra de Deus, ela operou.
Veja a expressão, "ela operou". A Palavra de Deus opera! Lembre-se de que não há palavra que opere senão a de Deus — a espada do Espírito. Veja Isaías 55.11: "Assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz. e prosperará naquilo para que a enviei." Deus assume o compromisso de que a sua Palavra opera infalivelmente, trazendo o seu fruto, o seu resultado. O que nós estamos demonstrando aqui é o valor da Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus. A Bíblia não é um livro qualquer. Ela é a Palavra de Deus, é a Espada do Espírito.
Alguém me disse certa vez:
—  O papel aceita tudo.
—  É verdade.
Peguei, então, um pedaço de jornal velho qualquer e disse:
—  Aqui há alguma coisa escrita, não há?
—  Há.
—  Vamos queimá-lo?
—  Vamos.
—  Escute, o senhor deve ter no bolso uma nota de Cr$50,00. Vamos colocá-la junto para queimar. O papel aceita tudo; vamos por fogo em tudo. O senhor tem fósforos?
—  É papel, mas acontece que tem valor!
—  Este papel aqui também aceitou coisa de valor — a Palavra de Deus. Ela está escrita em papel. E se papel aceita tudo, não vale nada. queime a escritura do seu sítio! A escritura de sua casa, registrada, com tudo pago. Ponha fogo. O papel não vale nada, aceita tudo!
—  Mas há papel que não se pode destruir porque contém coisa de muito valor!
—  Assim é a Palavra de Deus escrita!
A Bíblia Sagrada contém coisa de muito valor. Ela é a Palavra de Deus. "...e prosperará naquilo para que a enviei" (Is 55.11), diz o Senhor. Ela tem que prosperar! Pregamos com esta maravilhosa expectativa. Não estou com receio de ser decepcionado. Não tenho medo disso. Ela tem que prosperar, graças a Deus! Glória a Deus!
Lembro-me de uma experiência que tivemos na ilha do Jacaré, há pouco tempo. Distribuímos bíblias no vale do rio Paraná. Um certo senhor que tinha recebido uma Bíblia, encontrou um amigo que a queria. Disse-lhe:
—  Não posso dar esta Bíblia. Ganhei-a dos missio¬nários que passam por aqui.
—  Então, você ma vende.
—  Bem, vendê-la eu posso.
O homem vendeu a Bíblia por mais do que o preço real. Custava, naquela ocasião. Cr$ 4,00 e ele a vendeu por Cr$ 5,00. Logo em seguida declarou:
—  Eu posso vender esta, porque, quando eles vie¬rem, eu peço outra.
De passagem por lá, o Espírito de Deus me guiou sem que eu soubesse do ocorrido. Tínhamos no nosso depósi¬to de bíblias uma que estava velha, bem usada, mas conservada. Eu a havia trocado com um irmão que me pedira:
—  Estou com dificuldade de ler, pastor. O senhor me troca essa Bíblia por um Novo Testamento de letra grande?
Quando aquele homem, que havia vendido a Bíblia, pediu-me outra pela segunda vez, não conhecendo o que havia ocorrido, dei-lhe a Bíblia velha. Mas fiquei muito contente quando alguém me disse:
—  Ele vendeu a Bíblia que o senhor lhe deu.
Não tive raiva nem tristeza. Pelo contrário, fiquei muito contente! Dei graças a Deus pelas maravilhas que ainda acontecem com a sua Palavra. Alguém a recebeu, achou que não valia nada, teve a bendita graça de entregá-la a alguém que a desejava e que pagou mais do que o seu valor material. Por certo o segundo possuidor teria mais interesse do que o primeiro. E o primeiro, com a Bíblia velha, não poderia vendê-la de novo. O dia em que eu me encontrar com aquele homem, vou dizer-lhe:
—  O senhor fez muito bem! Oxalá, todos a quem tenho dado a Bíblia, e não a querem, que a dêem, que a vendam, que a passem para quem a queira!
Aliás, lembro-me do meu erro. A primeira Bíblia que me deram, levei-a para casa, meti-a no fundo duma mala. e lá ficou por seis meses, guardada. Guardada, não. Esquecida, omitida, desprezada. Eu não tinha nenhum interesse pela Bíblia! Uma pessoa insistiu comi¬go para que a lesse. Não lhe dei ouvidos. Mas depois que comecei a lê-la, nunca mais parei. Cheguei à conclusão de que perdi seis meses da minha vida, pois tive a Bíblia guardada, sem tocá-la. Foi um tempo perdido.
Continuaremos afirmando que esta Palavra de Deus opera maravilhosamente. Há pessoas que cantam assim nos corinhos:
—  Manda fogo, Senhor, manda fogo...
Donde vem este fogo? Favor me mostrar! Em Curiti¬ba, um irmão, há pouco tempo, ia à igreja num domingo de manhã. Encontrou-se com um outro e perguntou:
—  Aonde você vai?
—  Vou ao culto da minha igreja.
—  Ah. eu vou para a igreja do fogo!
A igreja do fogo. O que é fogo? Eu não sei o que é fogo do modo como está sendo dito por aí.
Um dia um pastor do "fogo", mostrando-me uma certa moça de sua igreja, comentou:
—  Essa moça aí é de fogo.
Fiquei até um tanto escandalizado com esta expres¬são. Que é fogo? A Bíblia diz: "Não é a minha palavra como o fogo. diz o Senhor, e como um martelo que esmiuça a penha?" (Jr 23.29.)
Se é para sair fogo do púlpito, eu concordo. Billy Graham, no dia em que creu que a Bíblia é a Palavra de Deus, disse:
—  Eu senti que a Bíblia em minhas mãos se tornara em chamas de fogo!
Sim! A Palavra de Deus é fogo. Jeremias fala outra vez. desta maravilhosa verdade: "Portanto assim diz o Senhor, o Deus dos Exércitos: Porquanto disseste tal palavra, eis que converterei as minhas palavras na tua boca em fogo. e a este povo em lenha, e eles serão consumidos." (Jr 5.14.)  Que coisa maravilhosa!
Este é o avivamento que queremos. Já o tenho, graças a Deus! Sua Palavra para mim é fogo divino em minha vida e na vida daquele que dela participa. Ela não me cansa de ser gloriosa. Eu acho que tenho muitas vezes que pensar nesse particular, para não me tornar prega¬dor de uma expressão só, mas a verdade é esta: A PALAVRA DE DEUS Ê ESTE FOGO: "...Ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." (Mt 3.11.) Esta é a Palavra que começou a incendiar, depois do batismo com o Espírito Santo, nos crentes ali na cidade de Jerusalém. O livro de Atos mostra-nos como os apóstolos ficaram compenetrados do valor da Palavra de Deus, mediante o batismo com o Espírito Santo: "E os doze. convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. " (At 6.2.)   "Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra." (At 6.4.) "E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. e crescia a palavra de Deus. e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia a fé." (At 6.6, 7.)
A meditação na Palavra de Deus traz fogo aos nossos corações: "Incendeu-se dentro de mim o meu coração: enquanto eu meditava se acendeu um fogo; então falei com a minha língua." (SI 39.3.)
A razão por que sete homens foram escolhidos para servirem às mesas (At 6.5) está explícita no verso 4: "Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da pala¬vra." Isto é a Palavra de Deus. Devemos cuidar somente disto. Não entremos no problema da Igreja. O problema ficará com outras pessoas. Somos ministros da Palavra. Vamos cuidar da Palavra.
Crescia a Palavra de Deus em Jerusalém. Grande parte dos sacerdotes obedeciam à fé. Sabem quem eram esses sacerdotes? Eram os que mataram a Jesus! Eles aceitaram a Palavra. Vejam o fogo. Pegou até nos inimigos. É a Palavra.
Que é que entendemos por "fogo de avivamento"? É a Palavra de Deus prevalecendo poderosamente: "E a palavra de Deus crescia e se multiplicava." (At 12.24.) Esta é a verdade: a Palavra crescendo como um incên¬dio!
O que queremos que cresça? Eu sei que alguém está preocupado:
—  Prefiro que a igreja cresça. Mas Deus diz:
—  Meu plano é fazer crescer a Palavra. Vejamos esta verdade: "E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província." (At 13.49.) "E a palavra de Deus crescia e se multiplicava" (At 12.24) e "Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia." (At 19.20.)  A Palavra é o poder.
Queremos que o Espírito Santo trabalhe. Achamos importante que ele trabalhe. Mas o Espírito nos impõe unia condição:
—  Eu só trabalharei mediante a minha Espada. Só trabalharei mediante a Palavra!
De modo que a Palavra é a Espada do Espírito, e é a minha também. Que cada crente resolva no seu coração ser uma bênção:
— Senhor, a tua Palavra é a Espada do Espírito, mas é a minha também! Eu não quero mais falar senão os textos da tua Palavra, porque sei que a tua manifestação só poderá ocorrer por meio da Palavra! Porque este é o teu propósito. "E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confir¬mando a palavra com os sinais que se seguiram." (Mc 16.20.) "Confirmando a Palavra", diz o texto.
Lembremo-nos da expressão maravilhosa de Jesus: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. " (Jo 7.38.) A Escritura é que o diz: "rios d'água viva correrão do seu ventre". Então, Senhor, eu creio na tua Palavra. Eu creio em ti. Eu creio, que conforme a tua Escritura, estes rios d'água viva, tu mesmo farás sair do meu interior!
Você deve receber a Palavra. O que diz a Bíblia?
"Quem crê em mim. como diz a Escritura, rios d'água viva correrão do seu interior." Senhor, eu creio na tua Escritura, creio em ti, Senhor, a tua Escritura fará brotar em mim   rios d'água viva!
Jesus está falando segundo as Escrituras. Ele cita a Escritura! Ele também sabe que o Espírito não sanciona quaisquer palavras. Ele sanciona a Escritura! É impor¬tante pensarmos nisto: por que Jesus morreu? Por que ressuscitou? A Palavra de Deus nos diz por que Jesus morreu e por que ressuscitou: "Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras."(1 Co 15.3,4.) A vinda de Cristo, sua morte e ressurreição ocorreram segundo as Escrituras. Então Cristo morreu para cumprir as Escrituras e ressuscitou para cumprir as Escrituras.
Você sabe qual é o fato mais importante de toda a história universal? Para mim, no capítulo 19 de Apoca¬lipse, está o maior episódio da história universal! Jamais alguém escreveu ou escreverá um capítulo mais belo sobre a história do universo! "E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco: e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas: e tinha um nome escrito, que ninguém subiu senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a PALAVRA DE DEUS." (Ap 19.11, 12, 13.) Eu acho tão glorioso este nome! O nome de Jesus no combate final é: PALAVRA DE DEUS. Satanás estava amarrado e veio a ser solto para o último combate do universo. A vitória final é da Palavra de Deus! E Jesus desce, vestido de branco, embora com suas vestes man¬chadas de sangue, acompanhado de um exército de anjos, todos vestidos de branco. Satanás é solto, e se levanta (capítulo 20.7-10) para preparar a grande e final batalha. Observem com que Jesus venceu Satanás: "E subiram sobre a largura da terra (aí mostra que Satanás já tinha arregimentado a sua tropa para a grande batalha) e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada: mas desceu fogo do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, jòi lançado no lago de jogo e enxofre, onde está a besta e o falso projeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre." (Ap 20.9, 10.) Temos aqui a gloriosa vitória de Jesus, maravilhosa vitória! A vitória final. Mas ele vem com este título: PALAVRA DE DEUS — a espada do Espírito. Ela é o poder de Deus, na obra deste mundo. Ela é o fogo que incendeia os corações para a salvação. Quer ver o que a Palavra de Deus é? Eis aqui: ela declara que Deus nos deu o seu Filho Jesus Cristo. (Jo 3.16.) A Palavra de Deus declara que se uma pessoa aceitar Jesus Cristo pela Palavra de Deus, tal pessoa ganha a vida eterna. A Palavra fala que Deus o ama. Ele lhe deu Jesus para que, se você aceitá-lo, alcance a vida eterna. Quem quer a vida eterna? Eis que a Palavra de Deus transmite-lhe a vida por Cristo Jesus.
Levanto uma pergunta: quem aceita a Palavra de Deus? Ela veio na pessoa de Jesus como Salvador, e todo aquele que crê nela e a aceita, deve dar este testemunho: — Eu aceito a Palavra de Deus e quero que Jesus seja o meu Salvador.
Pela Palavra de Deus o Espírito Santo opera: "Reten¬do firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes." (Tt 1.9.) Amém.

Antonio Abuchaim - Barros em Suas Mãos

A Jovem Mulher Puritana - David Lipsy - Parte 2


“Seja Útil”

Os puritanos sabiam como medir a utilidade das instituições 
de educação. Certo puritano escreveu este sintetizado padrão 
para avaliar a escolaridade de uma jovem: “Quando uma jovem 
volta para casa, se ela não é tão boa filha quanto era antes, qual-quer que tenham sido as aquisições que ela possa ter adquirido 
na escola, teria sido melhor ela não ter ido para lá”.
Se a escola e a igreja de fato tiverem enfatizado esses valo-res louváveis, os puritanos preveniriam aos pais a que não anulassem o que essas instituições tinham feito por essas filhas. O 
puritano Richard Greenham avaliou essa advertência, dizendo: 
“Se os pais têm seus filhos abençoados na igreja e na escola, que 
eles tomem cuidado para que não dêem a seus filhos nenhum 
exemplo corrupto em casa... De outra forma, os pais lhes causa-rão mais danos em casa do que o bem que pastores e professo-res possam lhes fazer fora”. George Swinnock vai ainda mais ao 
ponto: “Alguns pais”, ele escreveu, “como Eli, criam seus filhos 
para a ruína de sua casa”.

Nos dias do puritano John Angell James, havia também e 
da mesma forma, tendências educacionais para a distorção, de 
um tipo não desconhecido entre nós hoje, que estavam então 
tentando interromper o treinamento das moças puritanas. Ele 
escreve: “Na educação moderna, quanto não é programado, se 
não intencionado, mais para preparar nossas mulheres de modo 
que se fascinem nos círculos da moda e nas festas, do que para 
brilhar no retiro de sua casa. Polir o exterior com aquilo que é 
chamado realizações, parece mais ser a finalidade do que dar 
um sólido substrato (i.e., fundamento) de piedade, inteligência, 
bom senso, e virtude social. Nunca houve um assunto menos 
bem compreendido que educação. Armazenar a memória com 
fatos, ou cultivar um gosto musical, canto, desenho, línguas, e 
corte-costura, são o ultimato para muitos. O uso do intelecto no 
sentido de reflexão profunda, juízo são, discriminação acurada 
não é ensinada como deveria ser”. “O que James almeja para a 
educação das moças?”, você poderia perguntar. A resposta se-ria: “Eu quero que elas sejam adequadas [de modo que possam] 
treinar homens e mulheres que serão o suporte da força e glória 
da nação”.

A moça puritana era educada, não apenas em casa e na escola, 
mas também na igreja. Em uma série de sermões sobre educação 
religiosa de crianças, Phillip Doddridge, dirigindo-se a jovens, dis-se: “Primeiro, sejam dispostos a aprender as coisas de Deus. Segun-do, orem por aqueles que lhes ensinam. Terceiro, atentem para que não aprendam em vão”. No mesmo sermão ele continua, a certa 
altura, dirigindo-se aos desatentos e também aos jovens piedosos, 
todos que estavam chegando à maturidade. Como mais e mais das 
nossas congregações recebem pastores de si mesmas, pela graça de 
Deus, eu penso que presbíteros, e especialmente os pastores, pre-cisam mais e mais dar assistência aos pais dirigindo pelo menos 
parte de suas mensagens a nossas crianças sentadas na igreja.
A esse respeito, eu tenho citado hoje largamente o extenso 
livro escrito pelo puritano John Angell James sobre Piedade Fe-minina. A moça puritana a quem ele se refere, embora possa não 
ter tido uma educação universitária, deve ter sido pelo menos 
tão inteligente quanto muitas de nossos dias atuais graduadas 
no ensino médio. Uma mente precariamente educada teria tido 
considerável dificuldade em acompanhar seu raciocínio agudo 
e, às vezes, elevado vocabulário. O mesmo poderia ser dito do 
puritano A Guide for Young Disciples (Um guia para Jovens 
Discípulos) de J. G. Pike. Talvez nós devamos pensar duas vezes 
antes de sentirmos pena da assim chamada escassa educação 
formal das moças puritanas. Depois de ter me preparado para 
este tópico eu receio que muitas moças aprenderam mais de 
real substância nos poucos anos de estudo que elas tiveram do 
que muitos de nós em talvez duas vezes os mesmos anos.

A educação puritana era sempre considerada um meio para 
um fim útil. Utilidade quase nunca era medida em termos de 
riqueza ou realização pessoal, mas em termos de serviço para 
a família e para outros. Tanto antes como depois do casamento, a jovem moça puritana era freqüentemente encorajada a, na 
linguagem puritana clara, “ser útil”. Dirigindo-se a mulheres, 
baseado em Filipenses 4:3, onde se lê sobre aquelas mulheres 
que “juntas se esforçaram comigo no evangelho”, o puritano 
John James escreve página após página despertando as mulhe-res, não “a fazerem prosélitos de uma denominação para outra”, 
mas ao “trabalho mais nobre e santo de salvar as almas de cria-turas suas semelhantes, especialmente aquelas de seu próprio sexo...”. Ele acrescenta uma advertência, contudo. “O caminho 
do zelo religioso é freqüentemente sobre uma vastidão, sobre 
pedras pontiagudas e rochas descobertas... Vocês terão que fa-zer sacrifícios de tempo, conforto, diversão, sentimentos, talvez 
de amizades; vocês terão que suportar dificuldades, e deparar--se com muitas coisas desagradáveis; vocês terão que estar pre-paradas para abandonar a vontade-própria... reivindicações por 
proeminência. Vocês podem ser zelosas de boas obras em tais 
termos? Se sim, vamos; se não, volte”. Fiel à forma puritana, o 
escritor prossegue descrevendo quais características espirituais 
eram pertinentes para esse trabalho e depois continua a desta-car “os meios nos quais seu zelo pode ser empregado apropria-damente ao seu sexo, idade e circunstâncias”.
Qualquer moça podia ser útil. O mesmo autor ilustrou este 
ponto contando uma história sobre uma menina que ficou ofendida com o fato de várias lojas em sua vizinhança estarem aber-tas no domingo. Ela foi até seu ministro e pediu por folhetos so-bre a observância do Dia do Senhor, colocou-os em envelopes e 
deixou-os nas casas da vizinhança. Sete lojas acabaram por fechar 
aos domingos. Os puritanos, fossem meninas ou homens madu-ros, não eram pessoas do tipo “não-fazemos-nada”. Mas, muito do 
que eles fizeram, fizeram com séria preparação, consulta sábia e 
ação em oração. Uma pergunta para nós é: “Nossas filhas são úteis 
no sentido bom e correto da palavra?”. E quanto a isso, nós somos?

Cortejando

Ao preparar-se para pensar em casamento, era típico ser 
dito à jovem puritana que afeição estável de ambos os lados 
em um relacionamento era geralmente um sinal de apoio di-vino ao casamento. Todavia, ela não devia necessariamente 
procurar por alguém a quem ela amasse naquele exato mo-mento, mas por alguém a quem ela poderia amar de forma 
permanente. Esta é uma importante distinção (expandir--emoção vs. critério).

A moça puritana era ensinada que o amor pelo Senhor devia 
vir primeiro e o amor humano devia alimentar esse amor e não 
desviá-la dele. Contudo, o amor marital, uma vez que o homem 
e a mulher estivessem unidos, devia ser igual ao da igreja por 
Cristo, embora subserviente ao amor dela pelo Senhor.
Packer nos fala que o homem puritano típico oraria muito e 
pensaria bastante sobre uma companheira em potencial. Que 
ela fosse uma cristã séria era uma condição. (Faça uma pausa 
e considere isto.) Beleza de mente e caráter era enfatizado bem 
mais que beleza externa. Uma avaliação completa do caráter da 
moça precederia a corte. Como isso era feito? Ele tentaria des-cobrir sua reputação, observar como ela costumava agir na con-vivência com outras pessoas, como se vestia e conversava, e a 
quem ela selecionava para seus amigos. O puritano Robert Cle-aver escreveu: “Escolhe uma companheira para tua vida como 
antes escolhestes companhias iguais a ti”. Os puritanos Dod 
e Cleaver em seu A Godly Form of Household Government 
(Uma Forma Piedosa de Governar a Família) afirmam: “Vejam 
um ao outro comendo e acordando, trabalhando e brincando, 
conversando, rindo e desaprovando também; ou, caso contrá-rio, pode ser que se tenha um para com o outro menos do que 
se procurava, ou mais do que desejassem”.
Os puritanos usavam o modelo bíblico de cortejar, experi-mentado e verdadeiro, em lugar do modelo moderno, em lugar 
das práticas mundanas do namoro de hoje. Eles tinham pouca 
esperança para com aqueles casais cujas afeições se sobrepu-nham à razão. De forma típica, a razão era empregada em pri-meiro lugar na procura de um parceiro e as afeições deveriam 
segui-la obedientemente. Talvez seja uma surpresa para nós, 
mas eles freqüentemente conseguiam.
Quando um certo Michael Wigglesworth desejou persuadir 
uma mulher piedosa a casar-se com ele, ele escreveu-lhe, não 
proclamando um amor violento por ela, mas, em vez disso, fez 
cuidadosamente uma lista de dez razões pelas quais ela deveria casar com ele e depois respondeu a duas objeções à união deles 
levantadas por ela. Embora a primeira das razões dele se asse-melhe ao amor romântico com que todos nós estamos muito fa-miliarizados – “meus pensamentos e coração têm sido somente 
por você desde” nosso primeiro encontro - as outras razões não 
foram produtos de paixão, mas de piedade.

Na razão dois nós lemos que “mesmo buscando a Deus 
de forma séria, fervorosa e freqüente por orientação e di-reção em uma questão tão séria, meus pensamentos ainda 
têm sido determinados e fixos em você como a pessoa mais 
adequada para mim”.

Razão três: “A isso eu não tenho sido levado por fantasias 
(como muitos são em casos assim), mas por um raciocínio e 
julgamento saudável, principalmente amando e desejando você 
por aqueles dons e graças que Deus lhe deu, e visando a glória 
de Deus, a beleza e promoção do evangelho. O bem espiritual, 
bem como o bem exterior de mim mesmo e de minha família, 
juntamente com o seu bem e de seus filhos, como meus objeti-vos, induzem-me a isso”.
Para encurtar a história: a senhora casou com Wigglesworth.
Que pai hoje não invejaria tal pretendente para sua filha? 
Nossa forma de aproximarmos uma relação em nossos dias atu-ais não está talvez nos afastando desta preparação séria para o 
casamento? Uma conclusão errada à qual não queremos que se 
chegue é dizer que os sentimentos do amor não são importantes. 
Os puritanos apenas não os consideravam de todo-importante. 
O amor tinha que ser precedido e temperado com considera-ções sérias, espirituais.

David Lipsy